Domingo, 29 de Maio de 2011

Entre mim e as palavras correm rios

.

Sei que o meu choro - é um choro escusado
por isso o meu choro é invisível,
silencioso
calado
Nem o conto em palavras,
porque elas nunca estão do meu lado
entre mim e as palavras, correm rios
que criam margens
que me separam de mim
me dividem
e me deixam assim a querer juntar-me
sem saber em que lado
Sei que o rio me leva até à foz!
mas aí
p'ra quê a voz?

.

 

Maria José Rijo

24 de Maio de 2011

 

 

 



estou: poema-
música: entre mim e as palavras, correm rios...

publicado por Maria José Rijo às 11:12
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8 comentários:
De GUS a 29 de Maio de 2011 às 11:30
LINDO
Um poema fantastico . Uma maravilha e o primeiro
do seu QUARTO Livro de Poemas.
OS MEUS PARABENS.

É um poema fantastico de grande profundidade.
E para mim... recebido com muita alegria.
A tia é mesmo muito querida.
Muitos beijinhos

GUS


De Xavier Martins a 29 de Maio de 2011 às 11:33
Muito BOM.
Também gosto imenso da sua poesia.
Achei, no entanto, este triste...
Por vezes os poemas também são tristes
porque nos sentimos tristes por dentro.
A solidão tem muito que se lhe diga.
Compreendo-a perfeitamente.

Um grande abraço
com muita estima e admiração

Xavier Martins


De Aristeu a 29 de Maio de 2011 às 11:46
Minha querida Tia
Agora já de perfeita saude venho contar-lhe que
hoje vamos baptizar as 4 raparigas.
Vai ser uma festa na fazenda - uma cerimonia
campestre, com muita comida e bebida.
O Gilinho está eufórico e vai ser com um belo
churrasco - também.
O meu Pai está muito contente - já faz 3 dias que
recebemos um casal amigo de Évora - os tios
Adelaide (Milai) e Alitónio - primo irmão de minha
mãe.
Vieram para passar uma temporada comnosco.
Vai ser divertido - Ah o meu Pai já tem os 4 dentes da
frente de ouro - sabe que caiu e partiu a protese.
Tem uma sorriso amarelo - como diz o Gilinho.

Tia adorei o poema
mas não a quero saber assim tão triste.
Qualquer dia apareço aí de surpres e trago-a
cá para a nossa casa.
E não aceito um não. Vice.


Muitos beijinhos

Aristeu


De GILINHO a 29 de Maio de 2011 às 11:57
Tiazinha querida
Um Grande Grande beijinho para si.
Hoje é um dia especial aqui na fazenda - as nossas
menininhas vão ser batizadas.
Vai ser uma festança daquelas...
Vai um churrasquinho???

Fique com Deus minha tia
Bejuxxx

Gilinho


De KIKO a 29 de Maio de 2011 às 12:21
UM POEMA !!!!


BRAVO !!!

Oh tia ADORO a sua Poesia. Fico eufórico sempre
que é um poema - nos outros textos - nem sempre
sei o que dizer - . Gosto mesmo é da sua Poesia.
Já tenho os 3 livros em papel - para ler e reler
sempre que me apetecer - sem ter de abrir a tela.
E este é o primeiro do seu quarto livro.
Fico mesmo muito contente.

P A R A B E N S
Muitos B E I J I N H O S

KIKO

AH
e a Kika como está?
A sua linda gatinha - bem podia por aqui
algumas fotos fixes dela para eu ver.
Pode ser???

Beijinhos grandes

KIKO


De Augusta Silva Torres a 29 de Maio de 2011 às 14:28
Minha queridissima Amiga
Deixe-me Parabeniza-la por esta maravilha de
Poema.
Triste mas Lindo e profundo nos sentimentos.
Não me lembro se já lhe comentei - que a sua
Poesia é qualquer coisa de fantastico - como diz
o meu filho quando a lê.
Quero que saiba que ele a admira muito e que
quando se refere a si diz: a Tia Zé
porque chama (desde criança) Tia a todas as
minhas amigas, assim...

Quero agradecer-lhe muito este poema que na
verdade Adorei.

Um grande beijinho
desta sua e muito amiga

Augusta Silva Torres


De Dolores a 29 de Maio de 2011 às 14:30
Minha querida tia e amiga

em nome da minha filha agradeço este poema.
Eu sei que ela iria adorar, copiar, decorar
e declamar...

...

Muitos beijinhos
DOLORES


De Flor do Cardo a 29 de Maio de 2011 às 15:50
Cara Maria José
Faltava cá eu...
aqui estamos em festa, as meninas estão lindas.
As pessoas estão muito felizes e o Gilinho anda de
maquinha em punho e click para a esquerda e direita
ninguém lhe escapa.
Temos cá os primos da minha mulher - e estão tão
contentes que nem imagina.
É a primeira vez que vêm cá ao Brasil.
Mas já têm muita idade ela 82 e ele 89 e faz os 90
agora já no dia 1 de Junho.
Estão muito contestes e nós também.

Este poema é muito bonito e triste - o Aristeu ficou
preocupado - diz que a amiga não anda bem.
Força Maria José não se deixe abater - a vida é
isto um dia assim o outro um pouco melhor.
Coragem

Com amizade
Luciano


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