Sábado, 12 de Dezembro de 2009

92 - Natal

*

Escrevo-te para mim
Para falar contigo
daquele retrato de 43/44?
tirado no jardim
e, também para te contar
que, uma, a uma
desatados os laços que as juntavam
em maços
queimei as cartas que trocámos
dia a dia
naqueles quatro anos em que namorámos
só salvei o "tal" retrato
tirado pelo "chaperon" que nos guardava à vista
como era de "bom tom"
Não!
Não as reli!
queimei-as simplesmente
mas, no papel que a arder se contorcia
a cada instante, iluminada, aparecia
a palavra – Amor!
que num relance, eu lia
e, como se me queimasse – doía – doía...
Mas, a dor é fogo posto
que o pranto não apaga
e, qualquer lembrança aviva...
Não!
Não sorrias a dizer que escrever-te não faz sentido!
Tu sabes que estás comigo
como sabes, sem dúvidas
que me levaste contigo
*
Maria José Rijo

 

estou: 1992 Natal
música: Poema - Livro III - Natal - 92

publicado por Maria José Rijo às 21:50
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12 comentários:
De Gustavo Frederich a 12 de Dezembro de 2009 às 22:14
Perfeito.
Magistral.
Um excelente poema que muito nos conta de si, da
sua alma, do seu amor, da sua perda...
É lindo tia.
Muitos Parabens por este belissimo poema.
Até estou emocionado com o poema.

Muitos beijinhos minha tia querida.
Adorei.

Gus


De Aristeu a 12 de Dezembro de 2009 às 22:30
Minha querida tiazinha
Adorei ADOREI este seu poema.
Tal como o Gus também eu estou emocionado.
É um grande poema, cheio de vida, dor, amor e
saudades.
É verdadeiramente profundo e belo.
Gostei mesmo muito e a Meg também.
O Senhor meu Pai virá responder ao seu comentario.
Ele conhecer o General Pedro Cardoso e foi o seu
cunhado que lho apresentou.
Tudo velho conhecidos.
Que pena ter de acontecer este tipo de dores na
vida das pessoas.
Beijinhos

Aristeu


De Augusta Silva Torres a 13 de Dezembro de 2009 às 00:05
Minha querida Amiga
Lindo este seu poema.
Como eu a entendo, como.
Também eu rasguei as cartas do meu adorado
marido, agora e ainda ou cada vez mais - saudoso.
Coisas nossas que só a nós interessa, não é assim?

Devo dizer-lhe que muito gosto eu dos seus belos,
sim belos poemas - todos e cada um deles.
O meu netinho tinha-os em estimação - gostava da
profundidade e dessa sua forma de falar dos
sentimentos, do amor, da vida.
Tem uma alma bela, muito bela a sua alma.
Que bom que tenho este privilégio -porque é um
privilegio - conhece-la (mesmo que seja assim por
este meio tão novo e tão especial e agora tão
querido para mim.
Muito obrigado, minha amiga por compartilhar
este seu coração "comigo".
Muitos beijinhos e que tenha um bom domingo.
Acredite que gosto imenso de estar por aqui.

Augusta Silva Torres


De Adalgisa Alexandra a 13 de Dezembro de 2009 às 00:10
Lindo tia o seu poema.
Li, reli e voltei a ler. Tirei copia porque gostei
imenso.
Adorei a fotografia. Lindos, que casalinho tão
lindo.
Obrigado minha tia querida.
Obrigado por este poema fantastico.
Feliz Domingo e tenha cuidado com os muitos
frios que anunciaram na tv.
Beijinhos

Gisa


De Magé a 13 de Dezembro de 2009 às 00:11
Muitos beijinhos
Tia queridinha
Beijinhos
da Magé


De Xavier Martins a 13 de Dezembro de 2009 às 00:20
Que posso eu mais dizer que os comentarios
anteriores já não tenham dito.
Pois bem minha amiga é realmente um poema
com imensa força, com muitos sentimentos.
Muitos Parabens
sinceramente
muitos P A R A B E N S

Xavier Martins


De Leilla a 13 de Dezembro de 2009 às 00:24
Belissimo
Não me ocorre outra palavra - repito-me como
os anterios - mas é que gostei bastante - gosto
bastante dos seus poemas.
A senhora é uma querida em nos mostrar tanto
carinho e saudade.
Obrigado
Beijinho em seu coração

Leilla


De Flor do Cardo a 13 de Dezembro de 2009 às 00:37
Cara Maria José
Lamento muito mesmo a perda do Pedrinho Cardoso.
Realmente eu conhecia o General Pedro Cardoso, e
foi até o Coronel luis Trinité Rosa, seu cunhado, que
mo apresentou numa cerimónia militar a que
assisti.
Lamento imenso a dor que este desaparecimento
vos, e me causou, pobre rapaz tão novo, o meu
Aristeu com 46 - ainda brincaram juntos - poucas
vezes mas ainda tiveram a oportunidade de se
conhecerem.
Lamento imenso.
Sabe, desabafar sobre as agruras que a vida nos
dá - em cada dia - e que fáz delas - um castelo
imenso, que a cada dia parece crescer de saudades
e dor.
Vê eu também estou a desabafar consigo - é que o
peso das saudades e ainda mais neste mês de
Dezembro - é um peso demasiado pesado para
seres frageis como nós humanos.
É duro viver com um peso destes sobre os ombros,
e tem razão - porque quanto mais se vive mais
perdemos - a cada dia - a cada hora ...
É verdade que falo de barriga cheia - no aspecto da
companhia - mas no fardo da saudade é bem
enorme.

Este ombro amigo está sempre aqui a disposição.
Com muita amizade
Luciano


De Joaquim Gregório a 13 de Dezembro de 2009 às 00:39
Perfeito.
Excelente!
Belissimo poema e blog.

Muitos Parabens

Joaquim Gregório


De Gilinho a 13 de Dezembro de 2009 às 00:41
Minha tiazinha
Não resisti e vim deixar-lhe um beijinho doce -
como o da canção.
Adorei o seu poema e temo que sofra.
Não sofra, não quero ve-la sofrer. Gosto muito
de si.
Beijinhos beijinhos beijinhos
e um abraço bem apertado
Gilinho


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