Quarta-feira, 18 de Novembro de 2009

Ora, não é que …

Á Lá Minute

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.048 – 28 de Junho de 1990

Ora, não é que …

         god-bless-america

- Ora, não é que vinda da América – país, de onde emanou um conceito de liberdade e um estilo de vida que provocaram uma verdadeira rotura nos velhos costumes e preconceitos das sociedades, ditas conservadoras, convencionais e hipócritas, nos chega agora o alerta!!!

            

- Ora, não é que se recomenda, como único remédio eficaz contra o avanço da Sida – a monogamia, o casamento só após atingida a maioridade (para haver hipótese de uma escolha consciente para toda a vida), o culto da castidade, antes do casamento, para homens e mulheres e, tudo o mais que foi “insultado” como atraso de vida – no mais doce dos epítetos!!!

        

Assim que, muito embora não se possa confundir virgindade com dignidade, nem casamento com amor e fidelidade – porque – cada coisa é o que é, e não é do rótulo exterior que lhe vem a virtude ou a qualidade, por caminhos dolorosos, quase apocalípticos, a humanidade é obrigada a confrontar-se com as consequências da promiscuidade e permissividade que, com a designação de “modernismo”, “liberalização” e mais não sei o quê – tão levianamente institui como leis de avançada civilização!!!

Homens e mulheres näo têm opiniöes muito diferentes sobre sexo

- Ora, não é que se chegou agora à conclusão de que, pelo respeito de cada qual, pela sua condição de gente capaz de assumir corpo e alma como unidade indissociável, não devendo a alma ofende o corpo nem o corpo ofende a alma – só assim – se poderá conservar a esperança de viver e transmitir vida, como é do bíblico destino!!!

Parece chegada a hora de reavaliar o significado de expressões tais como: - namoro, casamento, compromisso, promessa, dignidade, felicidade, dever, brio, palavra, honra, … etc, etc, etc…

Bem o sentia aquela velha analfabeta – chamada Carolina – essa “Catedrática” da vida, quando às glicínias chamava: - “delicínias…”

É que, também, as palavras que se dizem, precisam de ser respeitadas no seu mais profundo significado, para valer a pena que sejam ditas.

                                   

Glicínia, para ela, não era nada – mas – “delicínia” envolvia a delícia do perfume, da cor lilás dos cachos de flores e, toda a beleza que encantava a sua alma de mulher, ao ponto de, subjugada, confessar: - “até p’ros pobres c’umã mim – viver é bonito!...”

… E, assim, falava verdade porque através da palavra inventada podia sentir o que dizia…

 

Maria José Rijo

 

estou: Ora, não é que …- 1990
música: Ora, não é que …

publicado por Maria José Rijo às 22:00
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10 comentários:
De Dolores e Avelino a 18 de Novembro de 2009 às 22:14
MInha e nossa querida tia
Desculpe a nossa ausencia, mas estivemos de
Férias - fomos para Lurdes - Já que a Fátima agora
nos fica muito longe.
Está tudo muito bem comniosco.
Foi muito gratificante estar em Lurdes, aquela Paz
foi-nos muito agradavel e estavamos mesmo
a precisar disso.
Rezei bastante por si, para que a sua vida agora
possa ser mais Feliz, muita saude para si, também
pedi.
Agora a nossa vida vai continuar, tem de ser.
Muitos beijinhos tia querida
Saudades

Dolores


De Maria José a 19 de Novembro de 2009 às 21:36
Queridos
Feliz por vos saber bem venho deixar um abração
tia Zé


De Adalgisa Alexandra a 18 de Novembro de 2009 às 22:17
Mais uma maravilha de texto.
Como sempre.
Os meus Parabens

Muitos beijinhos

Gisa


De Maria José a 19 de Novembro de 2009 às 21:41
Gisa querida
hoje é quase um telegrama, mas ontem estive em Juromenho a arranjar os canteiros da varandinha e, parece que fiz o jogo da selecção...
Beijinhos - tia Zé


De Xavier Martins a 18 de Novembro de 2009 às 22:21
Minha Senhora
Realmente a Senhora tem um livro imenso de
belissimos textos
As datas não querem mesmo dizer nada -
porque se foram actuais quando foram publicados
Como agora (20anos depois)
continuam igualmente actuais
ISSO a ACTUALIDADE
é um DOM da escrita
e ESSE DOM a Senhora revela aqui neste e
nos outros blogues.

Um abraço

Xavier Martins


De Maria José a 19 de Novembro de 2009 às 21:52
Xavier Martins
Eu penso que o que lhe agrada na minha escrita é entender que tento falar da Vida - só - depois de calçar as botas dos outros e sentir como apertam....
Obrigada sempre
um abraço
Maria José


De Aristeu a 18 de Novembro de 2009 às 22:28
Minha tia
Cá estamos neste dia a dia do nosso viver.
Acredite que se não fosse o Julião as nossas vidas
estavam como que perdidas.
O Julião casa este fim de semana - o Gilinho resolveu
que ele seria o fotografo - pelo que a nossa sala tem
as paredes cheias de fotos A3 - para ter ideia da
dimensão das fotos. Tirou todos os quadros das
paredes e agora são reportagens de todos nós.
Adoraria que a Tia pudesse ver. Ah tantas que até
ficamos de boca aberta para ver alguns disparates.
Mas o melhor é que o Julião faz visitas guiadas
com quem deseja ver as fotos e cada pessoa paga
um ingresso
Ele diz que é para fazer uma viagem pelo Pantanal,
imagina não é?!
Ai tia, tia.
E a senhora como está? Como se sente?
Proteja-se e descanse.

Muitos beijinhos tia
Aristeu


De Maria José a 19 de Novembro de 2009 às 22:06
Oh! minha gente - que bom saber-vos juntos e ter notícia de que o Gilinho já voltou às "reportagens"
Acreditem que também eu gostava de assistir a essa cerimónia que adivinho bem cheia de significado e cor, tanto mais que envolve um par tão romântico que chega acomover.
Vi hoje na tele um bocado duma novela brasileira, com cenas de vida rural lindas. Havia
boiadas e um "peão" a tocar um berrante. Dei comigo a pensar no Gilinho.
Beijinhos para ele e para todos - tia Zé



De Gustavo Frederich a 19 de Novembro de 2009 às 21:56
MInha querida tia
Hoje faz um mês que a tia colocou o tal marcapassos
não é?
Estive a ler o meu livrinho e descobri este dado
importante.
Assim, muitos beijinhos minha querida tia e hoje
rezei um rosario inteiro por si, ao Padre Pio, para que
Ele a ajude e que olhe por si.
Gosto muito de si minha tia

Beijinhos

Gus


De Maria José a 19 de Novembro de 2009 às 22:17
Tem toda a razão - meu Querido!
Já há um mes que funciono "a motor"- mas confesso preferia mil vezes não ter esta enbrulhinho debaixo do braço! - mas paciência.
É bem mais reconfortante sentir a ajuda das suas orações.
Deus lhe pague.
Beijinhos
tia Zé


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