Sábado, 9 de Agosto de 2008

O seu, a seu dono!

Maria JOSÉ RIJO

Jornal Linhas de Elvas

Conversas Soltas

Nº 2.981,

de 6 de Agosto de 2008

Diz a sabedoria popular que: quem dá o pão dá a criação.
Estes aforismos, tendo uma leitura interpretativa fácil e directa escondem, na sua simplicidade toda a sabedoria que através dos tempos, o homem empiricamente acumulou e, de onde, depois havia de derivar o fundo moral das leis que nos regem.
Pensei nisto sentindo que, nesta mesma ordem de ideias, algumas atitudes responsabilizam quem as toma para deveres que implicitamente lhes ficam adjacentes.

Chamei, por todas as formas que tive ao meu alcance, as

 

atenções, para o desmazelo trágico a que a Quinta do Bispo -'a galinha dos ovos de ouro do turismo de Elvas'estava votada desde que 'as mais valias' começaram a ter maior cotação do que a história e a civilização.

        
Acontece, que regressada de férias, folheando o 'carismático'
Boletim da Câmara,
[continuo a preferir a DICA] tomei conhecimento de que tinham sido removidas as árvores mortas, as carradas de lixo e na medida do possível, disfarçada a ruína do desamor e ignorância que condenaram a tão vergonhoso destino... a Versalhes de Elvas.

Sendo tudo isto verdade, também não o é menos que, algumas vezes, a Câmara, não faz ouvidos surdos aos reparos dos munícipes e corrige falhas que lhe são apontadas, como neste caso.
Assim que, como apontei a lástima, sinto minha obrigação moral aplaudir o esforço de correcção despendido. Como cidadã, munícipe, e pessoa de bem que me preso de ser aqui fica, da minha parte, o meu muito obrigada.
Tranquila com a minha consciência, uma pergunta se me impõe: E agora? Vai ficar outro tanto tempo à espera de outra tanta porção de lixo e da morte do resto do arvoredo, para ser menos evidente o arraso e dar acolhimento a mais cimento armado?
Ou, vai ser utilizada, como fazia parte de um programa cultural e turístico, fundamentado em torno da mostra da obra de António Sardinha?
É que, o que não tem função – é sabido – morre. E, pelo que aconteceu, é por demais evidente a verdade expressa nesta afirmação.
Neste mandato, várias coisas, vi realizar, que eram projectos dos mandatos do Dr. João Carpinteiro e constam do programa que por mão amiga foi cedido [a pedido] a este elenco.

    Vista aérea de Elvas
Dentro do meu critério, isso é saudável. Não importa de que lado vem a chuva se Elvas dela precisar. O que importa é que ela aconteça...
E, tenho conhecimento de que existe, e ainda, em parte, é viável, solução para aproveitamento cultural e turístico, do que sobrevive daquele espaço histórico.

Como, também, existem os projectos de alguns 'itens' que completam e valorizam o projecto [inacabado] do Museu do Forte de Santa Luzia, que foi presente ao Dr, Mário Soares, quando da sua Presidência Aberta, na nossa cidade.
Parece, por vezes, que a Excelentíssima Câmara , mais do que fazer, tem o complexo de desfazer a obra, que outros antes de si deixaram...

 
Museu Tomaz Pires, Sala Eurico Gama...explicitam esta afirmação.
Pensei então, que alguém que publicamente se refere ao seu tempo de gestão como : - O meu reinado! - Pudesse ter dos reis a nobreza de honrar a memória dos seus maiores e repensasse a decisão de suprimir o testemunho presencial de um dos mais ilustres súbditos desta rainha da fronteira - Elvas...

..
Noblesse oblige!

 

Maria José Rijo

estou:
música: Limpeza da Quinta do Bispo

publicado por Maria José Rijo às 01:53
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8 comentários:
De Adalgisa Alexandra a 9 de Agosto de 2008 às 21:07
Querida Tia passei para deixar um beijinho
muito grande e desejar um Bom Fim de semana.
Aproveito para dizer que também gosto imenso da
dica - até posso ler o signo e fazer as palavras
cruzadas.
A tia também as fáz?

Beijinhos Tia querida

Gisa


De Adelaide Matias a 9 de Agosto de 2008 às 21:14
Já fazia tempo que não vinha a este seu blog.
Já o conhecis e adoro as suas poesias e todos os
seus textos poéticos.
Acho que tem uma sensibilidade muito grande
e tem uma forma maravilhosa de dizer a sua
verdade.
Os meus Parabéns pelo blog está muito bonito.

Um beijinho
Adelaide Matias


De Luisinha P. a 9 de Agosto de 2008 às 22:37
Querida Tia Zé
Sabe que gosto tanto de lhe poder chamar assim.
Faz-nos ficar tão mais próximas, e gosto muito de
me sentir tão mais próxima de si.
Hoje (com os miminhos da minha gente e também
seus, claro) sinto-me melhor, muita coisa está a
encaixar e a acamar dentro de mim.
Portanto, a vida, segue o seu rumo, a dor encaixa-se
em mim... como em todas as pessoas.

Tia muito obrigada pelas suas palavras, ajudam-me
sempre muito e o perigo passou - a minha Magé vai
crecer - no inicio de Dezembro, se Deus quizer.

Neijinhos Tia querida.
Espero que consigo tudo caminhe bem, que não
esteja infeliz, sorria tia.

Beijinhos

Luisinha


De Flor do Cardo a 9 de Agosto de 2008 às 23:53
Cara Maria José este artigo, pelo que sei - é justo
e na hora certa.
Aliás, como tudos os seus artigos. Sempre questões
que são honestas e colocadas na ocasião certa.
Bem haja por este blog onde todos podemos ler e
reler os textos da nossa paixão - sempre aqui num
livro aberto, é só folhear .

Bem haja amiga
Luciano


De Dolores e Avelino a 10 de Agosto de 2008 às 00:01
Tia
Finalmente hoje podemos respirar... o ambiente
parece ter mais ou menos regressado, a minha
sogrinha é uma mulher muito especial, com uma
força incrivel que consegue enchergar longe e foi
aí nesse longe que ela conseguiu levar a neta.

Estamos mais calmos é verdade e hoje eu e o
Avelono viemos agradecer-lhe, a si ti, a sua ajuda
- foram importantes as suas palavras - ela mesma
nos disse. - assim Tia o nosso muito obrigado nesta
nossa luta pela vida.

Muitos beijinhos
gratos tia
DO LO RES e Avelino


De Cilene a 10 de Agosto de 2008 às 00:10
Oi oi
Já fazia tempo que eu não aparecia por aqui, é
que estive no aras do Gílio e aquele poseidon é
uma lindeza de bravura.
Ele tem muito gosto com ele - lava-o, escova-o e
galopa pela fazenda da Amoreira - pois é o tio
Luciano é muito querido e presta-lhe muita
atenção, o Tio Aristeu é mesmo um querido, a
Senhora o conhece, não é? Conhece todos... que
bom e eu conheço-a daqui, do seu blog que eu
adoro.

Beijinhos no seu coração e posso pedir uma
coisinha?
Posso chamar a Senhora de tia?
posso? Posso chamar também de tia?

Fico á espera da sua resposta.

Beijinho no seu coração
Cilene


De Fisga a 10 de Agosto de 2008 às 12:04
Olá Sra. Maria José: Mais uma postagem que considero de grande valor, não só pela descrição em si ,mas também pela ilustração tão pormenorizada e incisiva. parabéns.
há tempo a Sra. disse-me que já viveu na Guarda e que lhe parecia que eu sou beirão ou moro lá, eu não consegui postar o comentário e entretanto esqueci-me, as minhas desculpas, e aqui vai satisfeita a sua curiosidade. Então é assim: Sra. Dona Maria José Rijo: O meu bilhete de identidade diz, que eu nasci na freguesia de Cambas, Concelho de Oleiros e descrito de Castelo Branco. Vivi lá até fazer a tropa, trabalhei nas minas da Panasqueira, depois vim para Lisboa
Onde trabalhei primeiro nas obras, depois encaixei-me na fábrica da cerveja sagres, onde trabalhei 27 anos, Depois em 1980 saí para ir para Angola onde estive até 1984, por conta da Canadadray Bermudas. Regressei a Portugal terminado o contrato e agora estou reformado e vivo na periferia de Lisboa. Minha amiga, a minha vida é um livro aberto, a toda a gente. Um grande abraço e tudo de bom.


De Gabriel Vasco de Lima a 10 de Agosto de 2008 às 12:05
D. Maria José
Gosto do seu blog, um blog onde o portugês é
excelente e a forma como comunica é uma perfeição.

Tem aqui textos excelentes,
Poesias magníficas, fotografias exemplares.

Parabéns gosto do seu trabalho.
O blog está mesmo muito bom.

Com admiração

Gabriel Vasco de Lima


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