Domingo, 24 de Outubro de 2010

Isto é connosco!

Á Lá Minute

Jornal Linhas de Elvas

Nº 1828 –  14 de Março  1986

ISTO É CONNOSCO…

 

Tem destas coisas o acaso!

Alguém da minha família, ligado a Elvas por profundas amizades e recordações dos sus primeiros tempos de carreira militar – faz neste momento um interessante trabalho de investigação, que o leva a pesquisar coisas do arco-da-velha!

 

Assim que, ao passar-lhe pelas mãos algo – que aos elvenses diz respeito – não resistiu e… aqui está:

 El Rei D. Luis I

-- 1- Por carta Régia, escrita no Paço da Ajuda em 22 de Outubro de 1862, Sua Magestade El-Rei D. Luiz I, por Graça de Deus, Rei de Portugal e dos Algarves, oferece o posto de Coronel Honorário do Regimento de Cavalaria nº1 a VICTOR MANUEL, Rei da Itália como prova singular de estima pessoal e, ao mesmo tempo, para honrar o Exercito Português, inscrevendo tão augusta e gloriosa personalidade na lista dos oficiais.

 

-- 2 – Por Decreto de 20 de Novembro de 1862, El-Rei D. Luiz I , tendo em atenção que Sua Majestade El-Rei Victor Manuel de Itália aceitara a nomeação para Coronel Honorário do Regimento de Lanceiros nº 1, determina que a partir da data deste Decreto e referido corpo se denomine  - REGIMENTO DE CAVALARIA Nº 1 – LANCEIROS DE VICTOR MANUEL.

 

-- 3 – Em Janeiro de 1878 morre o Rei Victor Manuel e, Miguel de Sá Nogueira, Tenente de Cavalaria e Adido Militar junto da Legação de Portugal em Roma, é encarregado de representar, o Regimento de Cavalaria nº 1 – Lanceiros de Victor Manuel, nos funerais do Rei Victor Manuel, Regimento de que ele augusto soberano era Comandante Honorário e de depositar uma coroa condigna. (Noticia- Revista Militar-Janeiro de 1878)

 

-- 4 – Pela Ordem do Exercito nº 2 de 10 de Janeiro de 1878 se determinou que o Regimento de Cavalaria nº 1 – Lanceiros de Victor Manuel, tomasse luto por 30 dias, como demonstração de sentimento pela injusta morte de Sua Majestade El-Rei de Itália, Victor Manuel, Coronel Honorário do mesmo Regimento.

 

--5 – Em data que ainda não foi possível concretizar, Sua Majestade El-Rei de Itália Victor Manuel oferece, àquele corpo de tropas – Regimento de Cavalaria nº 1 – LANCEIROS DE VICTOR MANUEL; o seu retrato a óleo, de corpo inteiro, fardado de Grande Uniforme de Coronel do referido Regimento.

--Este retrato permaneceu sempre no Regimento de Lanceiros nº 1 onde foi visto por muitas gerações de militares que ali prestaram serviço.

--Fez parte do seu património, tal como o Regimento de Lanceiros nº 1 fez parte do património da cidade de Elvas onde, desde meados do séc. XVIII, sempre se encontrou sedeada com a denominação do Regimento de Cavalaria de Elvas, até ser extinto em 1975.

 

-- 6 – Em 1975, mais propriamente, em 30 de Abril de 1975, por razões de reorganização militar, o Regimento de Lanceiros foi extinto.

-- Extinção essa que só vem a ser oficializada por Decreto nº 181/77 de 4 de Maio, publicado em Ordem do Exercito nº 5 de 31 de Maio de 1977.

--É então designado, talvez impropriamente, seu herdeiro o Regimento de Cavalaria de Estremoz, é designado fiel depositário do Património Histórico do extinto Corpo de tropas cujas tradições ficaram indelevelmente ligadas à cidade de Elvas.

 

--7 – Desconhece-se onde se encontra o retrato a óleo do Rei Victor Manuel, considerando-se, no entanto, que, hoje em dia, só deveria estar em qualquer um destes lugares:

               -- No Museu Militar, em Lisboa

               -- No Museu da cidade de Elvas, cujas pretensões são mais do que legitimas uma vez que nem o Regimento de Infantaria de Elvas, nem o Regimento de Cavalaria de Estremoz têm qualquer ligação a esse Património Histórico que é totalmente alheio ás tradições histórico-Militares de qualquer uma destas duas unidades.

-- Nestes termos, consideramos que se o Museu Militar não reivindicar os seus direitos sobre tão valioso documento iconográfico do séc. XIX, assiste ao Museu da Cidade de Elvas, o direito legítimo de reivindicar a sua posse pelas tradições histórico-militares da Cidade e Praça de Elvas sempre tão intimamente ligada aos Corpos Militares que ali se mantiveram sedeados.

 

 

Se lerem --  como eu li – por certo terão pensado como eu também pensei:

-- ONDE estará o retrato de Sua Majestade El-Rei Victor Manuel que o Museu de Elvas deve guardar??

Urge averiguar – porque --  é connosco!!

 

 

Maria José Rijo

estou: Lanceiros de Victor Manuel
música: Rei de Itália

publicado por Maria José Rijo às 15:23
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5 comentários:
De Xavier Martins a 24 de Outubro de 2010 às 16:00
Muito boa tarde´
Gostei imenso deste seu artigo.
são importantes estas pequenas "coisas" da história
desta bela cidade.
E por onde andará o quadr???
Sabe-se lá o rumo que lhe deram.

Gosto sempre de reler os seus artigos - é bem - agora-
mais facil - por meio deste cantinho.
Um grande abaço
Xavier MArtins


De Maria José a 28 de Outubro de 2010 às 16:18
Meu bom Amigo - é sempre bom t^-lo presente aqui neste cantinho, até porque a pouco e pouco a vida vai, por vezes, abrindo novos caminhos a muitos de nós e, os grupos dispersam-se .
O meu querido Amigo é dos resistentes o que sempre traz alegria e conforto. Obrigada.
Ainda não sei a data certa do lançamento do livro do Amadeu Lopes Sabino. Penso que vai ser muito do seu agrado pelos factos da história de Elvas que lhe ão estrutura e suporte. Quando souber, previno.
Um abraço maria José


De Adalgisa a 24 de Outubro de 2010 às 16:14
Querida tia
Depois de uma série de acontecimentos sérios...
estou de volta.
Já mudei a minha residencia e agora vivo em Espanha
em Sevilha. E apesar, ainda, de não me entender
muito bem - cá vamos falando um pouco esta lingua,
que até aqui, para mim, só ouvia na tv.
Arranjei trabalho e resolvi mudar a minha vida toda.
É como um arrancar de raiz.
Deixe ver como vamos andando daqui para a frente.
Prometo não levar tanto tempo sem vir ve-la aqui,
neste nosso, ponto de encontro.
Com muita amizade
da sua sobrinha
Gisa


De Maria José a 28 de Outubro de 2010 às 16:26
Olé! Olé!
Mas que saudades!
Que bom saber de si e da sua coragem de recomeçar um novo caminho.
Afinal o que é cada dia senão a oportunidade de um recomeço?
Eu gosto muito de SEvilha.
Quando vivia em Beja ia lá com alguma frequência.
Ficavamos num hotel muito charmoso .Parecia coisa de colónia inglesa.
Enfim! Tempos.
Que seja felize que vá lembrando sempre que puder a Tia Zé


De Nuno Chaves a 29 de Abril de 2016 às 22:31
Parabéns à autora deste artigo, por mais este pedacinho de história. que não se perca.
Obrigado.
Estarei à sua disposição caso me queira fazer uma visita.
Os melhores cumprimentos
nuno Chaves

www.heportugal.wordpress.com


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