Quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2008

Reminiscências - Oliveiras em flor

                                               madeira,  arte,deco,  rádio.fotosearch - buscade fotos, imagense clipart          

            Dei comigo a sorrir ao escutar mais uma vez – a radio emite-a com frequência – aquela cantiga engraçada que fala de costumes do nosso Alentejo. Não lhe sei o título, já não estou em idade de procurar fixar esses detalhes.

               

No entanto, como a memória dos velhos é regressiva, lá no fundo escuro das minhas lembranças uma chamazinha se acendeu e fiquei a pensar nas muitas ocasiões em que, quem escuta, repete e até canta frases cujo significado, não abrange por inteiro. Isto porque me parece que esta gente nova, de agora, que diz tanto “neologismo” para mim, também não conhecerá muito do que se dizia noutros tempos.

       Grupo Coral Cantares de Évora

            É de um grupo de vozes conhecidas, a autoria e a interpretação; e porque a letra é o somatório de pessoalíssimas evocações relacionadas com o telurismo e os costumes da nossa gente, fui bisbilhotar o que aquele inesperado luzeirinho despertava com quase impertinente insistência ao som do que ia ouvindo: - era a merenda de pão, vinho e linguiça, eram as cheias da ribeira, era o candeio das oliveiras; era todo o mundo igual ao da minha infância! - E, foi aí, que a minha atenção se deteve.

              Candeia azeite.jpg (11736 bytes)

            Quantos adolescentes de hoje teriam antes pronunciado esta palavra: - candeio!

Penso que muito poucos. E, agora que a cantam, terão pensado nela, no que ela significa? - Talvez não.

            No entanto é uma palavra linda. É uma palavra quase profética. É uma palavra quase promissora de esperança.

            Tempos houve em que era à luz de candeeiros de azeite que se escrevia, costurava, bordava, trabalhava...

            Tempos houve em que era à luz da candeia que se vivia. Em família se confeccionavam aos serões verdadeiras obras de arte de tapeçaria e outras enquanto se rezava o terço, contavam histórias, se aprendiam cantigas, lendas...

           Não admira assim, que de candeia, fizesse o povo derivar: - candeio – nome de afecto, nome de sabedoria do coração, nome de amor, com que designava a floração das oliveiras.

            Foi aí, aí onde se pergunta: como vão as oliveiras de candeio? - Que eu parei e olhei com um sorriso de enlevo os olivais em flor e me apeteceu entrar na cantiga para dizer: - este ano, um encanto, graças se dêem a Deus.

                            flor de oliveira

                        Como está a promessa de azeite – a promessa de luz – como está o candeio? Lembrei-me também de uma certa vez, em que, ao notar a diferença da coloração na folhagem das oliveiras me foi ensinado que as de cor mais escuras, tinham a cor da gratidão. Nascidas em terra mais fértil disso davam notícia sendo mais viçoso o tom do seu verde e mais frondoso o seu porte. Coisas simples e belas deste nosso Alentejo onde o homem e o ambiente faziam um todo.

Coisas simples e belas deste nosso Alentejo onde até as árvores eram olhadas com a subtilezas do entendimento cúmplice do amor .

 

                                     Maria José Rijo

 

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Jornal linhas de Elvas

Nº 2.508 – 11/Junho/1999

Conversas Soltas

estou:

publicado por Maria José Rijo às 23:21
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15 comentários:
De Flor do Cardo a 28 de Fevereiro de 2008 às 00:31
Muito boa noite
Minha amiga - antes de dormir vim ver as
novidades do seu blog. Confesso humildemente
que durante o dia vim cá umas duas vezes, ler
e reler textos que muito gosto. Alguns - dos mais
antigos - tenho viva recordação - porque me
tocaram por este ou aquele motivo.

As suas reminiscências são de uma beleza
apaixonante - relatam a vida - que sempre
ouvimos e vivemos - a Senhora consegue
contar o passado de uma forma única,
especialmente bela e cativante.
Sabe, são imagens do passado que alimentam
a minha saudade de belos tempos passados.

Minha amiga - por favor continue a mostrar
as maravilhas da sua arte na escrita - a sua
beleza em mostrar a maravilha da vida e desta
forma tão sublime, esta forma que tanto SEMPRE
me alegrou.

Estou de partida...
Até breve...

Flor do Cardo


De Maria José a 28 de Fevereiro de 2008 às 11:42
Vim a correr falar-lhe porque a tristeza que repassa, direi mesmo ,que escorre das suas palavras,ficou agarrada à minha consciência.
Não sei a quem me estou dirijindo. Não me sinto particularmente dotata para dar opiniões, quanto mais conselhos...Porém, sei que estou frente a alguém que conhece o meu percurso de vida, estimou o meu marido e sempre publicamente, ainda que sob pseudónio, me apoiou.Isso , que mais não fosse, lhe devo e agradeço.E, quando alguém assim não está feliz e disso nos apercebemos apetece fazer-lhe um pouco de companhia.
Presumo que a sua idade não anda muito longe da minha.Sei que, como eu, tem sempre em aberto a dor de ter perdido alguém com quem partilhou o melhor da sua vida,- sei que isso não tem remédio, mas sei que não está só, tem consigo - Virgílio e Aristeu. Está com os"seus Deuses"
Também sei como pode parecer trágico sentirmo-nos longe do nosso chão,se como pressinto foi para Brazilia , mas, também sei que sabe que o nosso chão mais seguro, continúa a ser o do amor, e, ao que deduzo é por ele que continua a caminhar.
Boa viagem, então, em tão boas companhias.
Obrigada por prometer notícias. A falta delas seria uma trite perda para mim
Afectuasamente - a sua amga - maria josé


De Dolores Maria a 28 de Fevereiro de 2008 às 00:38
Minha querida Tia
Estou fria até aos ossos, estive na igreja no
terço especial a Jesus - durante quase duas horas
rezamos e rezamos o terço.
Mas foi agradável e cumpri a minha parte.

Estive a ler atentamente esta reminiscência e
estou deslumbrada pela beleza d texto. Desta vez
foi a minha Luisinha que me mandou vir ler a
correr - porque era muito lindo e que falava do
Alentejo.

Concordo com ela.
É muito lindo.
A minha sogrinha que também está geladinha até
aos ossos diz que gostou muito tal e qual como
o Avelino - que está ali metido na lareira para se
aquecer. Ele não gosta muito de ir a estas coisas
mas tem de ir. Faz parte da nossa vivencia na
comunidade.

Beijinhos tia - vou-me aquecer um bocadinho.
Até amanhã Tiazinha

Do LO RES
Avelino
Sogrinha


De maria José a 28 de Fevereiro de 2008 às 12:01
Meus queridos - as vossas palavras são sempre refrescantes.Provêm de uma Família com maiuscula - estruturada e humanamente feliz. São um balsamo, creiam.Por vezes, reencontro-me nelas como em outros tempos, euprópria, tinha com quem compartilhar as pequens grande coisas do dia a dia. Quando telefonava para casa de meus pais e perguntava receitas de culinária ou dava notícias dos doces e bolarada que então fazia e que meu marido e sobrinhos devoravam...
Penso que as coisas chegam até nós nas horas certas e, desde as vossas idas à igreja,a tudo o mais revejo-me nas vossas vidas.
Até, também já torço pela chegada de alguém que ainda só se sonha, mas mesmo em sonhos já é muito amado.
Beijinhos para todos.
Foi muito bom recordar o poema, sempre lindo - obrigada, por ele a sua Sogra.
Deus vos proteja
Maria josé


De Manuel Rocha a 15 de Janeiro de 2010 às 13:21
Cara Sr.ª

Sou professor de Português na Secundária Stuart de Carvalhais, em Massamá, e, no seguimento das aulas dos meus 10.º anos, deparei-me com o poema-canção dos Rio Grande: Postal dos Correios.
Procurando o sentido da expressão (oliveiras de candeio) eu, que sou do Porto, onde não tive contacto com tais vocábulos, encontrei, em boa hora, este seu blogue e este seu belíssimo texto.
Desde já, deixe-me cumprimentá-la pela poesia das palavras e agrado imenso na leitura.
Consequentemente veio-me à ideia a utilização deste seu texto nas minhas aulas, como ficha informativa para o poema-canção referido acima.
Assim, e no respeito dos valores que me transmitiram desde tenra idade, peço-lhe autorização para o uso deste belo texto que a senhora tão capaz e sentidamente (presumo) escreveu.

Atenciosamente

Manuel Rocha


De Gustavo Frederich a 28 de Fevereiro de 2008 às 00:44
Gosto, gostei muito Tia Zé
As suas reminiscências levam-me de mão dada,
consigo, como se eu estivesse a seu lado,
percorrendo a sua memória, as suas emoções, o
seu sentir nas coisas e pelas coisas que na sua
vida passaram.
Gosto de a seguir e olhar na sua mesma direcção.
Goste de ver o seu sorriso ao mostrar-me o caminho
das suas memorias.

É LINDA esta reminiscência.
Muitos Parabéns.
O meu amigo Padre gostou muito da poesia da
cerejeira, disse " só uma alma de flor pode
entender a alma das flores e descrever a beleza
que elas têm de mostrar a quem não tem essa
alma, como eu..."

Beijinhos Tia querida.
O seu blog é uma benção.

Gustavo Frederich


De Maria josé a 28 de Fevereiro de 2008 às 12:34
Estava a pensar nas vezes em que me relembrou a poesia de Florbela, e impos-se-me a coincidência de que também a poesia dela tinha um admirador italiano.- assim, ao menos nisso, fico igual a ela., melhor, porque se esse interesse é compartilhado pelo seu amigo (e generoso) sacerdote já ganho por um
Frederich - que bom te-lo encontrado no meu caminho.Que bom conversar com quem tanto sabe, tanto tem que dizer e, como um "capuchinho vermelho" ainda arranja tempo para levar doces à avozinha.Até a floresta existe!
Fico encantada com as coisas que sabe, e sabe dizer, de uma maneira tão fluente que encanta .
Aquela carta de juromenha, tem uma história: quando meu marido adoeceu,deixei de escrever, e dois anos depois de estar só, inscrevi-me num lar, absolutamente prdida de mim.Então por acaso encontrei aquele velho amigo a quem escrevi uma carta respondendo ao seu apelo para voltar a escrever, com um rotundo não, que não era mais capaz.
Então ele retirou da carta o que lhe pareceu de`´indole particular e publicou-a no Jornal "o Dia"que depois me trouxe dizendo: então, és ou não capaz?
Assim recomecei. Foi um apoio imenso nessa altura que graças a Deus pude retribuir, quando a doença e a idade o tornaram dependente.
E, assim se vai tecendo a vida...
Beijinhos meu querido, e por favor "Excelência". nunca , nada de tão solene que me separe daqueles que guardo no coração
Maria josé


De Adalgisa Alexandra a 28 de Fevereiro de 2008 às 00:51
Alentejo da minha alma...
Gosto do Alentejo e através do seu amor por
ele, o meu próprio amor aumentou um bom
bocado.
A Senhora minha Tia tem esta forma única
de conseguir falar por imagens. Enquanto leio
os meus olhos vão vendo - através do seus...
OH! Tia como eu gosto do seu blog.
É onde eu retiro força para continuar a acreditar
que a vida é bonita, boa e que eu gosto dela...
Hoje, especialmente estou triste... a minha mãe
faleceu e foi sepultada hoje pelas 15horas...
Desculpe Tia mas estou muito triste - é como
se parte de mim tivesse desaparecido com ela...
Perdoe-me este desabafo.
Gosto muito deste blog e gosto muito de si,
acredite.
Beijinhos

Gisa


De Maria josé a 28 de Fevereiro de 2008 às 11:03
Gisa
Doeu-me ,por si, a tão triste notícia que me deu.
É ,costume dizer-se : eu avalio!- ensinou-me a vida que não é verdade.
Só se avalia o que já se viveu, de bom ou de mau, e, mesmo assim, cada um de nós tem a sua medida pelo afecto que deu ou recebeu de quem parte.
Minha Mãe, morreu na minha casa,e foi a minha doce companhia. Faleceu quase com 104 anos. pode parecer fácil de aceitar, por já ter tanta idade, mas ainda hoje sinto o desamparo da sua ausência, que o tempo não tem apagado, até porque enquanto a tive "ainda" podia olhar para cima e pedir colo à vida.
Agora, só ao céu.
O tempo , quanto a mim, - quando a mágoa é verdadeira, - ensina a viver com ela, como nos ensina a viver com as rugas, quando chegam.Não as apaga. E, a dor, como elas torna-se quase uma nova feição, porque fica indelevelmente marcada em nos.
Mas quando se olha para trás , e se pensa que tudo fizemos para dar, de nós, a medida que era esperada, então,Deus ajuda, e o tempo ensina-nos a viver com o apoio das lembranças como se elas fossem a nossa indispensável bengala.
Penso que em horas tais, só de Deus podemos esperar ajuda .
Estou consigo num abraço. Num sentido abraço, e que Deus a ajude.
maria josé


De Álvaro Lopes Ranita a 28 de Fevereiro de 2008 às 12:06
ADoro as suas belissimas
Reminiscencias.
São de uma beleza, que me comove
a alma.
Bem haja pelo blog.

Alvaro Ranita


De Maria josé a 1 de Março de 2008 às 14:54
O seu nome, Álvaro Ranita, também já me vai sendo familiar, não poderia por isso deixar de lhe agradecer o apreço que demonstra pelas "reminiscências."
A evocar a infância, mais ou menos todos encontramos pontos comuns nas nossas historias de vida.
Um abraço agradecido
Maria José


De João Mateus a 28 de Fevereiro de 2008 às 12:09
Olá muito boa tarde
Hoje vim ver o seu bonito blog. E que coincidencia
uma reminiscência para eu ler.
Gosto imenso delas.
Todas Juntas dariam um livro estupendo.
As suas lembranças do passado trazem-me
alegria, gosto do alentejo.

Bom Blog. Nota 5*****

Beijinhos

João Mateus


De Maria josé a 1 de Março de 2008 às 15:01
João Mateus gosta de ler uma das coisas que eu mais gosto de evocar - reminiscências.
Não sou uma pessoa muito faladora, mas de contar histórias, gosto, e estas de infância, quando as recordamos é porque de algum modo nos marcaram
beijinhos maria josé


De Anónimo a 28 de Fevereiro de 2008 às 16:24
Será esta??

MESTRE ALENTEJANO

Terra de grandes barrigas,
Onde há tanta gente gorda,
Às sopas chamam açorda
E à açorda chamam-lhe migas;
Às razões chamam cantigas,
Milhaduras são gorjetas,
Maleitas dizem maletas,
Em vez de encostas, chapadas,
Em vez de açoites, nalgadas
E as bolotas são boletas.

Terra mole é atasquêro,
Ir embora é abalári,
Deitar fora é aventári,
Fita de couro é apero;
Vaso com planta é cravêro,
Carpinteiro é abegão,
A choupana é cabanão
E às hortas chamam hortejos
Os cestos são cabanejos
E ao trigo chama-se pão.

No resto de Portugáli
Ninguém diz palavras tais;
As terras baixas são vais
Monte de feno é frascáli
Vestir bem parece máli
À aveia chamam cevada
Ao bofetão orelhada
Alcofa grande é gorpelha
Égua lazã é vermelha
Poldra “isabel” é melada.

Quando um tipo está doente
Logo dizem que está morto.
A todo o vau chamam porto
Chamam gajo a toda a gente
Vestir safões é corrente
Por acaso é por adrego,
Ao saco chamam talego
E, até nas classes mais ricas
Ser janota é ser maricas
Ser beirão é ser galego.

Os porcos medem-se às varas,
O peixe vende-se aos quilos
E a gente pasma de ouvi-los
Usar maneiras tão raras;
Chamam relvas às searas
Às vezes, não sei porquê
E tratam por vomecê
Pessoas a quem venero;
“não quero” dizem “na quero”
“eu não sei” dizem “ê nã sê”!

de António Pinto Basto

Letra: José Vasconcelos e Sá


De Dina a 28 de Fevereiro de 2008 às 16:25
Acho que me esqueci de assinar o comentário anterior...
Beijinhos


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