Sexta-feira, 18 de Abril de 2008

POEMA - MARIA LUZIA

Às vezes, saio à rua contente

À escolher os meus filhos

Entre os da outra gente!

 .

À minha filha mais velha,

A que eu sonhei primeiro,

Encontrei-a ontem

Quando já tinha,

E comigo levava,

A saudade doutros filhos,

Mais novos que ela

E que eu conhecera

A andar na rua

Ou a olhar da minha janela!...

 .

Mas a mais velha…

Ontem – vi-a

E pus-lhe de nome:

Maria Luiza!

Tinha de ser…

Com aquele olhar,

Doce – suave,

Longas pestanas,

Faces magras, pálidas,

(Está na idade ingrata)

Coitadinha!

Quase uma mulher…

Uma mulherzinha!...

Não tem formas…

É um tronco novo, airoso, esguio,

Onde a Primavera

Ainda não surgiu!

E é uma menina!

Tem cabelos loiros

Lisos, escorridos

(Eu queria em caracóis)

Mas amei-os assim,

Sedosos, compridos!...

Que saberá da vida

Aquela cabecinha?

O que pensaria

No momento

Em que eu a conhecia?

 .

Estava parada

Olhando um menino.

O que pensaria?

-- Que também ela

Seria mãe um dia?

 .

Ou só o sentiria,

Sem o perceber,

Naquele jeito de olhar

E mais sonhar, que ver?

Sim, era!

Seria!

Porque assim,

Só assim, eu queria

A luz dos meus olhos,

À minha Luzia!

 .

Maria José Rijo

24 – 12 – 1955

Vila Boim

.

II Livro de Poemas

PAISAGEM

Poema nº 16

Pág – 73

Desenhos da Autora

 

 

estou:
música: II Livro de POESIA - poema nº 16

publicado por Maria José Rijo às 00:01
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4 comentários:
De Gustavo Frederich a 18 de Abril de 2008 às 01:21
ADOREI
Oh Tia ainda bem que vim ver o blog antes
de me deitar.
O seu blog é a minha paixão - as suas poesias
são sempre muito boas este poema também
é de meu agrado.
Os meus Parabéns Tia...

..

O seu poeminha
do outro comentário é uma maravilha.
Um grande beijinho e obrigado pelo carinho
que recebo aqui - desta tia de alma e coração
grande.

Seu sobrinho
Gustavo Frederich


De Aristeu a 18 de Abril de 2008 às 02:02
Poema muito Bom.
Gosto da sua poesia.
Por vezes ao estar nesta sua página tão bonita,
tão bem feita e cheia de beleza - sim porque a
forma como nos apresenta o seu blog - também
faz enamorar o olhar e de quem olha - me faz
lembrar da figura de minha Mãe.
Ela apreciava muito a sua beleza - recordo como
ela dizia que o casal Rijo era muito bonito - ambos
uma beleza só.
Contou-me o meu Pai (eu não tenho a minima
ideia do que lhe vou contar) que certa vez numa
festa, onde havia algumas crianças - a Senhora me
deu um poco da sua atenção e me disse que eu
tinha uns olhos bonitos. Certamente a Senhora não
se recorda - o que é natural - havia mais crianças.
Nisto tudo conta que afinal a Senhora me olhou e
falou comigo...
Gostei de saber - só não lhe posso precisar datas
ou outras pessoas porque o meu Pai já não se
recorda - a memória dele está a ficar muito mázinha.
Esquece-se de tudo e com a dor nas costas...
coitado é da idade digo eu.
--
Levei o meu pai ao médico daqui - um médico
de medicina natural - por causa do esquecimento
e então ele disse que RIR era uma optima
terapia.
O riso provoca, segundo especialistas, a
estimulação e liberação de endorfinas -
pequenas proteínas encarregadas de tornar
nossa vida mais feliz -, podendo aliviar a dor
e nos tranqüilizar e criando a sensação de
sossego ou aumentando o fluxo sangüíneo.

Se tiver também esse problema do esquecimento
então por favor sorria, fique feliz e diga se não
se sente melhor.
Fique feliz
Faz-nos muita falta aqui - tão longe de si.

Destes seus amigos

Aristeu




De Anónimo a 18 de Abril de 2008 às 11:26
Lindo poema.

Proponho hoje no meu blog uma iniciativa que a todos deve interessar, passem por lá.

www.cidadelvas.blogspot.com


De Papiro Editora a 23 de Maio de 2008 às 12:39
É escritor?

Quer ver a sua obra publicada?

Somos o seu melhor parceiro… contacte-nos e envie-nos a sua obra!


Só precisamos de si, para que em conjunto possamos crescer!


A PAPIRO EDITORA trata o livro em todas as fases da sua produção e ainda faz a distribuição pelas livrarias parceiras, nomeadamente, Fnac, Bertrand, Almedina, Byblos, Bulhosa e outras de reconhecido destaque nacional, para além de editar com a chancela prestigiante de uma editora.
A nossa linha editorial abrange o romance, o conto, a ficção científica, o ensaio, a crónica, o teatro, a poesia, a literatura infanto-juvenil e ainda livros técnicos.
Por isso, envie-nos a sua obra. Seremos breves na sua análise!

Estamos à sua espera!

Salomé Guerreiro
Coordenadora editorial
salome.guerreiro@papiroeditora.com
Papiro Editora
Tel: 218 931 620
Fax: 218 931 629
Av: D. João II, Lt 1.02.2.2A 1º Esq
Parque das Nações
1990-091 Lisboa


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