Domingo, 27 de Abril de 2008

Entrevista a Maria José Rijo- 19-1-1967

Uma dona de casa

que não se considera  escrava nem vítima

40 anos de idade

A Leitora cujo depoimento em resposta ao questionário que publicamos hoje justifica-se da seguinte maneira:

  “” Notar pela maioria das respostas que a mulher portuguesa que responde a inquéritos sente, como aquela que ainda não sabe ler, que o homem deve ser o chefe, e não reconhece tal como consequência duma promoção que para ela própria já tarda, faz-me juntar a minha humilde achega ao monte das respostas.

            Tenho 40 anos, sou casada há quase 20 – não tenho profissão – sou oficial de todos os ofícios como dona de casa competente, que procuro ser. Recuso-me a escrever domestica porque não há homens domésticos e as origens da civilização da mulher remontam certamente dos mesmos primitivos tempo…

            Nos intervalos dos meus afazeres leio, estudo, ouço música, escrevo histórias para crianças ou faço bonecos de madeira ou gozo a vida simplesmente como um gato ao sol.

            Digo-lhe isto para que me possa apresentar como uma dona de casa que não se sente escrava nem vítima – mas que vive com consciência a alegria de ter uma casa, um marido companheiro e não entrega a ninguém aquelas pequenas coisas que fazem duma casa um “Lar” como não pede á mulher a dias que ajeite a gravata do marido ou coisa semelhante.

            Tenho a paixão das crianças e procuro transformar em ternura para todas quantas vejo a mágoa de nenhuma ser minha “”

 

P: - Qual a sua maior aspiração?

R: - Num mundo de Paz assistir a uma reforma social que equilibrasse direitos e deveres de cada ser humano de forma a não serem possíveis noticias como uma que sempre recordarei: -- a de uma menina que morreu de comoção ao estrear para fazer exame o seu primeiro par de sapatos. Enfim! Pelo menos se coisas destas acontecerem e forem contadas, que se lhes não chamem “bonitas histórias” pessoalmente gostaria de cumprir – cumprindo-me.

A todos se deve exigir consciência e responsabilidade.

 

P:- Como encara o seu trabalho fora do lar? E se não trabalha, gostaria de o fazer?

R:- Fora e dentro do lar encaro o trabalho como um dever de dignidade de quem o executa e, ainda, uma felicidade se esse trabalho coincidir com o que cada um deseja fazer; ou for a dádiva por inteiro, em arte, de cada instante de vida dividida.

 

P:- Preferia ser dirigida por um homem ou por uma mulher? Porquê?

R:- Não preferia ser dirigida nem dirigir no sentido que a pergunta me parece implicar. Considero um chefe como um representante das necessidades, direitos e deveres de um grupo e não como um “mandão”. Não vejo que na generalidade se possam distinguir homem ou mulheres para esses fins porque a todos os seres humanos se deve exigir consciência e responsabilidade – como pessoas que são – independentemente do sexo que representam. Dirigir como executar são encargos ao alcance de gente valida.

 

P:- Como concilia o seu trabalho fora de casa com a sua vida familiar? A quem deixa os seus filhos? Se não os tem ainda, como pensa organizar a sua vida quando os tiver?

R:- Trabalho em casa. Nunca poderei ter filhos. Gostaria de viver a experiência de trabalhar fora e estou á beira de o tentar.

 

P:- Acha que a mulher deve ter uma preparação profissional? Ou deve viver só para a sua casa?

R:- Já é tempo de se formar uma mentalidade que não suscite a necessidade de perguntas destas. Para além duma consciente preparação como dona de casa que todas as mulheres devem possuir - como elemento social – toda a gente deve ser apetrechada dentro das suas possibilidades intelectuais e capacidades físicas para ganhar a sua vida e saborear o gosto da sua independência e liberdade “responsáveis” – e gente, que se saiba, são mulheres e homens.

A mulher que casa e tem ou não filhos pode, se em consciência o entender, como deve ou vocação viver só para a casa. Aliás, reportando-me á resposta que dou á primeira parte da pergunta surge como conclusão lógica que o sim ou o não será problema individual, resultante dessa tal formação, decisão consciente e independente do “parece bem” ou “parece mal” que ainda inibe e anula grande parte da mulher portuguesa.

 

P:- Que entende por promoção feminina?

R:- Entendo que é a conquista do lugar de dignidade que lhe é devido e que a mulher exigirá sempre que por consciência dos seus deveres e direitos tenha a noção da sua responsabilidade como ser humano.

 

P:- Acha que a mulher deve possuir cultura? Porquê e para quê?

R:- Coro quando leio estas perguntas ! Homem ou Mulher são acaso sinónimos de presença e ausência de massa cinzenta?

 

P:- Interessa-se por politica? Porquê?

R:- Interessa-me embora não entenda a “Razões politicas”. Interesso-me pelas consequências que brotam dessas razões. Leio, comparo, ouço e formo juízos. Sei que exércitos, povos, aliados, amigos, inimigos – são gente – seres humanos como eu, cheios de anseios e frustrações. Gente que interroga e se interroga. Gente – e sempre gente – como estes meninos que passam todos os dias aqui á minha porta e saem agora, mais uma vez, do colégio, em corridas e risos sob a chuva miúda. Meninos e meninas com idades que cabem na minha idade, uma, duas, três, quatro vezes…

            Não! Não gosto de políticos – mas não me alheio dos seus perigosos movimentos.

.

@@@@

Entrevista

Do Jornal Diário de Lisboa

19 de Janeiro de 1967

estou: Diário de Lisboa
música: Entrevista a Maria José rijo - 1967

publicado por Maria José Rijo às 23:53
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12 comentários:
De Dolores Maria a 28 de Abril de 2008 às 00:33
Oh minha querida Tia
Mas estou boquiaberta com esta entrevista.
Que respostas inteligentes que a tia deu. Gostei
imenso e da fotografia imenso.
Ácho muito interessante esta sua nova forma
de colocar os artigos em videncia - aqui na
barrinha do lado - porque assim poderemos reler
bastando apenas clicar em cima - porque procurar
algo que gostamos de ler sem saber muito bem
onde está - leva muito tempo a encontrar - assim
é tão mais fácil.
Os meus Parabéns
pelas novidades no blog que é lindo
e pela entrevista de hoje - que li em voz alta
para toda a familia.

Parabéns Tia.
e muitos beijinhos
DO LO RES


De Adalgisa Alexandra a 28 de Abril de 2008 às 00:40
Estou surpreendida - mas não sei porque - afinal
a tia tem aqui sempre coisas lindas que me tocam
a alma - adorei esta sua entrevista.
Está muito bem feita - com perguntas lógicas e
respondidas com esta sua forma - tão especial -
que aqui nos habituou desde o inicio.
Sabe que esta sua forma de falar - como quando
nos escreve comentários - nos mostra um pedacinho
de si - da sua doçura e generosidade ao falar, dá
para perceber o sorriso nas suas palavras.

Gosto muito de si - deste blog - que também é um
pouco meu já que levo aqui imenso tempo - aler
tudinho - antigo e de agora.

Obrigado tia por me dar a oportunidade de a
podermos conhecer.
Beijinhos e Parabéns pela entrevista - gostei de verdade

Gisa


De Flor do Cardo a 28 de Abril de 2008 às 00:49
Cara Maria José
Li o seu comentário que muito agradeço em meu
nome e em nome dos meus meninos.
Estivemos os três a ler a sua entrevista e somos
unanimes na opinião - a maria José é uma mullher
com M grande , de uma inteligência muito especial,
de uma sensibilidade muito bonita e única.

É muito bom - para todos três - termos acesso
ao seu blog e a alegria de podermos ler os seus
textos.
Aqui em casa agora reina a páz - sem esquecer
que a guerra com o dengue continua lá fora a
matar gente.

Muitos Parabéns por mais esta bonita escolha.
É sempre um prazer poder ler este blog.

Com muita amizade
Luciano
Aristeu
Virgilio


De Gustavo Frederich a 28 de Abril de 2008 às 01:01
Começo por agradecer
o seu comentário anterior para mim.
Adoro sempre que me responde porque sei que
afinal sou ouvido.
Grato Tia fazem-me sempre bem as suas palavras.
Agora estou Feliz novamente e o meu amigo padre
está sempre a pedir-me textos seus - creio que se
percebesse o português e fosse mais novo ainda
comprava um computador só para os ler primeiro
que eu.


Agora
sobre esta sua entrevista devo dizer que fiquei
deveras encantado.
As suas respostas são geniais - quero dizer que
só uma pessoa com a sua sensibilidade daria
assim, respostas tão interessante e inteligentes.

Tomaria a lierdade de quase afirmar que agora
passados todos estes anos a minha Tia Zé
responderia da mesma forma - ou não?
Creio que acertei - embora toda esta minha
suposição esteja baseada no que conheço apenas
do que aqui leio - e da delineação interior que fiz
de si.
Não sei mas é o que me parece.
Porque se alguém aos 40 anos responde assim
aos oitenta limaria algumas arestas mas o cerne
das questões permanecem com a mesma
força e intuição.

Gosto de si Tia - porque é verdadeira - porque
as suas palavras dizem a verdade - porque a sua
alma é grande e sensivel.

Obrigado Tia
Muitos beijinhos

Gus


De maria José a 1 de Maio de 2008 às 21:55
Meu sobrinho querido
Há poucos meses uma amiga minha das Caldas da Raínha encontrou um jornal antigo onde estavam as respostas que há 40 anos eu tinha dado a um inquérito e ela guardara . Por graça, enviou-me uma fotocópia.Li com surpresa porque não tinha a mínima memória disso. Dei a ler à Paula e comentei - hoje responderia da mesma forma.
Como vê, tem razão, certa ou errada, tem havido uma certa coerência ao longo da minha vida.
Agradeça por mim ao seu Amigo Padre a honra que me deu lendo um poema meu.
Que Deus me ajude a saber merecer tão bons amigos.
Bons passeios com o seu novo companheiro.
Beijinhos - tia Zé


De Bernardo Oliveira a 28 de Abril de 2008 às 13:09
Voltei depois de tanto tempo. É que estive com
muyitos preoblemas no computador e fiquei sem
net.
Sabe, já sentia saudades de ler o seu blog - o nosso
blog - porque venho cá imensas vezes.
GOSTO realmente da sua forma de escrever e da
forma como a Senhora encara a vida e as coisas
da vida.

Li tudo o que eu tinha em atraso e era bastante.
Devo dizer que gostei e fiquei surpreendido.
Gosto muito de andar por aqui.
Continue por favor.
Interessante esta sua entrevista.
Gostei sim Senhora.
Os meus Parabéns

Cumprimenta-a
Bernardo Oliveira
( daquii do Porto)


De Maria josé a 1 de Maio de 2008 às 22:30
Olá Bernardo Oliveira! Olá Porto!
Até eu que nada sei de bola, sei que o Porto é campeão . Parabéns.
Obrigada pela sua visita e pela atenção do seu comentário.
Fico-lhe grata pelo aprêço que dispensa ao meu trabalho
Um abraço
Maria José


De Herder Machado Assis a 28 de Abril de 2008 às 15:29
Minha Senhora
Já faz mais de uma semana que caminho aqui
consigo - nestas suas adoraveis páginas.
Estou perplexo com tanta beleza que aqui nos
mostra. Os seus textos são maravilhosos.
A sua prosa e poesia encantaram a minha alma.
Sabe que o seu blog apareceu-me com a palavra
poesia - que coloquei no google.

Sou reformado do ensino universitário e desde
sempre os bons textos - como estes seus - me
agradam imenso.
Estou deslumbrado. Só tenho pena de já não ter
os meus alunos para lhes dar a conhecer o seu
blog.
Todo ele é uma maravilha, uma beleza especial.
Os meus Parabéns e desejos de boa continuação.

Com os meus cumprimentos

Helder Machado Assis


De maria josé a 2 de Maio de 2008 às 23:36
Agradeço a Helder Machado Assis as apreciações que fez aos meus escritos.
Vindas de um docente, pessoa por certo, habituada a fazer avaliações
não posso deixar de me sentir compensada com palavras tão generosas
O meu muito obrigada com os meus cumprimentos
Maria José Rijo


De Virgilio a 28 de Abril de 2008 às 16:47
Olá olá
Cá estou eu e já li a sua bonita entrevista.
O meu avô está aqui ao meu lado e estava
a contar-me coisas de si e do seu marido e
gosto do ouvir falar desta saudade que ele
tem sempre nos lábios.
Eu já não conheci a minha avó - de quem ele
fala com a maior ternura do mundo - acho que
ainda tem a mesma paixão - aquela - do primeiro
dia em que se conheceram.
Aqui o Senhor Luciano era muito amigo do seu
marido fala muito dele e de si também.
Já li os seus livros de poemas e o outro das
Rezas e benzeduras - muito bons todos eles.
Os meus Parabéns.
Gostei muitissimo das suas entrevistas - ve-se que é
uma pessoa notável e de uma extraordinária
sensibilidade.

Vi que tem aqui muitos sobrinhos que gostam dos
seus escritos - isso é muito bom e eu que não sou
seu sobrinho - que nem me conhece - posso
trata-la por tia?
Não se incomoda por eu lhe chamar tia?
Ficava muito contente - ter uma tia em Portugal.

Muito obrigado - vice
Beijinhos

Virgilio


De eva a 28 de Abril de 2008 às 22:49
É um gosto enorme ver como era possível com sensibilidade, educação e inteligência, dar a volta à filosofia social reinante. Só é pena que muito do que disse há cerca de 40 anos, se possa hoje repetir com plena actualidade.
Mas isso é outra história. E aproveito para lhe dizer que tendo eu sido simpaticamente distinguida por um outro blog numa espécie de círculo de amizade, não pude deixar de referir o da Maria José, o que fiz no dia 26.
Obrigada uma vez mais por nos deixar partilhar a riqueza e a sabedoria das suas memórias.


De Maria José a 1 de Maio de 2008 às 22:58
Eva -não posso queixar-me da vida, quando ela me dá de presente Amigas assim
Obrigada - muito obrigada, por me ver à luz do seu próprio coração
maria José


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