Sábado, 17 de Janeiro de 2009

A Propósito

Jornal Linhas de Elvas

5 – Maio – 2005 – Nº 2.812

Conversas Soltas

                            

No passado dia 3 de Abril, o jornal “A Bola” dedicou o seu suplemento a uma evocação a que chamou: - História e Futebol – que redundou numa homenagem a um homem que por razões diversas esteve e está muito ligado à nossa terra.

                        

Estou a falar de um colaborador deste jornal, que até há relativamente pouco tempo nos deliciava com umas crónicas tauromáquicas escritas num português de antologia, de tal modo aliciantes que, até os não aficcionados, como eu, não perdiam uma, sequer.

 Refiro João Luís Cotta Falcão Aranha de Sousa Meneses – o nosso amigo - João Aranha.

A sua colaboração era impar porque, para além das crónicas que nos oferecia sobre as corridas durante as temporadas em que os aficcionados andam numa verdadeira roda viva de praça em praça para não perderem pitada sobre a festa brava, a sua cultura, o seu saber sobre essa arte, permitia-lhe manter a sua rubrica com interesse, mercê do mundo infindável dos seus conhecimentos, mesmo quando não havia corridas.

                      

Lê-se para aprender, lê-se por distracção...

Lê-se por paixão, lê-se pelo assunto...

Lê-se por várias razões, mas também se lê pela qualidade, beleza e correcção da escrita, mesmo quando o tema não nos apaixona.

A homenagem que muito justamente lhe é prestada, tem um enraizamento num mundo distante a que Portugal estará sempre ligado por mares que, se muito nos uniram,  agora nos separam – a Índia.

João Aranha estava em Goa, como militar, aquando da independência. E, porque foi nobre e limpo, também por lá, o percurso da sua vida, passados todos estes anos em Goa é lembrado como um herói – que foi – em várias e cruciais circunstâncias.

A sua actuação no campo desportivo, criou-lhe também por lá, tal gratidão ao ponto de em 2000, ter sido visitado, na sua residência em Cascais, por um emissário que veio expressamente homenageá-lo.

João Aranha, habitou em Elvas, onde servia no saudoso, Regimento de Lanceiros I, “Lanceiros de Victor Manuel” – quando embarcou para a Índia em 1957.

                    

E, se, já então era um apaixonado do Alentejo, granjeou por cá tão bons amigos que se tornou um verdadeiro elvense.

Claro que o jornal “A Bola” focando embora de relance toda a sua vida põe a tónica no seu valioso contributo em prol do desporto rei, muito especialmente na – então nossa – Índia - onde a sua acção foi notável. 

                    

Porém, a coincidência de todos estes factos se terem passado em Goa, (onde no século XVII, data de onde provém a nobreza do seu nome, antepassados seus, terem lá contraído matrimónio, o que veio a provocar a ligação da sua família ao Oriente ao longo de mais de 300anos) empresta um certo toque de “escrita do destino” a estas circunstâncias...

Beautiful JungleElephant

            Sei que João Aranha, não gosta de chamar atenções sobre si.

Sei - mas arrisco, porque sabe bem, conforta a alma, falar de gente – gente de verdade - suficientemente grande para se tornar pequena e se apagar entre os demais.

  

 Maria José Rijo

 


publicado por Maria José Rijo às 16:08
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2 comentários:
De Adalgisa Alexandra a 17 de Janeiro de 2009 às 22:28
Olá tia
Boa noite
Passei para ler e deixar um bejinho muito grande.
Bom fim de semana.

Gisa


De Aristeu a 17 de Janeiro de 2009 às 22:34
Olá Olá
Hoje aqui estamos em festa e viemos todos
ler o seu artigo.
O Gílio leu-o em alto e bom som.
Claro que gostamos muito, como sempre.
Parabens por mais um belo artigo.
O meu pai, o Senhor Luciano conhecia este seu
amigo João Aranha.

Mas estamos de aniversário o Tio Américo fez 83
aninhos e imagine tomou um porre que está só a
cantar as musicas da mocidade portugesa.
É mesmo uma festa.

Muitos beijinhos Tia querida
e que tenha um FELIZ domingo

Aristeu
Luciano
Américo
Gílio


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