Sexta-feira, 24 de Abril de 2009

Por decalque...

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.274 – 23 – Maio – 2003

Conversas Soltas

 

                                             

Ainda estava a ler: “um olhar novo sobre uma velha questão,” opinião de João Aranha – sobre o caso de Olivença - e já estava a alinhavar, mentalmente, os meus comentários à cerca de “ um velho olhar sobre uma nova questão : o parque subterrâneo sob a “Praça Coração de Elvas” – a ampla ante - câmara que tendo o céu por docel,  faz o abraço amplo e amoroso da cidade à Igreja de Nossa Senhora da Assunção, a nossa nobre Sé...

É verdade.

E, estava por várias razões...

           

Uma delas é parte da frase – referente a Olivença – com que concordo em absoluto, e que diz assim: (passo a citar)

De onde será sempre estultícia pensar que a sua opinião pode ser dispensada num exigível referendum ou poderá ser ultrapassada por uma força de “direito” imposto de fora...etc. etc. etc...

                             Castle of Olivenza

Se bem entendi, João Aranha, estava a dizer que, em certas situações, só a população pode ter a palavra final. E, que, no caso de Olivença, já pesará mais do que a posse “de direito”, a posse de “facto”, que só a voz do povo poderá exprimir.

Resumindo: mais pesa do que a força “legal” de algumas decisões a força do sentimento das raízes do coração de quem vive e ama a   terra onde nasceu , a sua terra.

É verdade isto, e vem a propósito para afirmar que, quer eu, quer muito boa gente, não somos capazes de pensar sem um profundo arrepio de medo que “o tal parque” possa vir a acontecer sem que Elvas, fora de constrangimentos, diga de sua justiça.

Estamos respondendo à história.

Estamos a mexer no aspecto físico da nossa cidade.

E, se pensarmos que não estamos propriamente a fazer obras no jardim da nossa casa, se tal pensarmos, ainda estaremos a tempo de não atentar contra a voz dos tempos.

Ninguém nega a ninguém o poder que em democracia advém de maiorias.

Porém, ter sido eleito não desobriga, antes pelo contrário, mais obriga, a dar cumprimento a essa vontade, qualquer que ela seja.

Preciso e necessário é conhecer essa vontade, e agir de acordo...

Tão simples como isto!

Apenas isto!...                                    

Porque só assim se afastarão do futuro, as sombras que nos ofuscam no presente.                                                  

 

 

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 22:18
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6 comentários:
De Gustavo Frederich a 24 de Abril de 2009 às 23:23
....................por favor veja se quando fui
mudar o botão de rosa da jarrinha do meu
canto, terei deixado sobre a cadeira de
balouço o livro que ando a ler. Espero que sim. Agradeço que mo diga porque o poema que
queria mostrar-lhe estava numa folhinha
branca intercalada entre as páginas finais,
mas não leia sem que eu lhe diga está certo?
- talvez altere ainda algumas coisas.
Já sabe que quando me ponho a brincar
com os gatos
................

Oh Tia
Li um bocadinho - fiquei a pensar mas nem
terminei de ler - porque era feio estar a ler
escondido, apesar de me roer de curiosidade...
Espero pois que me mostre - por completo
essas palavras feitas de luz, de perfume das
flores, de água nas petalas... espero com imensa
curiosidade - que possa eu ter o prazer de
caminhar a seu lado.
Reparei pois... naquele seu botão... lindo e
perfumado...
Os gatos estão aqui olhando-me como que
procurando os seus olhos, o seu sorriso e afago.
Da lareira vem aquele quente agradavel, nas
noites frias é consolador...
Como é bom!

Aguardo ... esse poema ... quero ve-lo e ouvir o
som das palavras como a clareza e beleza das
fontes de águas correntes.

Receba um beijinho
e muito grato pelo carinho, minha tia tão querida.

Deste seu sobrinho
Gus


De Aristeu a 25 de Abril de 2009 às 00:31
Tia
Muito obrigado pelas suas palavras.
O Tio Américo está mais ou menos...
Não tenho eu - grandes esperanças, mas...

Muitos beijinhos

Aristeu


De Dolores a 25 de Abril de 2009 às 00:37
Tia tão querida
Desculoe a minha ausencia ... mas só agora a
gripe saiu desta casa - agora ja estamos todos
bem graças a Deus.
E a Tia? E a sua Mana?
Espero e desejo que tudo esteja bem de saúde.
Tenho uma novodade a Magé agora para dormir
pede a sua foto e sorri para si e diz, tia.
Ficamos muito feliz com este gestinho.
Espero que também goste desta novidade da nossa
menina.

Muitos beijinhos e bom fim de semana.
Nós vamos a Lurdes e lá espero rezar por si e pedir
muita saude para sua casa.
Muitos e muitos beijinhos

Dolores.

Ah eu e o meu Avelino ganhamos uma valsa a
prémio nos nossos bailes da saudade.
Quando me vi com uma faixa azul só me lembrei
da Beatriz Costa num dos filmes dela. Recorda-se?
Muitos beijinhos Tia

DOLORES


De Cilene a 25 de Abril de 2009 às 00:46
Tia querida
Tão querida em me responder.
Gosto muito de si, acredite. Não nos conhecemos
é verdade, mas este blog me levou ao seu coração
e a tia ao meu.
Estive a ler ... as noticias... a tia sabe... tenho pena...
mas é a vida das pessoas... é assim...

Gosto tanto de si.
Beijinho no seu coração

Cilene


De Aristeu a 25 de Abril de 2009 às 16:29
Querida tia
O tio Américo partiu.

Sinto muito ter de lhe dar esta triste noticia, mas
é a verdade.
O Tio Américo partiu, estamos consternados...
Um beijinho para si

Aristeu


De Maria José a 26 de Abril de 2009 às 11:34
Meus muito queridos
Passei parte do dia 25 em Jorumenha, regressei tarde e cansada. Só agora abri a net e li a triste notícia.
Penso, ser capaz de avaliar a vossa mágoa até pelo difícil trajecto que conduziu a este desfecho.
Sabendo, sentindo, como se regem pelo culto e respeito de valores de amor de família e amizade reconheço que momentos destes são bem difíceis de ultrapassar, mesmo para aqueles - como vós- que tudo fazem para proteger quem vos quer bem.
O tio Américo, a seu jeito, procurou o caminho que a todos está aberto.
Que convosco fique a paz de lhe terem dado amor e tolerância para esse seu jeito, que não sendo o vosso,souberam aceitar com companhia e amizade que - tenho a certeza- o confortu até ao fim.
Às vezes o querer bem também se mede pelo desespero.Pobre Tio.
Vamos rezar por ele e sorrir com a lembrança da sua vaca com chapeu e todo o rasto de alegria que, sinto, ele deixou nas vossas vidas.
Não sei dizer como , ou quanto vos quero bem - mas sinto que o sabem adivinhar
Abraço-vos com força - Tia Zé.


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