Sábado, 29 de Janeiro de 2011

O que eu penso !

Á Lá Minute

Jornal Linhas de Elvas

Nº 1886 –  1 de Maio de 1987

O que eu penso…

 

Assim como muitas vezes me aquieto a pensar, em maneiras novas e possíveis, de tornar a minha casa mais funcional, para dela tirar melhor uso e proveito … sem entrar em despesas que transcendam os meus proventos… assim me acontece, relativamente à cidade que…é afinal… a casa de todos nós.

Daí que, como toda a gente, lamente o uso inadequado de alguns edifícios… a impossibilidade de se utilizarem outros, que se arruínam frente aos nossos olhos e aos nossos esforços etc… etc…

Daí que pense que a cidade precisa de ser ajudada e não ”castigada” com a entrega de ruínas como o Forte de Santa Luzia que poderia ter sido, e ser, orgulho de todos em lugar de envergonhada mágoa…

Daí que… todos olhemos expectantes o velho Hospital Militar… porque, certo é colaborar…

Daí que deseje ver cultura e desporto de mãos dadas.

Daí que pense que era muito bom que o Cine-teatro pertencesse à Câmara para ser em verdade cidade.

Daí que pense que o dinheiro dessa transacção talvez pudesse ajudar o “Elvas” mais do que a posse do próprio edifício – porque acima de tudo daria  azo aos próprios filhos dos sócios – a desenvolver capacidades e interesses  que se perdem por falta de oportunidades…

Daí que me pareça lógico que a mesma Câmara que paga e cuida o campo de futebol que os clubes utilizam, fosse proprietária do único teatro que a cidade de Elvas possui.

 

Daí que sonhasse o Cine-Teatro vivo o ano inteiro, com os ensaios do Grupo Coral da Cidade, usado pelos grupos de teatro, cheio de música e alegria da criançada a aprender dança, a representar nas suas festinhas de Natal e Fim de Ano, enfim… com esse mundo de actividades culturais para que estão vocacionados espaços como aquele.

Lá se fariam os bailes de “O Elvas”, também, certamente e outros mais espectáculos diversificados… “Companhias de Teatro”, concertos de folclore etc,

 

Penso, que às vezes não somos tão pobres como parecemos, falta-nos, talvez a vontade de lutar e de arrastar com a incomodidade que pensar alto quase sempre, acarreta.

Em contrapartida, com um cómodo silencio perdem-se oportunidades viáveis de abrir postos de trabalho e de fomentar actividades que cativem novos e velhos, e os unam e reúnam em convívios enriquecedores que rasguem futuro – sem medo – consolidem tradições e passem o facho da esperança de geração em geração!

Penso isto – de verdade – penso!

 

Maria José Rijo

 --------

 

Nota actual :

(Vale para ver a evolução dos últimos 14 anos)

estou: O que eu penso
música: em 1 Maio de 1987

publicado por Maria José Rijo às 15:14
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4 comentários:
De Gilinho a 29 de Janeiro de 2011 às 22:28
Olá tia querida
Passei para deixar um grande beijinho.
tenho imensas saudades de si.
Mts beijinhos


Gilinho


De KIKO a 29 de Janeiro de 2011 às 22:30
Oláaaaaaaaaaaaaaa
Boa noite
Cheguei finalmente tia.
Tenho estado internado com Gripe A. Uma chatice,
mas agora já me sinto bem melhor.
E a tiazinha, como está?
Espero que esteja fixe.
Não quero que esteja doente.
Muitos MUITOS beijinhos
do seu
KIKO


De Rolando Palma a 30 de Janeiro de 2011 às 21:40
A "incomodidade de pensar alto", como bem descreve, é a chave para qualquer futuro. Com a mesma facilidade com que - em qualquer revolução - os revoltosos passam de "criminosos" a "libertadores", assim também as ideias devem brotar, mesmo incómodas, até mudarem de estatuto. As cidades, não sendo eternas, são mais duradouras que os seus habitantes. Como tal, cabe-lhes a eles não agir pelo seu tempo, mas pelo tempo da cidade.

E fez bem em "pensar isto", como referiu.


De Aristeu a 1 de Fevereiro de 2011 às 10:29
Minha querida tia Zé
Venho comunicar-lhe que a operação do meu Pai
correu muito bem, Graças a Deus.
Agora já vê lindamente o que nos deixa tão feliz.
Muitos beijinhos

Aristeu


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