Domingo, 7 de Junho de 2009

E pronto, terminou a campanha eleitoral…

Á Lá Minute

Jornal Linhas de Elvas

Nº 1.806 – 11 de Outubro de 1985

 E pronto, terminou a campanha eleitoral…

 

E pronto! Terminou a Campanha Eleitoral, e quem ganhou – ganhou; e quem perdeu – perdeu!

Nós todos também ganhamos. Ganhamos a prova da resistência e a prova da paciência de aturar horas e horas, o desencanto de abrir a rádio e o televisor, e ver e ouvir verdadeiras maratonas, em contra relógio – de verdades e mentiras, tão baralhadas e confundidas que se tornavam irreconhecíveis.

              

Depoimentos amargos, desesperados, pungentes, aproveitados e explorados com má fé e impudor – agressões grosseiras, ordinárias – a todos os valores morais que sustentam a nossa condição de gente.

Enfim! – Terminou a venda em haste publica da pomada das velhas (receitas) que pelo que se viu e ouviu, prometendo a cura para todos os males, sem os evitar foi pelo menos tentada por todos os meios, incluindo o mau gosto do “retrato de feira” (com o amor em pensamento) aparecendo expresso no cantinho à esquerda que é, como se sabe, o lado do coração.

Por uns tempos fechar a tenda dos milagres e no ar ficaram apenas o eco esperançoso – ou traiçoeiro – das palavras… a lembrança das caravanas de músico “alti-soante”, como era próprio do anuncio dos circos e saltimbancos, nos velhos tempos, já idos, quando as piruetas eram coisas de oficio de palhaços…

        

Das afirmações proferidas pelos políticos “encartados e juramentados” e dos outros “não obstantemente” desejosos de o ser pouco mais ficou – do que o medo de continuar a ouvir falar “práfrentemente” em: “diálogos produtivos” – “encontros frutuosos”“conversas férteis”…

Desse formulário já conhecemos os efeitos (vão 11 anos de teste).

Porque assim como trabalho gera riqueza, essas conversas, promessas e diálogos, se deram fruto, geraram apenas palavras … palavras… palavras…

            

“Palavras leva-as o vento”

.

E todas o vento já levou, desde as falsas às verdadeiras, às belas e às perversas…

Perdido até esse “manto diáfano da fantasia” – resta-nos “a nudez forte da verdade”.

Olhemo-nos lucidamente seja de quem for a ilusão de ter ganho, e saibamos todos:

Ninguém ganha ou perde, num pais que se perde – todos se afundam! – Porque as nossas mãos se recusam ao trabalho e as nossas bocas o vestem e despem de palavras verdadeiras, falsas, belas, feias, generosas, perversas, mas…

Palavras… palavras… palavras…

 

Maria José Rijo

 

estou:

publicado por Maria José Rijo às 23:56
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4 comentários:
De Xavier Martins a 8 de Junho de 2009 às 00:07
Muito oportuno este texto.
Finalmente terminou esta chatice das eleições...
Já passaram - para bem ou para mal de todos
nós.
São sempre excelentes os seus artigos de
opinião e quem não gosta que cá não venha.
É a minha opinião.

Os meus P A R A B E N S

Deste seu admirador

Xavier Martins


De Gustavo Frederich a 8 de Junho de 2009 às 00:15
Excelente Tia
É exactamente o que eu penso destas coisas das
eleições - mas então...

Tia que se passa?
Por onde anda?
... se tiver paciencia volte, Está bem?

E que tal um dos seus poemas?
Pode ser mais um para este sobrinho seu...
que de longe - sente não sei quê nestas palavras
ao vento...

Está tudo bem com a Tia?
Espero e desejo que sim.
Muitos beijinhos

Gus

--

Eu ...


Eu sou a que no mundo anda perdida,
Eu sou a que na vida não tem norte,
Sou a irmã do Sonho,e desta sorte
Sou a crucificada ... a dolorida ...

Sombra de névoa tênue e esvaecida,
E que o destino amargo, triste e forte,
Impele brutalmente para a morte!
Alma de luto sempre incompreendida!...

Sou aquela que passa e ninguém vê...
Sou a que chamam triste sem o ser...
Sou a que chora sem saber porquê...

Sou talvez a visão que Alguém sonhou,
Alguém que veio ao mundo pra me ver,
E que nunca na vida me encontrou!

--
Lágrimas Ocultas


Se me ponho a cismar em outras eras
Em que ri e cantei, em que era q'rida,
Parece-me que foi noutras esferas,
Parece-me que foi numa outra vida...

E a minha triste boca dolorida
Que dantes tinha o rir das Primaveras,
Esbate as linhas graves e severas
E cai num abandono de esquecida!

E fico, pensativa, olhando o vago...
Toma a brandura plácida dum lago
O meu rosto de monja de marfim...

E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim!

---
Muitos beijinhos tia
Gus


De Dolores e Avelino a 8 de Junho de 2009 às 00:19
Concordo inteiramente consigo.
Alias concordamos todos cá em casa.

É um texto de 1985 - mas está actulissimo.
São fantasticos. Eu Adoro esta sua forma
de escrever.
O Adelino está aqui a dizer-me para eu não ser
egoista - vou emendar:
ADORAMOS os seus artigos Tia.
Parabens.

E a Tia já terminou tudo?
Já está no repouso da sua casinha?
Estou preoupada consigo porque a sua idade já
não é para essas coisas.
Poupe-se minha Tia porque se agente não se poupa
ninguém o faz por nós.

Gostamos muito de si.

Dolores
Avelino e Magé


De Aristeu a 8 de Junho de 2009 às 00:30
Oh Tia
Desculpe não ter aparecido mas e a tia está bem?
Li os comentarios anteriores e - passa-se alguma
coisa que eu não tenha percebido?

Espero e desejo que não pois não aguentaria...
Por qaui o Julião teimou em ir novamente na
procura de mel e... novamente foi "quase comido"
desta vez não está nada bem...
Valha-nos Deus...

Gostamos muito de si.
Desta sua familia Brasileira

Aristeu
Luciano e Gilio


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