Sábado, 22 de Agosto de 2009

Grão a Grão

Á Lá Minute

Jornal Linhas de Elvas

Nº 1.918 – 11 de Dezembro de 1987

 Grão a Grão

 

Tinha um projecto em mente, distraía-me a olhar para a televisão, perdi o fio à meada e dei comigo a fazer comparações entre coisas de ontem e hoje.

Do ponto de vista da técnica e da ciência, o distanciamento para melhor é incomensurável, mas do ponto de vista do comportamento do homem em termos de civilidade tende-se para o mesmo grau de distanciamento, porem, em sentido negativo.

    

Ouvem-se coisas impensáveis ditas em publico com uma naturalidade arrepiante, como ainda há pouco tempo,o que escutei só atribuível a insensatez ou má educação. Agora parece, que se chama a isso franqueza ou, se calhar, coragem.

Ainda não percebi.

O que percebo, vejo e escuto é que estas coisas acontecem tão frequentemente que já nem se vai dando por elas.

Um técnico de futebol, ao dar a sua opinião sobre um outro disse e repetiu que, esse tal era uma “besta”.

        

Penso que esta definição simplista apenas informou sobre a descortesia do próprio entrevistado e que toda a gente alheia ao meio, como eu, nada mais entendeu do despropósito.

As pessoas que vão a televisão, seja porque razão for, deveriam usar uma certa contenção de linguagem.

Ao dizer-se de um indivíduo que é cruel, desonesto, desleal, vingativo, incompetente, qualquer ouvinte ficará com a noção da falta pela qual ele é acusado.

Tendo como informação de que o visado é uma “besta”, fica-se com a noção de que quem insulta em lugar de informar, nada esclarece e dá mau testemunho porque dá mau exemplo.

      

Não me digam que estas coisas não têm importância porque é da soma das pequenas cedências que provem o clima do relacionamento entre as pessoas e, como tal, a qualidade das nossas vidas.

Especialmente no futebol, onde a linguagem é tantas vezes a semente da violência, parece-me que o treino da moderação poderia fazer parte das virtudes do desportista.

 

Maria José Rijo

 

estou: Grão a Grão

publicado por Maria José Rijo às 21:41
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7 comentários:
De Xavier Martins a 22 de Agosto de 2009 às 22:07
Minha amiga
Realmente e com a sua lucidez habitual
nos vem dar conta de algo que se passou e se
continua a passar.
Os meus Parabens por mais esta opinião
tão interessante e que estão sempre actualizadas.

É isto que me agrada nos seus textos, a minha
amiga consegue que os seus artigos estão sempre
actualizados.

Os meus sinceros PArabens

Xavier Martins


De Maria José a 23 de Agosto de 2009 às 19:43
Xavier Martins
Obrigada por esperar...
Gostaria que o novo tema não o desiludisse.
Confio.
Um abraço
Maria José Rijo


De Adalgisa Alexandra a 22 de Agosto de 2009 às 23:35
Muitos beijinhos tia querida


De Dolores e Avelino a 23 de Agosto de 2009 às 14:46
Oh minha querida Tia
Já eu pensava que não conseguiria voltar a falar
consigo, vi a minha vidinha a passar-me defronte dos
olhos.
Tinha pois pena de deixar a minha familia - pequenina
mas é a que tenho.
E também a tia, que sempre foi e é tão querida para
nós.
Gostamos muito de si e não me esqueço como a
Luizinha sentia uma verdadeira ternura por si, uma
grande admiração por tudo o que escreve e nos
mostra aqui.
Ainda não lhe contei mas quando tudo aconteceu
ela tinha uma foto sua com ela.
Por vezes não entendo mas havia um caminho,
invisivel, entre ela e a tia mas que ela bem sentia.
Algumas vezes nos disse para irmos viver para a
sua cidade.
Mas tudo foi de outra maneira.
Coisas das vidas...

Tia querida já estou em casa e agora mais perto
de si.
Foi tudo muito dificil mas já passou.
Tenho visto na tv que há muito calor para a sua
zona e peço-lhe - por favor - cuide-se, beba água e
não se deixe desidratar.
Quero-a a sentir-se bem - é que precisamos muito
de si.
Acredite Tia querida.

Fique com Deus

Beijinhos

Dolores e Avelino


De Maria José a 23 de Agosto de 2009 às 19:58
Mas que saudades, que saudades, da querida presença da nossa Dolores.
Sabe que cheguei a ter medo de fazer perguntas?
É que as respostas ás vezes, quando as distâncias são, como agora, entre países ainda se tornam ais difíceis de suportar.
Graças a Deus que tudo regressou à normalidade embora seja necessário aprender a conviver com realidades diferentes.
Conto que, a vossa fé, a vossa coragem e a esperança de levar a bom termo essa obra sublime das vossas vidas esteja convosco em cada momento.
Não se preocupem comigo.
Estou bem.
Apenas algumas vezes fico um pouco rabugenta porque quereria fazer coisas que já fogem das minhas capacidades. Só isso.
Beijinhos para os tres, na certeza, de que estão sempre no meu coração e nas minhas orações.
Beijinhos, mais - tia Zé


De Maria José a 25 de Agosto de 2009 às 10:54
Muito queridos - não se sintam na obrigação de escrever, mas, sintam que sempre, sempre, estão na preocupação do nosso afecto por vós. Até minha irmã, em cada dia pergunta notícias da Dolores e família.
Beijinhos e que Deus vos proteja em cada momento.
de todo o coração - a tia Zé


De Maria José a 23 de Agosto de 2009 às 21:24

Gus -meu querido
Esgaravatei e... achei isso.

um beijinho grande
tia zé


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