Domingo, 2 de Março de 2008

POEMA … E Vim cantar !

Vi o gesto do semeador…

Embriaguei-me!

E senti dentro de mim

Cânticos, revoadas, hinos,

Como que um alegre repicar de sinos,

Só de pensar

Que é à luz do sol, na terra quente,

Que se transforma e germina a mãe semente!

Que é entre pólen, perfumes,

Brisas suaves, chuvas passageiras,

Só assim entre beleza,

Que se tece o pão da nossa mesa!

Bendizendo a noite,

Amando a luz do dia,

E senti em cheio no rosto

O que era a Poesia!

Vi o gesto do semeador,

Vi semear!...

Embriaguei-me de beleza,

E vim cantar!!!...

 

Maria José Rijo

24-Maio – 1954

Pág .17

estou:
música: Poema nº 1

publicado por Maria José Rijo às 20:12
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6 comentários:
De Gustavo Frederich a 2 de Março de 2008 às 22:24
E cantou MUITO BEM.
O seu poema é como uma imagem perfeita,
bela dimensional - especial.
A sua poesia abre-me horizontes na alma,
leva-me a pensar... a olhar em volta...
Gosto do que planta em mim, da sua abertura
imensa de espirito, da sua coragem e perfume...

Sabe Tia, sinto imenso da sua poesia... gosto
desta sua abertura das palavras e sentimentos...
Tia os seus olhos não vejo mas sinto a sua
alma
parece que está sempre próxima, bem mais
próxima do que imagina... estes seus poemas
trazem-me luz, alegria a esta minha existencia.
.......................
...o luto é sempre o mesmo,
ainda quando é indisfarçável a
decisão(ou vontade?)
de - ser feliz
......................
Minha querida Tia - apesar do luto que
enegrece as paredes do nosso coração,
a tunica da nossa alma - temos de olhar
em volta e perceber quem precisa de nós...
Eu... o seu mais recente sobrinho Gustavo
precisa de si, das suas palavras, da
sua prosa
da sua poesia - precisa de saber
que vive e que
apesar de tudo - sorri .
E eu Tia querida já gosto muito de si.
------------------
Deixo-lhe aqui - um poeminha que gosto
muito e muito bem poderia ter sido
escrito por si.
...
Impossível

Disseram-me hoje, assim, ao ver-me triste:
“Parece Sexta-Feira de Paixão.
Sempre a cismar, cismar de olhos no chão,
Sempre a pensar na dor que não existe…

O que é que tem?! Tão nova e sempre triste!
Faça por estar contente! Pois então?!…”
Quando se sofre, o que se diz é vão…
Meu coração, tudo, calado, ouviste…

Os meus males ninguém mos adivinha…
A minha Dor não fala, anda sozinha…
Dissesse ela o que sente! Ai quem me dera!…

Os males de Anto toda a gente os sabe!
Os meus …ninguém… A minha Dor não cabe
Em cem milhões de versos que eu fizera!…

Florbela Espanca - Livro de Mágoas

-----
Vou ler outra vez, e outra e outra e mais
outra.
Sorria Tia - é bonito viver...
Beijinhos
Gustavo Frederich






De Anónimo a 4 de Março de 2008 às 16:06
Meu sobrinho querido
Primeiro uma curiosidade que satisfará -se -quiser :
quantos anos tem? - posso saber?- disse outro dia que era signo touro, mas de que dia? . minha Mãe era de 24 de Abril.
Às vezes fico a pensar em como é estranho falar-se assim. É que há problemas que - até- nem se confessam a quem vive por perto e, expontâneamente, se diz tanto a quem, fisicamente não se conhece.
O Frederich já me tem falado de florestas, de reuniôes, até de acidentes com capiteis de colunas ( o que o aparenta com Arte)...de jardins com cascatas onde águas cantam.
Coisas tão diversas que gostaria de saber, que idade tem quem, comigo priva e se reparte entre tantos mundos, e deles, tantas coisas conhece.
Estou absolutamente encantada com os seus conhecimentos sobre estas coisas que às vezes afloro, sempre ,e só por intuição, como já percebeu, por certo.
Sou mesmo cigana por inteiro de alma e coração.
Gosto de caminhar com o vento a bater-me na cara, talvez porque é contra o vento que se levanta vôo.
Mas eu vinha contar-lhe que,sou apaixonada pela poesia de Florbela e que sendo ela aqui de muito perto algumas vezes ia por flores no seu tumulo.
Tinha um velho amigo que costumava visitar a histórica igreja de Nossa Senhora da Conceição,de Vila Viçosa, desde criança, pela mão de sua mâe.
Quando já estava muito velhinho vinha pedir a minha companhia para essa romagem de saudade.Era enternecedor escutá-lo e visitar o seu próprio passado atravez das suas memórias, enquanto se percorriam os caminhos a que elas estavam ligadas
Outra coisa que preciso de repetir, se é que já lhe não disse, é que por vezes se agarram a mim, frases suas ou, citações que faz.
Por exemplo ( de:Shakespeare)"Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com frequência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar"- não é, que me assenta como um luva?
Se a net , não traz, nem leva, o calor de presenças, traz e deixa muitas vezes como companhia este tipo de "recados"
Este,ainda está comigo, falando-me de mim e falando para mim, de forma muito especial e, de como me encanta a sua perspicácia.
`Beijinhos, meu sobrinho querido - e obrigada por "ainda" ser escuteiro - tia zé


De Gustavo Frederich a 5 de Março de 2008 às 00:39
Foi num dia de Sol - disse a minha Mãe -
uma Senhora Linda que eu aprendi a amar.
Foi pelas 19horas do dia 18 de Maio de 1963
- farei exactamente 45 anos .
Sempre me considerei um jovem sombrio,
sempre ligado aos livros, a musica, as novas
tecnologias - a tudo o que fosse dar um passo
para o futuro - esse futuro que se abriu para mim
- lá bem junto daquela floresta negra - a da
minha paixão - a vida deu imensas voltas - o
presente, o futuro andavam de mãos dadas -
umas vezes - outras o passado tinha mais
força - e aqui ando eu...
Dois casamento perdidos e este terceiro... em
risco...
Desculpe estar assim a falar de mim, mas a tia
é tão querida que eu me levei no seu perfume.
Ainda bem que gosta do que eu digo, do que
me lembro de lhe comentar - mas os seus
textos são tão sugestivos - que ao lê-los uma
paleta de cores e odores se abre defronte dos
meus olhos e espirito.
Nunca textos tão belos me foram dados a
conhecer - como esta internet que me trouxe
oua levou ao meu ecran - que olhos todos
os dias.

Trabalho com arte, com colecções, quadros,
tudo o que tenha que ver com o belo da
humanidade. Trabalho com Museus, galerias
de arte, exposições em varias cidades - mas
é na Suiça o meu lugar.
Em Veneza é sol de pouca dura porque não sei
viver sem a minha floresta negra e sem o meu
cavalo branco. Morro de saudades dele.

Vou-lhe dando noticias.
Desculpe ter ocupado o seu tempo a falar de
mim.
Beijinhos Tia
Vou ler o texto.

Gustavo Frederich


De Dolores Maria a 3 de Março de 2008 às 00:11
Tia Tiazinha
obrigado pela sua preocupação
mas já me sinto muito melhor, Graças a Deus.

Agora estou muito ligada a pascoa - às
celebrações da Páscoa.
E estou muito comovida com estas celebrações.

Vim ler o seu belissimo poema.
Gosto imenso deste poema e do outro anterior.
São diferentes dos outros, não sei em quê.
Não percebo muito de poesia, só entendo se
me chega ao coração e estes chegaram
bem num abraço.

Beijinhos Tia querida
e não se preocupe a minha saúde agora
está quase como nova, Ah! esqueci-me de
lhe contar que mandei colocar um aro de
ouro - para por no fio e usar ao pescoço...
a minha primeira pedrinha.
O meu marido diz que sou maluca e a minha
sogrinha diz que só eu faço coisas assim.
A luisinha põe as mãos na cabeça e diz que
só eu é que se lembra de fazer tantos disparates.
Mas já viu... andar com o meu diamante ao
pescoço....
Farto-me de rir com estas histórias que eu
invento.

Beijinhos Tia
Vou agora rezar o terço junto ao oratório, e
amanhã é a familia toda junta pelas 22h.
Beijinhos Tia Querida

DO LO RES


De Pedro V. a 3 de Março de 2008 às 09:11
Se existe um blog bonito e BOM
certamente é este.
Gosto muito de cá entrar e olhar...
ler e reler...
Maria José Rijo é uma escritora lucida
de uma prosa e poesia maravilhosa.
Os meus Parabéns
Seu admirador

Pedro Valentin


De Maria José a 4 de Março de 2008 às 16:17
Pedro Valentim vai ser responsável se eu me tornar uma velhota vaidosa por ler tanta coisa bonita sobre o blog.
Na verdade fico-vos muito grata a todos e, à Paula que com uma paciência evangélica o vai fazendo.
Obrigada - maria josé


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.ARTIGOS PUBLICADOS Em :

Jornal Linhas de Elvas - Desde 1950 @ @@@@@@@@@@@ Jornal da Beira - (Guarda) @@@@@@@@@@@ Jornal da Ilha Terceira (Açores) @@@@@@@@@@@ Jornal O Dia @@@@@@@@@@@ Jornal O Despertador @@@@@@@@@@@ Revista Norte Alentejo @@@@@@@@@@@

.LIVROS PUBLICADOS:

-E vim cantar- 1955@ -Paisagem- 1956@ -Rezas e Benzeduras- 2000@ @@@@@@@@@@@