Segunda-feira, 8 de Dezembro de 2008

Minha Mãe

 

.

Deu-me a vida e o mundo
Seus sonhos
Semeou-os em mim
E
, eu
neles vivia, me via e me revia
E, sendo ela tudo para mim
Nela tudo fui
No amor que em mim floria
Ela, não mo dizia
Mas, eu sabia!
Sabia que era assim
Bastava ver
Como ela olhava para mim...

Minha Mãe partiu
Levou meu mundo com ela

Deixou-me neste vazio
Sem tempo e sem idade

Como que suspensa por um fio
a balouçar sobre a eternidade


Maria José Rijo

 

 

 

estou: A minha Mãe

publicado por Maria José Rijo às 00:17
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19 comentários:
De Gustavo Frederich a 8 de Dezembro de 2008 às 00:33
Tia querida
é um hino de amor este seu belo poema.
Como uma oração.
Nota-se como a filha amava profundamente a sua
Mãe.

Maravilham-me sempre os seus poemas porque
SEMPRE me tocam profundamente.
A sua poesia tem carne e sangue... tem uma
energia de vida, esperança, dor e amor.
Gosto.
Poderá até dizer que gsto sempre - mas como
dizer o contrario se é a verdade.
Gosto e assumo que gosto por me identifico com este
seu sofrer, este seu amor pelo mundo e pela
humanidade.
A sua Lucidez é de uma inteligência que a muitos
fará inveja, mas nem todos nascem com esse dom.
É assim , nem todos odem ter esse dom...

Parabens por mais este poema LINDO de uma
grandeza especial e cheia de amor.

Gosto mesmo muito de si
Que tenha um bonito dia da Mãe e que feliz

Seu sobrinho

Gus


De Maria José a 9 de Dezembro de 2008 às 19:49
Gus, meu querido -como eu o entendo!
Florbela com a sua "enorme" dimensão, e, eu,com a minha "enorme" frustração por nunca encontrar a palavra que possa transmitir este tão doloroso, como maravilhoso deslumbramento de viver, acabamos por lhe fazer companhia nos caminhos das respostas que procura...
Há alguns anos rabisquei isto:

Talvez só a morte
seja
o único momento
perfeito
a que todos temos direito...

Beijinhos - tia Zé


De Adalgisa Alexandra a 8 de Dezembro de 2008 às 00:38
OHHH Tia
Que lindo o seu poema para a sua Mãe querida.
Adorei, gostei menso.
Como diz o Gus é como uma oração.

Muitos beijinhos e que tenha um Feliz dia da Mãe.
É verdade que o dia 8, não é chamado como o dia
da Mãe, mas para mim o dia 8 de Dezembro
continuará sempre a ser o Dia da Mãe.

LIndo poema.
Obrigado.

Beijinhos Tia querida

Gisa


De Maria josé a 9 de Dezembro de 2008 às 19:58
Gisa, acabo por ficar surpreendida com o agrado que algumas coisas que escrevo conseguem reunir.
Confesso que também fico muito contente e grata e, muito especialmente quando dou alguma alegria a sobrinha tão querida
Beijinhos tia zé


De Xavier Martins a 8 de Dezembro de 2008 às 01:21
Minha amiga
Realmente os seus sobrinhos têm razão.
Também concordo com eles, os seus poemas
são muito ricos em sentimentos de grande porte,
por assim dizer.

Gostei imenso.
Muitos Parabens e que tenha um Feliz dia da Mãe.
Para mim, cá na nossa casa o dia 8´de Dezembro
é oficialmente o Dia da Mãe.

Muitos Parabens por mais esta linda Maravilha.
Um abraço bem apertado.

Seu admirador

Xavier Martins

Ahhh - a minha mulher está a dizer que para ela
é como uma oração.
Obrigada.


De maria José a 9 de Dezembro de 2008 às 20:08
Xavier Martins
Desta vez o meu abraço amigo e grato abrange também sua Mulher.
Creia que às vezes me faltam palavras para expressar como quereria o bem que me faz o apoio das vossas presenças
Vale a intenção
Um abraço
Maria José


De António Piedade a 8 de Dezembro de 2008 às 01:24
Muito boa noite

Vim ler. claro, a postagem no meu blog preferido.
Acredite que é o primeiro lugar onde entro e depois
é o ultimo, antes de desligar o computador.

Bem haja por mais este LINDO poema.
Concordo com o Xavier e com os seus sobrinhos.

É mesmo um bom poema.
Muitos Prabens

Seu seguidor da net

António Piedade


De Maria José a 9 de Dezembro de 2008 às 20:22
António Piedade
faz-me bem a sua companhia neste mundo maravilhoso que tem o condão de proporcionar entretenimento aos que, como eu, têm "já"mais medo do Inverno - do tempo - do que dos anos e se refugiam em casa, ainda que isolados , fugindo ao frio.
Um abraço grato
Maria josé


De Sonhadora a 8 de Dezembro de 2008 às 17:38
Mãe só há uma....e esta foi sentida sempre...
Venceu a barreira imposta aqui na Terra
Ultrapassou o fim terreno
Não se sinta no vazio...
Sem tempo e sem idade...Sim...
Pois a minha querida é uma mulher intemporal...
Cujos sentidos estão para além do espaço e do tempo
E as suas palavras voam distante
Neste espaço cósmico que partilhamos
Passar por aqui faz-nos pensar melhor
Aspirar mais, como se o universo fosse finito...
Feliz dia...para uma Senhora única!
Beijos da Sonhadora


De maria José a 9 de Dezembro de 2008 às 20:35
Sonhadora? - Só?
Não será também:
Poeta ? - pelas palavras e pela sensibilidade, diria que sim.
Depois - também generosa, muito generosa.
Se me conhecesse veria que sou apenas "uma velha rapariga"a quem a vida escreve "tempo", no rosto, com rugas, mas a quem ainda poupa a capacidade de acreditar na Vida, por inteiro.
estou-lhe grata, muito grata e enriquecida por se me ter mostrado.
Grande é a dimensão de quem admira
um beijo maria José


De linhaseletras a 8 de Dezembro de 2008 às 22:12
Bonito Poema, há alguns anos atrás este dia é que era dedicado ás mães, e ainda hoje muita gente assim o sente
Venho-lhe fazer um convite. Vá ao meu blog e traga um prémio que lá está e aceite o desafio que lá se encontra.
Boa Noite e feliz Natal

[<<-]


De Maria José a 9 de Dezembro de 2008 às 22:16
obrigada pelas atenções que aceito e a que darei"despacho" logo que termine a minha empreitada se...a minha idade não começar a exigir com muita insistência que: - guarde para àmanhã o que já me cansa fazer hoje...
Boas Festas
Um abraço
Maria José


De Dolores e Avelino a 8 de Dezembro de 2008 às 22:53
Nossa querida Tia
Hoje neste dia antigo da Mãe
cá estou eu para lhe deixar um grande beijinho
e um muito especial para si.
Também um abracinho da Magé para si.

É lindo o seu poema para o dia da Mãe e tem aqui
um fotografia muito Linda da Tia e da sua Mãe.
Adoramos.

Espero que tenha sido agradavel o seu dia.
Gostamos muito de si.
Muitos beijinhos

Dolores


De Maria José a 9 de Dezembro de 2008 às 21:09
Meus queridos
Sinto, sinto,e sei que não me engano - tanta tristeza sob as vossas palavras que me apetecia pegar-vos ao colo.
Penso que viver a nossa tristeza é tão natural como viver as nossas as alegrias.
Façam, por favor, o que for melhor para vós.
O que mais vos ajudar.
Beijinhos - tia Zé


De Gustavo Frederich a 9 de Dezembro de 2008 às 01:01
Minha querida Tia
Ainda bem que não postou, que deixou ficar esta
maravilha de poema por mais umas horas.
Realmente merece estar aqui em primeira vista,
para que as pessoas possam ler e pensar, até
sentir e notar como é um BOM POEMA.
Poderem sentir como as Mães, a sua Mãe, foi um
ser que marcou a sua vida e de quem a conheceu.

É realmente um bom poema.
Tem imenso sentimento e abre portas a que nós,
leitores possamos ouvir, escutar, sentir um pouco
do que vai dentro de si.

Gostei, Gosto da sua Poesia.
Gosto por inumeras razões e uma porque me faz
sempre lembrar a Florbela.
Gostei e Gosto...

Parabens Tia.

Gus


De Aristeu a 9 de Dezembro de 2008 às 01:17
Boas noites minha Tia
Venho agradecer a sua resposta aos nossos
comentarios e ainda dizer que este seu poema
me agradou bastante.

Posso identificar-me com ele e muito.
Quando a minha Mãe faltou também me senti (agora
uso palavras minhas) - perdido, como se ela tivesse
levado todo o carinho e sentido da vida, dessa
segurança de alma e coração, que nos dão as
Mães.

Ainda ando algo perdido dentro de mim.
A estrada que retomei, está bem ao lado daquela
outra, em que seguia de mão dada com ela...
Sinto falta da minha, como a tia sentira falta da sua.
Mas a vida é assim... tem destas coisas tristes...
Gosto muito de si.
.
O Gilio está impossivel, agora fez um bom negocio,
vendeu toda a boiada e agora vai investir num outro
negocio que ainda nem me apercebi bem...
O meu Pai está de cabeça perdida com este seu
poema. Diz que Adorou e já o sabe de cor mas
trouxe-lhe saudades antigas.
Sabe, só para nós, não está muito bem da vista
pelo que já caiu duas vezes na piscina e quase
se afogou nesta última.
E eu sem poder sair do meu trabalho.
Ainda bem que o Tio Américo volta para cé, de vez.
Mas teve de passar este dia da Sra. da Conceição
lá em Vila Viçosa.

Ohh tia mas que complicada é a vida !!!!

E a Tia como se sente?
Espero que esteja bem.

Muitos beijinhos e boa semana.

Aristeu


De Maria José a 9 de Dezembro de 2008 às 21:52
Minha Família Querida
Começo por contar que também fomos à Senhora da Conceição de Vila Viçosa - mas, desta vez, fomos a Roma e não vimos o Papa.
Costumava lá ir de tarde. Resolvemos ir pelas 10 da manhã mas, apanhamos tudo tão cheio de carros e um trânsito tão difícil que desistimos e viemos para a nossa pequena capela- de Elvas- onde o acesso é menos problemático a qualquer hora.
Alegra-me a notícia de que o meu amigo Luciano vai fruir duma especial companhia. Vai fazer bem a todos, por certo.
Compreendo a vossa preocupação com os "negócios " do nosso Gilinho porque também tenho uma certa pena que esse desembaraço, esse espírito de iniciativa e essa coragem de arriscar o tenham afastado de "vez ?"do gosto de completar os estudos.
É que essa "boiada"seria tão mais dele, já que a levaria com ele para onde quer que fosse.
Mas ser jovém é também o tempo da aventura.
Obrigada pelas vossas palavras de apoio a quanto escrevo. A Deus agradeço as vossas vidas e o bem que delas recebo
Espero que um dia, uma vez, não sei quando- ainda - havemos de falar destas e de muitas outras coisas
Beijinhos - ti Zé.


De Adelaide Matias a 9 de Dezembro de 2008 às 12:23
Lindo o seu poema.
Muitos Parabens.
Realmente as nossas Mãe são sempre as nossas
queridas Mães...
Adorei, gosto sempre muito do que a Senhora aqui
nos mostra.
Um grande beijinho de Parabens amiga
Está LINDO.

Adelaide matias


De maria José a 9 de Dezembro de 2008 às 22:02
Adelaide Matias é reconfortante para mim saber que compartimos um sentimento de gratidão e ternura pelas nossas Mães.
Talvez a força maior seja essa.
De qualquer forma fico feliz se a manreira de o fazerlhe agradou
Um beijo- Maria José


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