Quarta-feira, 14 de Janeiro de 2009

O RECADO ANTIGO

Á Lá Minute

Jornal Linhas de Elvas

Nº 1.744 – 20 de Julho de 1984

  

                 

Mão amiga, deu-me para que lesse, um belo artigo ilustrado falando sobre o nosso Aqueduto da autoria do Prof. da Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, António Lino – que fora publicado no dia 15 de Junho no Jornal “Correio da Manhã”.

Gostaria que todos os Elvenses o tivessem podido ler. Nunca é demais recordar a história do Aqueduto da Amoreira, o sacrifício do Real d’água que foi imposto às gerações que o construíram e, mais do que tudo – ou – acima de tudo a frase que na sua simplicidade traduz a responsabilidade da herança que nos cabe e dá testemunho da visão de futuro com que foi sonhado, nesse longínquo ano de 1498…

                         

“para que os netos dos netos dos nossos netos tenham água”.

-- Qualquer coisa determinada com tão intuitiva lógica como uma lei da Natureza.

-- E como se fora a fala da raiz da árvore para flor que alimenta e nunca verá…

                            António Sardinha

No soneto “Elvas ao crepúsculo”António Sardinha a certo passo, diz assim:

“A noite cai! Sinistra e resoluta

Caminha a passos firmes o Aqueduto

Como quem vai marchando p’ra escalada”

            

Encanta-me esta bela imagem poética que consegue como que emprestar à nobre silhueta do Aqueduto, um movimento humano de andamento, de conquista de terreno, como que avançando pela noite dos tempos em corajosa cavalgada, desde esse remoto ano de 1537 em que começaram as suas obras até 1622 ano em que chegou pela primeira vez à cidade o seu presente de àgua viva. De então, até hoje, cumpre o seu recado antigo trazendo em cada dia desde a nascente, ao longo de sete quilómetros, àgua de beber…

     Elvas Aqueduto da Amoreira por moitas61.

Talvez que com o “passo certo” com que venceu os séculos e lhe vem da geométrica fidelidade dos seus elegantes arcos, que queria dizer como Martinho Luter:

 “Mesmo que o fim do mundo fosse amanhã

    Plantaria hoje macieiras”

 

Ser semente do futuro

É a mensagem de esp’rança

Que como um recado antigo

A vida nos dá de herança…

 

Maria José Rijo

Mão amiga

 

estou: de 1984
música: O RECADO ANTIGO

publicado por Maria José Rijo às 15:57
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14 comentários:
De Gustavo Frederich a 14 de Janeiro de 2009 às 18:06
Minha querida Tia
Venho dizer que fiquei deliciado com o seu comentario
para mim. Adorei saber que "andou" com o Picolino
ao colo.
Quero qe saiba que um dos meus amigos me vai
oferecer uma gata da mesma raça e já tenho nome
- o que acha de Bambina - foi este o nome que me
disse não foi?
É que quero que os meus gatos tenham os mesmos
nomes que os seus. Acha mal?
Picolino e BAmbina - acho Lindo. E a tia?

Já faz muito tempo que não lhe conto do Antares
- já está muito bem ambientado e todas as tardes
andamos por estes caminhos belos desta terras.
As pessoas gostam muito de nos ver - digo isto
tamém porque nos tiram imensas fotos. O antares
tem umas longas crinas que o vento a faz voar.
Adorava que nos visse. Quem sabe um dia.

Estive a ler este seu texto e é fantastico como todos
os que aqui tem - gosto - a tia já sabe - que esta sua
forma de escrever é de uma grande beleza. É mesmo
uma apaixonada por essa Elvas que um dia a acolheu
como uma filha.
PArabens tia e por acaso não terá por aí um poeminha
assim esquecido que ainda não tenha on line. :)

Beijinhos tia
Gosto muito de si

Gus


De Maria José a 15 de Janeiro de 2009 às 17:51
meu querido - estes altos e baixos, este aparece e desaparece como os quartos da lua, tem muito que ver com o compulsar de papelada. Só não sei se "isso" resulta da papelada., se do impulso que me leva a dar-lhe voltas...
É como o ovo e a galinha - qual teria surgido primeiro!
Isto, para lhe contar que nestas faenas sempre encontro escritos esquecidos.
Qualquer dia mostro.
Um beijo e sempre grata pela estima que me oferece
e me encanta - tia Zé


De Flor do Cardo a 14 de Janeiro de 2009 às 18:25
Olá minha Amiga
Hoje ai em Elvas - estão com o 14 de Janeiro - o
feriado Municipal.
Bem me lembro desses dias festivos - a parada na
velhinha Praça da Républica - as tropas, a guarda
com os seus magnificos cavalos...
Sempre um enquadramente especial para este dia de
memória colectiva.

Recordo que em Elvas iamos todos ver as
comemorações e do Te Deum iamos sempre jantar
á pousada de Santa Luzia.
Belos momentos esses do passado.
Tenho Saudades desses tempos que jamais voltam.
É assim a vida.

Ah muito obrigado pelo seu ofereciento de nos
enviar as papaeladas daí mas o Américo já tratou
desse assunto - porque ele também quer de Vila
Viçosa. Sabe como é....

Por aqui vamos andando como Deus quer...
Sabe que daqui vamos sempre olhando os blogs
de Elvas e alguns - valha-nos Deus - são uma
vergonha pelo numero de pessoas que dizem o que
querem sem dar a cara - realmente está tudo
debaixo do pano e ninguém tem uma opinião
corajosa - só gritam porque estão num buraco às
escuras - mas se estão defronte do leão - imagino
que sejam beijinhos e abraços - como sempre se
viu no povinho. É assim a vida de hoje.
"Cada um cada qual - o que de mal fizeres só tu
tens de pagar" -- diz-se por aqui.

Um abraço amiga Maria José

Luciano


De Maria José a 15 de Janeiro de 2009 às 18:37
Meu amigo - que bem que conhece o nosso meio!...
Que bom seria tê-lo aqui mais por perto para esses desabafos que tantas vezes apetece fazer com quem se confia.
Mas...é como sabe, e embora a net seja esta maravilha,para quem está na montra há que ser prudente no que expõe e na forma como o faz.
Diz-se por cá, como bem sabe, que quem anda à chuva - molha-se!
É um risco que temos que correr e saber aceitar,para tanto é preciso muito rigor no que se diz .
Depois - os cães ladram - mas - a caravana passa.
Passa e incomoda.
Incomoda porque é indesmentível o facto de ter passado.
Ultimamente tenho pensado bastante em deixar de escrever. Começo a sentir-me um tanto isolada porque os amigos íntimos foram partindo e, até os familiares. Se por um lado a escrita me pode dar um pouco a ilusão de que ainda interfiro, na comunidade, por outro, pergunto-me, muitas vezes, se valerá a pena. Enfim! - dúvidas, todos temos e, no fundo se fazem pensar e compulsar a "bagagem" da nossa consciência, já não será em vão.
Desculpe meu Amigo . Hoje , talvez pelo nevoeiro que não deixa ver um palmo frente ao nariz estou um tanto cinzenta.
Com muita amizade um beijo para todos
Maria josé


De Malaquias Beirão de Sousa a 14 de Janeiro de 2009 às 20:14
24 anos nos distanciam da publicação deste artigo
que está maravilhoso.
Os meus Parabens por mais um Maravilha desta sua
especial literatura.
Conheço o Aqueduto de Elvas e os poemas de
António Sardinha.
Quero dizer-lhe que tem aqui uma selecção muitos
boa - de textos, de imagens e uma familia muito
amiga de comentadores - onde eu me sinto incluido.
Gosto de pertencer a esta familia que está presente
em todos os dias neste seu cantinho tão lindo
e especial.

Muitos Parabens e que este ano de 2009 lhe traga
MUITA Inspiração - e muita saúde e claro muitas
alegrias.

Cumprimentos

Malaquias Beirão de Sousa


De maria josé a 15 de Janeiro de 2009 às 18:43
Malaquias Beirâo de Sousa
Claro que faz parte desta "pequena família".
Posso contar-lhe um segredo?
Não faz ideia de como tem sido importante para mim a generosidade das vossas presenças.
Obrigada -um abraço - maria José


De Dolores e Avelino a 14 de Janeiro de 2009 às 20:23
Olá tiazinha
Cheguei e trago muitos beijinhos e abracinhos
desta sua familia agora, francesa - que muito de si
gosta.

Aqui está muitoooooooooo frio e ai?
Espero que a tia ande abrigadinha, não se deixe
constipar que anda por aí a gripe má.

O Avelino anda tão tapadinho que quando sai na rua
só se vêm os olhos.
A Magé está aqui sempre no quentinho e em cada
dia está mais linda e parece muito espertinha.

Eu cá estou em casa, a cuidar de tudo - já temos
galinhas 3 - a miguela, a tonha e a rute -- e um galo
o afonso henriques - já temos ovinhos frescos...

Oh tia a vida parece estar agora a entrar nos eixos.
Deus queira...

Muitos beijinhos tia querida

Dolores


De Maria josé a 15 de Janeiro de 2009 às 18:54
Meus queridos
Fico muito contente por saber que tudo se está recompondo e a Magé a crescer em beleza e saude.
Não consegui deixar de achar muita graça aos nomes das suas galinhas e do galo.
Com que então Afonso Henriques!- realmente só "o conquistador" para comandar o harém da miguela, da tonha e da rute.
Que bom que a alegria more no seu coração.
Não se preocupe comigo, creia que me cuido a sério.
Beijinhos para os tres
tia Zé


De Augusta Silva Torres a 14 de Janeiro de 2009 às 21:19
Minha querida Amiga Maria José
Hoje é quarta feira e amanhã o dia da nossa
reunião cá na nossa casa.
Quero contar-lhe que esta quinta-feira a minha
amiga Marrgarida e minha fiel guardiã - com a
ajuda do Antoninho (o eu netinho se está lembrada)
resolveram que enquanto ele toca algo de
piano - algo de choupin - a Margarida as suas Rezas
e benzeduras e até o Senhor Padre José vai estar
presente - e isto tudo porque o Senhor Padre
mostrou muito interesse em conhecer os seus livros.
Alguns textos e poemas já conhece - o que muito
nos agradou - mas agora mostrou interesse em
conhecer mais da sua bela obra - pelo que assim as
nossas quintas-feiras serão bem interessantes.

Venho pois perguntar a si, Minha amiga, se não se
importa com estas nossas tardes de leituras da sua
extensa obra literária?

Este texto, é sem duvida muito importante, porque
nos dá a conhecer um excelente monumeto da sua
linda cidade.
Certa vez estive instalada , por 2 dias, na Pousada
de Santa Luzia, porque o meu marido foi fazer
alguns negócios com cavalos.
Gostei imenso da cidade, bonita, acolhedora e
simpatica mas já lá vão tantos anos que acho que
agora deve de estar bem diferente - hoje em dia~
odas as cidades parece que querem cortar com o
passado da propria cidade - acho que agora as
velhas cidades vão morrendo um pouco todas as
noites para acordarem no outro dia com menos 25
nos do passado...
É assim mesmo o futuro.
Um grande grande beijinho amiga

Augusta Silva Torres


De Maria josé a 15 de Janeiro de 2009 às 19:18
Minha Amiga
Que mais poderia eu fazer,senão agradecer a atenção que a minha Amiga me dispensa?
Sinto-me muito contente por saber que, de certa maneira, estou junto de vós e que vos faço companhia.
É um grande conforto para o meu espírito seguir através das suas belas descrições a delícia desse convívio que tanto me encanta.
Parabens por tão queridas amigas e por esse neto - esse Antoninho - que mais do que a música de Chopin - faz sonhar qualquer avó.
Obrigada ainda ao Senhor Padre em cuja paciência cabe - ao que me conta - mais esta penitente.
Um abraço grande e grato - para todos vós - da maria josé


De Cilene a 14 de Janeiro de 2009 às 21:24
Olá minha queridinha Tia

Venho deixar-lhe um grande beijinho
e despedir-me de si porque vou sair do Brasil,
vou viver para a Argentina e não sei se poderei
voltar aqui.
Arranjei trabalho numa agencia de modelos.
Estou muito contente.
Espero que a tia fique bem, com muita saude
e muito feliz.

Gosto muito de si sabia.
Beijinho no seu coração

Cilene


De maria José a 15 de Janeiro de 2009 às 19:37
Querida Cilene
Obrigada por não se ter esquecido de mim,mas por favor não se espeça assim.
Faça-me o favor de arranjar maneira de me contar se o sonho que a faz deixar o Brasil não a desilude.
O mundo da moda ás vezes é triçoeiro. Vou rezar muito para que tudo seja como sonha mas, por favor diga-me como tudo corre, está bem?
Beijinhos e boa sorte - tia Zé


De Marta Azevedo a 14 de Janeiro de 2009 às 22:26
Maria José, sinto-me sempre tão honrada de poder visitar o seu blog.
Muito obrigada pelas paravras, por estes textos e
poemas tão
maravilhosos que se tornam sempre num grande
incentivo para mim.
Amo o seu Blog, divina inspiração!

Beijos,

Marta Azevedo


De Maria José a 15 de Janeiro de 2009 às 19:41
Marta Azevedo
Nem sei como agradecer as coisas lindas que me diz.
Mas, que lhe estou grata sei e, sei também, que muito me enriquece a sua estima
obrigada! - um beijo
maria José


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