Domingo, 30 de Agosto de 2009

Tempo

.

.

Restam-me horas paradas, vazias
contraste daqueles dias
luminosos, sadios, envolventes,
agora ausentes
de quando tudo se julga ter, nada tendo...
mas não se aprende
que tudo passa e não se prende
que dizer – eu – ou – meu
não é ser, nem viver
a Vida é a hora – agora
momento que passa – não pára
o tempo não hiberna
nem espera por ninguém
nem de céu – nem de inferno
ele é refém
o momento – é o momento
nada o alarga, nem detém
indiferente à alegria ou à dor
tem a mesma exacta dimensão
sem compaixão
apenas – passa!

Maria José Rijo

 

estou: Tempo
música: Tempo - poemas Maria José Rijo

publicado por Maria José Rijo às 17:36
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3 comentários:
De Gustavo Frederich a 30 de Agosto de 2009 às 18:07
LINDO
Lindo Tia

Gosto tanto dos seus poemas.
São lindos e eu adoro-os porque me revejo neles...
Obrigado minha tia.

Parabens por mais esta maravilha.
Beijinhos


Gus


De Adalgisa Alexandra a 30 de Agosto de 2009 às 20:42
Também adorei .
Os seus poemas são fantasticos.
Lindos mesmo.
Parabens


Gisa


De Aristeu a 30 de Agosto de 2009 às 20:47
Minha querida tia.
Um poema - foi uma surpresa - e Adoramos.
A Magnolia já o tem na mão e já o sabe de cor.
Gostámos mesmo muito da sua poesia.

O Gilinho também já o tem na mala de viagem.
É que hoje disse-nos que vai passar o mês de
Setembro aos estados unidos porque a nova
namorada é de lá.
Imagine.

O Senhor meu Pai não gostou nada da ideia mas
que fazer se ele é assim.

Muitos beijinhos tia
Aristeu


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