Domingo, 1 de Fevereiro de 2009

Haverá quem se lembre? – Talvez...

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.844 – 15-Dezembro- 2005

Conversas Soltas

.

 

 o-despertar-03-a.jpg

O jornal “O Despertar” de Coimbra com data de 26/11/1986 citava um artigo de o “Linhas de Elvas”, que também fora lido aos microfones da “Rádio Renascença” de Lisboa, em 18/11/86, onde, sob o título – Elvas no futuro, uma segunda Olivença? - Se dizia:

fernando-pessoa.JPG

        “Foi Fernando Pessoa quem disse que a «nossa pátria é a nossa língua».

Esta frase foi de há muitos anos, quando a língua oficial em Elvas era o português.”

E, mais adiante...

            “Os garotos já não dizem automóveis, dizem «coches», os armazéns são «almacenes», as ruas são «calles», o comércio já não está fechado ou aberto, está «cerrado» ou «abierto», o obrigado foi substituído por «gracias,» o escudo pela peseta, etc., etc.,etc.

Como já foi criada numa patriotice ingénua os «Amigos de Olivença», só resta, por aquilo que dizemos acima, criar os «Amigos de Elvas».

«Linhas de Elvas», através do seu colaborador J.A.R. está de parabéns, pela coragem de reconhecer que estamos a ser colonizados, e que estamos ainda a tempo de reagir e lutar pela nossa portugalidade.

               

J.A.R. Termina assim: «Mas temos que ser nós, elvenses a lutar, uma vez que do Terreiro do Paço, já se sabe, só vêm promessas – à espera de votos – e visitantes apressados a caminho de Badajoz!

Haja Deus!...»”

           [alentejo.jpg]

Remexendo em papelada, encontrei, por acaso, o texto escrito por meu marido - no tempo em que os bronzes e os atoalhados davam o tom nesta nossa terra - e do qual extraí os excertos que cito porque mostram que já vem de muito longe a inércia que permite o deixa correr...que tanto tem empobrecido a nossa cidade.

Assim como mostra também que são sempre vozes soltas que se erguem contra as “epidemias” que nos molestam.

            

Porque, atitudes colectivas, multidões só vi quando se tratava de futebol, e, agora até nem isso.

Nada tenho contra a bola! – Nada!

Nem contra o tal “comboio azul e ouro”...

Mas, aonde está esse espírito de iniciativa, essa força, quando o assunto não é futebol?

Daí que repare e aponte a forma diferenciada como os assuntos são tratados quer a nível local, quer a nível nacional.

Quantos estádios foi capaz de consentir este país pobre e endividado que se construíssem?

Quantas Maternidades e Centros de Saúde vai o mesmo país agora consentir que se encerrem?

Será que isto se entende? – Onde está a coerência?

Quais são os valores?

Pode a Saúde ser considerada um negócio que tenha que dar rendimento?

Devem as grávidas em trabalho de parto – suportar 50, 60, quilómetros de carro para ter os seus filhos com assistência médica?

Realmente, talvez só nos reste como solução criar o grupo de “Os Amigos de Elvas” para que, daqui a algum tempo – pouco tempo - como se afigura pela agonia das estruturas, (que se já  se vive) desta cidade de Elvas, se guarde  - uma nostálgica lembrança...

[saudade.bmp]

Então, como quem conta uma lenda, os das velhas gerações, contarão aos vindouros: olhando o que sobrar - Elvas era...teve... tinha...

E, como de Olivença, a memória se esvairá com os tempos...

 

 

 Maria José Rijo

 

 

estou:

publicado por Maria José Rijo às 15:53
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2 comentários:
De Adalgisa Alexandra a 1 de Fevereiro de 2009 às 16:45
Lindo, lindo.
Oh tia que texto lucido e verdadeiro.
Tem aqui sempre imagens tão bonitas, que
acompanham sempre os textos - dá para fazer
uma segunda leitura.

Gosto imenso. Mil beijinhos
Gosto muito de si.

Gisa


De Aristeu a 1 de Fevereiro de 2009 às 22:30
169. 755
é o numero da minha visita - neste instante.
Amanhã estará de festa porque já deve deve ter
ultrapassado os 170.000 mil
e também
está quase a fazer 2 anos de blog - se me permite
lembrar o que não está esquecido.

Muitos Parabens Tia querida
Realmente tem aqui um blog especial e sempre
com um texto novo - todos os dias.

Muitos beijinhos

Aristeu


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