Quarta-feira, 20 de Agosto de 2008

Adenda

Conversas Soltas

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.928 – 26-Julho - 2007

 

 

João Aranha, disse-me, pelo telefone, a rir, no seu jeito de amigo: - “então você – estava de pé feito – para não meter os pés pelas mãos – e não disse que a escrever ninguém faz um: pé-de-meia?”

                 

Reconheci, divertida, que essas metáforas me haviam escapado e, claro está, outras, muitas mais, que nunca soube ou saberei.

De qualquer modo, rendida ao bom humor do justo comentário, só pude dizer: - mas que graça! e vim acrescentar  esta adenda ao texto que já havia publicado.

           

Porém, o tira e põe, leva ou não leva, do fazer a mala para ir de férias, fez-me deixar no computador meio esquecidas as duas ou três frases com que iniciara esta crónica semanal a que não dei seguimento na altura por falta de oportunidade.

                 Desenho-de-homem-de-oculos-lendo-jornal

Regressada a casa e, já, cumprindo a praxe de ler os jornais da terra, dei com surpresa minha, com mais umas achegas para a “colecção” que eu tinha trazido à baila.

Desta vez, vêm de Victor Beltram-Sabino – que aqui saúdo – e são: - “ pé-de-meia”, “de pé atrás”, “rapa pé”, “rodapé”, “pé de atleta”, “pé-coxinho”, “pé firme” e, “pé de salsa2. (algumas destas expressões, estão, também, incluídas nas sugestões de João Aranha)

Obrigada a ambos pela ajuda e por se darem ao trabalho de ler os meus escritos dando-lhes assim sentido de existência.

Cumpridas as formalidades que nos impõem coração e educação

Retomo este velho jeito de olhar a vida da cidade e comentar de acordo com o meu critério o que me toca, dando-me alegria, prazer, orgulho ou sofrimento.

Hoje, são 22 de Julho de 2007e, é neste dia que retomo as minhas crónicas.

           morte.jpg

Não posso, por isso, escrever seja o que for, sem antes deixar aqui um sinal de profunda mágoa pela morte da minha amiga Firmelinda.

Conhecia-lhe a história desde o berço. Vi-a crescer, com seu jeitinho doce, delicado, seu brio e eficiência na profissão que desempenhava exemplarmente, sua aceitação da doença sem ares

De tragédia – com humildade e profunda Fé.

 Ainda muito recentemente me contava que fazia insulina havia cinquenta anos!

Ultimamente, quando nos cruzávamos no “Sr.Bandeiras” costumava, acompanha-la até à porta e levar-lhe as compras.

Seguíamos de braço dado, devagarinho e, como amigas que éramos, e sempre fomos, revivíamos com saudade outros afectos comuns que o tempo também já havia desfeito.

Deixo-lhe aqui, hoje, publicamente um aceno de adeus e apreço pela sua nobre coragem de viver, casando, tendo filhos, superando a doença, sem fraquejar, até ao fim .

Aos que ainda vão resistindo, enche-os a Vida, cada vez, de mais saudades para o resto do caminho...

Para o Frias, Joaninha e a toda a família um sentido abraço de terna solidariedade e respeito pela dor que sofrem.

 

    Maria José Rijo

 

música: Firmelinda Frias

publicado por Maria José Rijo às 21:41
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2 comentários:
De Adalgisa Alexandra a 20 de Agosto de 2008 às 22:38
Querida Tia
O seu blog está cada vez mais lindo, mais composto
e cada vez mais aparecem textos preciosos.
Todos e cada um deles com os seus temas, mas todos
de mão dada por essa sua forma tão especial de
escrever.
Comove-me a sua amizade e alegria pela vida.

Muitos beijinhos Tia
Gisa


De Aristeu a 21 de Agosto de 2008 às 12:45
Bom dia tia zinha
Passei rapidamentepara deixar um grande
beijinho desta sua familia aqui no Brasil.

Aristeu


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