Terça-feira, 19 de Agosto de 2008

Não é de todo incoerente!

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.888 – 19 – Outubro - 2006

Conversas Soltas

 

Olhando atentamente, tem, até uma certa lógica!

Sócrates – não poderia, para ser igual a si próprio, proceder de modo diferente.

Depois de fechar a maior parte das Maternidades, só poderia, para simplificar com mais eficiência o decréscimo de natalidade, (numa sociedade envelhecida) promover o “nado morto” em tempo à escolha, até porque não há lista de espera para quaisquer intervenções nos serviços dos nossos “Hospitais restantes!”

 

Só não se entende que para fechar hospitais, asfixiando cidades do interior, como esta nossa de Elvas, onde criou a especial designação de os: “Alentejanos de Badajoz” , não tenha sentido a necessidade de fazer - também - uma consulta popular!!!

Não lhe foi necessário, na circunstância, qualquer referendo.

Para quê? – Serviu-se da mesma maioria de que dispõe para jogar ao “rapa” com os tostões de quem, se recebesse, uma vez, um vencimento igual ao de ministro, se candidataria a um enfarte, com a alegre emoção, de pensar que lhe saíra a sorte grande!

         Por essa razão, esta governação, “altruísta” como está sendo, no jogo “do rapa” que faz com o “Zé”, não “põe” – só “tira” e “rapa”.

Assim, como encerra escolas a torto e a direito pode também ir fechando especialidades em unidades de saúde.

E, por esse País a fora, jazem em sonolento marasmo de solidão as pequenas localidades que perderam o salutar convívio diário com as suas crianças alegria da rotina das suas vidas, de trabalho árduo, tantas vezes.

Também não fez referendo para castigar os doentes, fazendo-os pagar” diária” nos hospitais ou agravando as taxas moderadoras.

             jose socrates.JPG

Falta explicar que com o baixo nível de vida que a maioria da população portuguesa tem, é de certo modo um “Prémio” que o governo de Sócrates lhes dá – ao facultar-lhes a possibilidade de fruir a sensação de estarem hospedados num hotel – pagando diária – no irrecusável “cruzeiro” para um outro mundo.

         Não! Não é de todo incoerente!

Basta ver a alegria dos professores, em passeio turístico por Lisboa – basta ver os funcionários públicos contentes, cheios de bandeiras, eufóricos como no campeonato do mundo de futebol... basta isso para percebermos como é imperioso o referendo para o aborto!

Então não se vê, logo, logo, que Sócrates atende a vontade do povo?!

Não vive sem ela?

Como haveria ele de decidir sem ter um sinal inequívoco do que os portugueses e as portuguesas desejam?!

Como? – Sim – como?

Francamente!

 

Maria José Rijo

 


publicado por Maria José Rijo às 22:09
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7 comentários:
De artesaoocioso a 20 de Agosto de 2008 às 00:32
Boa Noite
Não é arrependimento nem sequer vergonha.
Está apenas cansado da ingratidão lusitana.
Cumprimentos


De maria josé a 20 de Agosto de 2008 às 20:12
obrigada pela visita
cumprientos - maria josé


De Xavier Martins a 20 de Agosto de 2008 às 00:52
E é claro que também vim aqui olhar e ler este
texto magnífico.
Um grande abraço de Parabéns.
Dois bons textos sem sombra de dúvidas
Com Amizade
Xavier Martins



De Maria José a 20 de Agosto de 2008 às 20:32
A sua companhia, também já faz parte das presenças da nossa roda de amigos. Obrigada pelo apoio.
Muitas vezes hesito entre o devo ou, não devo?
Preciso então de mais tempo para reconhecer o que motiva as minhas próprias razões.
Peço então pausas à Paulinha, o que lhe dá jeito porque trabalho é o que não lhe falta
Ninguém é dono da verdade por inteiro, daí que pondere com o maior rigor o que sai no "seu" blog
Um abraço agradecido
Maria José


De Gustavo Frederich a 20 de Agosto de 2008 às 01:19
Querida tiazinha
Muitos Parabéns por este texto, está mesmo muito bem e uma boa observação.
Como sempre a minha tia tem esta sua brilhante
forma de comunicar.

Adorei .
Um beijinho grande

Gus



De maria josé a 20 de Agosto de 2008 às 21:06
meu sobrinho querido
è mesmo verdade que ando super atarefada a preparar a "tal"exposição.
Vai ser no Museu da Fotografia durante as festas da cidade. Concordei em faze-la porque, se bem que não tenha que dar contas da minha vida, senão a Deus que ma deu, sinto uma certa necessidade de que se entenda porque me fecho em casa dias, semanas, meses, anos... Então, não me pareceu fora de propósito fazer uma retrospectiva das minhas actividades como apaixonada pelos trabalhos manuais, como despedida.
Estou na hora de arrumar as botas.
Faz agora ideia da canseira em que me meti!?
Chamei-lhe: - Percurso. Daqui se deduz que se trata de uma especie de biografia construida pela mostra das várias actividades que tentei.
Uma virtude, terá sem dúvida: - variedade.
Se estivesse por perto receberia o seu convite. Assim, conto-lhe depois.
Tem toda a razão quando afirma que os comentários ajudam a quem escreve.Qualquer acto de amor requer retorno.Até quando se atira uma pedra para um poço é agradável ficar a ver os circulos que se formam, até que se esbatam.
Fico feliz por ter a sua amizade. É doce ter em quem pensar
Beijinhos tia Zé


De Fisga a 20 de Agosto de 2008 às 10:34
Olá Sra. Dona Paula. Não fosse a manta urdida, com faltas de vergonha, desprezo, respeito, e tecida com um abandono descarado, por quem lhe paga. Em que ele se embrulha, e teria ido pelos ares, com estas duas bombas seguidas que lhe rebentaram debaixo dos pés. Mas já o pobrezinho dizia ao rei que lhe perguntou: Porque me chamas senhor de todo o mundo? E o pobre respondeu: Sua majestade, não tem barbas, quem não tem barbas não tem vergonha, e quem não tem vergonha todo o mundo é seu. Um abraço.


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