Segunda-feira, 7 de Setembro de 2009

Convite !

Conversas Soltas

Jornal Linhas de Elvas

Nº 3.035 - 3 de Setembro de 2009

Convite

 O Linhas de Elvas - faz anos!  - 59!

- Celebremos!

Cada um que só agora chegou ou está a chegar ao seu convívio...

Cada um que o viu nascer, que o viu crescer, que o viu e vê viver.

Cada um que o lê, nele anuncia, nele trabalha ou escreve...

 Cada um que o aguarda semana a semana para que, ele lhe conte, no seu jeito, feito da soma desses vários jeitos, como pulsa e vive a cidade -  que venha à festa !

Está convidado.

Que, para a festa da Vida - com as nossas vidas – somos todos convidados.

Que, Vida, é mesmo isso – estar presente...

E, estar presente é - também - dar testemunho do que se recorda, de quem se recorda, de quem no passado fez o caminho por onde se caminha agora.

Assim que nesta festa, as minhas recordações trazem-me...

Ernesto Ranita Alves e Almeida – o realismo, o rumo – o fundador -  presente em espírito – sempre – e, hoje,  em

seu filho e continuador –

João Alves e Almeida que aqui saúdo!

...Marciano Ribeiro Cipriano – o saber – o bom senso e o bom conselho, a decisão certa, um mentor...

Casimiro Abreu - a criatividade, a aventura, a poesia, o sonho, a fantasia... seu primeiro Director...

José Rijo –o dinamismo, o vínculo ao desporto, trazido da vivência do Colégio Militar.

Sempre, em cada qual de nós - conforme a época - a memória de um ou outro nome dessa plêiade inumerável de colaboradores impossível de mencionar  de cor e que, ao longo destes anos, desde o tempo da perícia dos tipógrafos, revisores... deram vida, com tempo das suas vidas, ao jornal cujo aniversário celebramos.

De quantos lembro, citarei, por todos, apenas de um – um elvense de corpo inteiro – que fez escola – um Mestre – o Senhor José Picão Tello.

                 

Foi ele quem trouxe para o jornal, como figura crítica atenta à vida da cidade -  o “Zé de Melo”- (que ainda sobrevive) .

José Tello foi um homem de cultura e sabedoria. Era a memória viva de uma época. Conhecera, lembrava, sabia, e, contava, ensinava, esclarecia, com generosidade, sobre os mais diversos assuntos da história de vida de Elvas, quem lho solicitasse.

Na sede deste jornal era recebido, com a fidalga deferência que Ernesto lhe dispensava cedendo-lhe sempre o seu lugar à secretária ,  que ele, por amizade aceitava.

Ouvi-lo, era como participar de uma aula de história de Elvas em todos os tempos.

Tanto com ele se aprendia.

Aliás, ele usava também outra “cátedra”- era na Pastelaria “Flor”.

Sentava-se sempre no mesmo lugar, pelas tardinhas, e, era rodeado por amigos e admiradores ávidos de o escutar, aprender e conhecer minúcias de Elvas, dos seus costumes, tradições, gentes...

Foi assim que ouvi que fora ele quem amortalhara António Sardinha - cuja memória venerava – e, de quem tinha uma carta emoldurada, em lugar distinto,  numa parede de sua casa, como muitas vezes vi.

Um jornal, não será jamais – apenas – umas folhas de papel com letras impressas com boas ou más tintas...

Um jornal é – são – essas folhas de papel impresso por onde a vida de uma cidade, de uma região, de um país – se retrata e respira.

Um jornal fala de nascer e morrer, de sofrimento e alegria. Fala do que se ama ou odeia. Do que nos engrandece ou envergonha – porque um jornal tem a medida da grandeza e miséria do que somos capazes de construir...

...Do que somos capazes de ser...

 

Se a cidade dá corpo ao “Linhas,” com a sua vida...

Se a garra de quem reúne os esparsos dessa vivência o lança nas bancas em cada semana...

Se ganha adeptos, amigos, leitores, se com todos convive e por todos é aceito porque é verdadeiro e honesto...

Então o Linhas é, sem dúvida, o nosso jornal, o jornal da nossa terra...

E... o convite impõe-se – que o merece:

Festejemos!

Parabéns!

- Que viva!                 

                             

 

Maria José Rijo                   

 

estou: Convite - 2009
música: Aniversário do Jornal Linhas de Elvas - 2009

publicado por Maria José Rijo às 17:45
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8 comentários:
De Xavier Martins a 8 de Setembro de 2009 às 00:04
Minha amiga
É uma maravilha este seu texto.
O Jornal fica sempre tão mais rico sempre que
a Senhora escreve nele.
Bem haja por este texto indiscutivelmente
bem redigido.
O seu toque é fantástico.
Parabens

Xavier Martins


De Maria José a 9 de Setembro de 2009 às 16:24
Xavier Martins - meu amigo
às vezes sinto que deveria ser mais explicita nas razões porque me atraso a cumprir promessas que faço - mas é jeito meu ter uma certa relação de pudor com o meu corpo, como se fossemos duas pessoas distintas razão que me leva a não expor esse companheiro de tantos anos.
Isto é um bocado louco - é certo - mas a verdade é que eu, ainda não afirmei que não seja esse o caso.
um abraço grato
Maria josé


De Ana Maria Lourenço a 8 de Setembro de 2009 às 00:08
Realmente
Minha Senhora e amiga
O seu blog apresenta sempre maravilhas
como esta de hoje.
Os jornais sobrevivem muitos anos - como este -
porque neles existem pessoas como a Senhora
que escreve com tanta lucidez e carinho.
Bem haja a este jornal que tem o privilégio de
publicar os seus artigos de opinião.
Bem haja a este blog que leva a sua voz, a sua
palavra ao mundo.
Bem haja amiga

Ana Maria Lourenço


De Maria José a 9 de Setembro de 2009 às 16:35
Ana Maria Lourenço
Chamaram-me agora, pelo telefone, a atenção para a data de hoje 9-9 -oo9 dizendo que é uma data cabalistica que abre canais de luz.
Não entendo essas mensagens, mas se tem tanto significado que bom que lhe esteja em "hora de sorte" a agradecer a sorte que eu já tenho de ter amigas como a Ana Maria
Beijinhos - maria José


De Flor do Cardo a 8 de Setembro de 2009 às 00:21
Olá amiga Maria José
Que texto excelente este.
O Jornal do Ernesto, do meu amigo e saudoso
Ernesto bem merece este texto no seu aniversário.

Até estou emocionado.
Rever o Zé Rijo, emocionou-me profundamente.
Belos tempos que se foram e não voltam mais.
A saudade é um enorme espaço que fica no
coração de quem a sente.
Para mim é um espaço enorme, um vazio.
Os meus Sinceros PARABENS
F E L I C I D A D E S
e Alegrias - é o que alegra os corações.

Por coração minha amiga.
Desculpe a minha ausencia mas não sabe ainda,
porque proibi os rapazes de dizerem fosse o que
fosse sem eu autorizar.
Pois bem trata-se que o meu velho coração não
resiste muito mais e lá vai ter que levar a
maquineta do costume. Eu não queria mas cara
amiga tem de ser... tenho que ver o meu neto
que vem a caminho. Não acha?
Pois bem na proxima quinta feira lá vou eu.
O Aristeu está ali a dizer que deveria ter dizer só
depois... nas quem sabe se haverá depois...
(ele está agora a ralhar comigo)
Eu sei que tudo vai ser facil e brevemente estarei
aqui a conversar consigo.
Esta curva não esperava eu na minha estradinha.

Minha a amiga e consigo está tudo bem?
Tem o São Mateus a bater-lhe à porta.
É emocionante o Stembro em Elvas.
Fique com Deus que este velho amigo também
vai com Ele.

Um grande abraço
Luciano


Ah o Gilinho lá está a rir e a saltar.
Deixe ver no que dá.



De Dolores a 8 de Setembro de 2009 às 20:57
Tia
estou-lhe tão grata pelo lindo postalinho que nos ofereceu, a minha Luizinha enternecia-se tanto
consigo, se fosse viva certamente quereria ir a
sua casa para a abraçar.

A tia é uma querida, muito queridinha, realmente.
Gratissima estamos.

---
E sobre este artigo é mesmo muito bom.
Concordo com o comentário da Ana Maria
o Jornal deve alegrar-se bastante de ter uma
pessoa a escrever de graça para as suas
páginas em tantos anos.
Parabens também para si.
Um grande beijinho

DOLORES


De Maria José a 9 de Setembro de 2009 às 17:22
Meus muito, muito, queridos
Que bom que façam parte da minha vida e vão dividindo comigo as vossas esperanças e preocupações.
Ando feliz com as esperanças do "botão" da Flor-e divertida com o "nosso" galã. Ele celebra o aniversário por lá- ou ainda não se sabe'? Fiquei agora um pouco - não muito - preocupada com o marca-passo, como dizem os espanhoes que o meu amigo Luciano vai ganhar.
O Luciano, pode e deve cuidar-se bem porque esse "menino" de olhos pestanudos que eu recordo bem merece o Pai que também o merece .
O meu caso, já é mais complicado.Cada amigo, cada sobrinho vive onde vive, lá onde o diabo perdeu as botas e tendo todos trabalhos de responsabilidade e criançada - por mais afecto que me dediquem isso não lhes acrescenta a disponibilidade. Assim que até agora tenho conseguido manter a minha independência e viver a minha solidão, na minha toca. Porém... Deus dirá.
Vamos a Fátima 13,14, 15, e depois lhes direi que
programa escolherei para mim - se puder escolher.
Confio que sim .Hoje, por exemplo voltarei para Juromenha - confesso que o prazer que a casa me dava se transformou em maçada, cansaço!
Sinto que é a hora e tomar decisões já que ainda disponho das minhas capacidades de livre arbitrio.
Não fora a Paulinha e a minha empregada há que tempo me teria livrado de tudo que estrangula a liberdade desejada por qualquer mortal
Safa! que lamurienta que estou hoje! deve ser por causa da trovoada que nos ronda e torna até o ar espesso.
Amanhã é outro dia!
Depois diga-me a marca da ajuda que eu porei igual para não nos rirmos um do outro.
Beijos para todos e saudades - maria josé


De Flor do Cardo a 11 de Setembro de 2009 às 16:01
Cara Maria José
Realmente a vida tem cada coisa... eu que não
aprecio maquinas de nenhuma espécie e que
sempre desejei que o meu corpo fosse envelhecendo
devagarinho, com as rugas de direito... nunca
pensei ter de ter uma coisa destas para ajudar
o meu velho coração.
Preferia não ter de o colocar - ora que parasse
quando ele lhe apetecese - mas - e há sempre um
mas nestas histórias.
E a qualidade de vida que se tem? - Dizia o Aristeu
já indignado pela minha casmurrice
O avô está mesmo velhote pois já não entende
o que é melhor para si. Se eu pudesse também
punha um no meu! -- era o Gilinho muito sério.
Pois bem que se ponham estas maquinetas para
durarmos mais 20 anos...
Que coisa !
Amiga lá a marca nem quero saber desde que
não me traga mais problemas dos que eu já tenho.
Eu vou já no proximo dia 20 - Se Deus quizer
quando estiverem a sair os pendões já cá canta!
Valha-me Deus.
Coragem amiga precisamos deles que se vai fazer.
Não é?

O Gilinho telefonou a dizer e imagine que se vai
casar.
Estamos todos sem perceber nada de nada.
Diz que é uma antiga namorada.
Depois contamos

Luciano


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