Quarta-feira, 27 de Maio de 2009

Pobre Praça – Pobre Elvas

Á Lá Minute

Jornal Linhas de Elvas

Nº 1.815 – 13 de Dezembro de 1985

 Pobre Praça – Pobre Elvas

 

Quanto pintarão a Sé de azul celeste, ou em qualquer outro tom bem digno das vivendas dos “francesas de Pega?”

Foi o irónico comentário que me ocorreu quando vi demolir a bela frontaria de azulejos do velho e nobre edifício onde funcionou o Banco de Portugal.

         .

Mas, eu sou apenas uma pessoa, entre as muitas que sentem estas “desgraças” mas não têm voz autorizada para as comentar ou impedir! – Tanto mais que partimos todos dum principio – em que acreditamos – de que há poderes públicos instituídos para evitar estes atropelos, impondo e orientando critérios que defendam o património da cidade.

             

Assim que, quando alguém, que sendo elvense e arquitecto, nos surge – por saber e competência – a dar voz ao lamento de toda uma população que pasma com a criação dum monstro que desfeia a sua mais bela praça – nos sintamos agradecidos e encorajados para dizer:

          

-- É urgente rever os critérios que permitem que se altere a fisionomia dum burgo lesando irremediavelmente o património dum povo, por interesses de acaso, ou incompetência inadmissíveis.

É urgente reconhecer que, assim, todos ficamos mais pobres, mais tristes e envergonhados.

 

Maria José Rijo

 

estou:

publicado por Maria José Rijo às 00:11
| comentar | Favorito
partilhar
3 comentários:
De Adalgisa Alexandra a 27 de Maio de 2009 às 01:19
Deixo um grande
Beijinho
minha Tia
e boa semana

Gisa


De Xavier Martins a 27 de Maio de 2009 às 01:23
Realmente cara amiga
Terem atirado por terra o bonito edificio do Banco
de Portugal foi uma lamentavel afronta
não só a Praça em si mas também para toda a
cidade e agora ali está aquele elefante branco
a estragar tudo - no entanto eu também acho que
o elevador novo - la - agora - também se juntou
ao elefante branco e ...
Credo - que horror...
Mas gostos não se discutem e cada um gosta do
que gosta...
Uma calamidade.

Um abraço e Parabens por mais este artigo

XAvier Martins


De Maria José a 31 de Maio de 2009 às 00:06
Xavier Martins
Não cuide que o "seu" blog está esquecido. Acontece que as tarefas do Turismo enfiam umas nas outras. São feiras atrás de feiras e com horários fora do comum como é obvio nestas circunstâncias. Daí que a"victima"destas faenas ande absolutamente sem tempo para nada e eu até me custe ve-la actualizar este.
Obrigada pelo seu comentário. Verifico que conhece Elvas com minúcia e, como eu e muito boa gente mais, lamenta alguns atropelos que foram acontecendo.
Um abraço grato - maria josé


Comentar post

.Maria José Rijo

.pesquisar

 

.Abril 2017

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
10
11
12
13
14
15

17
19
20
21
22

23
24
25
26
27
28
29

30


.posts recentes

. A afilhada da Tia Zé

. Páscoa - 2017

. Homenagem a Maria José Ri...

. Cá Estou ... - 1

. OLÁ Dolores

. 2007 - 2017 = 10 º Aniver...

. ENCONTROS DE CIRCUNSTÂNCI...

. Recado para os Sobrinhos ...

. Saudades

. A Feira de São Mateus 201...

.arquivos

.tags

. todas as tags

. Dia de Anos

. Então como é ?!

. Em nome de quem se cala.....

. Amarga Lucidez

. Com água no bico

. Elvas com alguma rima e ....

. 28 de Fevereiro...

. Obras do Cadete

. REGRESSO

. Feição de nobreza

.links

.Contador desde- 7-2-2007

Nova Contagem-17-4-2009 - @@@@@@@@@@@@@@@@ @@@@@@@@@@@@@@@

@@@@@@@@@@@@@@@ A Seguir-nos por aqui. Obrigado @@@@@@@@@@@@@@@@ free counters
Free counters @@@@@@

.Pensamentos de Mª José

@@@@@@@@@@@@@@@@@

@@@@ O caminho acaba ali... Ali onde começa a descoberta, O caminho é sempre estrada feita O fim do caminho É uma porta aberta... Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@ Quando o homem se render à força que o amor tem e a arma for oração pulsará na vida a paz como bate um coração. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Ser semente do futuro, é a mensagem de esperança, Que como um recado antigo, A vida nos dá a herança.- Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@ Eu penso, que é saudável e honesto reconhecer e respeitar as diferenças que nos individualizam no campo, também dosi deais.----- Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@ Há uma tal comunhão entre a obra e o autor Que até Deus concebe o Homem e o Homem - o Criador! Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ UMA IDEIA : É uma LUZ que se acende i nesperadamente no nossos espirito iluminando um caminho novo. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Sei para onde vou- pela ansia de galgar a distância- de onde estou- para o que não sou. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ A solidão é o que preenche o vazio de todas as ausências. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Quando na vida se perde, Um amigo ou um parente, P’ra que serve a Primavera? Se o frio está dentro da gente. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Mesmo sobre a saudade, a doçura do Natal, embala cada coração como uma música de esperança. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Em passadas de gigante nobre de traça e idade vem da nascente p'ras fontes dar de beber à cidade. -- Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Nas flores como nas pessoas, ás vezes a aparente fragilidade também pode esconder astúcias e artificiosos bluffes ”. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ A cada um seu direito, A cada terra seu uso, A cada boca um quinhão, A cada roca seu fuso, Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ Seja cada dia um fruto- Cada fruto uma semente- Cada semente o produto- Dos passos dados em frente. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ Coisas e loisas esparsas- Como a ferrugem – se pica- Como a lama dos caminhos- Se pisada… nos salpica. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ Todos os dias amanhecem Crianças Pássaros Flores ! Sobre a noite das crianças Pássaros Flores que já não amanhecem Amanhecerá! Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ Ao longe vejo Olivença Mais perto, Vila Real A meus pés o Guadiana Correndo manso – na crença De que tudo é Portugal Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Pátria sagrada de povo, Que emigrada- ganha pão, estás repartida- mas viva Se te bate o coração. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Portugal mais se define Onde a fronteira se traça Pode partir, mas não dobra Quem defende Pátria e Raça Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Bom seria se os recados do nosso coração chegassem ao ouvido de quem os motiva, porque então saberíamos como somos queridos e lembrados sem necessidade de telefones ou cartas. As comunicações seriam de coração para coração como a música de alma que se soltasse de um poema. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@

.ARTIGOS PUBLICADOS Em :

Jornal Linhas de Elvas - Desde 1950 @ @@@@@@@@@@@ Jornal da Beira - (Guarda) @@@@@@@@@@@ Jornal da Ilha Terceira (Açores) @@@@@@@@@@@ Jornal O Dia @@@@@@@@@@@ Jornal O Despertador @@@@@@@@@@@ Revista Norte Alentejo @@@@@@@@@@@

.LIVROS PUBLICADOS:

-E vim cantar- 1955@ -Paisagem- 1956@ -Rezas e Benzeduras- 2000@ @@@@@@@@@@@