Sábado, 11 de Outubro de 2008

Rendas e Florinhas

Conversas Soltas

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.304 – 16 de Junho de 1995

             

 Que seres serão realmente as mulheres, – não sei!

Até porque ninguém é bom juiz em causa própria. Mas, que de anjos a demónios tudo se lhes tem chamado – é indesmentível.

Que, sobre elas, poetas e pensadores têm escrito frases belas ou contundentes que, de cor, se vão repetindo de gerações em gerações é também indesmentível.

“Se nós somos os pais dos seus filhos, elas são as mães dos nossos melhores pensamentos” – teria dito Chateaubriand - esse mestre da língua francesa que muito influenciou o romantismo europeu.

           

Mas, já a Napoleão – tenho ouvido atribuir: “Mulheres?! – seres de ancas largas, cabelos compridos e ideias curtas”.

Atendendo a que ele foi capaz de repudiar a “sua” Josefina e vivia no narcisismo dos seus gloriosos feitos militares – pode aceitar-se a mordaz definição como pertencendo-lhe…

                 

Voltaire – escritor que cultivou desde a tragédia à epopeia e ao romance ergueu a sua voz (no séc. XVIII) para afirmar:

“A sociedade depende das mulheres. Os povos que têm a desgraça de as escravizar, são miseráveis”.

E, no seu respeito pela sensibilidade feminina, aduzia: “Todos os raciocínios do homem não valem um só sentimento de mulher”.

Que filosofia de vida, que mães, que irmãs, que amigas, que amadas, teriam tido estes homens que de formas tão diversas evocam “mulheres” – como sendo: - “a mulher” que padronizam nos seus conceitos – era interessante investigar.

Tanto mais que tudo parece filiar-se numa conclusão assente de que, mulher e homem pouco ou nada teriam em comum.

“As mulheres que amam perdoam mais facilmente as grandes indescrições do que as pequenas infidelidades”.

Bem entendido em psicologia se julgava que também afirmou:

               

Victor Hugo – poeta, escritor, dramaturgo, figura do romantismo – “vulto sagrado” da literatura francesa – enfatizou:

“Vós que sofreis porque amais. Amai mais ainda. Morrer de amor é viver dele”

E, Lessing, escritor alemão do séc. XVIII, rendido à beleza feminina não afirmou que “a mulher é a obra mais perfeita do universo”

                     

O autor da “Comédie Humaine” – Honoré de Balzac – Romancista que viveu apenas para a criação literária escreveu:

“A mulher é o ser mais perfeito entre as criaturas humanas, é uma criação transitória entre o homem e o anjo”.

Em contrapartida alguém houve que denunciou:

 “As mulheres que têm por único merecimento a beleza, são semelhantes aos pastéis quentes que sabem mal quando esfriam”.

                       

Porém, Rosseauescritor e pensador francês que pela sua sensibilidade e imaginação abriu o caminho ao romantismo e cujas teorias sociais tiveram grande influência sobre o liberalismo democrático, assim perorava:…”A primeira e a mais importante qualidade de uma mulher é a doçura. Feita para obedecer a um ser tão imperfeito como é o homem, quase sempre cheio de vícios e sempre de defeitos a primeira coisa que tem a fazer é aprender a sofrer tudo, até a injustiça, e a suportar todos os erros do marido sem se queixar”.

Convenhamos que, se outro mérito não tivessem estas palavras – deles se deduz sem margem para dúvidas a posição da mulher na sociedade, ainda nos fins do séc. XVIII.

                      

No séc. XIX – o nosso “grande” Herculano – escritor, pensador, criador do romance histórico português na sua exemplar linguagem vernácula, escreveu: “Examina bem a consciência e diz-me : qual é para os corações puros e nobres o motivo imenso irresistível, das ambições, do poder, da abastança do renome?

É uma só mulher: é esse o termo final de todos os nossos sonhos, de todas as nossas esperanças, de todos os nossos desejos”.

Pensando assim dava razão a Pailleron quando afirmara:

“É pela mulher que a sociedade julga o homem” – Enfim! – Parece que destas velhas curiosidades se pode inferir que, falando de mulheres é de si próprios que os homens falam.

Talvez que, por isso, nenhuma destas citações ou a soma de todas elas nos leve a qualquer conclusão sobre a mulher.

             

Aliás, nos tempos de agora, estes conceitos terão até, porventura, perdido o sentido e a oportunidade. Mulheres e homens, hoje, vestem as mesmas roupas, frequentam os mesmos locais, tomam as mesmas bebidas, fumam os mesmos cigarros fruem dos mesmos empregos e liberdades e, pelo menos na aparência perderam o tal toque de mistério que as épocas românticas tanto exploraram para conversas de salão, ditos de espírito ou inteligentes observações e, parecem aceitar-se como iguais.

Porém… quando penso na roupa interior de tecido às florinhas rosas e azuis, da idosa senhora, gorda e deformada que entre gemidos chegara “às urgências” amparada por muletas e sob o fato vulgar e ordinário usava um corpetinho de rendas e bordados a vestir-lhe os seios murchos como flores mortas…

Quando senti no meu coração a comovida ternura dessa pueril garridice… então, não fora o “Senão” escusado e cruel eu teria estado por inteiro com o que, no tempo de Zolla, disse  o escritor Paul Marguerite – “ Até mesmo na mulher mais honesta reina um instinto de coqueteria refinada e perversa”

Só que eu penso que perverso é querer equiparar um nó de gravata com rendas e florinhas… e, é esse o “senão” ?

 

Maria José Rijo

 

 

estou:

publicado por Maria José Rijo às 22:31
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21 comentários:
De artesaoocioso a 11 de Outubro de 2008 às 23:40
É uma bela antologia. A definição de Voltaire parece-me a mais actualizada.
Claro que estamos a falar da mulher no Ocidente.
Se atravessarmos o Mediterrâneo e caminharmos para leste, tudo muda de figura.
Bom fim-de-semana


De maria José a 13 de Outubro de 2008 às 20:07
obrigada pela visita e pelos bons votos - que retribuo.
Sabe que ás vezes penso que era engraçado conhecer o que diriam hoje, estes mesmos pensadores da mulher de agora! - claro que se fosse possível eles terem parado no tempo...
um abraço - Maria josé


De artesaoocioso a 15 de Outubro de 2008 às 13:49
Tem razão, existe (sempre existiu) uma diferença entre as belas frases literárias e os comportamentos no dia a dia.
Parece que poucos conseguem ultrapassar esta contradição.
Cumprimentos


De Gustavo Frederich a 12 de Outubro de 2008 às 01:32
Tiazinha
passei para ver as actualizações e para deixar um
beijinho.
Estou nas mudanças. Quando estiver instalado
logo lhe conto.

Gosto muito de si

Gus


De Maria José a 13 de Outubro de 2008 às 20:46
Meu sobrinho querido
Se me aparecesse por cá algum gnomo que me reduzisse às dimensões do Nils, haveria por aqui, também, algum ganso aventureiro que sonhasse com a "maravilhosa viagem"que quase todos fizemos com Selma Lagerlof, na nossa infância, e me levaria a dizer-lhe ao ouvido,o que aqui fica por escrito: - que a mudança que promoveu na sua vida o torne muito, muito feliz e, que no seu jardim floresçam as belas rejeiras do Japão e, tudo o mais que faça florescer a alegria no seu coração.
Beijinho - tia zé


De Dolores a 12 de Outubro de 2008 às 01:37
Nossa querida tia
Tudo está em silencio. Dormem e eu nem consigo
dormir.
É esta preocupação latente com esta menina que
me tira a vida.

Mas não a quero preocupar. Tenho para mim que
isto é uma fase muito ruim. Muito ruim.

Beijinhos tia

Dolores


De Maria José a 13 de Outubro de 2008 às 21:02
Meus Queridos - Não sei se é por o meu coração o desejar tanto, parece-me que a esperança começa a esboçar-se de novo nas vossas vidas.
Deus queira que assim seja.
Minha irmã regressou ontem a Lisboa. Fico sempre com uma tremenda sensação de vazio quando ela parte de maneira que hoje tentei distrai-me indo andar a pé no parque aqui ao pé de casa.
Cansei-me um bocado , mas resolvi não deixar findar o dia sem vos vir deixar aqui um grande beijinho
com a maior ternura.
Tia Zé


De Mauel Maria Rosado a 12 de Outubro de 2008 às 10:16
Foi com grande prazer que encontrei esta sua página
na net. Foi algo inesperado já que não fazia ideia que
existia esta pagina.
Devo dizer-lhe que estive na sua exposição, aqui tão
bem retratada e que mostra a todos o quanto é linda.
E a quem possa ler este meu comentário,
queria dizer
que as pessoas deviam deslocar-se ao Museu de
fotografia e apreciar a exposição, como eu fiz -
porque acho que deviam aproveitar esta oportunidade.
Acompanhou-me na exposição uma menina muito
simpática, a Mafalda, que me foi comentando alguns
pormenores.
Adorei os bonecos de Madeira, qualquer um deles é
uma obra de arte, uma escultura de uma beleza e
autenticidade que me fascinou.
Apreciei muito a moldura de registos, chega a
impressionar pela beleza e delicadeza de pormenores.
As telas - belissimos quadros a óleo, de temas tão
variados que me surpreenderam pela positiva.
Mas - realmente só o espaço é que é curto. Esta
exposição merecia uma sala bem maior para que se
pudesse apreciar melhor tanta maravilha.

Bem haja D. Maria José pela linda exposição que
nos proporcionou.
Felicidades

Manuel Maria Rosado
(Eu sou de Vila do Conde)


De Maria José a 13 de Outubro de 2008 às 21:49
Manuel Maria Rosado
Agradeço imenso as suas palavras de apreço pelo meu trabalho e, creia que me deu muita alegria saber que a visita à exposição lhe proporcionou momentos de boa distração.
Também eu guardo a melhor recordação de Vila do Conde onde tudo é tão belo como se fora também arrumado para ser visto como uma exposição.
Obrigada e as minhas melhores saudações e desejos de felicidade
Maria josé


De Maria José a 14 de Outubro de 2008 às 11:02
Manuel Maria
Tenho consciência plena de ter escrito uma resposta a este seu comentário e, com surpresa minha, não o encontrei aqui onde deveria ter ficado. Sabe? as coisas comigo funcionam assim: a minha Paulinha é quem faz o blog. Eu, sou uma perfeita analfabeta, "neste mundo"e, o que acontece é que algumas vezes penso ter executado de forma perfeita as "cerimónias" da net e, afinal, tal não aconteceu.
Assim que aqui estou, espero que desta vez, de forma acertada a agradecer as suas palavras e a dizer-lhe que é muito bem- vindo à família
Um abraço grande - maria josé


De Xavier Martins a 12 de Outubro de 2008 às 10:29
Voltei ao seu blog.
É muito bom quando se tem uma "casa" onde se gosta
de estar.
E eu gosto muito de estar aqui.
Este texto é muito interessante - as mulheres - olhadas
pelas palavras do passado, as palavras privadas de
pessoas publicas - depois com a sua especial achega.
Gostei muito do texto.
Parabens mais uma vez e minha amiga e o outro blog
- cá espero com resignação.

Com muita amizade

Xavier Martins


De Maria josé a 13 de Outubro de 2008 às 22:04
Meu amigo Xavier Martins
Também eu sinto que o "tal" blog esta um tanto atrasado.Eu, bem quereria pegar-lhe já. Acontece que a pessoa que viveu a meu lado a história que queremos contar e, tem muita documentação, foi operada a um glaucoma e, tem também a outra vista em perigo. Daí que eu tenha que organizar outro tema até ela recuperar.
Quero, também, deixar-lhe um abraço de amizade por mais este sofrimento que o atingiu e, ainda agradecer-lhe a boa companhia que nos tem feito e muito apreciamos.
Um abraço - Maria josé


De Miguel de Barros a 12 de Outubro de 2008 às 13:50
Dona Maria José Rijo
Desde Setembro qie ando a ler o seu blog. Todos os
dias passo por cá e ficou cerca de 2 horas, onde leio
e vejo tudo a "pente fino" como diria a minha tia
Josefa.
Sou um rapaz de 20 anos que gosta imenso deste
mundo da Internet e em especial de encontrar blogs
onde a lingua portuguesa seja muito bem tratada, o
que é aqui o caso.
Gosto especialmente da sua poesia, tocante, profunda
e de uma beleza extraordinária, tem algo de Florbela
que detecto com alegria, ou a Florbela tem algo de si,
mas eu gosto.
É verdade que não lhe pedi autorização, por falta de
lenbrança minha, mas o empolgamento era tanto que
me esqueci. Mas tirei uma cópia de todos os seus
poemas e tenho-os num único volume chamado de
A minha Poetisa - Maria José Rijo.
Quando encontro alguém que escreva poesia e que me
toque (na alma) faço um livro dessa pessoa - é que
assim terei acesso a esse autor sem ter de estar na
net.

Gosto imenso da sua forma de olhar o mundo - da
sua forma tão maravilhosa de sentir - e da sua forma
tão lucida e sensível de passar a sua informação.

Muitos Parabens e por favor continue a fazer deste
blog - um blog Imenso de sensibilidade.

Um beijinho para si
(sabe adorava que fosse minha tia - adorava ter uma
tia como a Senhora, Linda por dentro)

Miguel de Barros


De Maria José a 15 de Outubro de 2008 às 19:41
Miguel de Barros - só lhe posso dizer : bem-vindo à família e muito muito obrigada por gostar do que escrevo
um beijo - maria josé


De Luizinha a 12 de Outubro de 2008 às 14:46
Olá tia
Depois de tanto silencio da minha parte - vim ve-la...
Desculpe a minha uasencia mas não tenho tido
paciência para nada de nada.
Levo muito tempo a dormir e sem capacidade para
coisa alguma.

O seu blog continua e em cada dia está mais lindo e
interessnte.
Gosto muito de si e muito obrigado pelas suas palavras
que tão bem me souberam.
É muito bom sabe-la como minha tia querida e amiga.
Agradeço muito o seu convite... quem sabe um dia...
eu passe aí na sua casa para a abraçar.
Gosto muito de si.

Luizinha


De Maria José a 13 de Outubro de 2008 às 23:07
Querida Luizinha
Fico muito feliz por vê-la a tentar reagir.
Rezo todos os dias para que a esperança na Vida não saia do seu coração.
Minha irmã, que regressou ontem a Lisboa foi seguindo aqui pela net todas as mágoas que vos afligiram. Penso que foi por compreender bem o que é sofrimento que ela fez o casaqinho e as botinhas para a Magé. Sabe que em tres meses ela ficou sem a única filha que tinha e sem o marido ?
O nosso grande conforto têm sido os quatro netos, que já não tendo pai quando a mãe morreu com 50 anos,ficaram só com estas duas velhotas para lhes dar mimo.
E, olhe que já estamos á espera do oitavo bisneto...
Conto com toda a força do seu coração para antever, desde já, a alegria da chegada da sua menina.
Muitos beijinhos da tia Zé


De Ana Isabel Matias a 12 de Outubro de 2008 às 15:21
Exmª. Senhora
Tive hoje o imenso prazer de ter encontrado a sua
página,- este seu magnifico blog.
Procurava eu poesias e eis que me apareceu o seu
blog. Fiquei encantada com muitas das poesias
que tem aqui,
e como era uma procura de poemas, que eu investigava - com o objectivo de utilizar num
trabalho da universidade, gostaria de pedir-lhe
autoorização para as inserir no meu trabalho.
Sempre, e é claro, mencionando o seu nome de
autor.
Aguardo a sua resposta.
Um beijinho

Ana Isabel Matias


De Maria José a 13 de Outubro de 2008 às 22:34
Ana Isabel Matias
À surpresa do seu pedido só posso corresponder com o meu agradecimento por lhe ter merecerecido tamanha atenção.
Se acha que os meus poemas servem o seu intento, o meu desejo é que obtenha com o seu trabalho os resultados que deseja.
Deixo-lhe um beijinho grato e um pedido : - Sempre que puder vá contando coisas , mas conte-as à Maria José Rijo - simplesmente - sem excelências... valeu?
Um Xi-coração Maria José


De Gisa a 12 de Outubro de 2008 às 15:59
Olá tiazinha
Espero que aí na sua cidade não esteja a chover
porque aqui é um horror.
Estive a ler o seu texto e é mais um belo texto, sabendo eu que adoro a sua forma de escrever e que
estou sempre à espera de uma maravilha - sempre me
surpreendo quando vejo que é ainda mais
maravilha do que eu estava aguardando.
Isso agrada-me.
E da exposição - continua a correr muito bem,
imagino que deva ter imensa gente procurando-a,
só eu é que perdi a oportunidade de ver, mas este
fim de semana uma amiga - que foi dar uma voltinha
até ao algarve, passaria - no regresso em Elvas e
prometeu-me ir ver a sua exposição.
Logo lhe contarei da experiencia dela e do que ela
disser.

Muitos beijinhos

Gisa


De Maria José a 13 de Outubro de 2008 às 23:20
Gisa- Deus queira que a sua amiga não se desiluda com a visita á exposição, mas, de qualquer modo,obrigada pela "propaganda" e pela confiança.
Na verdade temos tido imensas visitas, para o meio.
Penso que já foram uns centos de pessoas.
Não é que os trabalhos sejam nada de transcendente. Acontece é que têm um carisma popular que agrada ao grande publico.
Gisa - muitos beijinhos por tudo
Estou-lhe grata e quero-lhe muto bem
Tia Zé


De Flor do Cardo a 12 de Outubro de 2008 às 16:31
REalmente ler Maria José Rijo
em prosa, poesia, imagem, manualidades, tudo...
é sempre uma alegria, uma benção para mim.
Este seu texto é mais uma das suas maravilhas
e já são tantos.
Estava aqui a pensar que seria muito engraçado se
minha amiga colocasse aqui - em numeros - os textos
que escreveu - por anos.
Não acharia uma ideia interessante.?
É que eu tenho consciencia dos MUITOS textos que
escreveu - na realidade eu acho que poucos me
faltam - de todos os seus artigos - e seria uma boa
oportunidade para indicar aqui aos que gostam de si
e de ler este blog - poderem apreciar uma contagem
deveras curiosa.

Agora outro assunto, por meu pedido, o meu amigo
e camarada de tropa - o Américo - foi expressamente
a Elvas e foi visitar a exposição, mas não a encontrou,
a si por lá, foi então uma Senhora mais velha que lhe
indicou a exposição e o deixou sózinho na sala, depois
apareceu um grupo e então conseguiu ouvir alguma
coisa.
O Américo ficou algo mal impressionado, mas o que
importa é que viu a exposição com muito prazer e
notou haver imensa gente interessada, o que era de
esperar.
Fico contente, afinal eu não pude estar presente, mas
o meu amigo, é como um irmão mais novo, que
também gosta imenso do que a Sra escreve.
Ainda bem.

Minha amiga tenho uma noticia não muito agradavel
porque é uma noticia triste cá em casa.
A Cílene foi montar um dos cavalos e este,
assustou-se e derrubou-a do cavalo e perdeu a
criança.
O Gílinho está muito triste, estamos consternados
com esta horrivel noticia. A menina está internada e
está mal. Valha-nos Deus...

Uma abraço amiga
Vou ao hospital com o meu filho

Luciano


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