Domingo, 31 de Janeiro de 2010

Tema inesperado

 

Á Lá minute

Jornal Linhas de Elvas

Nº 1966 – de 25 de Novembro de 1988

Tema Inesperado


 

Tinha pensado escrever sobre a critica e o jornalismo. Penso que é um tema aliciante que merece ponderação.

Tinha até começado a rabiscar qualquer coisa sobre isso.

Depois, vieram as compras do super-mercado e verifiquei que as garrafas de vinho que na semana passada custavam 94$00, esta semana, tinham, como quem usa pregador ao peito, etiqueta de igual tamanho, mas, com a quantia de 122$00 nela inscrita.

Estaria o vinho dopado para saltar assim tão alto?

Aqui começaram as minhas duvidas.

       

Será que está em curso alguma campanha anti-vinho às refeições? - ou será a campanha anti-refeição?

Será o preço do açucar anti-café-doce?

Começo a estar confusa com tanta campanha a promover o nosso bem-estar. Deve ter havido também a campanha anti-arroz, outra anti-detergente e outras ainda mais do que só damos conta quando o dinheiro perde a corrida contra o fim do mês.

      

Realmente o dinheiro é fraco – desiste antes dos 30 dias da etapa. Isto, em termos desportivos quer dizer que lhe falta além do valor – competetividade.

Qualquer nota de 5.000$00 não chega para pagar o que há pouco tempo se comprava com 500$00.

É o que se pode chamar: má nota – triste figura!

Mas voltando ao vinho.

Estou a pensar ir ver no rotulo o nome da marca, porque se for vinho da “encosta de qualquer coisa” - até se pode compreender. Sendo a encosta, ladeira, admito que a qualidade venha de ladeira abaixo e o preço vá de ladeira a cima, cruzando-se apenas no ponto onde nós pagamos e que resulta da soma das duas situações – menos qualidade e maior custo.

Afinal tudo tem a sua logica, a sua justificação e os seus propósitos. A culpa, de que eu os não entenda, a mim me caberá.

         

Assim sendo, aqui confesso a minha incapacidade de entender que ninguém dê explicações destas súbitas alterações de custos que nada têm de parecido com as inflações apregoadas como padrão de aumentos de vencimentos e de que também não se saiba onde pára a fiscalização que não põe cobro a tais desmandos – se o forem – porque os vencedores, soberanos que são do mundo dos compradores, limitam-se com a usual cortesia a dar como resposta: - não quer? - Vá comprar a outro lado.


 

Maria José Rijo

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publicado por Maria José Rijo às 00:46
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2 comentários:
De Xavier Martins a 31 de Janeiro de 2010 às 01:03
Cara amiga
Este tema mantem-se... claro... apenas muda a
moeda...

SEMPRE e em cada post - a mesma lucidez - seja
o artigo de que ano for... está SEMPRE actual.
Encantam-me os seus artigos.
Muitos Parabens

Xavier Martins


De Gustavo Frederich a 31 de Janeiro de 2010 às 01:41
Querida tia
Que bom voltar novamente "a casa".
E a tia como se encontra? Não anda bem, pois
não.?
A sua ausencia preocupa-me imenso e rezo sempre
todos os dias poor si, para que o Nosso Amigo
a ajude e lhe dê ideias para escrever.
Nem um poeminha mais aqui nos mostrou do
seu terceiro livro.
Mas se já terminou - vamos ao quarto livro dos
seus BELISSIMOS poemas.

Espero que esteja bem.
Se tiver tempo e paciencia venha dizer Olá.

beijinhos tia querida

GUS


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