Quarta-feira, 29 de Outubro de 2008

Eu fui ao jardim celeste, giró- flé -flé- flá...

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.656 – 3- Maio - 2002

Conversas Soltas

 

...O que foste lá fazer? – giró- flé- flá...

Fui lá contar uma história, giró-  flá- flá- flé...

Para quem era essa história, giró flé- flé – flá...

Assim poderia começar uma cantiga, um conto, ou apenas esta conversa.

É verdade.

É assim, simplesmente, que começam muitas pequenas coisas que são importantes na vida embora não o aparentem.

Assim, terão pensado a Celeste, a Fafita, a Rosalina, e as outras senhoras educadoras cujos nomes, não retive – pelo que peço desculpa – e, que lá estavam com as suas pupilas.

                 Dormindo

Quem sabe se daquelas cento e muitas crianças, (não pela história que lhes contei), mas pela festa, em si, pela importância que sentiram -ser- atribuída ao LIVRO, à deferência prestada à palavra escrita, não ficarão tocadas pela curiosidade que lhes possa despertar o amor pela leitura, o amor pelo saber!

livro-tn.jpg

Uma coisa é certa: ninguém deixa de falar para uma criança pequena só porque ela não entende a linguagem...

E, ninguém deixa de o fazer porque, todos sabemos que assim é que se inicia a aprendizagem – insistindo, persistindo!

Assim se cuida de meter o vício do futebol nas massas – insistindo, persistindo, metendo as crianças sócias dos clubes, mal lhes registam o nome...

Horadoconto1

Volto a repetir que nada tenho contra o futebol. Apenas insisto e persisto em afirmar que outro tipo de interesses faria parte da nossa cultura de massas se, se lhes dispensasse – como deveria ser- igual espaço de divulgação.

Resumindo: fui, senti-me feliz por olhar, de perto, aquele mundo de esperança e, não posso deixar de felicitar quem cuidando daqueles “jardins celestes”, sabe, sente, trabalha, e luta para inculcar nas consciências daquelas pessoínhas todas a semente de interesses que lhes poderão enriquecer os caminhos da Vida.

Parabéns e obrigada.

         

 

Outro assunto:

Dos jardins da Celeste ao paraíso, não irá grande distância! – Não admira, portanto que me tenha vindo ao pensamento toda a problemática da maçã! E de dos consequentes estragos que a serpente, com suas tentações, ainda hoje provoca!

serpente.jpg

Tendo eu tomado conhecimento através do “Linhas” das várias nuances deste bíblico episódio – actualizado à nossa medida - lembrei-me de recordar alguns  recortes de jornais do meu arquivo.

Por exemplo em 18/XI/1994 um estimado cronista da nossa cidade, contava, referindo um discurso do Senhor Presidente da Câmara numa festa da CURPI.

 Cito:

“Diria em determinada altura que o que ali estava a acontecer era cultura, cultura não é só a Quinta do Bispo como alguns cultos jornalistas querem fazer crer. Mais de uma vez se referiu aos cultos que escrevem sobre o tão falado caso da Quinta do Bispo etc. etc. etc...”

Depois, referindo-se a si próprio ao dirigir-se ao Senhor Virgílio Barroso afirmaria:” também eu sou há bastantes anos (deficiente), mas a nossa deficiência é visível, ao contrário de alguns cultos que são deficientes da cabeça”

Curiosa é a Vida!

Não é que ao ler - na altura -  estas citações, pensei: sua Excelência o Senhor Presidente, não pretenderia, por certo, ofender os jornalistas, só, porque  não pensavam de forma igual à sua! – Logo, não era pejorativa, a  maneira peculiar de se lhes referir!

Nesta linha, estar alguém de focinho em baixo,( ocorre-me agora) poderia também ser uma fina ironia, até elegante, talvez...

Tratava-se por certo da sua maneira, muito particular, de fazer  graça, mostrar a sua forma de estar! De ser! De conviver! De comunicar!

Assim sendo, tudo bem!

 Ora, não é que acabo de  descobrir que afinal, quando não proferidas pela pessoa do senhor Presidente, mas a ele dirigidas, “ser deficiente da cabeça”, é, afinal forma ofensiva de tratar quem quer que seja!?

          

Ou haverá privilégios políticos – também - para insultar?

Realmente, morder a maçã foi o erro fatal da humanidade!

              

- É que, o caso ao que o seguimento deste folhetim demonstra tão grave que se aventa, ser a população do conselho a ter que custear o desagravo!

Ai, bom senso, bom senso, por onde andas tu, que não lembras, a quem de direito, que pedir desculpa, quando se erra, é uma atitude honrosa e politicamente certa?

Ter Elvas que pagar - do seu bolso - desacatos em que não foi visto nem achada; se não nos envergonhasse, dava para rir.

Que nos dê que pensar, também já nos ajudará a situar.

 

  

 

 Maria José Rijo

 

estou: giro-flé-giro-flá

publicado por Maria José Rijo às 19:52
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10 comentários:
De Flor do Cardo a 29 de Outubro de 2008 às 20:36
Cara Maria José - se me lembro deste texto.
Realmente foi publicado numa época em que a cidade
caminhava de pernas para o ar - foi um texto
excelente - como são todos os seus textos - mesmo
de expressão que roça a politica - esse mundo onde
todos e cada um - acha - que têm o direito de
pizar o outro só porque não come do mesmo prato.
Mas é assim que hoje em dia fazem politica e se
politicam...

Bem haja por este texto duplo.
Ambos assuntos 5*****

Um abraço
Luciano


Ah - amiga Maria José o Gílinho mostrou-me
como chegar até a essas Lindas meninas de
olhos azuis - as suas sobrinhas Bisnetas.
São LINDAS.
Quem sái aos seus...
Já sabe o dito popular.

Muitos Parabens

Luciano


De maria josé a 30 de Outubro de 2008 às 19:47
Luciano, ainda bem que viu duas das nossas crianças.
Na verdade elas são lindíssimas. são o tipo de meninas que fazem parar as pessoas para lhes gabar os olhos, depois como têm viajado imenso e têm muito convívio são simpáticas e desenvoltas.São realmente o encanto ds nossas vidas. Agora vou pedir á Paulinha para lhes mostrar a nossa atleta, chama-se Leonor e, foi este ano campeã da sua especialidade.A minha sobrinha avó dela era muito amiga da princesa Maria Pia e do Nicolau Brayner, de modo que convidou ambos para padrinhos da mãe da Leonor.Então eu provoco-a dizendo que com tais padrinhos tinha que ter uma "real palhacinha"
Coisas de nada comque brincamos e rimos.
Hoje, tivemos por cá um dia de puro Inverno.Frio, chuvoso e triste. Que bom que o Luciano possa ter filho e neto por perto - beijinhos para eles- em dias como o de hoje, por vezes aguento com dificuldade as recordações depois - retomo o rame-rame .
Obrigada por se lembrar de tudo que escrevi. conforta-me saber que sempre foram nossos amigos.
Politicamente as coisas por cá estão muito confusas.
parece uma luta de galos, sem regras. Faz dó.

Um abraço grande - Maria José


De Adalgisa Alexandra a 29 de Outubro de 2008 às 21:25
Querida tia
Mais um texto a somar aos muitos que tem aqui
neste nosso blog tão lindo.
No outro dia estava eu a ver a pensar que seria interessante mostrar-nos os textos - em números -
dos que escreveu ao longo de tantos anos.
Acho tão interessante um somatório de tantos anos
de trabalho.
E as entrevistas, tantas e tão bonitas.
Realmente a Tia é uma pessoa especial e muito
querida.
É a Tia que tanto pedi a Deus, uma tia escritora,
poetisa e com mãos que sabem fazer tantas coisas
lindas.
O seu Percurso de vida - na sua exposição mostra
a mulher de alma livre que a Tia é.
Que bom que este blog existe.
Que alegria poder contar com a sua amizade.

Obrigada Tia.
Gosto mesmo muito de si.
Muitos beijinhos

Gisa


De maria José a 30 de Outubro de 2008 às 19:53
Gisa: faz o favor de não me estragar com mimo?
Já pensou na triste figura que pode fazer uma velhota
mimada?
Beijinhos minha querida e obrigada pela sua generosa presença que muito me conforta
Beijinhos - tia Zé


De Dolores e Luizinha e Avelino a 30 de Outubro de 2008 às 01:29
Querida nossa tia
Aqui neste nosso novo dominio sentimos imenso a
falta das nossas amizades, da nossa vida que
deixamos para tras.
Não é facil começar do zero, chego a pensar que
talvez não tenha sido esta a melhor solução, mas...
agora é aqui que estamos e aqui que temos que
ficar...
A sogrinha faz-nos imensa falta... eu não sabia que
sentiria tanto... era mais que uma mãe para mim...
Pobre querida que nos deixou assim... sem uma
despedida, sem um adeus...
O Avelino tenta recompor-se - já está um pouco
melhor, tem-se dedicado imenso ao novo orquidário,
a horta, a criação... e a escrever... não sei que
escreve - mas não nos deixa ler, algo desabafa
naquelas folhas brancas.
A Luizinha alem de estudar na escola de idiomas,
arranjou umas quantas amigas e anda por aí...
meio perdida, com novas opções de vida, o que
temo... sem saber o quê. A barriguinha está
enorme, mas no outro dia - numa discoteca caiu
e diz que bateu com a barriga - não sei, mas...
ela está um pouco afastada de nós, as amizades...
se me entende.
Cá estou meio acompanhada... mais sozinha... mais
temendo... nem sei o quê...
Mas cá vamos no nosso dia a dia... esperando o
que está guardado para nós...

E a tia está bem? deus queira que não esteja
constipada. O frio parece ter vindo a cavalo.
Não se deixe constipar, coma muita vitamina C.
Tia não fique preocupada com esta sua louca
familia, mas o que é nosso ninguém vai tomar...
teremos de passar por tudo... o que nos querem
oferecer... é a vida.

Muitos beijinhos tia
Gostamos muito de si

DO LO RES


De Maria José a 30 de Outubro de 2008 às 20:13
Meus queridos
Fico sempre mais tranquila e mais feliz quando me dão notícias. Obrigada por o terem feito. No entanto julgo depreender que a Dolores ainda suporta bastante inquietação em relação a algumas situações que a atormentam.
Creia que gostaria de estar por perto para vos acompanhar embora reconheça que são muito corajosos e enfrentam com muita valentia estes tempos difíceis.
Curiosamente se alguma ajuda tenho podido prestar nesta vida, a alguém, tem sido sempre a partir dos meus erros ou do meu sofrimento. por muito doloroso que pareça é verdadeiro o ditado que diz: - é com fogo que se tempera o aço.
Vão ver que com o tempo tudo retoma o rumo certo e depois vão sentir-se mais fortes, mais em paz e olharão o futuro com muita esperança.
Atrevo-me a pedir à Luisinha que preste toda a atenção a si própria e ao seu bébé.Tenho a certeza que fazendo-o estará a preparar a sua própria felicidade .
Beijinhos para todos - tia Zé


De Gustavo Frederich a 30 de Outubro de 2008 às 01:42
Muito boa noite...
Sou eu...
O seu sobrinho Gus...
Não a esqueci... nem ando sequer a divertir-me nesta
cidade maravilhosa que é Estocolmo.
Acontece que estou a entrar no dia a dia desta
enorme galeria - aqui as coisas funcionam mum outro
ritmo que é necessário tomar com brevidade.
Não quero perder o Bus.

Tia o meu JardineiroJaponês tem transformado o
jardinzinho de casa num autentico pedaço do Japão.
Está uma maravilha e acredita que me plantou
cerejeiras - irão florir aqui - e são lindas de uma
perfeita beleza. Como o seu poema que sei de cor:

Se um dia os beijos de amor
tivessem aberto em flor
nos lábios das doces gueixas
e por milagre voassem
como borboletas loucas
que roubassem dessas bocas
a cor
onde quer que elas pousassem
seria a festa
da sedução
do mistério
do encanto
do chamamento ao espanto
aos milagres de Beleza
das bênçãos que o Criador
espalhou por sua mão
ao criar a inefável
Cerejeira do Japão


Maria José Rijo
(25 de Fevereiro de 2008)
( ...para um Jardim Japonês…)

----

Agradeço Tia querida ter feito este poema para mim.
Mandei que o escrevessem numa pedra de
marmore e está numa parede de destaque - no
Jardim Japonês.

Muito, muito grato por ser a tia que eu não
esperava conseguir encontrar.
Mas encontrei.

Muitos beijinhos
Gosto muito de si

Gus



De Augusta Silva Torres a 30 de Outubro de 2008 às 20:34
Minha boa amiga
Como sabe hoje é quinta feira e cá estiveram todas
as amigas - beberricando o cházinho das cinco, como
sempre.

Vou-lhe contar a surpresa que o meu netinho -
António Maria Júnio nos fez.
Até ainda me sinto emocionada.
Pois bem, o meu Antoninho de 16 anos - tirou todas
as suas fotos da exposição e não sei como, pois eu
pouco ou nada percebo de computadores e outras
mauquinas do género - mas que que controla toda
a maquinaria do género fez uma série de imagens
que nos passou numa tela de cinema - algo assim-
uma tela grande e branca - onde passaram
imagens todas da sua exposição.
Ficamos tão contentes que nem imagina amiga.
Foi quase - como a nossa presença fisica - no
espaço da sua exposição, ah e ele arranjou como
som de fundo - o piano de Maria João Pires - imagine
menino - foi buscar o disco do pai e fez-nos uma
linda tarde, uma surpresa que tanto me emocionou.
Ficamos todas muito contentes.

Realmente a minha amiga é uma Senhora excepcional
de grande valor.
Muitos Parabens.
Muitos beijinhos

Augusta Silva Torres

Margarida
Rosa Maria
Matilde
Francisca
Adelaide

e o netinho
Antoninho Maria Júnior




De maria José a 30 de Outubro de 2008 às 20:58
Mnhas Amigas
Faltam-me as palavras, mas sobra-me encantamento por esse neto com que sonha qualquer avó.
Acabo de ler o comentário e, só podia vir imediatamente deixar a todas vós um abraço grato e um beijinho muito especial para o Antoninho.
O dia hoje foi cinzento, frio e triste.
Ora não é que ao anoitecer brilhou o sol?
Obrigada de coração
Maria José


De Maria José a 30 de Outubro de 2008 às 20:47
Gus - às vezes quando acabo de ler os seus comentários apetecia-me dizer: - porque saíste de dentro do poema, é lá a tua casa.

Mensagem

Vive o amor - a Criança
O Poema - a Ternura
O Sonho - a Esperança
Não definas o que sentes
Não dispões de Vida e Morte
Para ungir as palavras
Vive!
Vive o céu e o mar
Deixa que te lamba
O sol e o vento
Que te ofusque o olhar
A luz do firmamento
Vive solto!
Tudo o que apresionas
Se reduz à tua dimensâo
E, as palavras
Murcharâo na tua boca - inúteis
Como flores colhidas
Espalhadas pelo chão
Vive!

Beijinhos tia Zé


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