Quarta-feira, 2 de Dezembro de 2009

Da azeitona ao azeite...

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.897 – 21 Dezembro - 2006

Conversas Soltas

Da azeitona ao azeite... 

Fizeram as Senhoras funcionárias do Turismo uma exposição sobre este tema, e, saíram-se muito bem.

Fui visitá-la e fiquei a pensar na importância que tem trazer à ribalta para que nelas se pensem as coisas comezinhas do nosso dia a dia, que se fazem ou se usam tão rotineiramente, que as tratamos, como se fossem de somenos, e, não são.

Foi então que pensei que a sugestão que a exposição me deu, quase se poderia transformar numa mensagem de Natal.

Vejamos:

A mostra, na qual fizeram, e muito inteligentemente, colaborar as escolas, e os hotéis – que, o, quiseram – teve a particularidade de por a tónica na “cultura local”, como factor de identidade.

Elvas é uma das pátrias do azeite.

Foi, esse mesmo, André de Resende, que em 1530, pela primeira vez usou como sinónimo de portugueses a palavra Lusíadas, quem disse:

“ Elvas... olei bonitate, sino controversia, primas obtinet”

      O que quer dizer: Elvas, sem controvérsia, tem a primazia no azeite.

E, aqui está como se poderia dizer, que do século XVI – chega até às senhoras funcionárias do Turismo, de hoje, a devida vénia pela sabedoria do tema escolhido.

Depois, pensei, que a ambição da exposição ainda poderia ter ido mais longe e ter começado pela história do cultivo da oliveira, sua antiguidade, de onde provem, como chegou à península, quem a trouxe e implantou entre nós...

Poderia!- Mas, pelas palavras do Senhor vereador, na inauguração, entendeu-se que a ideia, e a realização se confinou , apenas, ao esforço das referidas Senhoras  (sem qualquer apoio) - e, isso , faz entender que o que nos pode por vezes parecer limitado, é  afinal: - imenso!

Parabéns - sem restrições – portanto - às promotoras e realizadoras  do evento.

Poderia, até, o marcador do mês, ter ligação com o tema, mas para isso era necessário que não fosse avulsa a sua emissão.

Quando a ideia – “do mês” - foi lançada, tinha como finalidade didáctica, divulgar, relacionando, história, literatura, música e um objecto de cada vez, por épocas.

O projecto era de começar pelo Manuelino, tão marcante em Elvas, com os padrões de medidas datados de 1499 e 1575 -  preciosidades raríssimas que o - finado e nunca por demais chorado - Museu Thomaz Pires, continha!

Porém, eu comecei por dizer que o tema da referida exposição quase se poderia contar como uma história de Natal...

É que sendo a oliveira a mãe da azeitona, será nessa linha de pensamento a avó do azeite. Ora, eu que sempre ouvi, afirmar que a oliveira é uma árvore mítica, que representa a Imortalidade e a Paz, e assim a configura a pomba com seu raminho no bico, imaginei que essa trilogia,poderia simbolizar, uma figuração, bem à alentejana, para dar graças a Deus, pela fartura que “tal família”, como o Pão, levam à mesa do pobre e do rico, com a abençoada açorda.

E, se (como conta, quem sabe) “elas” são conhecidas desde o Paleolítico Superior! Olhemo-las no nosso horizonte - onde  o cimento ainda não as substituiu -  deixando que a sua  presença no modesto verde cinza com que dissimulam  seus méritos nos encha   as almas dessa Paz que representam.

E, sintamos, como que escritas, na cor de oiro dessa preciosa panaceia que é o azeite - a brilhar como a luz nas candeias -  as palavras de fraternidade e amor  que do coração nos brotam quando ajoelhamos junto ao Presépio: Boas-festas!

Feliz Ano Novo

 

 Maria José Rijo

 

estou: da azeitona ao azeite- 2006

publicado por Maria José Rijo às 21:07
| Favorito
partilhar
De Gustavo Frederich a 2 de Dezembro de 2009 às 21:56
Querida tia
Sonhei consigo e estava triste, muito triste, como
que uma angustia imensa...
Está novamente doente?
Que se passa?
Beijinhos

Gus


Comentar:

CorretorEmoji

Notificações de respostas serão enviadas por e-mail.

Este blog tem comentários moderados.

Este blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.


.Maria José Rijo


. ver perfil

. seguir perfil

. 53 seguidores

.pesquisar

 

.Setembro 2017

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
11
12
13
14
15
16

17
19
21
22
23

24
27
28
29
30


.posts recentes

. São Mateus 2017

. Participação - Programas ...

. Programa de São Mateus 20...

. Carta aos meus queridos A...

. Aniversário do Linhas - 2...

. Viagem a Fátima

. Reportagem do Jornal Linh...

. Parabéns Avelino

. Parabéns Luciano

. CONVITE

.arquivos

.tags

. todas as tags

. Dia de Anos

. Então como é ?!

. Em nome de quem se cala.....

. Amarga Lucidez

. Com água no bico

. Elvas com alguma rima e ....

. 28 de Fevereiro...

. Obras do Cadete

. REGRESSO

. Feição de nobreza

.links

.Contador desde- 7-2-2007

Nova Contagem-17-4-2009 - @@@@@@@@@@@@@@@@ @@@@@@@@@@@@@@@

@@@@@@@@@@@@@@@ A Seguir-nos por aqui. Obrigado @@@@@@@@@@@@@@@@ free counters
Free counters @@@@@@

.Pensamentos de Mª José

@@@@@@@@@@@@@@@@@

@@@@ O caminho acaba ali... Ali onde começa a descoberta, O caminho é sempre estrada feita O fim do caminho É uma porta aberta... Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@ Quando o homem se render à força que o amor tem e a arma for oração pulsará na vida a paz como bate um coração. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Ser semente do futuro, é a mensagem de esperança, Que como um recado antigo, A vida nos dá a herança.- Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@ Eu penso, que é saudável e honesto reconhecer e respeitar as diferenças que nos individualizam no campo, também dosi deais.----- Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@ Há uma tal comunhão entre a obra e o autor Que até Deus concebe o Homem e o Homem - o Criador! Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ UMA IDEIA : É uma LUZ que se acende i nesperadamente no nossos espirito iluminando um caminho novo. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Sei para onde vou- pela ansia de galgar a distância- de onde estou- para o que não sou. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ A solidão é o que preenche o vazio de todas as ausências. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Quando na vida se perde, Um amigo ou um parente, P’ra que serve a Primavera? Se o frio está dentro da gente. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Mesmo sobre a saudade, a doçura do Natal, embala cada coração como uma música de esperança. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Em passadas de gigante nobre de traça e idade vem da nascente p'ras fontes dar de beber à cidade. -- Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Nas flores como nas pessoas, ás vezes a aparente fragilidade também pode esconder astúcias e artificiosos bluffes ”. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ A cada um seu direito, A cada terra seu uso, A cada boca um quinhão, A cada roca seu fuso, Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ Seja cada dia um fruto- Cada fruto uma semente- Cada semente o produto- Dos passos dados em frente. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ Coisas e loisas esparsas- Como a ferrugem – se pica- Como a lama dos caminhos- Se pisada… nos salpica. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ Todos os dias amanhecem Crianças Pássaros Flores ! Sobre a noite das crianças Pássaros Flores que já não amanhecem Amanhecerá! Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ Ao longe vejo Olivença Mais perto, Vila Real A meus pés o Guadiana Correndo manso – na crença De que tudo é Portugal Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Pátria sagrada de povo, Que emigrada- ganha pão, estás repartida- mas viva Se te bate o coração. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Portugal mais se define Onde a fronteira se traça Pode partir, mas não dobra Quem defende Pátria e Raça Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Bom seria se os recados do nosso coração chegassem ao ouvido de quem os motiva, porque então saberíamos como somos queridos e lembrados sem necessidade de telefones ou cartas. As comunicações seriam de coração para coração como a música de alma que se soltasse de um poema. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@

.ARTIGOS PUBLICADOS Em :

Jornal Linhas de Elvas - Desde 1950 @ @@@@@@@@@@@ Jornal da Beira - (Guarda) @@@@@@@@@@@ Jornal da Ilha Terceira (Açores) @@@@@@@@@@@ Jornal O Dia @@@@@@@@@@@ Jornal O Despertador @@@@@@@@@@@ Revista Norte Alentejo @@@@@@@@@@@

.LIVROS PUBLICADOS:

-E vim cantar- 1955@ -Paisagem- 1956@ -Rezas e Benzeduras- 2000@ @@@@@@@@@@@