Quarta-feira, 25 de Março de 2009

A visita de despedida

Jornal O DESPERTADOR

Nº 249 – 25 de Março de 2009

 

 

 

À primeira vista parece com este título, vou desaparecer de circulação!

Não é o caso.

Tenho, por força de circunstâncias várias, que alterar hábitos e compromissos. Gostando de cumprir civilizadamente o que considero as minhas obrigações de amizade e deferência para quem me merece estima e consideração, aqui estou a contar que afastando-me fisicamente de Elvas – porque de coração e atenção, estarei sempre, tão atenta, quanto puder – as minhas visitas – mais ou menos quinzenais, passarão a acontecer, só, se, e, quando me for sendo possível.

                   

Sendo de despedida a visita, gostaria que fosse leve, o assunto de conversa mas, como nem tudo é de nossa escolha, terá que ser para contar um triste, quase escabroso, facto.

Escrevi e assinei – como é meu uso - uma opinião sobre obras em Elvas que – penso – denigrem a cidade. Usei um direito igual ao de quem, com a mesma frontalidade, o quisesse contradizer.

                

Quem me conhece sabe que uso o computador apenas para escrever e imprimir. Tendo embora Internet só sei consultar uma pequena lista. Dela fazem parte, de Elvas, apenas – os que têm rosto – Câmara dos Comuns – Dina – Dualidades – Tasca – e – logicamente o honesto – Zé de Melo – que, funciona como uma voz da cidade, que embora se não identifique, frontalmente, procura ser – a voz de todos.

                

Daí a minha surpresa, quando na minha caixa do correio apareceu escrita em computador uma carta sem assinatura que transcrevia – parte – de um texto insultuoso que – estaria na net – no blog de um individuo do sexo feminino, (que em nome de homem se disfarça) – e, de cujo bilhete de identidade, me forneciam cópia, que juntavam.

Não fora isso e teria ido tudo directo ao lixo – sem sequer ser lido como uso fazer, em tais casos.

Pedi a pessoa amiga que visse se era verdade.

 Que sim! - Foi-me dito.

 Como não falo com fantasmas, passei adiante, e – fiz questão de não ler o texto – de que só conheci a mostra que recebi e prova o que “vale” o anónimo que o produziu.

A cópia do documento, que vinha anexa, enderecei-a ao próprio indivíduo com uma pequena carta manuscrita em que dizia apenas, mais ou menos isto: - recuso-me a acreditar que “…” tenha escrito tais coisas…

Seja frontal – assine o que escreve – não se esconda sob nomes falsos ou anonimatos.

Já obtive resposta com aviso de recepção, que, como é lógico, não fiz gosto em conservar…

                     Entre Linhas...

E, meu conto terminado, já que mais nada posso fazer por quem parece muito temer, quem muito desdenha – dou o assunto por encerrado dizendo como o Bocage quando devolveu cheia de rosas a canastra que cheia de lixo lhe haviam mandado.

 Cada um – dá do que tem!

Até que Deus queira!

 

Maria José Rijo

 

estou: nº 249-25-Março-09
música: A visita nº 26

publicado por Maria José Rijo às 20:14
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3 comentários:
De Adalgisa Alexandra a 25 de Março de 2009 às 21:35
Querida Tia
Hoje estou muito contente sabe que me ofereceram
um peixe ? Pois e os meus gatos levam o tempo a
olhar para ele e fazem uns olhares...
qualquer dia...
não que eu não vou deixar que me comam o Nemo.

Fiquei feliz com o seu comentario.
Grata tia

Gisa

e beijinhos para a sua Mana


De Gustavo Frederich a 25 de Março de 2009 às 23:20
Ontem li, reli o seu comentario e gostei, claro, quem
não gosta de um miminho de tia?
Poesia são as suas palavras, a forma como transporta
flores pelo vento, sorrisos no horizonte...

Realmente Florbela é um mundo onde gosto de
caminhar, estar e ficar a olhar, peso nas suas
palavras como se elas tivessem asas e têm, pode
acreditar que sim.

Caminhar lado a lado consigo e com Florbela é o
melhor que me poderia acontecer.
Fico sempre lisongeado com a dedeicação e o
carinho com que elas chegam a mim.
Os meus gatos , Picolino e a Bambina estão aqui ao
lado, quase não me dão espaço nem para escrever.
Mas gosto destes bichinhos sempre amigos e sentem
a tristeza como nenhum outro.
.............
LÁGRIMAS OCULTAS


Se me ponho a cismar em outras eras
Em que ri e cantei, em que era q'rida,
Parece-me que foi noutras esferas,
Parece-me que foi numa outra vida...


E a minha triste boca dolorida
Que dantes tinha o rir das Primaveras,
Esbate as linhas graves e severas
E cai num abandono de esquecida!


E fico, pensativa, olhando o vago...
Toma a brandura plácida dum lago
O meu rosto de monja de marfim...


E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim!

............

Gosto muito de si tia
Beijinhos tia

Gus


De Flor do Cardo a 25 de Março de 2009 às 23:42
Assim que Aristeu me contou vim ver e ler com os
meus próprios olhos e ... Credo... o fim do mundo
está proximo... eh, eh , eh...
Pequei no telefone e liguei para aí.
Pelo que me contaram daí... a cidade está nos cascos
e claro- eleições á vista - tudo é
olho por olho... dente por dente ...
sempre a mesma coisa - em qualquer
lugar do mundo!

Pelo que ouvi a nova Pide continua com muita força
e quem ousar abrir a boca - zás - é o que se lê lá
por aqueles lugares abertos para que cada um -
mas escondido - diga as barbaridades que acham
serem verdades, não é... ehh, eh, eh,

Quem anda à chuva molha-se...
Mas também os cães ladram e ladram... mas a
caravana passa...
Só temos de rir. Haja boas risadas e alegrias.
Força minha amiga continue como até aqui.
Parabens Parabens pela frontalidade lema sempre
das Á la Minutes e agora Sempre nas Conversas
Soltas.

Um abraço de todos nós
Luciano



Ah o Américo já está melhor e diz que o Elizeu
um amigo dele lhe mandou todas as papeladas
que por lá circulam.
Aguardamos.

Um abraço



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