Segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2009

A política e a visita

Jornal O Despertador

Nº 218 – 17-Outubro-2007

A Visita - 12

               Luís Filipe Menezes          

 Acabo de escutar os comentários ao discurso de Luís Filipe Meneses e, se bem que não pretenda meter-me nos meandros da política, não posso deixar de chamar a atenção para a falta de rigor que alguns críticos mostram nas opiniões que emitem.

Não cito nomes, porque não os fixo, e, também porque para o caso não se me afiguram importantes.

Nem, por vezes, sei exactamente o que me leva a tomar posição em questões desta natureza.

                      .politico.jpg

Se calhar trata-se apenas dum natural pendor para ficar ao lado dos ofendidos... pode ser... talvez...

Eu, não tenho mandato para defender quem quer que seja, mas, revolta-me a ligeireza com que cada qual tira as conclusões que lhe convêm dos factos que todos nós temos visto acontecer.

Como querem os críticos ser respeitados quando afirmam que o governo de Santana Lopes é um exemplo da incapacidade de gestão do PSD!

Que eu tenha dado conta, Santana Lopes não chegou a governar...

O então presidente da Republica “despediu-o” quase mal o avistou!

Nem lhe deu tempo para descer a escadaria com calma. Como que o empurrou porta fora...

Quem tiver razões de queixa contra os governos PSD, fale dos que existiram, e, não do único que, antes de ser... já não era. 

       Penso que a política muito se desacredita pela falta de rigor nas afirmações que em seu nome são emitidas.

Há tantos factos que podem servir de paradigmas para atacar este ou aquele governo, de qualquer cor, que não consigo entender porquê vão – sempre -  buscar Santana Lopes por tudo e por nada!

Chego a pensar que o temem pelas qualidades que publicamente lhe negam, mas que, no íntimo, lhe reconhecem, com tal convicção, que não se cansam de o tomar como referência! – Será?

Que outra leitura se poderá fazer de circunstâncias tais – não vejo.

10.jpg

Outro assunto que me surpreendeu, foi o quase silêncio sobre a morte de João Coito!

Então um português ligado de raiz a alguns jornais, que criou e, ou, serviu durante toda uma vida, um homem com uma inteligência, um bom senso, uma coerência e fidelidade de princípios que corajosamente – sempre - defendeu com a sua notável maneira de comunicar pela escrita, o que mereceu dos ”oficiais do seu ofício”, dos colegas de trabalho, das redacções dos jornais onde trabalhou e serviu, foi pouco mais do que um vil  esquecimento !

                coito.jpg (7860 bytes)

Não conheci João Coito, senão das crónicas que apresentava na televisão, de artigos de jornal, e das homenagens que prestava por escrito a quem lhe merecia admiração ou respeito e, confesso gostava de o ler. Ele era natural da cidade da Guarda – onde vivi – ou de lá perto, e, então tinha amigos por lá, que o consideravam como o Homem ilustre que era.

Vem estes comentários a propósito de eu pensar que enquanto para além do qualquer pendor político, não for possível fazer justiça às pessoas que professam diferentes ideais será difícil, senão impossível haver paz.

                  

Não pertenço a qualquer partido político, mas admirei a Honestidade de Guterres, como também admirei a Honestidade de Marques Mendes no seu esforço de serem opositores sem serem demolidores.

Um e outro sucumbiram ao seu esforço de moderação.

Qualquer deles se cruzou com “rondosocranianos”em força no seu percurso e, como se sabe as avalanches esmagam tudo por onde passam...

 

Maria José Rijo

 

estou: O despertador- jornal
música: a visita nº 12

publicado por Maria José Rijo às 20:23
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3 comentários:
De Xavier Martins a 16 de Fevereiro de 2009 às 21:32
Hoje poderá mesmo dizer que estava por detras da
porta ...
estava mesmo a espera que ele entrasse para o blog.
Os meus Parabens por mais esta visão - neste mundo
"cão" - é assim que eu acho a politica.
Todos por um osso !!

Gosto sempre de apreciar a sua lucida visão da classe
em questão.
Gosto dos seus artigos de opinião.
Os meus PARABENS

Com amizade

Xavier Martins


De Dolores e Avelino a 16 de Fevereiro de 2009 às 22:04
Nossa querida Tia
Mais um texto excelente - qual deles não o é?
aí é que está a verdade.
São todos muito bons e muito lucidos, esse é o
ponto (também forte) a lucidez com que olha e como
fala delas.

Bem haja tia
por este blog magnifico.

Tia este fim de semana tivemos leitãozinho assado
foi o Lourencinho que era o leitão dos meus
primos. Estava uma maravilha.

Um beijinho tia
desta sua familia de França

Beijinhos

Dolores e Avelino


De Gustavo Frederich a 16 de Fevereiro de 2009 às 23:29
Muito boa noite
Nesta noite fresca, onde certamente a neve não vai
faltar.
Noite branca - cheia de saudades da Primavera que
parece - aí - começa a pintar o chão que a Tia pisa,
nesses campos Alentejanos.

Tia querida
É tão bom caminhar por aqui a seu lado, olhando
no mesmo sentido, sentindo os mesmos perfumes
que a tia sente nesta vida.

Os meus gatos morreram, foram atropelados...
Estou longe como sabe, a Russia não é ao voltar
da esquina... mas tenho uma outra novidade, mesmo
muito boa mas direi quando regressar a
Estocolmo.

Um beijinho Tia querida
Que o regresso da Primavera traga sorrisos ao
seu coração

do seu sobrinho

Gus


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