Quinta-feira, 16 de Outubro de 2008

Acerta o teu passo

 

Acerta o teu passo

pelo meu
que é certa a passada
de quem já vem
de longe
e, sem cansaço
ressuscita
em cada passo
o passo
com que sonha
se sonha
se espera
se define
em gesto solto

É água, água, água
É sempre água
O mar - por mais fundo
e mais revolto


Maria José Rijo
29/6/86

 

 

 

estou:
música: Poema - Acerta o teu passo...

publicado por Maria José Rijo às 21:42
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18 comentários:
De Gustavo Frederich a 16 de Outubro de 2008 às 22:32
Tia
É maravilhoso este seu poema.
É um poema excelente, como todos os seus poemas.
Gosto imenso da forma como joga com as palavras,
das entoações, dos caminhos descobertos que
envolvem outros que nos leva a descobrir os seus
passos.
São sensiveis, verdadeiras emoções, especiais e
levam-nos no sonho das palavras, na emoção dos
sentimentos sentidos e que nos levam a sentir
esses mesmos caminhos... essas pisadas que deu
e que eu gosto de seguir... pondoo meu pé em
cada uma delas... para conseguir acertar o meu
passo pelo seu...

Levaria aqui horas consigo, falando do seu poema,
conversando na alegria das palavras, nos caminhos
especiais que a tia percorre...
São-me sempre muito queridos.

Tia
a casa aqui já mostra sinais de casa, arrumada
de livros no lugar e até flores nas jarras.
Tenho uma empregada portuguesa a Rosa e que é
Alentejana (acredite que foi muito dificil mas consegui
e aqui está a trabalhar com o marido e o filho).
Vamos ver como vai ser aqui a vida...
Tenho trabalho numa nova galeria e estou entusiasmado
já que faz parte da mesma onde trabalhava na
Suiça. É como estar em casa.

Beijinhos tia
Gosto muito de si.

Gus


De Maria José.. a 21 de Outubro de 2008 às 14:06
....e eu estou feliz por si, por este "tom de allegro ma non tropo"que o está reconduzindo a si próprio.
Deixe-me que o abrace para comungar do calor desse reencontro com a colheita de cada dia.
Sei que o nosso Amigo nunca deixou de estar de mão dada consigo e que sempre viverá no segredo do seu coração.
Muitas vezes penso que me é impossível desvincular do mundo de afectos que comigo carrego.
Sem eles, seríamos nada.
Fez-me sorrir a coincidência de ser uma alentejana a cuidar de sua casa.
Deus queira que tenha sido uma escolha feliz e que
os cozinhados, temperados com a saudade do Alentejo tenham mesmo um gostinho especial
Beijinhos - Tia Zé


De Aristeu a 17 de Outubro de 2008 às 01:08
Minha querida tia
Mais um poema magnifico. Relamente o seu blog
está a cada dia melhor e dá para muitos gostos...
as pessoas que aqui vêm têm um leque imenso
de textos de variados temas, e generos sempre
com imagens que acompanham as palavras.

Realmente a tia tem imensa sensibilidade e é
essa sensibilidade que um dia iluminou o meu
coração até hoje.
Grato pelo seu olhar e as suas palavras - todos
estes anos eleas fazem parte de mim e muitas
vezes as ouvi dentro de mim - dão-me força e
coragem. Não lhe sei explicar como ou porquê,
mas estão sempre comigo - como um luz que
ilumina o meu caminho.

Sempre grato

Aristeu


De maria José a 21 de Outubro de 2008 às 19:00
meu querido Sobrinho
No domingo tivemos aqui um daqueles lindos dias de sol já sem os rigores do Verão e com aquela doçura que o Outono por vezes nos oferece. Aconteceu que uma sobrinha de meu marido com quem mantenho uma saudável amizade se meteu estrada fora e veio passar o fim de semana comigo.
Como ambas adoramos andar à toa por caminhos vicinais partimos sem rumo crto e fomos parar a Vila Viçosa.
Como ir a Vila Viçosa e não ir à Senhora da Conceição ,é como ir a Roma e não ver o Papa
lá fomos sobre os nossos passos de sempre cumprir o ritual que sempre termina na comtemplação do tumulo da Florbela Espanca. Lembrei-me então de ter percebido que sua Mãe também dorme por ali e, rezamos também por ela.
A brancura e a beleza da parte antiga daquele cemitério transmite uma paz que convida à comtemplação como um jardim de convento.
A roseira da entrada à esquerda - só - tinha dois daqueles botões brancos que parecem feitos de cambraia. Tinha sido podada.
Beijinhos - tia Zé


De Armando Franco a 17 de Outubro de 2008 às 01:13
Que lindo que é este seu poema.
É um poema com força, um poema que amei
na primeira leitura.

Vou levá-lo comigo - decorado - para poder
repeti-lo sempre que sinta necessidade de o
repetir.

Muitos Prabens.
Ah - adorei a sua exposição, fui a Badajosz fazer
compras e como tinha de passar por elas fui
de propósito ver ao vivo o que conhecia desta
página.
Está realmente uma maravilha, a Senhora tem
umas mãos de ouro.
Bendita seja

Seu amigo

Armando Franco


De maria José a 21 de Outubro de 2008 às 19:11
Armando Franco
Continuo a pensar que sou uma pessoa com sorte, porque só assim posso entender que neste mundo sem fim que é a net o acaso me traga de presente tantos amigos generosos que me visitam e gostam da minha companhia.
Obrigada! - porque se o meu poema o pode "acompanhar" a generosidade de mo dizer também é para mim uma doce companhia
Um abraço - Maria josé


De Luizinha a 17 de Outubro de 2008 às 01:17
Tia
passei para agradecer as suas palavras ...
e dizer que gosto muito de si...
a Magé será a sua flor... plantada no meu jardim...

Beijos e desculpe a mágoa que provoquei no seu
lindo coração.
Perdoe-me...
Beijinhos


Luizinha


De Maria José a 21 de Outubro de 2008 às 19:41
Luizinha muito querida
Alegrou-me a sua decisão muito especialmente por si.
Porque uma decisão com esta gravidade, dado que em jogo,está um valor acima de nós, como é a vida, só pode ser sua,mesmo num momento em que tanto sofrimento a atormentou que todos os seus valores se confundiram perturbando-a.
Não atribua a ninguém essa coragem que lhe pertence de não recusar à memória de seu marido a continuidade que Deus lhe concedeu.
Agradeça-a a Deus que em si depositou a esperança de ser para a sua Filha a fonte de amor e proteção que os seus Pais e a sua querida Avó foram e são para si.
Ninguém substitui ninguém. Mas os afectos renovam-se e a Luizinha é tão jovem que não pode descrer da felicidade.
Tenho a certeza que também sente assim e que a Mãe do ceu a olha e a protege.
Fiquei feliz por saber que já está a estudar. Não perca a "hora"estude, valorize-se cada vez mais não se esqueça que está a chegar quem muito se vai envaidecer e orgulhar de ter uma Mãe tão valorosa

Beijinhos para todos - tia Zé


De Luis carlos Presti a 17 de Outubro de 2008 às 01:28
Oh tia, tia tiazinha
mas que lindo o seu poema.

O seu blog está muito bonito.
Desta vez a minha ausencia, não foi viagens nem
doenças ou precalços... Foi o meu casamento...
Pois é já dei o nó...
Chama-se Carla e é uma moça Italiana que vivia na
vizinhança. Costumavamos passear os nossos cães
pela mesmo hora no jardim proximo.
Casamos no dia 8 de Outubro -num dia de chuva -
numa cerimónia intima apenas para a familia mais
proxima, nada de exageros. A época não está para
grandes gastos e com toda esta crise... temos que
poupar...

Eis a minhas novidades.
Espero que a tia esteja feliz e que a exposição esteja
de vento em poupa.
A tia merece tudo de bom.

Gosto IMENsooooo de si.

Muitos beijinhos

Luis Cralos Presti


De Maria josé a 21 de Outubro de 2008 às 19:51
Luis Carlos - se até os nomes se casam - Carlos e Carla, porque não os seus possuidores?
Certos que estão até nestes pormenores que mais poderia eu fazer do que ficar contente com uma notícia que o faz feliz ?- ou, melhor dizendo : que os fazem felizes...
Assim, reconheço que não há culpas onde estar feliz ocupa tanto a vida que o resto é pano de fundo.
obrigada por não me ter esquecido
Deejo-vos tudo de bom e, num abraço junto ambos
com toda a ternura do meu coração


De Cacilda Oliveira a 17 de Outubro de 2008 às 12:46
Boa amiga
Como sabe tenho sempre estado em contacto
consigo através deste magnifico blog.
Tive, como deve de calcular, contacto da exposição,
mesmo por aqui - via net.
Então não pude deixar de ver, ao vivo a sua
exposição.
Fui expressamente, ao Museu de Fotografia, no
passado dia 12 de Outubro e ADOREI, fui muito bem
recebida por uma Senhora morena, de olhar
penetrante quase inquisidor, só achei que se perdia
um pouco nas explicações porque ia além do
extrictamente necessário, mas posso avaliar no
conjunto que
me explicou bem a exposição.
Adorei o som de fundo, a musica faz ambiente.
Pude constatar que a Senhora tem um espólio muito
rico e se me permite, eu acho que deveria ter uma
sala, num qualquer museu da cidade, que iria
naturalmente enriquecer qualquer Museu.
Devo dizer-lhe que fiquei apaixonada pelo seu
Pastor, que expressão de rosto, rostos, porque
todos os seus bonecos são autenticas preciosidades.

Muitos Muitos Parabens
Sua admiradora

Cacilda Oliveira


De Maria José a 21 de Outubro de 2008 às 20:02
Cacilda Oliveira
Tenho sempre pena de não conhecer as pessoas que visitam a minha exposição mas não consigo libertar-me de um certo pudor íntimo que me tira o à vontade para estar muito por lá a não ser quando alguns amigos me solicitam. Fico no entanto muito contente e grata pelas palavras tão encorajadoras que me dirigem. Assim sendo aqui estou com um forte abraço a agradecer-lhe muito enternecida o generoso comentário que lhe mereci
Maria José rijo


De Adalgisa Alexandra a 18 de Outubro de 2008 às 01:28
Tia Querida
Adoro o seu poema... é LINDOoooooooooooooooo.
Parabens

Beijinhos

Gisa


De maria José a 21 de Outubro de 2008 às 20:05
Querida Gisa
Lindoooooooooooo - é o seu coração
beiinhos tia Zé


De Esperança Bono a 18 de Outubro de 2008 às 01:35
Boa noite
Li e reli este seu blog duarante dias e dias, semanas
e tenho tudo lido e devo dizer-lhe que ADOREI.
gOSTEI imenso DA MARAVILHA que é este seu mundo
da palavra.
Parabens por tanta beleza que aqui nos mostra e nos
ensina.
Vi todas as imagens da sua LInda exposição e conto
ir este fim de semana visitá-la ao Museu.

Um abraço
e parabens

Esperança Bono


De Maria José a 21 de Outubro de 2008 às 20:11
Esperança Bono
Seja bem vinda a esta tertulia
Obrigada pelo seu parecer e, fique connosco sempre que isso a ajude a distrair.
Um beijo grato - maria josé


De Luciano a 18 de Outubro de 2008 às 09:56
Bom dia Maria José
Vim deixar um abraço e desejar um bom fim de
semana.
Vamos para a fazenda ver a chegada da boiada.
O Gílio está mesmo um fazendeiro de novela.

Um abraço

Luciano


De Maria José a 21 de Outubro de 2008 às 20:17
Luciano - só hoje consegui chegar aqui à conversa.
Tive visitas no fim de semana que é quando não tenho a "minha Bia" - resultado tudo se altera...
Deliro com o "meu " Gilinho. Nem sei o que dava para apreciar a sua aventura de viver!. È um querido.
Um abraço Maria José


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