Quinta-feira, 30 de Julho de 2009

Um Sonho – Um dever – Um lema

Jornal Linhas de Elvas

Nº 1.818 – de – 3 de Janeiro de 1986

Á Lá Minute

 Um Sonho – Um dever – Um lema

 

1986, chegou ao calendário com um belo cognome de esperança: - Ano Internacional da Paz.

A criação da Paz. É sem dúvida, um dos maiores desafios que se põe à inteligência e à capacidade do Homem.

                            

Mas a Paz e a Justiça, caminham de mão dada, e a justiça começa na maneira, de cada um de nós estar entre os outros. Começa no segredo de cada consciência.

Ao fazer estas afirmações aqui da “minha” varandinha onde vou, como posso, “assomando à lá minute” – fico confrontada publicamente com elas, como já fiquei, quando também publicamente defendi a presidência da Câmara de Elvas para João Carpinteiro.

Disse então:

“ Uma Câmara é uma casa mãe de toda uma população”

É uma casa de serviço.

É uma espécie de cérebro e coração por onde passam todas as mensagens de um corpo vivo (que é a cidade) – que tem que ser protegido para que progrida e se desenvolva em equilíbrio no seu conjunto sem tumores de miséria, nuns sítios – nem exibições de falsa grandeza noutros.

Uma Câmara terá que repartir dificuldades e bens – com o rigor e justiça de um chefe de família.

Uma Câmara não pode ter enteados porque cada munícipe é um filho da terra e cada elvense, irmão de outro elvense aos olhos da sua cidade “Mãe”.

      

 Incorporo a equipa de João Carpinteiro que começa o seu mandato neste Ano Internacional da Paz.

Se cada um de nós – nos limites da sua medida – criar e viver a sua Paz interior – com a justiça do seu procedimento – estaremos, por certo, todos a colaborar na prática e no espírito desta meta proposta à consciência do mundo inteiro:

A Paz Internacional.

.

Maria José Rijo

 

estou:
música: Um Sonho – Um dever – Um lema

publicado por Maria José Rijo às 22:31
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8 comentários:
De Flor do Cardo a 30 de Julho de 2009 às 23:11
Oh minha amiga
Ainda bem que veio este artigo.
Recordo os primeiros deste ano. Sim mostre , mostre
mais que as pessoas têm uma memória tão curta
e estes artigos mostram verdades que muitos
desconhecem ou se não querem recordar.
Depois o passado está lá... e não se pode apagar
embora haja sempre quem o queira tapar e não
falar dele.
Gostei então e gosto agora.
Até a mim me faz bem recordar - embora o passado
não esteja esquecido.
Parabens por mais este ...
fico aguardando os outros.

.

Agora queria contar-lhe que o meu amigo Julião
escreveu para Portugal e hoje chegou um velhote
um tal de Almerindo que diz ter vindo buscar o
nosso Julião.
Acredita que os dois foram passear a cavalo?
O Julião já não sente tanto calor e estava muito
bem disposto, de regresso entraram num restaurante
comeram do melhor da carta e enviaram a conta
ao Aristeu que apenas sorriu.
Depois... bom agora estão ali na sala a falar sobre
a ida para Portugal.
Depois contamos...

Um abraço

Luciano


De maria José a 1 de Agosto de 2009 às 17:56
Meus Queridos - hoje é um daqueles dias em que me apetecia te-los por perto, sentados todos na boa da conversa dizendo cada qual aquilo de que se lembrasse e lhe viesse ao espirito só pelo prazer de estarmos juntos.
Não gosto de me queixar. Basta olhar em redor para só ter motivos para agradecer a Deus a coisas boas que a vida já me deu - porém, ultimamente, começo a ceder à tentação de confessar que me pesa a solidão, que afinal em muitas circunstâncias aprecio e me é necessária.
Contradições desta inquietude de ser gente.
Tenho seguido na medida do possível as vossas presenças aqui no blog, porém, só dia 29 tive o meu computador de volta. No Algarve a nossa Paulinha salvava a situação, mas aqui em Elvas sem a possibilidade de que eu visse o que ela ia fazendo tudo se alterou. Retomada finalmente a normalidade, alegra-m sentir que estamos de novo mais próximos. Sigo com estupefacção o evoluir das aventuras de Julião e seus acólitos nas insólitas situações que criam
Realmente, só aquele menino de olhos sonhadores que ainda - graças a Deus- persiste na alma do muito querido Aristeu tem a capacidade de olhar com humor e bonomia tanta aventura serôdia...e
dispendiosa.
Para a frescura dos anos de Gilinho tudo isto deve ter o sabor de umas belas gargalhadas, para nós , meu amigo, já é com um certo condimento de medo de que o tempo assim nos perturbe que se consegue sorrir, mas sempre com um certo peso no coração.
Comove-me sempre reconhecer que se lembra das coisas que escrevi. Como contei há tempo há um amigo, professor na Universidade de Evora que sonha editar em livro uma série de coisas. Tem um projecto muito interessante. Já arranjou editora mas, precisa de patrocinadores. Eu assisto grata e um tanto surpreendida mas, quando leio os seus comentários até quase que acredito - como quereria...
Bem gostaria que viessem os tres até cá em Setembro. De 13 a 15 estarei em Fátima se Deus quiser, depois... bem me apetecia ter com quem repartir saudades...
Fecho os três num abraço grande, grande com todo o meu coração
Maria José



De Flor do Cardo a 1 de Agosto de 2009 às 23:40
Minha cara amiga
Realmente a Vida dá sempre uma volta maior
que o nosso passo, pensamentos ou desejos.
Acredito que somos meras marionetes nesta
vida que nos foi dada.
Algo assim, o Gilinho acredita piamente nestas
e noutras coisas e por vezes fico a pensar no
que ele diz e acho realmente que pode ter razão.

Mas sabe minha amiga
Hoje em dia as vidas de pessoas da nossa idade
nem sempre são compreendias - eu como sabe
não me posso queixar - mas há tanta gente que
precisava de um carinho - de um olhar - de uma
mão estendida...
Sei de casos de arrepiar.

O Gilinho quer mesmo ir em Setembro e queria
que eu e o Aristeu também fossemos mas eu
para lhe ser franco não queria mesmo regressar
a Elvas - estou muito desiludido com as pessoas.
O Aristeu nem sei - parece que vamos receber
a Magnólia - que é professora de Filosofia na
Universidade - e parece que o tempo que deram
chegou ao fim - ela voltou cá para casa mas
o Julião ali está a jogar damas e dominó com o
amigo.
O Aristeu teve que meter mais uma serviçal para
eles. Parece que agora só vão lá para terça ou
quarta feira e hoje vão passear e jantar no
restaurante mais chique da cidade.
Valha-nos Deus.

Minha Amiga
não se deixe levar pelas teias da solidão, são
dificeis de suportar mas são assim os designios de
Deus.
Temos sempre que nos harmonizar com a vida.
Bem haja por estes dialogos

Com amizade
Luciano


De Gustavo Frederich a 31 de Julho de 2009 às 10:36
Nestes tempos dificeis minha
querida tia
devo confessar-lhe que estou
desiludido com a vida.
È duro viver e o dinheiro começa a ser
um empecilho... no entanto esta semana
fui visitar um lar de terceira idade e outro
de crianças abandonadas.
A Ambos levei presentes e sorrisos mas...
é pouco...

Estou a pensar seriamente na minha vida.
Deus dirá...

E a tia como está?
Espero e desejo que melhor e cuide dessa sua
depressão - a tia é um ser maravilhoso e tão
especial.
É daquelas pessoas que há poucas.
E é para mim muito importante.
Apesar de estar longe há um laço especial que
sinto - muito ligado a si.
Devo confessar que não entendo mas é um
factor importante - muito importante - neste
momento do que vivo.

A floresta negra - encanta-me de sobremaneira.
Gosto de a olhar, de me perder nos seus escuros
caminhos mas aquela solidão faz-me bem...
Sei que me entende.

Oh tia
Muitos beijinhos

Gus


De Maria José a 1 de Agosto de 2009 às 16:12
Meu Querido
Os seus comentários, mesmo quando neles, não é explícito, trazem-me - sempre - sinal da sua inquietação interior.
Às vezes, quando contam de alegrias, têm a frescura do riso das crianças - porém, quando fala de tristeza,é como se destapasse com mêdo que se vislumbre, o local onde se esconde toda a mágoa do mundo .
Quero dizer que julgo entender que é difícil ajustar o que é profundo ao que é normal e vulgar em cada instante.Mas isso é que faz o caminho.
O caminho é a Vida.
Eu penso que a Vida é igual para todos, como o céu, o mar, as nuvens...
A diferença está em quem a percorre, a vê, a olha,a usa.
Os seus Amigos Padres parecem-me as chaves com que procura abrir o segredo , não digo do fim, mas da finalidade, do percurso sempre diferente de qualquer de nós mesmo quando seguimos lado a lado.
O Gus é bom, porque é bom - mesmo quando não der nada de material. O Gus é bom porque tem consciência da importância da viagem "única?"que todos fazemos e oferece carinho e o ombro amigo até a uma velhota como eu ajudando-me também a acreditar que ainda faz falta, que não é detodo inútil.
O Gus é bom porque sabe quanto vale a sombra e uma árvore, o mistério de uma floresta, o silêncio duma noite, o dom de ver amanhecer...
Quereria muito abraça-lo mas foge..,que posso fazer?!- olhe, mando-lhe um beijinho ternurento
Tia Zé


De Gustavo Frederich a 1 de Agosto de 2009 às 17:36
Minha tão querida Tia
Gosto sempre tanto e fazem-me tão bem os seus
comentários que fico sempre comovido e nem sei
o que dizer.

Outras vezes parece que queria dizer-lhe um mundo
inteiro de palavras que contêm gotas de água
recolhidas nas folhas pela manhã, ou então o calor
dos raios de sol na hora da despedida...
Eu nem sei mas certo estou que me faz muita falta
este nosso convivio diário.
É bom, gratiicante ter aceso a uma Senhora (minha
Tia tão querida) - como parece que eu tenho.
Dou Graças a Deus por isso - não é que eu mereça
esta maravilha de amizade que um dia nasceu e
cresceu.
Caminho a seu lado com prazer.
Adoro ouvir o que me diz.
Obrigado tia por ser tão querida comigo mas...

Gosto muito de si
Beijinhos e grato pelas suas palavras.

Gus


De Malaquias Beirão de Sousa a 31 de Julho de 2009 às 10:42
Olá minha amiga
Permita-me que a trate desta maneira
é assim que a sinto - como uma amiga.

Que bom que voltou a postar. O seu blog é um
prodigio de boa literatura.
Devo confessar-lhe que sinto falta da sua poesia.
Gosto. Gosto imenso de ler a sua poesia.
Tem imensa força.

Fico muito Feliz de te-la de volta.
Mais um excelente texto e acredito - sei - sinto
pelo que conheço de quanto se lê por aqui - de
que foi - sem sombra de duvidas - uma
excelente vereadora - e só pode ter sido da
cultura.
Este blog mostra muito mais do que possa
calcular.
Bem haja
Cumprimentos

Malaquias Beirão de Sousa


De Maria José a 1 de Agosto de 2009 às 18:21
Malaquias Beirão de Sousa - pois de que outra maneira eu poderia pensar em si senão como um amigo precioso que gasta tempo " conversando" comigo através deste vício de escrever que me acompanha desde que aprendi a juntar a letras!
Contava minha Mãe que ainda muito pequena gostava de recortar bocados de revistas e jornais e garatujar o meu nome para fingir que sabia escrever.
Como vê não foi por me faltar a capacidade de sonhar
que deixei de viver acordada.
Realmente fui vereadora da cultura. Servi a cidade e orgulho-me de ter recusado um segundo mandato - por ter a consciência de que os sonhos não têm preço e o que eu sabia fazer já tinha feito de coração.
Obrigada pela sua amizade. São gestos como o seu que nos ajudam a sentir que apesar dos pesares vale a pena apostar na Vida.
Um abraço - maria José Rijo




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