Domingo, 31 de Agosto de 2008

“Caminhos e Caminhos... “

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.380 – 13 – Dezembro – 1996

Conversas Soltas

 

 Caminhos ...

Já este mês, numa manhã, cedinho, escutei na “Antena Um”, alguém da JSD a falar sobre problemas de futuro da sua geração, especialmente: - o emprego.

                     

Fazia-o com argumentos bem fundamentados e criticava duramente a precariedade de algumas pretensas soluções que lhes vão sendo oferecidas.

Fiquei a pensar no assunto com uma certa desconfiança – confesso – porque, enquanto jovens, todos nós, mais ou menos, tínhamos soluções para tudo e ideias, mais ou menos, também, revolucionárias.

                      

Porém, pouco a pouco, passando esse “desconto” de bem-humorada tolerância, reconheci a verdade das afirmações do jovem líder.

Ora vejamos: - tendo por base factos do nosso quotidiano, - como são precárias e, às vezes “ingénuas” as soluções que se  oferecem.

                          

Andam por aí a varrer as ruas, outras encontro-as ocupadas em tarefas domésticas, em casas que frequento, pessoas que vi – ainda recentemente – a frequentar cursos pagos para que aprendessem a fazer cadeiras de tabua.

Ocorre perguntar: - Fizeram-se sondagens de mercado?

- Sabe-se se aquele produto tem procura?

- Estudou-se a forma de os elementos do grupo de aprendizagem se organizarem para criar condições e produzir o artigo e escoá-lo no mercado por venda directa ou qualquer outra modalidade?

Não! – Apenas se criou um curso, como outros.

Durante uns meses os frequentadores tiveram salário certo e, quem o ministrou também. Depois... depois foi cada um remetido ao seu anterior destino.

Os formadores irão formar mais gente, noutros locais e os “alunos diplomados” voltaram a inscrever-se no desemprego e a aproveitar os biscates que sempre irão surgindo.

Para que serviu então o curso?

Era sobre estas falsas soluções que o tal jovem líder falava.

Eu apenas particularizei o exemplo para referir experiências locais. Ele, citava largamente o que muito bem conhecia e pedia medidas de fundo. Repudiava os paliativos, o imediatismo e tudo o mais que ilude, simula, entretém mas, não resolve.

                   Capital en alza; clic para aumentar

Realmente, assim, esbanja-se capital, que usado de formas menos vistosas – concedo – mas com verdadeira visão de futuro poderiam ser soluções – discretas, mas, seguras e necessárias.

 

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 20:43
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6 comentários:
De Gustavo Frederich a 31 de Agosto de 2008 às 21:59
Oh tia
Os seus textos estão sempre com fotos magnificas.
Fico muito contente por poder ver tanta beleza.
Bons textos SEMPRE, sempre.
Os seus pensamentos, a sua lucidez são de grande
profundidade, SEMPRE.

Gosto muito MUITO de si.

Seu sobrinho
Gus


De Maria José a 2 de Setembro de 2008 às 20:04
Como de Net nada sei desapareceu sem assinatura o poema que escrevi para si. Já agora repito o que não me canso e dizer - é a Paula, quem tudo faz.
Beijinhos tia Zé


De Adalgisa Alexandra a 31 de Agosto de 2008 às 22:04
E o Domingo chegou ao fim, agora começa
outra semana cheia de trabalho.
Mas é assim a vida - trabalho e mais trabalho.
Mas não quero lamuriar-me ...
Mais um texto belissimo da minha Tia.
São muitos os textos que a minha tia escreveu e
isso quer dizer que escreve com imenso prazer,
por anos a fio.
Gosto de si também por isso.

Beijinhos Tia
Daqui do porto.

Gisa


De maria josé a 2 de Setembro de 2008 às 20:08
Há bocado deixei um beijinho - agora : - um xi-coração
Tia zé


De Flor do Cardo a 1 de Setembro de 2008 às 01:06
Cara Maria José amanhã já é o 1º de Setembro e
eu como elvense de alma já sofre pela distancia.
Só quem é elvense ou viveu tantos anos nessa
nossa cidade, sabe sentir o gostinho do Setembro.
De ouvir os pendões, a alegria da cidade... das
bandas pela rua.
Estou longe, muito longe, mas parece que ainda
tenho no nariz aquele cheirinho especial do São
Mateus, das festas da cidade.

Sei que me entende.
O nosso Jornal Linhas de Elvas lá vai fazer mais um
aninho... e o nosso amigo Ernesto sem ter a alegria
de ver o seu jornal... bom não sei se teria tanta
alegria assim... mas sim, estaria feliz, afinal o
Linhas é um bom Jornal...

Fico aguardando o seu artigo de felicitações, ou
desta vez não escreveu?
Não acredito, a Senhora faz parte da fundação
desse jornal.
Fico aguardando.
Um abraço

Luciano


De maria josé a 2 de Setembro de 2008 às 20:21
Meu Querido Amigo
"Sei" que avalia o bem que me faz o nosso convívio, ainda que a tamanha distância - obrigada de coração.
Estou a escrever-lhe com a janela aberta sobre a praceta onde os pardais se estão a aconchegar nas árvores para dormir.
Barulhentos como só os miudos à saída da escola.
Éstá um fim de tarde - de Setembro_ doce de temperatura , de luz e já com aquele perfume especial deste tempo no Alentejo.
Sei que guarda estas lembranças.
Adivinhou. Já escrevi sobre o aniversário do Linhas...
Saudades e um abraço grande e amigo
Maria José


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