Terça-feira, 29 de Novembro de 2011

DIAS DE ISTO E DAQUILO

Á LÁ Minute

Jornal Linhas de Elvas

Nº 1961 – 21 de Outubro de 1988

DIAS DE ISTO E DAQUILO

 

Isto de ser feito de memória – é verdade!

Todos o somos. Somos a resultante da história da nossa vivência, como os povos o são também. Somos vitórias e derrotas, alegrias e tristezas, e partimos para cada dia com a capacidade de compreender, amar ou perdoar, que tivermos acumulado. Tal como os povos que se confrontam entre si, nós também o fazemos, e tal como os povos que entre si estabelecem acordos de diplomacia, amizade, respeito ou pacifico convívio, também nós o fazemos – não esquecendo, embora – quer como indivíduos ou como povos, diferenças ou semelhanças.

Só quem recorda, cumpre.

Só quem não esquece, tem palavra.

Quem perde a memória – perde a identidade.

Mesmo assim há, recortes que se limam pelo caminho porque deles nos soltamos na medida em que somando experiência, a cada momento, o nosso ponto de reflexão pode ser corrigido e ajustado.

Assim que, dei comigo a concordar com os dias mundiais de “isto” e de “aquilo”, depois de durante muito tempo, nem sequer ter pensado no assunto ou, até, de me ter parecido, levada na corrente, não ser necessário haver medidas em especial, fosse para o que fosse, assentava esta posição na lógica de que todos os dias são de tudo: -- vida e morte, graça e desgraça, guerra e paz – manhã e noite.

Porem, depois de reconsiderar, já não digo, no calendário litúrgico, com um Santo para cada dia – reconhece-se que não está errado o critério que tal determina. Pelo contrario! Estabelecer no tempo um momento certo para que, na medida do possível, todas as pessoas, simultaneamente façam convergir os seus cuidados sobre os problemas que a todos respeitam, é ordena-los em vista a soluções possíveis - atribuindo-lhe a dimensão que realmente têm.

Lembrei-me então de Fátima. Toda a gente pode rezar em casa, quando lhe calhe, lhe é necessário ou lhe apetece. No entanto, rezar em Fátima é diferente. É faze-lo no local escolhido para as orações. E onde toda a gente que lá vai – se despe de vaidades, artifícios e egoísmos e, com a humildade possível, se reconhece humano, fraco, falível, carente. Lá quase sempre a fé e a generosidade se curvam a par. Lá pede-se saúde, vida, paz, trabalho, amor e perdão. A Fátima, mesmo quem vai em carro de luxo, vai de joelhos e tão suplicante, como o romeiro pobre e descalço que empoeirado palmilha a pé o caminho, dirá e apenas: - MÃE !

 

Dentro deste espírito parece-me que os dias de “isto” ou de “aquilo” se tornam os “lugares” de convergência para “curtir”, à vez, aquela multiplicidade de problemas a que é preciso e urgente que a sociedade dê a resposta justa e certa.

 

Maria José Rijo


publicado por Maria José Rijo às 17:20
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