Sábado, 25 de Abril de 2009

Em dia de arraial

Jornal o Despertador

Nº 216 – 19 – Setembro – 2007

A Visita – 11

Em dia de arraial

 

A entrada na histórica cidade de Elvas, faz-se através de “portas” cuja beleza, se extasia os visitantes, já quase passa despercebida aos naturais, que, de tão afeitos a elas, por elas passam como se fossem transparentes – já nem as vêem – embora não deixem de as olhar.

Não há porém quem quer que seja que desconheça os seus nomes e a sua localização.

É, até, por referência a elas que se indicam ruas e becos, se evocam lembranças e lugares, se faz a história do dia a dia...

Eu vinha ali “às portas”quando começou a trovoada...

Eu ia saindo “às portas” quando “o” ou “a” encontrei...

Quando entrei “às portas” pensei: - já estou em casa...

E, não importa quais “portas”; que sendo elas quaisquer, são as da cidade, as nossas, as de casa...

Porém, Elvas, tem, além delas - além destas - duas portas mais, que estão abertas para o céu.

Por elas, entra, sai, e caminha confiante – o Senhor da Piedade no seu Santuário, e, as de Sua Santíssima Mãe – Nossa Senhora – Nossa Senhora da Conceição.

Por Mãe e Filho, Elvas, clama com fé, em todos os actos solenes da sua vida.

           

Por Mãe e Filho, procura entrar nos Seus corações...

Um novo elvense nasceu, pais e avós, fazem o caminho para sua apresentação - porque se baptizou - repetem-se os mesmos passos, e, assim, vida fora, tudo que representa amor e esperança, se divide em oração, com a Mãe de Deus, entronizada entre nós, na capelinha sobre a muralha, e com Seu Divino Filho, que até há bem pouco tempo habitava no sossego, dos arredores entre hortas e vergeis.

 A oito de Dezembro, todos, em peso, como agora em Setembro, vamos adorar Seu Divino Filho, à Igreja da Piedade, costumamos adorar a Padroeira de Portugal que da sua pequena ermida como uma sentinela, lá do alto nos protege e vigia, como padroeira da cidade que também é.

Assim que, hoje, em dia de arraial, quando o Senhor Jesus da Piedade é unanimemente saudado, pensei não deixar esquecida Nossa Senhora da Conceição.

E, para que a saudemos, também, como Mãe de Deus e nossa . Digamos, todos, de coração pleno:

           Senhora da Conceição

Mãe de Misericórdia

            Protectora da nossa gente

Vida, doçura, esperança nossa

             Nós vos amamos

Salvé! A vós bradamos

              Cheios de fé e confiança

Mãe de Deus e nossa Te saudamos:

               Salvé Raínha

               Salvé Mãe de misericórdia

Mãe de Nosso Senhor Jesus de Piedade

Salvé!

 

Maria José Rijo

 

estou: A visita nº 11
música: Jornal O Despertador - 2007

publicado por Maria José Rijo às 19:43
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6 comentários:
De Adalgisa Alexandra a 25 de Abril de 2009 às 20:15
mais um excelente texto, no dia da Liberdade.
Tia queria deixar aqui também um beijinho para a
sua familia do Brasil, já que o Sr Américo partiu.
Um beijinho

Gisa


De Xavier Martins a 25 de Abril de 2009 às 20:33
São excelentes os seus artigos.
A forma como a Senhora escreve fala-me ao
coração.
Um abraço neste dia da Liberdade.
E já agora, aproveito o comentário para deixar , aqui
um abraço ao Aristeu e à sua familia, que teve hoje
a perda do Sr. Américo.
Liberdade, num dia de Liberdade.

Com amizade e admiração

Xavier Martins


De Maria José a 29 de Abril de 2009 às 17:14
Xavier Martins
como confessa que tem vindo a Elvas algumas vezes
chego a pensar que já nos teremos cruzado algumas vezes por essas ruas.
Se assim for , ou, já foi, sinto-me em desvantagem.
Xavier Martins com a profusão de fotografis que a Paulinha mostra de mim - identifica-me.
Eu, a si ou a sua Mulher - não!
Estou a queixar-me da desvantagem.
Um abraço
Maria José


De Gustavo Frederich a 26 de Abril de 2009 às 22:52
Acredito que hoje sem texto...
È sinal de luto...
Pela partida do Tio Américo.
Deixo aqui um grande abraço à familia enlutada.

Um grande beijinho minha Tia
Gus


De Maria José a 29 de Abril de 2009 às 17:06
Gus - já que começou a ler - leia o resto.
Não se constranja! e, se achar que vale a pena leia alto para que o ouçam a nossa família e os nossos amigos .

Beijei a Vida na boca
numa entrega de Amor
louca
como a força de nascer
da semente
que no negro ventre da terra
germina
quebrando a crosta do chão
na proura - que pressente -
do céu
que não lhe dá mão
nem á erva que desponta
nem à boca sequiosa
nem à beleza da rosa
nem à fonte, que o rio, sonha
nem aos vermes nas funduras
nem às aves nas alturas
nem aos loucos
que - o - procuram no Amor

O céu é sonho presente
a distâncias sem medida
sempre alto sempe à vista
mas sempre longe da gente.

conto sempre com a sua tolerância - beijinhos
tia Zé


De Helder Machado Assis a 26 de Abril de 2009 às 22:58
Parabens por este magnifico blog.
Sou um leitor assiduo de todos os dias.
Gosto imenso da sua Lucidez e a forma de
encarar a vida .

Cumprimentos

Herder Assis


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