Sábado, 15 de Dezembro de 2007

MENSAGEM DE NATAL

Segui as eleições pela televisão.

Era tão previsível o resultado que o cenário doméstico não me interessou.

No entanto, as mensagens recebidas, quer pelo telefone, quer pessoalmente, ou, até mais tarde por “carta”, alertaram-me para o estado de choque que, em torno do tom  de um inqualificável imprevisto, se gerou.

 

Transcrevo com a devida vénia pela beleza literária e, também, como testemunho do que realmente vale a Elvas que eu defendo e amo, -  o excerto de uma carta que mostra a qualidade moral da maioria dos elvenses – evidência que a história jamais desmentiu,

 

“… no entanto senti-me inútil impotente quando, Domingo à noite ouvi o que nunca acreditei poder ouvir, alguém que como prova de gratidão àqueles que o elegeram, ofende, gratuitamente, outros que tanto amam a nossa cidade.

Não quero acreditar que a maioria daqueles que têm orgulho em dizer que são de Elvas, se revejam nessas palavras tão duras, cruéis e tão injustas, ou então é o coração dos homens que mudou sem dar por isso!

Lamento que a minha voz seja apenas isto, algumas palavras que se perdem numa folha de papel, contudo ainda assim, não posso deixar de solidariamente lhe dar um grande abraço que sei tocará a sua grande sensibilidade e riqueza de coração.

Com muita amizade…”

 

Confesso que frente a esta carta de um homem Novo – desses que com honra e dignidade hão-de na sua hora projectar Elvas no futuro, senti, face a este testemunho que também eu, como elvense, devo continuar corajosamente a assumir os meus deveres de cidadania como sempre fiz.

Assim que, nesta ou em quaisquer outras circunstâncias, Elvas está e estará acima dos meus sentimentos pessoais.

No momento, agradeço a todos que também me alertam para o perigo que receiam poder correr a minha integridade física e me recomendam que não ande só – tendo em conta desejos de morte formulados publicamente a outrem…

Agradeço as publicações mas não especulemos.

As figuras de retórica têm o valor que têm, não mais!

Cobardes e heróis – bons e maus – sábios e ignorantes – santos e carrascos – todos sem excepção saiem da vida pela mesma e única porta – A morte!

Da forma como essas coisas acontecem encarrega-se a medicina legal e a policia.

Não é generoso brincar com coisas tão sérias.

 

Estamos na época mais enternecedora do ano – comemora-se o nascimento de Deus Menino.

Com o melhor sentido de Natal – evoco a oração que o Pai nos ensinou:

-- Perdoai-nos as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos ofendeu!

Para todos – sem excepção:

                    - UM SANTO NATAL!

BOAS FESTAS

       

                                             Maria José Rijo

@@@@

Conversas Soltas

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.433 – 24-Dezembro-1997

 

 

estou:

publicado por Maria José Rijo às 23:37
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5 comentários:
De Flor do Cardo a 16 de Dezembro de 2007 às 00:53
Olá
Foi notável quando da publicação deste artigo.
Não me esqueço o tom brutal desse mesmo dia
que nesse dia (eu também ouvi) nas vozes da
radio...
Foi triste... mas já é passado... mas tenho para
mim que poderá repetir-se.
Estranhamente a amargura de quem é amargo
não é o natal que pode adoçar... algo adoçara
tal coração... não sei... desconheço que deus
terá tão grande poder... estranhos são os
caminhos de se viver...

Tenho lido atentamente os seus artigos, aqui
da minha atalaia, defronte do Tejo... mas parte
do meu coração está em Elvas (onde vou muito
pouco) - mas vou de vez enquando...

Este blog é a minha alegria.
Acredite - esta sua sobrinha - tem aqui uma
missão especial - levar a todos os corações
as suas palavras - a sua voz feita de tanta
sensibilidade e doçura.

Com muita estima e desejos de muita
Saúde e Felizes festas.
Seu amigo e admirador

Flor do Cardo

PS - Como eu recordo o Zé Rijo - esta foto
trouxe-me ao ouvido a sua voz.
Bem haja Maria José


De Dolores Maria a 16 de Dezembro de 2007 às 01:23
10 anos separam este texto .
Pouco falta para o dia 24 de Dezembro.

Vejo que na sua cidade a sua palavra
é importante - não dividava nada - nota-se
a sua força na escrita.

Gosto de mulheres assim de garra, de M grande.
É daquelas poucas mulheres que sabem dizer
a verdade .

Parabéns e eu assino debaixo daquele outro
que escreveu (essa tal carta) - pessoa que
só estará de Parabens.

Muitos beijinhos e até amanhã.
Sua e mUITO ADMIRADORA

DOLO RES


De Armando Franco a 16 de Dezembro de 2007 às 11:29
Sim Senhor gosto da forma como escreve,
sem pruridos, sem mentiras - encara a vida
assim - como ela é fria e crua.
Percebi o que escreveu e deixo aqui
um abraço.

Seu muito admirador

Armando Franco


De Horácio Baptista a 16 de Dezembro de 2007 às 13:39
Muito Boa tarde
Durante uma hora estive a ler estes seus
belos artigos e relatos.
Foi para mim uma revelação, gostei imenso.
A Senhora tem um estilo desassombrado,
incisivo e ao mesmo tempo delicado.
Devo dizer-lhe que gostei imenso.
IMENSO.

Voltarei outras vezes.
Com muita admiração, receba um abraço
e desejos de Boas Festas para si e sua
ilustrissima familia.

Se amigo

Horácio Baptista


De Joaquim Gregório a 16 de Dezembro de 2007 às 14:39
Adoro a forma como "fala" como "pensa"
e como "diz" essas "coisas" que todos
(ás vezes) conseguem ver (outros não)...

Bem haja por este blog.
Parabéns a Maria José Rijo que escreve
como eu gostaria de escrever.

Um abraço e Boas Festas

Joaquim Gregório


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