Terça-feira, 25 de Novembro de 2008

As coisas claras e o chocolate espesso!

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.995 – 20 de Novembro de 2008

Conversas Soltas

 

 

 

 

Um dos assuntos prementes em todas as consciências é de há tempos – na nossa cidade – a saúde – que é como quem diz o Hospital.

Cada mandato tem a sua obra carismática. João Carpinteiro – se bem que lá não afixasse o seu nome - conseguiu para Elvas o Hospital anexo à Maternidade Mariana Martins já  - então - existente e, agora desactivada.

Não se tratava de um Hospital qualquer, só bonito como edifício. Bastas vezes foi citado – em noticiários – como “ um dos melhores do País” em qualidade de serviços!

   

Estes mandatos mais recentes deixam como obra emblemática o Coliseu José António Rondão de Almeida.

São formas de estar diferentes de personalidades distintas e, como parece que aquilo que um faz quem lhe sucede, em muitos casos, desfaz, dá por vezes para alimento de conversas e teorias várias.

Daí que seja motivo de controvérsias e, consequentemente de verdades, menos verdades, mas muitas especulações o que se aventa, ao comentar pela rama, o que é fruto de raízes.

Leio e ouço a cada passo atribuir ao Senhor Presidente da Câmara toda a responsabilidade desta fatalidade que foi para a nossa Cidade e Concelho ver desabar muitas estruturas que sustentavam qualidade de vida, progresso e independência.

              Image Hosted by ImageShack.us

Leio e, sendo insuspeita a minha opinião, porque ao Senhor Presidente, apenas devo referências – digamos – pouco elegantes, a consciência me impele, como manda o velho aforismo, a procurar pôr as coisas claras, já que espesso se deseja apenas o “gostoso” chocolate.

Ora, vejamos: - Honestamente penso que o Senhor Presidente, não tem responsabilidade na supressão da maior parte de serviços de que Elvas está privada.

              Antonio Ferrer Correia > Elvas: vista do Castelo

Elvas, foi, e está a ser vitima da ruinosa política que o partido socialista subscreve e que está reduzindo Portugal a dois ou três pólos de interesse - Lisboa, Porto, Coimbra - sendo todo o resto do País tratado como arredores, arrabaldes, reguengos ou lameiros mais ou menos produtivos e, assim,  com mais ou menos importância – visto nada mais ser relevante para a referida política socialista, embora saibamos todos que também ,em muitos casos, lhes  é difícil, senão impossível, fugir aos desígnios impostos por preceitos comunitários que foram aceites de joelhos.

Qual é então a responsabilidade do Senhor Presidente? – Nenhuma? - Não!

            Elvas. Castelo medieval, muralhas seiscentistas e Forte de Sª Luzia ao fundo. Vista do Forte da Graça.

Se é verdade que ele não é responsável pela política do seu partido – ele é – responsável pelo empenhamento da sua palavra no que prometeu à cidade, e , se o partido que o sustenta não respeitou essa palavra , só lhe resta – a ele -  confrontá-lo com a desonra a que o expôs e, agir de acordo com a afronta recebida.

O Senhor Presidente assegurou pôr o seu lugar à disposição se fosse desautorizado e – foi.

O Senhor Presidente tem como lema: - prometemos – cumprimos.

Então – espera-se que cumpra, de acordo com a sua afirmação.

        Aqueduto das Amoreiras - 50,9Kb

Assim, limpando a sua imagem mostrará que Elvas é em verdade o seu interesse maior e – talvez – obrigue o seu partido a reconsiderar que a palavra dos homens de bem não é passível de ser negociada por quaisquer interesses.

Talvez, que se aparecessem mais” Alegres”, fosse menos triste o destino de Portugal...

É que, neste caso, no nosso caso, não se ouviu, não se viu uma atitude frontal, sincera, despojada de interesses que mostrasse que se dava tudo por tudo, para que Elvas – dada a sua situação geográfica - que mais não fosse – lutava - até pelo direito de ser a excepção que confirma a regra.

O historial do seu passado – isso lhe autorizava e, autoriza.

      Rua Pereira de Miranda (Rua da Cadeia) - 42,5Kb

Houve submissão aos desígnios partidários em detrimento dos interesses de Elvas e a persecução desses interesses abafou o mais alto valor em causa – Elvas.

Esteja-se ou não de acordo com o seu critério de escolha o presidente Rondão tem obra feita mas, também é evidente que não foi capaz - faltou-lhe a coragem ou o brio - de erguer  o interesse de Elvas acima de interesses partidários, e, assim procedendo - também - não honrou a sua palavra , nem a cidade que o elegeu para que a servisse e nele acreditou.

         

Chega-nos agora às mãos um folheto amarelo distribuído pela Autarquia de porta a porta, com novas promessas sobre o Hospital.

De certo, todos vimos e vemos o que nos resta...

Ninguém vai ter filhos, ou tratar-se nas “promessas” – mas, sim nas Maternidades e Hospitais.        

Que se ajuíze em consciência.

 

 

Maria José Rijo

 

estou:

publicado por Maria José Rijo às 23:02
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6 comentários:
De Adalgisa Alexandra a 26 de Novembro de 2008 às 01:29
Querida tiazinha
mais um texto lucido, como é comum em todos eles.
Parabens pela belissima redacção.

Muitos beijinhos

GIsa


De António Piedade a 26 de Novembro de 2008 às 01:41
Boa noite D. Maria José
Estive a ler o seu texto e tenho de concordar
com a Gisa, realmente tem uma belissima
redação em temas repleto de Lucidez.
Temas muito bem pensados e escritos num
excelente português, digno dos melhores
jornalistas, conceituados do momento.
O assunto será local, mas não muito comum no
aspecto geral do país.

Muitos Parabens pela forma Lucida, sincera e
verdadeira da sua forma de comunicar. Acredito
que a sua opinião seja lida com grande estima
já que está baseada na sua lucida opinião, que
deverá ser tomada em conta.
Permita-me que lhe diga que deveria escrever
num jornal da capital e não num jornal local que
normalmente não dão o valor merecido ao autor.

Um bem haja
e continue a postar os seus textos.
Gosto imenso de os ler e venho cá todos os dias.

Um abraço

António Piedade


De Aristeu a 26 de Novembro de 2008 às 01:46
Hummm Chocolate
adoro....
e quem não??

belissimo texto tia. O meu Pai concorda com as suas
palavras - pela verdade lucida das suas palavras.
A repetição de Lucida (dos comentários anteriores)
é normal - já que é a verdade comum dos seus
textos.

Muito Parabens .
Muitos beijinhos tia

Aristeu



De Xavier Martins a 26 de Novembro de 2008 às 01:56
Outro texto EXCELENTE
Aprecio bastante os seus textos, aprecio a forma
lucida de opinar e não se trata de dizer mal, nem
de ser contra o regime - trata-se apenas de uma
opinião, entre muitas as que haverá nessa localidade.
A vida politica alimenta-se assim - de gente que
adoro tudo e se curva a tudo, outros que apenas
seguem sem opinião, os que falam sem nada saberem
e os que expressam a sua opinião - apenas como
mais uma opinião - que poderá ser bem ou mal aceite.
Mas é assim na democracia onde cada um tem o
direito de opinar - ou de calar - e nocaso de calar
- só dão a opinião em estado de anonimato...
Não acha D. Maria José?
Continue por favor a falar assim - nesta forma
belissima e não ligue aos que possam denegrir.
As opiniões dão-se independentemente de quem as
entenda...
Nem sei se me fiz entender?

Um abraço e parabens
Continue o seu caminho.
Seja Feliz

Xavier Martins


De Fisga a 26 de Novembro de 2008 às 11:11
Olá Sra. Maria José. Parabéns, porque a Sra. Não mistura, amizades com interesses, e assim mesmo é que deve ser. Quanto ao Alegre, não é certamente por ser Alegre mas sim, por pensar como pensa, que tantas vezes é criticado e marginalizado pelo partido,
coisa que o Sr. Rondão , se calhar não aceita, seja a troco do que for, nem sequer a favor da sua cidade. São formas de estar na vida. Um abraço. Eduardo.


De Maria José a 3 de Dezembro de 2008 às 12:35
Meu Amigo - mesmo quando não respondo, não deixo de ter em conta a sua presença
Um abraço Maria José


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