Quinta-feira, 28 de Fevereiro de 2008

TULIPA

 

Se, à lembrança de flor

                                                   Se quiser juntar a cor

                                                   Talvez se evoque a tulipa

                                                   que, mesmo sendo singela

                                                   É bela !

                                                   E pode ser

                                                   desesperadamente - amarela

                                                   dolorosamente - roxa

                                                   ou ternamente - rosada

                                                   ou, tão viva como sangue

                                                   rubra !

                                                   rubra até ficar escarlate

                                                   ou branca

                                                   como que exangue !

                                                   Mas, sempre, sempre segura

                                                   de que na vida - a formosura

                                                   nasce mais do coração

                                                   e, mesmo sendo singela

                                                   é bela

                                                   sem qualquer complicação.

     

                                                          Maria José Rijo

                                                    LIVRO DAS FLORES

 

estou:
música: Flores - Tulipa

publicado por Maria José Rijo às 21:11
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10 comentários:
De Gustavo Frederich a 28 de Fevereiro de 2008 às 23:17
... cheguei...
Acabei de ler a belíssima flor a Tulipa.
É Linda, aliás é um livro lindíssimo onde as fotografias acompanham muito bem as
suas palavras.
No Jardim japonês - também temos umas belas tulipas dobradas. Se eu fosse capaz de lhes fazer
um poema oferecia-lhe - mas é impossível - não
sei fazer poesia - embora adore levar horas a ler poesia.
TULIPA 24 - 30/09 - É uma flor de origem
turca que virou mania na Europa no
século XVI e tornou-se símbolo da Holanda.
Seu nome vem da palavra tulipan ",
que significa turbante. É o signo das
estrelas, dos artistas. Quem é Tulipa tem
tudo para conquistar fama e notoriedade.
Sua semente foi plantada aqui na Terra
para trazer alegria e divertimento.
Há muitos poemas, desenhos e lendas
acerca da tulipa na Holanda, mas a mais
interessante é uma história muito original.
Naquele tempo, as tulipas cresciam
apenas na Holanda e eram muito caras.
Em alguns casos o preço equivalia ao
de comprar uma casa ou até uma
propriedade.
Em 1634-37, por um bolbo de
Admiral Enkhusien " pagava-se 6000
(moeda antiga da Holanda)
13000 guilders por um bolbo de Augustus ".
É difícil de acreditar nisto agora,
mas naquele tempo havia uma
paixão tremenda por tulipas.
Os negros de Harlem queriam ter a
sua própria tulipa preta e então
pediram ajuda aos melhores botânicos
do mundo.
O vencedor ganharia 100.000 guilders
em ouro. Foi uma
tarefa difícil, mas após muitas
tentativas conseguiu-se criar
a tulipa negra.
No dia 15 de Maio de 1637, dedicada
ao nascimento da tulipa negra,
iniciou-se uma procissão carnavalesca
com pormenores muito particulares.
Muitos homens vestidos de negro
traziam tulipas vermelhas, amarelas
e laranja nas mãos, outros levavam
numa espécie de andor, um vaso com
a tulipa negra que todos seguiam de
forma muito solene.
Neste momento já não me recordo
de nada mais sobre a tulipa,
se me recordar de
algo mais voltarei para lhe contar caso
a minha enxaqueca me deixe levantar a
cabeça da almofada.

Beijinhos Tia Querida
Gustavo Frederich


De Maria josé a 29 de Fevereiro de 2008 às 11:36
Meu sobrinho querido-os seus comentários fazem-me bem.Fazem-me pensar.Hoje, então, as suas observações sobre "a minha poesia daquele tempo"davam para uma funda introspecção, que não me é possível aqui.
No entanto, pensei que poderia contar-lhe uma história: - era uma vez uma menina que sonhava com um príncipe, que teve a sorte de encontrar e, até lhe apareceu, montando"ulissipo" um belo cavalo lasão.Namoraram, casaram e tudo correu como nos sonhos.
Um dia porém, tinha a menina poucos anos mais
que vinte ( mais dois, apenas) apareceu-lhe a bruxa má. Então a menina depois de meses fora do seu castelo,voltou a casa de braços vazios mas, de coração desfeito.A menina estava triste de morrer, mas a alegria de todos ao ve-la, era tanta que ela só pensava numa frase- de Goethe- que alguém lhe segredara -" agarra na tua dor e faze dela um poema".depois, também sentia que se estava viva, embora sentisse que tinha morrido,tinha que decidir como viveria a nova oportunidade ,e , decidiu escolher:- ser feliz.
Então, foi para um canto da sala e, como no poema de Almada sentou-se para desenhar uma flor.
Não tinha papel, mas tinha uma nova página de vida em frente, branca,limpa, onde poderia escrever...
Assim fez, e, na incipiência desses poemas como na flor que a criança desenha," da cabeça para o coração, do coração para a cabeça" andou sempre a procura da palavra flor, neste caso:que neste caso se chamava- Vida , e lá andaram "todas as linhas com que se faz uma flor"
E, assim o tempo passou. Parece que foi agorinha mesmo.
Então disse à Paula, publica sim, ninguém se pode envergonhar de ter sido criança.
Se calhar triste é deixar de o ser , ou não lembrar de o ter sido.
Que sei eu?
Que o Santo Padre Pio nos bendiga e nos ajude... porque, como me dizia a velha Carolina, Viver é bonito!
( por acaso conhecia a história da tulipa negra, através de um romance - todo oresto é valor acrescentado - obrigada)
Que a sua enxaqueca já não o perturbe
um beijo da tia zé que muito o admira e considera


De Gustavo Frederich a 29 de Fevereiro de 2008 às 22:37
Tia querida
estou sem palavras frente a este seu profundo,
belo e significativo comentário.
Lamento o sofrimento pelo que aquela menina da
história passou, lamento e compreendo a dimensão
do seu sentimento face ao sofrimento, a angustia...
Compreendo e acredito que nas vidas tem de haver
caminhos difíceis, de altas montanhas e descidas
bruscas, cheias de lugares escuros onde corre o
rio de lágrimas - lágrimas essas que nos fazem
crescer interiormente - só assim podemos
compreender o significado da vida.
Vida essa que - como é bela - também é cruel
na mesma medida.
As almas estão preparadas, embora nós nunca
compreendamos que essa preparação, é feita
sem a nossa real compreensão do que é realmente
viver.
A Tia como já tenho percebido, através da sua
forma de escrever, tem uma compreensão
imensa sobre o que é a vida, o viver - o aceitar
e compreender o que se passa neste mundo.
-------
A flor
"Pede-se a uma criança. Desenhe uma flor! Dá-se-lhe papel e lápis. A criança vai sentar-se
no outro canto da sala onde não há mais ninguém.
Passado algum tempo o papel está cheio de linhas. Umas numa direcção, outras noutras;
umas mais carregadas, outras mais leves; umas mais fáceis, outras mais custosas. A criança quis
tanta força em certas linhas que o papel quase não resistiu.
Outras eram tão delicadas que apenas o peso do lápis já era demais.
Depois a criança vem mostrar essas linhas às pessoas: Uma flor!
As pessoas não acham parecidas estas linhas com as de uma flor!
Contudo, a palavra flor andou por dentro da criança, da cabeça para o coração e do coração
para a cabeça, à procura das linhas com que se faz uma flor, e a criança pôs no papel algumas
dessas linhas, ou todas. Talvez as tivesse posto fora dos seus lugares, mas, são aquelas as linhas
com que Deus faz uma flor!"

Almada Negreiros
---
Este poema é uma delicia. Conhecia-o e muitas
vezes o recito para mim próprio.
Só uma pessoa como a Tia poderia compreender
a alma deste poema, o coração que palpita no
risco da flor feita por Deus.
Foi o mesmo Deus que resboçou a sua alma e
fez dela esta Alma imensamente bela que ela é.
---
Em tempos Almada respondera a alguém:

AS PESSOAS QUE EU MAIS ADMIRO
SÃO AQUELAS QUE NUNCA ACABAM.

---

Poderei dizer o mesmo de si.
Porque a Tia é assim uma alma grande,
belissima cara mia...
que eu estou a aprender a admirar.
Gosto mesmo muito de si minha querida Tia.

Beijinhos

Gustavo

e já não tenho dor de cabeça.
Vou ler o proximo poema e comentar Claro.


Beijinhos
Gustavo Frederich






De Dolores Maria a 29 de Fevereiro de 2008 às 00:47
Querida Tia
Hoje foi a muito custo que vim ver o seu blog.
É que estou um pouco doente, aliás, um pouco
mais do que queria...
Tenho pedra no rim e claro... resolveu que era
agora a hora de sair.
Vou ao hospital... se estiver melhor e com
disposição virei dar-lhe conta do que se passa...

... Mas Valeu a pena (como sempre) tem aqui
2 bonitos poemas.
Adoro Tulipas, a minha avó Luisa costumava
te-las nos canteiros, depois cortava-as e
oferecia-as a Nossa senhora das Dores.

Beijinhos Tia e que Nossa senhora das Dores
me ajude porque eu já não posso com elas.

Até amanhã.

DO LO RES


De maria josé a 29 de Fevereiro de 2008 às 11:49
Dolores, hoje, só me apetecia chegar junto de si e com a maior ternura saber como está.
A Paula, por vezes, também tem esse problema, que também me inspira imensa aflição.
Tenho horror à dor, como a tudo o que nos torna impotentes frente ao sofrimento.
Tomara que este mau bocado já esteja ultrapassado e que lhe volte essa alegria e essa generosidade que até pelo seus comentários, ressalta como um traço do seu caracter.
Entritece-me saber que pessoa tão querida est´´a a sofrer.
De todo o coração desejo saber que o pior já passou e deixo-lhe com muito mimo um beijinho grande
Tia Zé


De Dolores Maria a 29 de Fevereiro de 2008 às 13:09
Minha e muito Querida Tia
Venho agradecer este seu querido comentário,
agradecer a sua preocupação e dar noticias.
Hoje sinto-me um pouco melhor e espero
ardentemente que a pedra resolva abandonar
o meu santuário e sair de mim.
Espero em Deus...
Beijinhos Tia
DOLO RES


De Gabriel Vasco de Lima a 29 de Fevereiro de 2008 às 10:46
Este seus poemas são muito bonitos.
Tem aqui uma colecção importante de textos
tanto em prosa como em poesia.
É de Louvar este blog onde tudo está perfeito
embelezado de uma forma distinta.

Sou da Figueira da Foz, gosto de olhar o mar
e sinto aqui neste blog a frescura do mar, o
brilho do sol, a pureza de coração - a mesma
pureza que encontro na natureza.

Gosto do seu blog.
Gosto da sua prosa, da sua poesia.
Grato por ter a possibilidade de ler Maria José Rijo.
É uma honra.

Se amigo

Gabriel Vasco de Lima


De Maria José a 1 de Março de 2008 às 15:25
Há muitos, muitos anos, um poeta e declamador chamado - Vasco de Lima Couto, leu em palco um poema meu, numa festa de destribuição de prémios de uns jogos florais luso-espanhois.Agora o seu nome trouxe-me não só as suas boas palavras, como também essa boa recordação
Obrigada Amigo
Muito obrigada
Maria josé


De Luis carlos Presti a 29 de Fevereiro de 2008 às 10:54
Olá
Finalmente pude regressar, tenho andado numa
viagem no mar - sou assim meio marinheiro.
Agora que já acabou a minha missão voltei
a base, já estou em terra firme.
Vivo em Florença - na mia Italia - mas hoje,
agora estou na terra que me viu nascer - em
Bragança.
Vim passar a Pascoa com a minha gente, matar
saudades.

Agora estarei mais presente aqui, na sua casa,
espreitarei mais vezes por esta sua finestra
tão bela.

Gosto de flores e esta flor é uma delicia.
As Tulipas - bonitas raparigas, vestidas de
cores vistosas.
Gosto das suas palavras em redor delas, da
sua poesia cativante, que as faz dançar a seu
jeito.

Muitos parabéns - poderia dizer - Tia
se me permitir o abuso.
Acho lindo ter assim uma tia escritora, uma
Senhora como a Senhora.
Posso Tia?
Beijinhos

Luis Carlos Presti
(candidato a seu sobrinho)


De maria josé a 1 de Março de 2008 às 14:22
pauta:

Luis Carlos Presti - aprovado

com dispensa da oral


tia Zé


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