Quinta-feira, 27 de Novembro de 2008

A senhorinha

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.996 – 27 de Novembro de 2008

Conversas Soltas

  

Senhorinha – de acordo com os dicionários é diminutivo de senhora, isto é: - uma jovem senhora.

Assim sendo não descortino porque se apelidam de senhorinhas, as pequenas poltronas que era uso fazerem parte do mobiliário dos quartos de dormir.

Nos quartos de casal havia por regra uma otomana ou chaise longue, quase sempre encostada aos pés da cama.

                      

 Nos filmes e peças de teatro de então, nas cenas emocionantes de desmaios e traições, lá estão, nelas – estiradas - as damas, com seus fatos  de estilo  ou sua bela lingerie de tules e rendas, cabelos com ornamentos de fitas e pérolas, decotes generosos e, inevitavelmente os olhos  em alvo, uma das mão na testa, a outra pendente, em ar de abandono, segurando pela ponta um lencinho  de ricos bordados, enquanto as aias, os apaixonados ou os circunstantes lhes providenciavam os “sais” para fungar.

          

À senhorinha, já não se ajusta – de forma alguma - uma imagem tão teatral, nem tão pesada de emoções por vezes eróticas.

A senhorinha alindava os quartos de donzelas mais ou menos românticas e suspirosas ou, enunciava o recanto confortável de qualquer casa onde um corpo gasto, ou cansado do dia a dia, encontrava o repouso merecido para cochilar, ler o jornal, um livro, rezar, ou, simplesmente fechar os olhos  deixando fluir e correr  lembranças, ou meditar.

Eu tenho uma senhorinha, veio-me de herança, era eu muito nova.

Havia uma senhora de idade, que olhava a rua sem a fixar, parada como se fosse uma estátua, alheia a tudo em redor.

Era uma presença pungente, a qualquer hora, por detrás daquela vidraça da janela, num prédio antigo, de rés-do-chão.

Eu passava. Passava e fingia não ver, mas a cada dia mais me pesava esse fingimento.

Uma vez decidi: vou-lhe acenar e sorrir.

A um breve momento, suspenso de surpresa, seguiu-se como reflexo num espelho, um sorriso igualmente tímido mas franco.

Daí em diante essa era a nossa senha.

Ela esperava – me atenta para devolver o meu cumprimento. Um dia ousei aproximar-me e disse-lhe a rir: se eu tivesse uma poltrona como essa também me sentaria assim a sorrir para quem passa. Não havia de querer outra vida! A velha Senhora riu com gosto e abanando a cabeça repetia: criança! Ficamos amigas. Amigas de acenar uma para a outra ainda que chovesse e eu passasse a correr de guarda-chuva em riste.

Um certo dia, pedi-lhe para entrar em sua casa, já que ela a isso me havia convidado sem que eu ainda tivesse aceitado.

Tomámos chá, numas xícaras preciosas. Apreciei as suas travessas (sem cabelo) da Companhia das Índias e as diversas relíquias que alindavam a pequena sala museu de lembranças que a envolvia como um estojo.

Disse-lhe então que ia mudar de cidade e aquela era a minha despedida.

Guardei o abraço que me deu, na minha memória de afectos, até hoje. Anos depois, não muitos, fui contactada, por um vago parente para vir buscar a “senhorinha” que me foi entregue com um pequeno cartão – “por um sorriso” – Berta.

Hoje, neste vício de escutar “Amigos”, que é como quem diz – reler trechos de livros que me acompanham, em – Elogio da Velhice de Hermann Hesse - reli assim:

                               Detalhes do Livro

 

 

“ os que já foram permanecem naquilo que de essencial teve efeito em nós, vivos e na nossa companhia, enquanto nós próprios vivermos. Por vezes conseguimos até conversar melhor com eles, consultá-los e escutar o seu conselho, do que poderíamos junto daqueles que ainda vivem”

              

“O que seria de nós, os velhos, se não tivéssemos esse livro ilustrado que é a memória, toda essa riqueza de experiências vividas! Seria uma situação lamentável, seríamos uns miseráveis. Deste modo, porém, somos imensamente ricos e não nos limitamos a arrastar uma carcaça cansada, de encontro ao fim e ao esquecimento; somos guardiães de um tesouro que viverá e resplandecerá enquanto nós próprios respirarmos.”

Dei comigo a sorrir sem mágoa e sem tristeza. Apenas com um doce sentimento de gratidão pela Vida, pelos que ainda temos entre nós e pelos que em nós permanecem vivos na lembrança e por aqueles a quem Deus permite a maneira de nos falar ao coração.

 

Maria José Rijo

 

estou:

publicado por Maria José Rijo às 21:55
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11 comentários:
De Gustavo Frederich a 28 de Novembro de 2008 às 00:08
Um texto que me agradou imenso tia.
Gosto muito deste tipo de textos, que nada têm de
nuances politicas.
Desculpe mas os meus caminhos são de poesia e é
aí onde adormeço a sonhar com impossiveis que
não alcanso.
---
Adoro Hermann Hesse

"O macio é mais forte do que o duro. A água, mais forte do que a rocha. O amor, mais forte do que a violência."
Hermann Hesse

---
"Todas as flores aspiram a ser fruto
Todas as manhãs a ser noite,
Não há nada de eterno na Terra
A não ser a mudança, a fuga.

Mesmo o mais belo dos Verões anseia
Por conhecer o Outono, o definhar.
Aguenta-te, folha, mantém-te calma,
Quando o vento te quiser arrebatar.

Deixa estar, não tentes defender-te
Que aconteça o que tiver de ser.
Deixa o vento, que te arranca e parte,
De regresso a casa conduzir-te."

Hermann Hesse

---

Muitos beijinhos tia
Obrigado por este lindo texto
Gosto muito de si

Gus


De Dolores a 28 de Novembro de 2008 às 00:13
Querida Tia

Desculpe o nosso silencio mas foi tudo tão rapido
que não tivemos tempo de nada.
Pois é já estamos em França e com a nossa menina
junto de nós.

A vida vai iniciar novo caminho. As magoas ... essas
vivem dentro de nós para sempre.

Continuaremos a seguir o seu blog daqui... se nada
de mais mau vier por aí.
Daremos noticias.

Beijinhos Tia

Dolores, Avelino e Magé



De Maria José a 2 de Dezembro de 2008 às 22:05
Meus queridos Dolores e Avelino
O meu silêncio tem tido fundas raízes nas minhas recordações.Sucederam-se uma série de datas com muita importância na história da nossa família e, quer queiramos, quer não, as lembranças impõem-se os amigos aparecem, telefonam e, o clima do dia a dia altera-se de tal forma que nos incapacita.
Depois,o tempo passa e, retoma-se aquele aparente equilibrio que dá para viver e manter outros interesses. Assim,aqui estou para vos afirmar que nunca saíram do meu coração e que peço a Deus com toda a força da minha fé que vos dê a mão e vos guie nesta caminhada tão difícil. Também confesso que gostaria de ter um retratinho da Luisinha e da Bagé. Já algumas vezes vos lembrei que através do jornal esse milagre poderia acontecer, basta que o desejem.
Confesso que quando paro para pensar na coragem que demonstraram nesta vossa tentativa de recomeço, o meu carinho por vós parece que redobra.
Espero e desejo que as vossas notícias sejam sempre boas e que a vossa neta aprenda depressa a fazer com os seus bracinhos em torno dos vossos pescoços, aquele colar que só a amor das crianças sabe fazer e tudo compensa na vida
beijinhos tia Zé


De Adalgisa Alexandra a 28 de Novembro de 2008 às 01:43
Mais um texto excelente.
Muito valor têm as palavras da minha tia.
LINDO.
Adorei. Desta vez não conhecia este autor mas
amanhã vou tentar comprar este livro e vou ler
com muito carinho.
Obrigado por esta dica.
Muitos beijinhos e Parabens
é um texto excelente, mais um dos muitos que aqui
tem para nós - seus leitores diários, diria mesmo
a sua familia on-line.

Muitos beijinhos e até amanhã

Gisa


De Avelino a 28 de Novembro de 2008 às 01:52
Boa noite D. Maria José
Agora que a casa está em sossego e que todos
estão a dormir e eu que não consigo - vim ler os
seus magnificos textos, neste seu Lindo e excelente
blog.

Sabe que presentemente ( depois de tantas desgraças)
apenas duas coisas me dão
prazer - que é o de olhar a minha netinha, linda e
indefesa naquele berço e ler o seu blog, os seus
textos.

Gosto muito de andar por aqui, seguir os seus
passos tentar olhar na sua direcção, sentir da
mesma forma a vida que temos.
Nem sempre é facil - aliás, para nós tem sido
muito dificil....
A Dolores faz das tripas coração para não chorar,
nem se desesperar na minha frente - mas chora
sempre que pensa que eu adormeci, chora olhando
a menina que vai crecer sem mãe nem pai, chora
porque a vida...
Desculpe este desabafo...
Um grande beijinho e muito obrigado pela força
e pelo carinho que sempre nos deu.
Seja perpetuamente bem dita

Seu amigo e (sobrinho)

Avelino


De Cilene a 28 de Novembro de 2008 às 01:55
Olá Tia
Sou a Cilene, a sua sobrinha do Brazil que hoje
estava com vontade de ler o seu blog.
Adorei este seu lindo texto.
Como o Gílio dizia " A minha tia é uma grande
escritora!" - eu acho a mesma coisa.

Muitos beijinhos e bom final de semana.
Beijinho no seu coração

Cilene


De Maria José a 2 de Dezembro de 2008 às 22:16
querida Cilene - é sempre muito bem vinda.
Muitas vezes me lembro e si e penso perguntar-lhe quais são os autores mais procurados, os que estão mais na moda, entre a juventude aí no Brasil.
Muitos beijinhos e creia que nunca me irei esquecer de si
Com carinho - tia Zé


De Augusta Silva Torres a 28 de Novembro de 2008 às 11:10
Minha carissima Amiga Maria José
Mas que texto magnifico que a Senhora tem hoje
aqui.
Muitos Parabens.
Como se lembrou de falar da Senhorinha. A que
está no meu quarto é centenária, já pertencia a
minha mãe.
Sabe que quando falo agora na minha Mãe, fico
cheia de uma saudade, quase, incontrolada, o que
me assusta um pouco.
De todos os seres queridos que já partiram, e já
foram muitos, como pode calcular, sinto, hoje
em dia uma falta incrivel de minha saudosa Mãe,
do meu marido e de uma filha que perdi quando
moça.
Nem lhe sei explicar bem a força da saudade que
me derruba pela noite e me custa a erguer pela
manhã.
Por vezes até penso que serão coisas da minha
idade. As minhas amigas das quintas feiras, falam
de algo semelhante, mas da força com que eu
sinto, não as ouço eu falar.
Estou mesmo velhota então não é que ontem já fiz
93 anos. Mais um ano para somar aos muitos que
já cá cantam - (o meu neto é que me cantou os
Parabens - imagine que querido.)

Fizeram-me uma festa que eu nem esperava. O meu
filho meteu-me no carro para ir ver o campo, os
tons do Outono (que a mim me fascinam. Adoro pisar
(adorava) as folhas caidas, agora já nem posso fazer
essas coisas, tenho medo de cair - coisas de velhas).
Mas foi um passeio encantador.
O meu marido, pelas tardinhas levava-me a passear
na charrete pela propriedade, para ver o Outono, e o
sol a assomar por entre as folhas.
Eram divinais aqueles passeios romanticos pelo
campo.
Ontem o meu filho fez o mesmo, só que fomos no
carro dele, aquecido, para eu não me constipar.
Quando cheguei a casa lá estava a festa e todos os
que eu gosto, imagine com uma prendinha na mão.
Eu já não tenho idade para prendas, até o Sr. Padre
José me veio cumprimentar.

Devo dizer-lhe que foi muito bonito e que eu não
esperava nada.
O meu neto diz que quando eu fizer os 100 que a
Sic (imagine a Sic) me vem filmar - isso se eu
deixar e lá chegar, vamos ver até onde a vida me
leva.

Minha boa amiga Maria José já tomei demasiado do
seu tempo, mas é tão agradavel entrar na sua casa,
ler os seus textos (como se estivessemos juntas a
conversar) - só que depois não apetece sair... mas
tem de ser.

Simpatizo muito consigo e com a sua forma
maravilhosa de escrever.
Parabens por mais este texto.
Receba um beijinho desta sua velha amiga

Augusta Silva Torres


De Maria José a 2 de Dezembro de 2008 às 22:36
Querida Amiga Augusta Silva Torres
Quem tarda, também chega! - Venho um pouco fora de horas mas venho de todo o coração trazer-lhe o meu abraço de parabéns.
Fico feliz por saber que filho , neto e amigos festejam o seu aniversário. É bom sinal. Quer dizer que é muito querida e que a sua vida lhes é preciosa. Assim que Deus lhe dê saude e bem estar para fruir esses privilégios .
A distância , no tempo, entre nós é tão pequena que muitas das nossas recordações de juventude terão por certo pontos comuns.
Pena a distância fisica que nos separa, não fora ela e lá estaria nos seus chás das quintas a somar as minhas lembranças às vossas ...
As realidades porém impõem-se e fica-noa a net que sempre nos vai deixando espaço para estas conversas
Um beijo grande e amigo
Maria José


De Dina a 28 de Novembro de 2008 às 19:01
“ os que já foram permanecem naquilo que de essencial teve efeito em nós, vivos e na nossa companhia, enquanto nós próprios vivermos. Por vezes conseguimos até conversar melhor com eles, consultá-los e escutar o seu conselho, do que poderíamos junto daqueles que ainda vivem”

Tristes dos que não conseguem sentir isso porque estarão tudo menos...vivos.

Quanto à estória (prefiro este à história embora alguns digam que é incorrecto) da sua senhorinha...é linda e de uma ternura imensa mas só me admiraria se não tivesse tido o prazer de a conhecer pessoalmente.


De Maria José a 2 de Dezembro de 2008 às 22:46
Dina, minha querida
Acho que vivo num estado latente de inquietação porque não consigo cumprir com os desígnios do meu coração.
Estou sempre atrasada.
Às vezes chego a pensar que já tenho tantos anos porque não chego a horas ao que anseio.
Porque, em boa verdade em tudo o mais sou pontualíssima.
Beijinhos, minha querida e saiba que estou consigo com as estórias e a história.
Saudades - maria José


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