Segunda-feira, 2 de Junho de 2008

Análise

 

… Desconheço-me!

Agora só penso em mim

E encontro-me no princípio ou fim

De tudo o que penso, ou faço.

 

Enquanto a esperança nascia,

Escondia-me como um pecado,

Ninguém mostra o parto ao mundo,

Só se mostra com orgulho

O filho depois de nado…

 

Mas a esperança já morreu!...

Falo de mim à vontade!

 

Porque é que o homem semeia?

Porque se reproduz, luta?

Porque descobre, conquista?

Porque trabalha, labuta?

 

- Nem ele pensará porquê?

- São as armas com que luta

Para ficar quando morrer!

- Não estará nisto a razão

Que me faz desconhecer?

- Que me põe no centro de tudo

Que me proponho fazer?...

 

Achei!

 

É, com certeza!

 

Estou agora a perceber…

O meu gesto é o de naufrago

Que tenta sobreviver!

……………………………………

È jeito de certas vidas,

Lutar por causas perdidas!

 

Maria José Rijo

15- Dezembro-1953


I Livro de Poemas

Poema nº 16

Pág- 85

Desenhos da autora

estou:
música: Poema nº 16

publicado por Maria José Rijo às 23:28
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5 comentários:
De Dolores,Avelino,Luizinha a 3 de Junho de 2008 às 01:01
Hoje é um comentário feito por nós os 3.
A primeira sou eu a Luisinha - Sou eu Tia que
vim passar este fim de semana a casa dos papás
e fiquei por ter saudades dos miminhos deles.
Queria desde já dizer-lhe que adorei este seu poema.
É um poema que me chegou à alma - um poema
profundo com o qual me identifiquei e devo e quero
dizer-lhe que a sua poesia é muito Boa - estou
habituada a ler poesia - não de toda a gente , claro
mas quero que saiba que a tenho a si junto de
Florbela Espanca - ma minha mesinha de cabeceira.
Tenho todas as suas poesias (daqui do blog claro)
Adoro-as.
Obrigado por ter este blog se não fosse ele nunca
viria a conheca-la, acredito.
Hoje tenho uma surpresa para si Tia.
Estive a pensar em nome para a minha criança
e já estão escolhidos:
- se for um menino será Eduardo Manuel mas se
for uma menina (é o meu desejo) será chamada
de Maria José - se a Tia não ficar chateada - é uma
forma (além de eu gostar muito do nome) de a
homenagear pelas palavras que me dedicou
naqueles dias tristes... de chuva...
logo me dará a sua opinião.
Muitos beijinhos Tia e obrigadinho
Luisinha

£££££

E em segundo lugar sou eu o Avelino que quero
também dizer que também apreciei e muito o seu poema.
Um abraço de Parabéns
Avelino

#######

E agora sou eu, claro a dona do computador
(eles estão só rir)
antes demais queria muito agradecer-lhe o
comentário que fez para nós e que gosto
imenso nesta nossa permuta de comentários - como
duas vizinhas que se falam todos os dias na
janela.
Gosto desta ideia de escrever num blog e tenho
a certeza que está alguém do outro lado de lá.
Grata todos os dias a si Tia.

E claro - gostei imenso do seu poema são todos
muito bonitos.
Beijinhos Tia
DO LO RES


De Gustavo Frederich a 3 de Junho de 2008 às 01:23
Antes de mais queria muito- muito de verdade
acreditar que esse seu pensamento (do seu
comentário) pudesse ser possivel - eu viver aí
por essas terras lindas do Alentejo e poder ir a sua
casa com o nosso amigo padre almoçar.
Mostrar-lhe como o Antares está afeiçoado a mim -
mais que Aldebaran - parece mentira mas Antares
e eu fazemos uma dupla muito boa eu acredito que
ambos somos apenas um - como um unico ser.
Recordará certamente - Deles, Quíron e Folo -- os
três centauros mais importantes da Mitologia
Grega. Três seres como os mais importantes de todos - eram as únicas exceções, o que é explicado pelo facto dos dois não descenderem de Ixion: Quiron era filho de Cronos (Saturno) com Filira,
filha de Oceano; enquanto Folo vinha de Sileno e
da ninfa Melos. O primeiro, celebrado na poesia e tradição, se diferenciava dos demais centauros pela sua humanidade e justiça.
Segundo alguns mitólogos, sua mãe ficou tão pesarosa por ter dado à luz um monstro, que pediu aos deuses que a afastassem dessa dura prova, sendo, por isso, transformada em tília (árvore aproveitada como planta de sombra e ornamento, cujas folhas e flores são medicinais). Outras correntes, porém, afirmam que ela teria vivido
com o filho na gruta do monte Pélion, na Tessália,
e o teria ajudado a educar muitos jovens valentes e destemidos.
Segundo a lenda, Quiron, quando adulto,
refugiou-se nas montanhas e nas florestas,
tornando-se companheiro da deusa Diana nas caçadas que ela realizava. Foi assim que adquiriu seus conhecimentos de botânica, astronomia, medicina e cirurgia, que depois transferiu a muitos heróis gregos, entre eles Esculápio, Nestor, Anfiarão, Peleu, Telamon, Meléagro, Teseu, Hipólito, Ulisses, Diomedes, Castor e Pólux, Jasão e, sobretudo, Aquiles, a quem, como avô materno,
esmerou-se em preparar.
..
Adoro a mitologia - estas vidas - estes seres -
em parte venm daí a minha loucura por cavalos.
Querida Tia - tenho que pedir-lhe desculpa pela
minha ausencia mas certamente estou desculpado.
Tive de ir a Milão ver uns quadros para a nova
exposição e acabei por ficar mais tempo do que o
desejado - uma amiga levou-me a almoçar e
os horarios complicaram-se.
Quero muito agradecer-lhe o comentário e dizer-lhe
que o nosso amigo padre anda adoentado - caiu na
igreja e magoou-se um bocado - tenho de o ir
buscar cá para casa uns dias (se ele permitir).

Darei noticias.
Um beijinho enorme para a minha Tia querida
que me deve um almoço (quem sabe se poderei
algum dia ter esse prazer... o futuro a Deus
pertence.!)
Muitos beijinhos

Gus







De Flor do Cardo a 3 de Junho de 2008 às 02:39
Minha cara amiga

Agradeço do fundo do coração o seu belissimo
comentário, realmente só alguém como a senhora
tem palavras para dizer - e tão bem o que disse.
É sempre um prazer imenso poder conversar, mesmo
que assim, consigo. É sempre muito agradavel
saber que do outro lado da linha existe - alguém
que nos ouve e responde, como a Senhora.

Na verdade esta tristeza que vive no meu peito é tão
mais pesada do que eu já posso carregar...
chega a ser insuportavel... mas é peso que tenho
de carregar.
Ontem para o meu jantar fiz uma açordinha,
quentinha, aromatizada com os nobres coentros
perfumados e mergulhados no azeite - foi uma
agradavel refeição - apesar de estar completamente
sozinho - mas eles são jovens e têm que se
divertir - para velho nesta casa - basto-me eu
próprio.

Cara maria José - este seu poema é perfeito, de
uma sinceridade que faz doer na alma - de uma
verdade que só a Senhora é capaz de dizer... tem
poemas arrojados - para a época em que foram
publicados - mas eu aprecio assim - poemas de
uma mulher - uma Grande mulher - que escreve
com ambos - coração e alma... só alguem Grande
de grande sensibilidade tem tal poder.

Estou emocionado...
Até breve

Luciano


De Fisga a 3 de Junho de 2008 às 17:43
OI Sra. D. Maria, tenho pouco para lhe dizer, sobre esta sua grande obra. Porque o que ela para mim tem um único significado: A Sra. Canta a vida: A sua própria vida, a vida dos outros, a vida da vida. E canta tudo com uma beleza, que encanta quem a lê. Parabéns. E boa semana.


De maria josé a 4 de Junho de 2008 às 22:21
Fisga: fico sempre muito sensibilizada com os seus comentários. Eles são a prova da bondade do seu coraçao e da sua enorme sensibilidade.
Um abraço grato e amigo
maria josé


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