Domingo, 30 de Março de 2008

ROSA

Rosas Azuis

A rosa que me deste

morreu hoje

Chegou em promessa, - fechada num botão

como fechada

estava a tua mão que a segurava...

Com ternura de mãe

a recebi, a amei e lhe sorri

Sorria-lhe todas as manhãs, desde então,

agradecendo - em silêncio - a sua companhia...

que renova no meu coração - a esperança

que é sempre filho e flor...

Depois, todo o tempo ela comigo compartia -

a beleza que a fazia ser rosa ! me vergava a seus pés,

e que eu recebi, como se, só para mim,

ela fosse nascida...

... Há cada vaidade nesta vida !

Ontem - achei-a diferente

Ela já não me respondeu...

Tinha a cabeça curvada

O ar vencido de quem tudo teve

e tudo já perdeu

Hoje - recolhi-a pétala a pétala

Era ela toda - e já era nada !

Toda, - na minha mão fechada

e toda desfolhada...

Como penas de ave - sem voo

- sem bater de coração...

Já não era, nem fresca, nem formosa...

já nem era rosa ...

Era ausência e frio

Sem o calor da vida - nem era sorriso ...

- mais um arrepio...

mas, sempre, lembrança doce e triste e linda,

que na alma se fecha silenciada

e, como perfume emanado da rosa...

dela se guarda a ventura que se goza...

na alegria pura, como a pura dor...

de viver um sonho -

ainda que breve

- como um tempo breve de flor ...

 

Maria José Rijo

LIVRO DAS FLORES

estou:
música: Livro das Flores - Rosa

publicado por Maria José Rijo às 11:45
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14 comentários:
De Dolores a 30 de Março de 2008 às 13:44
Querida Tia
Bom dia a pesar do frio que está hoje.
Beijinhos pelo domingo e hoje tem aqui um bonito
poema sobre a Rosa.
Este seu livro das Flores é um belissimo livro.
Tem imensas flores e por acaso também escreveu
sobre as malvas?
Acho-as tão bonitas em todas as suas variedades.
Minha querida Tia agora vou para o pé do lume, ali
na sala temos um lume muito bom.

Beijinhos Tia querida

DO LO RES


De Maria josé a 31 de Março de 2008 às 20:22
minha querida Dolores
A nossa Paulinha constipou-se e está completamente afónica, então eu pedi-lhe que procurasse descansar um pouco e esquecesse o blog.
Esteja tranquila porque tudo vai correr bem se Deus quiser.
Beijinhos e obrigada por se preocupar connosco.
Tia Zé


De Flor do Cardo a 30 de Março de 2008 às 14:02
LINDO Poema
As rosas eram as flores preferidas de minha mãe.
Recordo-a com um bouquet de rosas brancas, todas
em botão, nos braços para colocar na jarro do
oratório, lá, da nossa casa.
Minha Mãe era devota de Nossa Senhora do Carmo,
então todas as rosas brancas eram pertença da
Santa e ninguém poderia tirar nem uma única folha
à roseira. Hoje acho graça a estes pormenores da
Senhora minha Mãe.
Sinto muitas saudades dela, a Dona Laurentina a
que todos conheciam por Tininha.

Um abraço

Luciano


De maria josé a 31 de Março de 2008 às 20:38
Meu bom amigo
Fico sempre contente quando sei que continuam bem.
Acho enternecedor essa união tão bonita entre três gerações - Avô, Pai, Neto
Um abraço grande para os três.
Hoje precisava vir aqui dizer . Olá, mas ainda estou bastante angustiada. Neste dia foi a sepultar a minha querida amiga Lili Rente - conhecia certamente.
Lembro-me dela desde que a via subir a rua João do Casqueiro,de onde à janela da casa de meus tios, eu namorava meu marido, era o ano de 1943...
Um abraço Maria josé


De Dina a 30 de Março de 2008 às 16:36
As minhas rosas preferidas são as amarelas...
Também tem um poema dedicado às margaridas?
Gosto de flores simples e singelas a fazer lembrar o campo e de preferências em tons amarelados.
Desejo-lhe um domingo florido!
Beijinhos!


De Bernardo Oliveira a 30 de Março de 2008 às 17:05
O seu blog é perfeito.
Tem todos os temas que se gostam de ler.
Bonito o poema dedicado à Rosa.
Gostei imenso e até li à minha mulher que
até se chama Rosa - a minha Rosinha.

Um abraço
Bernardo Oliveira


De maria josé a 31 de Março de 2008 às 20:53
Bernardo Oliveira
Obrigada por ter gostado tanto da minha rosa, que até a leu à sua Rosinha.
Gostava e lhe agradecer com um poema a essa árvore tão antiga, tão cheia de história que é a oliveira, ( que faz parte do seu nome) mas, como não tenho volto a repetir :
- obrigada - um abraço
maria josé


De Gustavo Frederich a 30 de Março de 2008 às 17:22
A única irmã que tive e morreu ainda em botão
chamava-se Rosa.
Era uma criaturinha linda, loira de cabelos que
lhe caiam em cachos pelos ombros - era formosa
e muito alegre - o contrário de mim - quase sempre
fechado no casulo.
A minha irmã morreu novinha, ela que tanto
amava a vida, a vida largou-se dela... mas para
mim continua a mesma rosa em botão - que sorri
em cada primavera.

Este seu poema é LINDO e eu adoro as Rosas
por este motivo que lhe contei.
Gostei imenso do seu comentário e percebi a
sua paixão em laivos pelo alemão.

Beijinhos Tia
Gustavo


De maria josé a 31 de Março de 2008 às 21:34
meu sobrinho querido
É dos casulos, como muito bem sabe, que saiem as borboletas, e, algumas sao tão belas que parecem flores.
Bem sabemos que as rosas até podem perfumar a mão de quem as colhe e do perfume se pode guardar sempre boa lembrança.
Da borboleta guarda-se a imagem da cor, do sonho, da asa que sempre se alia à liberdade.
Quando meu marido partiu, eu ouvia de forma exaustiva "madame Butterfly". Hoje também só estou bem ouvindo música.
Beijinhos -tia Zé


De poetaporkedeusker a 30 de Março de 2008 às 19:06
As rosas não existem por si só. Nada existe por si só.
Esta rosa imortalizou-se nas suas mãos e renascerá em botão a cada leitura do seu poema. Morrerá no final... pois sim, mas será uma morte relativa. Outros olhos a lerão e de novo irá florescer!
Um resto de tarde com muita Paz e muita Luz!


De Luis carlos Presti a 31 de Março de 2008 às 01:05
Lindo Tia
Os seus poemas são maravilhosos.
O seu blog está a cada dia tão mais interessante.
Tenho vindo cá todos os dias mas não tenho
escrito, mas hoje e agora venho deixar-lhe
um grande beijinho.
E dizer que gosto imenso de ler o seu blog.

Muitos parabéns.

Luis Carlos


De maria josé a 31 de Março de 2008 às 21:45
Bem -vindo Luis
Todos os meus amigos queridos se abeiraram da Rosa de que contei a história.
Já reparou como uma simples flor pode fazer despertar sentimentos tão diversos em cada um de nós?
por coincidência ontem levei uma rosa para uma amiga a quem fui dizer adeus.
Beijinhos
tia Zé


De Aristeu a 31 de Março de 2008 às 01:10
Minha boa amiga
Hoje (como em todos os dias) vim ler as suas
actualizaçoes e devo dizer que o seu blog está
tão mais interessante. Sempre com um bom
discurso, num português invejavel e sempre
com belissimas fotografias.
O meu pai está algo melhor - agora aceita e
gosta deste novo lar que lhe arranjei... (mais
ou menos)...

Obrigado por responder aos seus comentários
é que isso deixa-o contente e a mim também.
Beijinhos

Grato

Aristeu


De Dolores Maria a 31 de Março de 2008 às 19:46
Então?
Que se passa?
Está adoentada a minha Tia Zé?
Não temos texto novo?
Estou a ficar infeliz, ontem passei aqui antes
de me deitar e não vi mais nada... que se passa?
Mas está bem de saude, não É?

Fico aguardando.
Beijinhos

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