Quarta-feira, 21 de Janeiro de 2009

Etc...Etc...Etc...

Jornal linhas de Elvas

Nº 2.834 – 6 – Outubro – 2005

Conversas Soltas

Etc...Etc...Etc...

 

Cá na casa da Zézinha, o mais promêro sou eu, nã sou?

Ê sou o mais melhor bom, nã sou?

Disputando lugar entre os meus sobrinhos assim perguntava – aí por 53, 54 – o Dominguinhos, meu pequeno e querido vizinho de rua, que tinha o gosto de dormir belas sonecas ao meu colo.

Pois agora, a campanha eleitoral, trouxe-me à memória esta doce recordação, por comparação entre a inocência duma criança que ingenuamente defende um afecto e o narcisismo de alguns adultos

que se julgam donos do apreço do mundo inteiro e insubstituíveis..

É que ao ouvir o “mais promêro da Cidade”, de tudo quanto se lhe ouça, logo se deduz quem é o imbatível “mais melhor bom.”

Não sei se o é, se não...

 Para uns será, para outros não tanto.

         Nem é isso que ponho em causa. O que me choca é a arrogância, o despudor com que cada qual afirma e tem a certeza que é melhor do que os outros.

         Valentim Loureiro

É Valentim Loureiro a pedir que votem nos “dois pauzinhos...”

É Fátima Felgueiras, com a sua novela brasileira, vendendo ilusões a espalhar charme e balelas...

Isaltino Morais pronunciado para ir a julgamento

É Isaltino a querer esconder sob o cimento do que construiu e a sombra dos palmeirais que plantou as dúvidas que pairam sobre comportamentos seus...

Mário Soares: Portugal é um "país de futuro"

É Mário Soares a ressuscitar dum passado que se queria preservado com a dignidade que lhe cabe e como uma inoportuna aparição fantasmagórica vem ofuscar...

É um cansaço que nos repassa a todos nós como uma chuvada que nos apanha desprevenidos de guarda-chuva...

É a actuação política desacreditada.

A actuação democrática ainda não foi assimilada, e o resultado está à nossa frente.

Só vingam os ditadores.

Razão pela qual aplaudo a oposição.

final .jpg

Esse é, e será sempre sinal de que “não há machado que corte a raiz ao pensamento!”, e haverá sempre quem tenha a coragem de correr o risco de ser perseguido e mal quisto em defesa dos seus ditames de consciência.

Num catálogo de propaganda que recebi em triplicado, onde democraticamente os nomes deveriam estar por ordem alfabética, e não estão...

Implícita, na ordem, como se lá estivesse de facto, assim o senti, a fotografia do caçador que posa para a imagem pisando o trofeu morto a seus pés.

Sempre achei de mau gosto esses retratos! Cabe ao ser humano uma certa piedade frente à morte, seja ela de que espécie for, e mais ainda quando causada por nós...

E, por aqui me fico, etc...etc...etc.

                                                                                

Maria José Rijo

 

estou: caçadores e caça

publicado por Maria José Rijo às 21:32
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8 comentários:
De Dolores a 22 de Janeiro de 2009 às 00:55
Olá Tia
Boa noite.
Passei para deixar um beijinho e dizer que estamos
todos muito bem.
A Magé em cada dia, está tão mais bonita.
Um apetite.
O Avelino continua muito contente com o trabalho
no orquidário.
E eu cá estou a cuidar desta minha familia.
Tia tenho notado falta nos seus lindos poemas.
O Gus deve de estar tristinho - já notei que ele
adora poesia.
Mas eu também gosto imenso e a Luizinha
adorava a sua poesia. Ela dizia muitas vezes que se
identificava com os seus poemas.
Tenho muitas saudades dela tia...
mas então...

Tia beijinhos
Gostamos muito de si

Dolores


De Maria josé a 22 de Janeiro de 2009 às 19:54
meus queridos - por minha vontade falaria um pouco com cada um de vós dia a dia. Só não o faço porque nem sempre consigo tempo e, por vezes também disposição. Agora, por exemplo, temos tido tido tanta preocupação com a saude de algumas das nossas crianças que tudo tem sido bem difícil. Felizmente os sintomas alarmistas tiveram um significado menos assustador do que eram os nossos receios e a vida retomou o seu ritmo.Entretanto vou sempre lendo as vossas mensagens que muito me enternecem e agradeço com muita amizade.
Fico muito feliz com as boas notícias da Magé e vossas.Vou tentar coordenar os poemas que andam esquecidos para fazer a vossa vontade.
Oxalá valha a pena!
Beijinhos para todos , de todo o coração - tia Zé


De Aristeu a 22 de Janeiro de 2009 às 00:58
Muito boa noite
minha querida Tia
Cá estou eu a marcar a minha (nossa) presença.
e deixar um grande GRANDE beijinho
SAUDADES
Aristeu


De Maria josé a 22 de Janeiro de 2009 às 20:27
Meus queridos, muito queridos
Há sempre razões, nem sempre felizes. para os silêncios - sabem como é!
Depois, a onda passa, a vida serena e cá estou para dar os parabéns ao "tio" Américo - embora atrasados- confessar que teria pago bilhete para assistir à farra embora a descrição do evento me tivesse feito sorrir divertida. Mas que auto- suficientes que me saíram os homens do Alentejo!
Desde os doces à organização nada tem faltado nas festas que têm promovido.
Invejo tanta eficiência!
Agora a sério, alegra-me saber que encontram prazer e distração com a horta. Fico a desejar que não faltem os coentros, a hortelã, os poejos a segurelha, as ervas para chás e todos os perfumes que guardem nas lembranças que daqui levaram.
Quanto a mim esteja onde estiver, nunca esquecerei o cheiro do mantrasto, junto às ribeiras, nas tardinhas quentes de Veráo no Alentejo.
Como passaram muitos dias sem que eu tivesse paz para escrever tenho que tentar corresponder a outros amigos. Por isso vos deixo.
Mas...gostava de saber da evolução amorosa do meu Gilinho e, ainda se eu não terei um dia a felicidade de dar um abraço de verdade no meu querido Aristeu.
Beijinhos para todos
Maria José


De Gustavo Frederich a 22 de Janeiro de 2009 às 01:22
Muito boa noite
Senhora minha Tia

Vim ver .... :(

Pensei que hoje teria uma poesia mas ainda não
foi desta vez.
Mas eu espero.
Entretanto deixo eu uma poesia para si.
Com muitos beijinhos e muitas saudades.
:(
:(
:(
Lágrimas Ocultas (Florbela Espanca)

Se me ponho a cismar em outras eras
Em que rí e cantei, em que era querida,
Parece-me que foi outras esferas,
Parece-me que foi numa outra vida...
E a minha triste boca dolorida
Que dantes tinha o rir das primaveras,
Esbate as linhas graves e severas
E cai num abandono de esquecida!
E fico, pensativa, olhando o vago...
Toma a brandura plácida dum lago
O meu rosto de monja de marfim...
E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim!
:(
:(
:(
AMANHECEU A CHOVER

Na vidraça do meu quarto,
A bater, impertinente.
A chuva lembra uma queixa
Dolorosa, sem remédio!
Ninguém passa! Nesta rua
Moro eu e mora o tédio.

O vento atira com ela
De encontro a minha janela;
E ela, a chuva, batucando
Na vidraça do meu quarto,

Fica escorrendo e alagando
Esta indecisa luz fria
Que põe sintomas de um véu
Negro e solto pelo céu.

E a chuva cai, não abranda,
Insiste,bate,fustiga,
E o dia avança e vai abrindo mais
O seu curso de lentas melodias
Diluídas no corpo de existência
Através de um rosário de ilusões.

São sempre assim estes dias
Tristíssimos como a história
De uma ansiedade partida!

Chuva, névoa,desconforto,
A imagem da minha vida!

ANTONIO BOTTO
In: Ódio e Amor
:)
:)
:)

Muitos beijinhos tia
Gosto muito de si

Gus




De Maria josé a 22 de Janeiro de 2009 às 21:49
Senhor meu Sobrinho muito Querido
Sempre gentil na oferta de belos poemas que bem gostaria ouvir pela sua voz.
Talvez um dia ! - quem sabe!
Desta vez lembrou, também, António Botto.
Meu Marido sabia , dele, vários poemas. Outros poetas que ele citava de cor eram Marcelino Mesquita num extenso poema - "o Olhar do Morto" e era o "noivado do Sepúlcro"de Soares de Passos
No tempo dele, como no meu, era "moda" também saber de cor Guerra Junqueiro , João de Deus e outros, muito especialmente Florbela em torno de quem houve dura polémica por causa dum busto colocado num jardim...
Coisa da nossa gente..
Hoje, vou pedir à Paulinha para por on-line um poema meu.Náo quero que me julguem indiferente ao vosso interesse, só que sempre me invade o medo de mostrar poemas meus a quem gosta e conhece tão boa poesia...
Vou arriscar.
Registe-se a boa vontade!
Beijinhos tia Zé


De Adelaide Matias a 22 de Janeiro de 2009 às 01:25
Mais um texto
... mais um, menos um...
dos muitos que terá e continuara a escrever.

Tem um grande espólio literário.
Muito importante a meu ver, tanto prosa como em
poesia.

Muitos Parabens

Adelaide Matias


De Maria José a 22 de Janeiro de 2009 às 22:05
Adelaide Matias
Obrigada pela sua presença e pelas palavras amigas.
Na verdade eu costumava dizer que a escrita era o meu crochet...e, verdade, verdade era um pouco assim. Era como um vício. Era uma necessidade.
Ainda bem que lhe agrada porque só o apreço de quem lê lhe dará justificação
Um abraço
Maria José


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