Domingo, 20 de Abril de 2008

JUNQUILHO

Em qualquer solo

mesmo pobre

Meio à sombra

meio escondido

Viceja e cresce o Junquilho!

Simboliza a Amizade

Assim, de si se esquece

E, sem exigências, floresce.

Mas, no perfume?

São a pura extravagância

na fragrância que exalam

Cheiram, cheiram…

como quem fala e não se cala

E, não dão por tal!

Se, nem é por mal!...

É por generosidade

que sufocam, sem pensar

o anseio, mesmo ténue

de qualquer privacidade

onde suspire outro odor,

que queira viver ao redor

Pasmados e ofendidos

quando preteridos

não se tocam que

de tanto querer – sufocam!

Maria José Rijo

LIVRO DAS FLORES

estou:
música: Livro das Flores - Junquilho

publicado por paula-travelho às 13:18
| comentar
4 comentários:
De Flor do Cardo a 20 de Abril de 2008 às 15:29
Cara Maria José
Mas que lindo poema sobre o Junquilho e as
fotografias são muito bonitas, parece até que
posso sentir o seu perfume.
Tinha razão no seu comentário - agora é mais
o junquilho e ainda falta o cravo.

Tem aqui uma colecção impressionante.
Muitos Parabéns
por mostrar o que sabe tão bem fazer - escrever
e mostrar nesta plenitude e maravilha.

Li o seu poema no comentário que fez para o
Gustavo - e devo dizer que é mais um excelente
poema.
Os meus parabens.

Um abraço amigo
Luciano


De Maria José a 21 de Abril de 2008 às 22:24
Obrigada por estar sempre presente.
Vim aqui só deixar uma palavra de amizade.
Estou um tanto atarefada.
Depois conto
Um abraço
Maria josé


De Amilcar Martins a 20 de Abril de 2008 às 17:49
Um poema muito bom.
Gosto muito de Junquilhos porque têm em
perfume especial tal como a flor.
A minha Mãe cultivava-os no quintal de casa.
Eram o seu enlevo.

Gostei imenso.
Amilcar Martins


De Maria José a 21 de Abril de 2008 às 22:35
Enterneceu-me o seu comentário pela ligação que faz dos junquilhos a sua Mãe.
É incalculável, em nós, o eco dessas referências.
obrigada
Maria José


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