Sexta-feira, 6 de Junho de 2008

OBCECAÇÂO

,,

(A Maria Emília Victoria Pires)

 

 

Para que nasci eu?

Para que nasci eu?

Para que nasci eu?

Para que nasci eu?

 

Eu nada sou,

E o que faço…

Tem um fim,

Uma intenção!

 

Posso eu, criatura,

Ser fruto de sem razão?

Não! Não! E não!

 

Em gérmen dentro de mim,

O que haverá?

Quem soubera!!!

 

Quem julga cavar numa mina

Algo precioso espera!

 

E se eu achar só terra?

- Na terra o pão se semeia

- E se for areia?

Será areia, de certo!

 

E é de areia o deserto!...

 

Também de areia é a praia

A meiga amante do mar!

E no mar, vivem as pérolas,

Lá se podem conquistar!

 

Cada qual tem nesta vida

Uma tarefa a cumprir:

 

E cavar dentro de si,

A si próprio descobri,

 

E obrigar a germinar

O que de bom lá achar

Até crescer, florir!

 

Que ninguém possa dizer

Na hora da despedida

Por ter tido dias fúteis:

 

Perdoa, Senhor, se podes

Este tão triste pecado

Dos meus talentos inúteis.

Maria José Rijo

22 de Maio de 1956

II Livro de Poemas

Poema nº 25

Pág – 117

Desenhos da Autora

 

estou:
música: Poema nº 25

publicado por Maria José Rijo às 00:02
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15 comentários:
De Gustavo Frederich a 6 de Junho de 2008 às 01:34
Tia, Tia tão Querida
Acredite que depois de ler o seu comentário para
mim - eis que nem saí daqui - estive todo o tempo
aguardando que a prima colocasse o poema - este
poema - este grande poema.

Estou até emocionado pelo que li.
E um poema que tem garra, uma força tão especial...
que me comove.

É um grande poema !
Tem uma grande abertura de alma, um pulsar
de coração, uma dor funda que arranca assim...
desta forma brilhante de dentro de si.

Esperava um poema - na verdade nem sei o que
esperava - mas Tia tão querida - como sobrinho
seu - que me sinto - é um grande orgulho de
ter a alegria de poder ter esta maravilha de blog
para eu ter esta Alegria de alma - este sorriso
que nasceu em delírio nesta noite - neste momento
de completo de arrebatamento.

Já o li ao nosso amigo padre - arranquei-o da cama
entre resmungos de mau humor , mas devo dizer-lhe
que se comoveu e me pediu que o lesse por 2 vezes.
No fim disse escreve lá por mim que:
" É um poema onde o amor e a dor pela vida
se entrelaçam numa alegria de satisfacção
para quem lê e se comove. Maria José Rijo
tem a força e a serenidade de Nossa Senhora.
Bem haja."

Despeço-me com um beijinho muito especial e
emocionado.

Gus


De Maria josé a 6 de Junho de 2008 às 20:55
Venho só para lhe dizer que pedi à Paulinha para por na barra uma foto minha do tempo destes poemas.
Penso que assim se poderá entender a força do deconforto entre o exterior e a consciência dos problemas ocultos que me impeliam`a procurar desesperadamente qualquer caminho, perdida que estava do rumo natural previsto para destino de qualquer rapariga.
Não é a beleza dos poemas que o tocam. Nem sei se são poemas ou apenas lamentos. O que toca a sua requintada sensibilidade é a percepção do drama de quem quer viver um futuro quando lhe falha o presente. Quero dizer: o chão.
Beijinhos, meu querido - tia Zé
Por favor diga ao nosso Amigo que só quem tem a ternura da Mãe do Céu no coração tem tanta misericórdia a olhar o seu semelhante.
Diga-lhe que lhe beijo as mãos ternamente.


De Gustavo Frederich a 7 de Junho de 2008 às 01:40
Vi a fotografia e fiquei encantado no entanto
a beleza exterior dá a nota da alma grande
e a serenidade do retrato a imensa sensibilidade.

Adorei este poema e adorei a foto.
Estou até emocionado,a voz embargada na
garganta ... mas... o nosso amigo padre ficou
igual...

...
Com imensa admiração

Gus


De Dolores Maria a 6 de Junho de 2008 às 01:37
Tiazinha
MAs que poema bonito. Gostamos todos muito.
A Luisinha comoveu-se e até chorou.
Agradece as suas palavras e manda beijinhos.
Todos nós enviamos beijinhos.
Beijinhos grandes

Dolores


De maria josé a 6 de Junho de 2008 às 21:27
Meus Queridos
Venho-vos contar que vou andar muito atarefada porque tenho que ir para Juromenha para a nossa Bia fazer s limpezas do costume nesta época. Lá não tenho net, mas como não sou eu que faço o blog a Paulinha irá, como de costume, mantendo a chama e já prometeu ler-me os comentários pelo telefone.
Também estou preparando trabalhos para uma exposição em Setembro. Será a última se Deus quiser porque já me falta a paciência para aceitar compromissos .
Ultimamente , também não tenho escrito todas as semanas para o jornal mas o que está publicado ainda dá para um ano ou dois dia a dia.
Em julho conto ir para o Algarve, como de costume, mas aí há net que a Paula leva o portátil dela.
Hoje foi o dia das novidades!
Que estejam bem. Beijinhos ternurentos da tia Zé


De Dolores Maria a 7 de Junho de 2008 às 02:07
É tão gratificante ter comentários seus dirigidos
a mim - pensados para mim.
Fico sempre muito feliz - é a prova de que por
detras desta tela - está a minha Tia de coração
que escreve como ninguem e cuja alma me alegra
a vida.
Gosto de senti-la assim animada com todos esses
afazeres e tantos compromissos - uma mente
ocupada afasta a tristeza e tras o sorriso para os
lábios.

O meu Avelino já esta melhorzinho e manda-lhe
um abraço carinhoso.
A Luisinha já dorme - está sempre com sono e
cheia de desejos que todos tentamos satisfazer.
Gostamos imenso de si e é verdade adorei as
fotos novas na coluna da esquerda. Uma beleza
e a Senhora minha Tia está Lindissima.
Sinto-me orgulhosa.

Muitos beijinhos

DO LO RES



De Adalgisa Alexandra a 6 de Junho de 2008 às 01:51
É excelente.
Mais um poema bonito tia e hoje vem de encontro
a esta minha alma triste. Deixo-lhe muitos
beijinhos.

Gisa


De Maria José a 6 de Junho de 2008 às 21:34
Não esteja triste !
Pense em paisagens bonitas, cheias de árvores e com ribeirinhas a correr...
Pense no que diria a uma qualquer flor se ela a surpreendesse dizendo: olá Gisa!
Já deve estar a rir pensando - que tia tontinha Deus me deu!
Mas se sorriu... valeu a pena1
Um beijo -Tia Zé


De Adalgisa Alexandra a 7 de Junho de 2008 às 02:15
Nostalgica me encontrava...
Agora com o seu comentário para mim - estou a
sorrir para a flor...
Como não gostar de si se é uma Tia tão atenta
e que lê e sente nas entrelinhas.
É e digo de coração - uma presença muito
importante nos meus dia-a-dia.
Sinto muito orgulho em si - deliro quando digo
ás minhas amizades que tenho uma tia muito
bonita que tem um blog na nete e escreve poesia
e prosa - com uma imensa sensibilidade.
Sabe que fiz uns cartõezinhos com o seu endereço
de blog e dou aos meus amigos - anunciando o
blog da minha Tia Zé.

Bom... Até amanhã e bom fim de semana.
Beijinhos Tia querida e grata pela sua flor.

Gisa


De Aristeu a 6 de Junho de 2008 às 02:47
Grato pelas suas palavras Tia.
É bom recordar os belos tempos - de quando a
vida parecia não modicar ou as pessoas terem
de viver para sempre.

Sabe sempre apreciei a sua honestidade, a sua
forma especial de ser, a sua beleza interior e exterior.
Os meus pais sempre foram apreciadores das suas
opiniões escritas pela imprensa - a minha mãe tinha
uma imensa predilecção pela poesia. Sabia alguns
do seus poemas de cor - lia-os com muita
frequencia e habituei-me e cresci ouvindo sempre
falar de si. - É verdade que era delonge - mas
convibiamos assim - na distância.
Apreciei bastante o seu comentário - foi como um
afago no meu coração - como quando olhava sempre
para mim ou me toocava no cabelo e me olhava
nos olhos.

Coisas de criança - erams varios - mas então eu era
um a Tia olhava muitos - não faz mal se não se
recorda - é mesmo assim - o que interessa é que
cá estamos a conversar.

Prometo-lhe que se algum dia regressar a Elvas
vou procura-la e receber e dar-lhe esse abraço -
aquele quem vem desde o tempo de criança e eu
sempre desejei - como o que dava a sua afilhada
a carocha - nunca esquece - coisas de crianças-.

Muitos beijinhos e vou repousar.
Com imensa admiração por uma poetisa que me
alegra o coração.

Beijinhos vice

Aristeu


De Maria José a 7 de Junho de 2008 às 00:41
Aristeu
LI o seu comentário e ficou comigo uma certa nostalgia. Como que uma sensação doce e triste ao mesmo tempo.
Talvez triste por saber que não correspondi à espectativa de um Menino que desejou que o abraçasse e, triste ainda, porque não tendo eu entendido esse desejo, perdi a magia de uma das mais belas coisas da vida -um abraço de criança. Doce também,porque as recordações de infância têm tal aurea de beleza que, nem quando são menos alegres, deixam de ter seu encanto.
Mas, o mais curioso de tudo isto é que no momento em que lia o que escreveu, nesse momento exacto vi-me a olhar uns olhos de criança ,grandes e pestanudos e a perguntar .- quem é aquele garoto?
E, ao mesmo tempo que alguém respondia é o Aristeu desenhou-se-me na memória uma figura de criança muito aprumadinha e bem comportada.
Poderá ser confusão? Talvez! - mas fez-me bem acreditar que recuperei essa lembrança.
Teria sido numa festinha de anos da Carocha? -Que sei eu?
Às vezes por auto-defesa, parece que se apagam da nossa memória épocas inteiras.Depois, um belo dia ,por uma coisa de nada, regressam como as andorinhas, juntas em revoada e, então já não doem. Mexemos-lhes à vontade, livremente, como se tivesse sido deliberado por nós.
Mas... não era isto que queria dizer-lhe.O meu propósito era contar-lhe que temos uma pequena casa que criamos em Juromenha, para que os nossos sobrinhos se sentissem à vontade para dormir e acordar ás horas que lhes apetecesse sem preocupações e, também para que nós não encontrassemos biberons e chupetas aqui no nosso canto por tudo quanto é sítio.
Pois esse reduto - sobrinho que também é -fica a esperar pela sua visita, que Deus queira que não tarde tanto, que se perca o abraço que afinal em todos estes anos de desencontro foi crescendo...
É bom gostar de vós.
Obrigada pela oportunidade que me oferecem de dizer sentindo : queridos Amigos
Um abraço- maria josé


De Aristeu a 7 de Junho de 2008 às 02:26
É comovido que estou...
As suas palavras ternas chegaram ao meu coração
e revivi agora o passado - queira acreditar que foi
um abraço e um beijo no rosto que acabei de sentir.
Afinal... sempre olhou para mim - sempre me viu e
essa descrição de menino era sem duvida eu...
Que bom - estes pensamentos e uma pena andavam
comigo arrastados de ano para ano - coisas de
criança - mas marcantes - vi a foto nova e era esse
rosto - foi esse rosto que me olhou - a senhora tão
bonita que eu via e nunca esqueci...
Devo parecer-lhe tão infantil neste momento...
mas não me envergonho - o passado voltou e
a Senhora tratou de o ajeitar no meu coração - na
minha alma - o beijo e o abraço que tanto sonhei...
já o tenho comigo...

- assuntos de almas - nem sei... mas estou liberto
de um Aristeu - aquele Aristeu que vivia fechado
dentro de mim - esperando esse seu olhar...
Eternamente grato...
Finalmente - eu...
Obrigado e DESCULPE a minha ousadia em faze-la
recordar o que sempre esteve comigo - o seu olhar
nos meus olhos de criança.

Com emoção ... despeço-me até amanhã

Aristeu


De Fisga a 7 de Junho de 2008 às 16:49
Mais um grande momento de sonho que, eu passei enquanto estive a ler estes seus versos. Sabe o que eu não consigo entender? É como há gente que diz com o maior desplante: Eu gosto de ler, mas poesia não. Eu respeito e é o meu dever respeitar, mas pergunto: Porque é que essas pessoas não fazem um dia um sacrifício e experimentam a ler poesia procurando ao mesmo tempo, traduzir o que a poesia lhes transmite? Será que depois deste exercício essas pessoas ainda diriam, eu não gosto? Parabéns, obrigados e um bom fim-de-semana.


De Maria josé a 9 de Junho de 2008 às 23:06
Obrigada pelo seu delicado comentário tão sincero
Um abraço
Maria josé


De Fisga a 11 de Junho de 2008 às 12:20
Olá bom dia. A Sra. Não tem que me agradecer nada. Eu com cidadão deste pais, cumpro um dever, Manifestando-lhe a minha solidariedade, numa causa que a Sra. Trás à luz do dia e que infelizmente é bem real e concreta. Que é o desprezo e o abandono, pelo nosso património Histórico e cultural. Um abraço, e um bom dia.


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