Quarta-feira, 5 de Outubro de 2011

PONTES e... PONTE...

Jornal Linhas de Elvas

Nº 1.915 – 20 de Novembro de 1987

À LÁ MINUTE

PONTES e … PONTE …

 

Logo ao cimo da escada, no pequeno patamar, sobre uma mesa onde a luz incide – com a dignidade que lhe é devida – nos recebe, como anfitrião da história da cidade – em edição fac-similada – o frontispício do foral que El Rei D. Manuel lhe outorgou.

 

Assim se nos apresenta, como a todos os visitantes, o belo e bem cuidado museu de costumes de Olivença ( - a nossa irmã – que vive  aqui ao lado, em Espanha) onde em primeiro lugar a iluminura que nos cativa, porque dela constam, como nos forais de vilas e cidades de Portugal, as cinco quinas e a esfera armilar. As cores e os ornamentos são idênticos, no embelezamento, aos de outros forais outorgados pelo mesmo rei português – o Venturoso – nesses anos de 1500… que, onde se lê Olivença se poderia ler Elvas, tal como no foral de Elvas se poderia ter escrito Olivença.

Foi por esta ponte indestrutível de raízes históricas que lá chegamos de visita e foi dos sentimentos provindos dessa ancestral fraternidade, que recebemos o calor afectuoso que nos conforta na noite húmida e fria, e nos aquece com aquele bem estar de alma que nos invade quando, vindos de algures, chegamos a casa.

Tínhamos recebido o irrecusável convite para assistir à apresentação do livro “Encuentros/Encontros de Ajuda”.

Logo soubemos estar frente a uma oportunidade única, de enriquecedor convívio, que não foi defraudada.

Logo percebemos que nos fora dado um privilégio – “Um foral novo” – com regras deste nosso tempo.

Não teríamos que pagar a barca, qualquer percentagem de comércio, qualquer foro sobre terras, moeda ou serviços… teríamos apenas que acreditar juntos no reerguer das pontes que a marcha da história fez estremecer com o eco vibrante, mas não destruiu: Laços de sangue, raízes, apelidos, tradições, momentos, casario, amizades, origens culturais – em suma todas as forças que são sustentáculo das pontes que se queiram construir ou reconstruir como sinal da fraternidade entre os povos.

A Olivença não se vai ainda pela ponte da Ajuda mas, a Olivença nenhum português vai – porque a Olivença qualquer português “volta” mesmo quando lá chega pela primeira vez.

Olivença é única, é diferente, porque em ela se cultiva nobremente a feição de origem, embora se afirme na sua qualidade de cidade de Espanha.

“Encuentros/Encontros de Ajuda”...

Encuentros/Encontros – festas de família de Espanha e Portugal, onde cada presença é como uma pedra que se coloca na ponte que assim lentamente se está reerguendo sobre as águas mansas do Rio Guadiana

 

Maria José Rijo

  

 
 

publicado por Maria José Rijo às 15:57
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