Domingo, 7 de Dezembro de 2008

Afinal – a Expo começa aqui!

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.397 – 11 –Abril – 1997

Conversas Soltas

 

   Alameda dos Oceanos e vulcão de água - Expo '98 - Lisboa, Portugal

Naquele dia da passada Páscoa – já nem sei qual – havia um ventinho esperto que soltava a areia do chão e a atirava pelos ares.

Voltei então as costas ao mar meti – me em casa e abri a televisão.

O Professor Hermano Saraiva, com o seu jeito de quem muito sabe mas, não resiste ao acrescento do sonho nas realidades históricas que narra – falava da Expo 98, de Vasco da Gama, da Vidigueira, de Sines, de Évora e de todos, quantos, por via da tal Expo, andam a polir seus títulos e brasões.

Interessei-me vivamente.

Aliás, não sei de quem resista ao “charme” do historiador com a sua maneira cordial e apaixonada de transmitir saber e, de repente, pensei:

- Então se tudo na Expo 98 se passa em torno do mar e das Descobertas...

- Então se a figura maior é o grande Descobridor...

- Então se Sines se prepara afanosamente destapando pedras, catando vestígios, escarafunchando pistas de tudo quanto possa servir para erguer do passado um rasto que conduza ao reconhecimento do que foi a presença de Vasco da Gama naquelas paragens...

                 

- Então isto e mais aquilo e etc, etc, etc, etc. ...

- Então Elvas – porta principal de quem entra em Portugal – vindo da Europa estradas fora...

Então Elvas, não terá uma palavra a dizer?

Ai, a mim, me parece que sim.

E, se tristemente, infelizmente, deploravelmente (e mais quantos expressivos advérbios de modo se possam compor para chorar a agonia do Forte) não se pode, no todo, acudir à nobre fortaleza – que venha trazer, de novo, à lembrança de todos – ouso perguntar:

- Não será possível ainda reconstruir por dentro a capela que Catarina Mendes, bisavó de Vasco da Gama, quando já viúva de Estêvão Vaz da Gama, mandou reedificar nos finais do séc. XIV?

É que, foi por aí, que tudo começou.

É que foi em torno dessa capela votada, por muita fé, a Nossa Senhora da Graça que o forte da Graça ou de Lippe – foi erecto.

E é dessa cepa – é desses Gamas – que descende o universal Vasco da Gama que a Expo glorifica.

Afinal se se quiser destapar um pouquinho a história – se se limpar o caminho de modo a honrar o espaço referido, mostrando-o com dignidade que, por direito, lhe cabe...

Afinal...

Afinal, não é exagero afirmar que:

A Expo começa aqui!

 

 

 

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estou:

publicado por Maria José Rijo às 00:53
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6 comentários:
De Xavier Martins a 7 de Dezembro de 2008 às 01:49
Minha cara amiga
Adorei este texto.
É excelente e realmente tudo começa aí nessa cidade.
Mais uma vez a sua LUCIDEZ foi ao inicio, a essa
raiz que muitas vezes parece estar esquecida.

Vibro com os seus textos.
São Brilhantes.
MUITOS PARABÉNS por mais este e também Parabens
a esta forma bonita de como nos mostram as
suas conversas soltas.

Seu muito admirador

Xavier Martins


De Maria josé a 7 de Dezembro de 2008 às 19:48
Xavier Martins
Nem sei como agradecer a sua presença e a amizade implícita nos seus generosos comentários
Um abraço grato
maria José


De Adalgisa Alexandra a 7 de Dezembro de 2008 às 01:53
Tia querida mais um belo texto, destes textos que
são belos em conteúdo e forma.
As suas imagens são sempre sugestivas e acompanham
tão bem as suas palavras.

Adoro estar aqui consigo, digo estar porque sinto
que é como uma visita a sua casa e conversar
consigo, enquanto beberricamos um chazinho.

Muitos e muitos beijinhos tia querida
Muito obrigada por ter este blog on line
Sua sobrinha

Gisa


De Maria José a 7 de Dezembro de 2008 às 19:53
Querida Gisa
ainda bem que vai gostando de tudo que escrevo.
Com este clube de Fans qualquer dia até fico convencida. De qualquer forma obrigada sempre obrigada pela sua presença que me aquece o coração
Um beijo - tia zé


De Dolores e Avelino a 7 de Dezembro de 2008 às 02:05
Tia boa noite
Desculpe este adiantado da hora mas á estamos
os três neste lugar e país que nos parece tão
distante de tudo.
Mas enfim, cá estamos .
O Avelino começou a trabalhar num orquidário,
onde também trabalha o nosso primo. Ele parece
um pouco mais feliz. Eu ainda estou em casa, cuido
do lar e da minha menina que está a crescer.
A prima também sai a trabalhar . eu fico em casa
a trabalhar.
Vamos ver se é em paz a nossa vida.

E a Tia, como está?
Está benzinha? E a sua saúde? Espero que esteja
bem e por favor tiazinha, não se deixe adoecer.
Gostamos muito de si.

Com imenso carinho

Dolores e familia


De Maria José a 7 de Dezembro de 2008 às 20:21
Meus queridos
Vamos acreditar com toda a força que agora só há que seguir em frente.
Nunca é fácil um recomeço e, num país estranho parece-me que será ainda mais complicado.No entanto há sempre maneiras de agarrar avida com olhos de esperança.
Têm casa, têm família, têm a princesa para ver crescer e criar, têm oportunidade de conhecer gente diferente, costumes diferentes, paisagens diferentes.
Esta conversa pode parecer tonteria, mas não é.
Quando o meu marido morreu, a certo passo descobri que ele na minha vida era como um alibi.
Não fazia isto ,ou aquilo porque ele gostaria ou não e por aí fora. Um dia descobri que embora a duras penas, na minha solidão recebia de Deus a oportunidade de tentar saber quem era.
Resolvi na medida do possível levantar a cabeça,e seguir em frente na tentativa de merecer todo o Bem que a vida já me dera.
Essa dimensão eu podia medir pelo vazio que me rodeava.
Foi uma forma de merecer a saudade imensa do bem que tinha vivido .
E,assm vou vivendo .
Beijinhos para os tres com toda a ternura da minha amizade
Tia Zé


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