Segunda-feira, 15 de Junho de 2009

DEDUÇÃO

Á Lá Minute

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.057 – 24 de Agosto de 1990

 DEDUÇÃO

 

“ A PONTUALIDADE é a cortesia dos Reis”

 

Sempre achei sedutora esta maneira de lembrar o dever da pontualidade que meu Pai me ensinou desde criança.

É uma frase que, se à primeira vista, nos parece como uma forma graciosa e ligeira de dizer, não deixa de, numa leitura mais atenta ser entendida, também, como cautelosa e prudente.

Entra um pouco no aviso de:

“Com teu amo não jogues as peras”.

 

Tem, apesar de elegância, qualquer coisa que leva a entender, que há que escolher a forma de se dizer o que tem que ser dito a quem deve ouvir.

Não é medo de usar franqueza. É facto.

É cuidado. Ela demonstra a subtileza imprescindível para que, sem beliscar a “realeza”, se faça a chamada de atenção que obriga os poderosos a cumprir, com todo o rigor, os mais pequenos deveres para com os súbditos.

        

Não lembraria, a quem quer que fosse, fazer esperar os reis.

Pois que se não esqueçam os reis do respeito pela “realeza” de ser gente que também diz respeito aos mais fracos.

E, é aqui, o acentuar das coisas aparentemente “menores” que se descobre dos “maiores”.

Penso que é isso que a frase quer muito especialmente significar:

Quem detém o poder – detém o exemplo do dever.

 

 

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 21:13
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5 comentários:
De Xavier Martins a 15 de Junho de 2009 às 22:18
Gostei D. Maria José Rijo
Gostei imenso deste texto.
Eu sou mesmo de pontualidade britânica como
se costuma dizer.

Mas está excelente.
Os meus Parabens

Xavier Martins


De maria josé a 16 de Junho de 2009 às 17:54
Xavier Martins
obrigada por ter sempre uma palavra de aplauso para o que escrevo.
É mesmo de amigo .
Um abraço grato
maria José


De Flor do Cardo a 15 de Junho de 2009 às 23:18
Cara amiga Maria José
Tenho por cá recebido os jornais de Elvas
e Meu Deus... tantos jornais sem artigos seus...
Se me disser que já não escreve mais - fico triste
embora compreenda - MAS vou suspender
imediatamente o envio do linhas e do despertador
porque sem a sua participação não tenho
interesse.
Não se sinta com este desabafo obrigada a escrever
porque eu vou-me deliciando com os belos artigos
que aqui nos vai mostrando.
Alguns deles já não me recordava, como pode
calcular conheço-os todos mas a minha memória
já não é nada do que era.
Acredite que qualquer dia já nem sei escrever o
meu nome - ainda não é bem assim - mas vamos
nesse sentido.
SE me permite a minha amiga tem um artigo de
que eu gosto muito - é o 17 de Novembro de 1989
e é o jornal nro 2.017.
e também o nro 2.051 de 13 de Julho de 1990.

São dois de que gostei muito e que no momento
me lembro.
Creio que ainda não foram publicados.
Se algum dia tiver oportunidade.

Um abraço
Luciano



Ah!
O amigo Julião agora anda com o gato ás costas
para que não apareça a gata e lho leve...
nem imagina o que é ve-lo sentado na mesa
com o gato preso a ler.
O Gilinho ri a perder e agora na parede que era a da
familia da duquesa - agora aparece o Julião com o
gatinho em milhentas posições e o gato- acredite-
parece que sorri.
O Aristeu anda com o nervos em franja e se o
conheço vai explodir...
não sei como nem quando, mas que vai vai...
Ai amiga para o que ainda estarei guardado?

Um abraço

Luciano


De Maria José a 16 de Junho de 2009 às 18:16
Meu amigo Luciano
Não leve a mal que eu lhe diga que me divirto com as aventuras do gato de fraldas e de seu fiel escudeiro Julião.
Parece uma história das que eu vivi em criança com o meu desejo de proteger todos os gatos vadios pretendendo esconde-los em casa de meus pais.
Um certo dia pretendi conciliar o meu gato com um pardal , que ele de seguida comeu.
Aprendi assim aos cinco anos que o nosso amor pelos outros não se contagia, mas ainda hoje sofro desse desencanto.
Nestes últimos tempos não tenho tido serenidade
interior para escrever.
Há um jovém amigo meu, professor numa universidade que está a tratar da edição de tabalhos meus. Como é natural isso agrada-me Porém preocupa-me. Hesito muito porque isso também me assusta. Valerá o esforço? - tudo o que faço é tão terra- à- terra, tão obvio que me surpreende este culto. Enfim! deixemos correr.
Já pedi á Paulinha para procurar os textos que recorda.Aí está outra atitude surpreendente a sua memória.
Deus lhe pague.
Um destes dias, se Deus qiser, tentarei voltar á escrita, pelo menos esporádicamente.
Um abraço forte e amigo
Sempre grata a Maria josé


De Rolando Palma a 15 de Junho de 2009 às 23:45
É uma afirmação feliz... e muito verdadeira.
Na familia, nos bancos da escola, nas instituições militares... o EXEMPLO é o eixo basilar da disciplina e da autoridade. A autoridade legal é uma coisa, a autoridade moral ... é outra. A primeira emana de leis, boas ou más, mas a segunda rege-se por princípios, assentes nas boas práticas e nos exemplos.

Pena é que, como frequentemente se observa, os detentores do poder não pratiquem as regras dos bons exemplos e... façam esperar os verdadeiros reis, a verdadeira autoridade que os elegeu...


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