Quinta-feira, 22 de Junho de 2017

Parabéns Luciano

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Estes dias trágicos que Portugal tem vivido romperam em absoluto

com todas as nossas rotinas.

É caso para dizer que ninguém sabe ás "quantas anda".

Então não é que só hoje me dei conta de que o dia do seu aniversário

tinha passado sem que lhe chegasse o nosso abraço?

Mas, como quem tarda - também chega - aqui estamos com as

nossas desculpas e com muito afeto a Felicitá-lo de todo o coração.

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 Para matar saudades da nossa terra hoje viemos rezar

a Nossa Sra. da Conceição.

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FELIZ ANIVERSÁRIO


publicado por Maria José Rijo às 10:26
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Sábado, 10 de Junho de 2017

CONVITE

10 de Junho

o Aristeu faz Anos hoje

o que quer dizer que está em festa a Nossa Gente do Brasil.

Pensei  então que era agradável juntar a família do Blog

e surpreende-los convidando-os para que todos

 juntos déssemos uma voltinha por Elvas...

Proponho que comecemos por beber

água da Amoreira 

na Fonte mais antiga da cidade onde os

 Jacarandás estão em flor.

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E depois expraiar os olhos nos céus da Piedade,

entrarmos no Santuário e Rezar por todos nós.

Um abraço

Maria José Rijo

e Paula

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Quarta-feira, 7 de Junho de 2017

Cá Estou ... - 2

Cá estou de novo

 Como é óbvio não vou desfiar aqui o luto da minha alma, contando das muitas pessoas queridas que desde este último ano, já só revejo na minha saudade mas, por vezes, cruzam-se connosco pessoas tão singulares que por mais apagados que sejam os percursos das suas vidas nos proporcionam momentos tão tocantes que ficam como referências indeléveis.

Foi assim com a Bia.

O seu nome próprio era Maria José, mas só por Bia Fialho era conhecida.

Ela era sensivelmente das nossas idades (um ano ou dois mais velha, talvez). Nascera e vivia em Cuba, no Baixo Alentejo, a vila onde Fialho de Almeida também vivera e repousa num jazigo decorado com gatos esculpidos em mármore tendo, também gravada essa tão carismática frase evocativa da sua obra” Os Gatos”- “miando pouco, não temendo nunca, arranhando sempre”

Nós deixáramos Évora e fôramos habitar a casa que tinha sido de Fialho, que, por coincidência, era frente à residência da Bia.

Ficamos sendo vizinhas.

Nas terras pequenas todos se cumprimentam, se conhecem e criam facilmente relações de amizade. Assim aconteceu neste 

caso também, tanto mais que seu irmão fizera o liceu em Beja na mesma altura que minha irmã e eu.

Foi portanto uma circunstância feliz.

A Mãe dela era uma senhora delicada, de voz doce, de saúde frágil, um ar resignado, pouco aparecia. Sofria de enxaquecas.

O Pai era alto desempenado, tinha a postura nobre do homem alentejano que se orgulha de viver do seu trabalho honrado.

Pai e filha cantavam como Deus, às vezes, concede aos seus eleitos.

Foi ele o fundador do primeiro Rancho Folclórico de Cuba. 

(Vão bem oitenta anos…)

Era impressionante ver actuar aquele grupo de homens.

Muito juntos, de braços dados, como que abraçados.

Moviam-se naquele passo que só os alentejanos sabem usar arrastado, lento, cheio de cadência, fazendo ressoar na calçada como se fora uma música de fundo o som rítmico da batida das solas das botas de atanado, cardadas, sobre o qual sobressaía a magia do seu cante. Tinham um ar solene, grave, como se levassem o próprio Alentejo aos ombros ou, como se fossem a voz da própria terra.

Vestiam todos os seus fatos de ver a Deus – calça Justa – de cotim ou de serrubeco, presa à cinta com as voltas da faixa de malha preta, com as pontas caídas de lado, camisa branca de colarinho alto, fechado a dois botões, colete com o cordão ou a corrente do relógio passando de bolso a bolso, a jaqueta com alamares de cordão de seda.

Nas vilas e aldeias, naquele tempo, preservavam-se as tradições como bens de herança. Religiosamente.

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Festividades de Igreja, feiras e romarias nas redondezas, eram -como festas de família. Ninguém faltava a não ser por doença e , então na Senhora D’Aires ( que é sem favor a maior romaria do Baixo Alentejo, desde há tantos anos, que já se lhes perdeu a conta) o som das vozes do rancho de Cuba subia ao alto como se fosse a respiração da própria planície alentejana de que todos se se reconhecem como filhos …

“Eu sou devedor à terra 

a terra me está devendo 

a terra paga-me em vida 

eu pago à terra morrendo”

 

A Bia era bonita, era alegre e feliz, vivia despreocupada, bem aconchegada no amor de seus pais.

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Lia romances de amor e estava a par das vidas de celebridades e artistas através das revistas que a deliciavam e alimentavam os seus anseios de felicidade ideal.

Sonhava com o “seu príncipe”mas, mais do que tudo, sonhava com o brilho dos palcos onde a sua voz seria escutada com mágico encanto…

Bem merecido milagre, que não aconteceu…

Mas, um certo dia, um vago parente que embarcado correra o mundo, regressou à terra falando inglês e desfiando aventuras. Envolveu-a nesses cantos de sereia, casaram, foi Mãe.

Depois, o que o vento traz, o vento leva…e levou…

Os Pais morreram e, ela arregaçou as mangas aprendeu a ser cabeleireira e, como espaço não faltava em sua casa, abriu o seu salão.

Atendia as amigas falando da filha, cantando, desfiando lembranças e saudades, e encantando com aquele seu jeito bom de amar a vida…

 Por perto sempre o seu lindo gato cinzento – o “gento”que, no Inverno mal a dona ligava o secador de cabelo, subia para a cadeira e só cedia de boa vontade o lugar à freguesa que ao substitui-lo no assento lhe pegasse ao colo para repartir com ele o conforto do calor.

Atendida a clientela, se o tempo a tal convidava íamo-nos sentar ao lume de lenha, na ampla chaminé da enorme cozinha e na cafeteira de barro, fazíamos um café ralo, assente com uma brasa, que nos consolava a alma e falávamos, falávamos rindo e chorando com algumas recordações a que agora junto a lembrança do abraço e da voz que repetia ternamente:

Ai amiga! que saudades…que saudades…

 

Maria José Rijo


publicado por Maria José Rijo às 14:28
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Domingo, 4 de Junho de 2017

CORAL PÚBLIA HORTÊNSIA DE CASTRO - Elvas

ERA UMA VEZ UM CORAL QUE NASCEU DE UM SONHO!

e  Acabou de fazer 30 anos.

Parabéns

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DO  ce, docemente

RE  ma, de mansinho

MI  nha fé na aventura

FA  z-te ao largo, segreda

SOL  ta livre o pensamento

LA  buta, sonha luta e no

SI  lêncio serenamente o eco... Escuta 

 

Maria José rijo

Indicativo do Coral Públia Hortênsia de Castro de Elvas

1987 – 2017 = 30 Anos

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publicado por Maria José Rijo às 18:00
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Quinta-feira, 1 de Junho de 2017

CRIANÇA - 1990

 Á Lá Minute

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.030 – 16 de Fevereiro - 1990

Criança

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Ela é, para mim, a imagem que se tem de ser criança.

Ela caminha subindo e descendo por tudo quanto for murinho,

monte de terra ou pedras, que encontre no seu trajecto; pisando nas

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poças de água que a chuva ou a rega do jardim deixem

no pavimento: parando a olhar tudo

o que mexe, tem cor, faz ruído, brilha...

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Tudo a detém e de tudo se solta.

Brinca com terra, pedras, ervas, caixas vazias.

Pára a ver os cães, as outras crianças, bisbilhuta o chão

como se tivesse perdido as jóias da coroa e investiga o céu,

como se dele esperasse resposta para todas as interrogações

e sonhos de quem tem a vida como promessa.

Ela é deliciosa. É criança.

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É franzina, tem cabelinho curto, já usa óculos, tem joelhos

daqueles onde sempre se espera ver uma esfoladela.

Tem uma mala de livros – que deve ter livros – mas

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também deverá guardar, berlindes, papeis de rebuçados,

batons da mãe e mais tudo que calha a uma criança cobiçar,

ou seja, os pequenos nadas a que se pode atar uma ponta de fantasia.

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Nas horas de recreio, ela passeia sozinha na praceta.

Sozinha – na aparência – porque, quando ela sobe ao muro

bem largo com dois palmos de altura e nele caminha

de braços abertos concentrada no equilíbrio, como um

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funâmbulo, mudando os pés como se fosse mortal o

perigo da queda – aí – eu também vejo o circo cheio e

ouço as palmas que ela escuta quando salta ligeira

para o chão e olha em redor como que a agradecer à assistência.

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Quando ela fala, fala com a boneca e depois lhe segura na mão

– eu sei que já a convenceu a ir pelo próprio pé, porque a

vejo rojar o chão ao compasso do andar miudinho

da Mãe cuidadosa que ela, então, se sente.    

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Aquela menina, nada embonecada, sem laços, sem folhos,

nem enfeites inibidores – vestida com bom gosto e conforto –

que se mexe à vontade na roupa que usa e suja, descontraída

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e feliz no seu trabalho de brincar – saiu outro dia

de casa com um rolo de higiénico e um ar de ventura deslumbrada.

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O que seria? – Não entendi

“Para fazer flores”

– informou ela.

 

Mais tarde, recebi um ramo de ervas viçosas e frescas

(que pus numa jarra) atadas com um grande laço de fartas pontas.

 

Tonta, fora eu, que não entendi que naquelas mãos pequenas de Pipi

das meias altas, tudo se transforma em milagre de verdade.

       

“São rosas, meu Senhor”

Dissera a Rainha Santa – por ser santa.

“São flores”

.

Disse a menina porque vive

o estado de graça de ser

 Criança.

 

Maria José Rijo

 

 

estou: criança-2

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Quinta-feira, 18 de Maio de 2017

Parabéns

EU ?

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Não vivo para mim

Mas sei viver comigo

consigo até suportar

o mal estar

de quando me interpelo

e contradigo

de quando vejo

um caminho

que não sendo meu

não sigo

e em contra mão prossigo

afrontando a solidão

e o risco de querer afirmar

apenas isto

EU ?

 

Maria José Rijo

16-5-2017

Eu não tinha dúvidas que a data lhe diria

que era consigo!

Parabéns - Beijinhos e

Obrigado pelo estímulo.

Tia Zé

e Paula

 


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