Terça-feira, 28 de Fevereiro de 2012

Ponto de Partida - IV Emissão

.IV EMISSÃO PONTO DE PARTIDA

 

Quando outro dia falei sobre a rua de S. Francisco fiquei com pena de não referir

que aprendi com Eurico Gama

(através dos livros que por gentileza me ofereceu) e que são parte da importante

obra que escreveu sobre Elvas) que a rua de S. Francisco desde 1413 em que

ainda era Rua de Arrabalde até aos nossos dias teve os seguintes nomes:

( que passo  a citar : - do Cano, do Bom Sangue , de João
Fangueiro, de André Lopes Garro, de Porta de S. Francisco, de Porta do Bispo,
de Valadares ou de António Valadares, de Francisco Zagalo, de S. Francisco, dos
Fangueiros, a Corredoura, de Vitorino de Almada e só em 1952 voltou a ser de S.
Francisco. )

 

Histórias que Eurico, desenterrou do pó de séculos, investigando tenazmente em

anos e anos de trabalho esforçado (todos quantos os da sua vida adulta) embora,

quantas vezes remando contra marés de indiferença e mesquinhez – guiado apenas

pelos ventos favoráveis do sonho expresso no seu Ex-libris – Morra o homem fique a fama!

 

E porque falei de S. Francisco parece-me certo, voltar a citar Florbela
Espanca
a quem me tenho referido com frequência pois que, também ela no

soneto “ In Memoriam” esse canto ou pranto ( ou tudo junto )  do amor fraternal

que a ligava  a seu irmão o aviador Apeles Espanca que
morreu novo num acidente de aviação ( ou nele se suicidou como se suspeita )
!!! Também Florbela havia de voluntariamente chamar a morte, para si,
desesperada, na madrugada do seu 36 aniversário, em Matosinhos.

Parece-me certo voltar a citar Florbela, dizia eu com o seu

 

“In Memoriam”:

 

Na cidade de Assis, “ il Polvorello

Santo, três vezes Santo, andou pregando

Que sol, a terra, a flor o rocio brando,

Da pobreza, o tristíssimo flagelo,

 

Tudo quanto há de vil, quanto há de belo,

Tudo era nosso irmão! -- E assim sonhando,

Pelas estradas da Umbria foi forjando

Da cadeia do amor o maior elo!

 

“Olha o nosso irmão Sol, nossa irmã Água… “

 Ah! Povorello! Em
mim, essa lição

Perdeu-se como vela em mar de mágoa

 

Batida por furiosos vendavais!

-- Eu fui na vida a irmã de um só Irmão,

 E já não sou irmã
de ninguém mais!

 

Assim falou ela a S. Francisco o Santo três vezes Santo que nos deixou dessa transparente
Santidade a sua bela oração de Paz.

 

Oração de São Francisco

 

Senhor

Fazei de mim o instrumento da vossa Paz

onde há ódio deixai-me semear o amor

onde há injúria o perdão

onde há duvida a fé

onde há desespero a esperança

onde há escuridão a luz

onde há tristeza a alegria.

Divino Mestre

permiti que eu procure nos outros

não a consolação mas sim consolá-los

não a compreensão mas sim compreendê-los

não o seu amor mas sim amá-los

porque é dando que recebemos

perdoando que somos
perdoados

morrendo que nascemos para o eterno amor.

 

S. Francisco de Assis

 

Como se vê uma oração pode também ser um poema e um poema pode ser uma oração.

Como também uma cantiga pode ser um poema ou uma lenda quase sempre o é também.

Se pensarmos que ainda hoje se cantam lenga-lengas, melopeias ritmadas para retirar barcos

do mar para a praia ou para os pôr a navegar – (em locais onde o primitivismo ainda impera)

se o lembrarmos podemos imaginar como esses costumes serão herança de outras
heranças que se perdem pelos séculos passados dentro, até aos primeiros homens
que fizeram os primeiros barcos e ensaiaram os primeiros dos primeiros, os
primitivos movimentos de danças de regozijo por o terem conseguido ou os cantos
e os lamentos por recear não alcançar os seus intentos:
ainda hoje é vulgar

para uma tarefa pesada – feita em conjunto -- como por exemplo descarregar
sacos pesados de cereais, ou cimento... Ver as pessoas que os seguram e os
suportam balanceá-los até encontrar o impulso certo que facilite a sua carga ou
descarga ensaiando o esforço a compasso duma exclamação que se arrasta ou
apressa conforme o trabalho a executar ...

É o “ala arriba” dos pescadores da Nazaré, é o “1,2,... 1,2”
do marcar passo dos soldados, é a cantilena com que as crianças se embalam para
aprender a tabuada: “2x1=2, 2x2=4” – Sei lá...

Desta necessidade de acompanhar, de acentuar os anseios, a alegria e a dor com
movimentos do corpo – (Pensemos num exemplo actual (os jogadores de futebol aos
pulos, aos saltos na alegria, se meterem um golo ou! atirados para o chão,
arrepelando os cabelos e esmurrando a relva em desespero – se o sofrerem).

-- Pois de necessidades mais intensas de expressão terá nascido a dança, o canto e com
eles a poesia (isto grosso modo – claro!)

 

Todas as coisas tiveram um princípio por remoto que seja – é lógico!

 

Os farrapos de lendas que chegaram aos nossos dias – foram talvez histórias

verdadeiras passadas de boca em boca – nos tempos em que ler e escrever era

prenda e privilégio de raros e quase só se cultivava no recolhimento dos conventos e mosteiros.

(Nesse tempo) as notícias e as críticas eram contadas por jograis, menestréis e chocarreiros

em melopeias e baladas e pagavam-lhes para o fazerem. Narravam talvez as histórias

que estão na origem de lengalengas e lendas que chegaram aos nossos dias – intactas umas,
esfarrapadas, fragmentadas, outras.

Dos meus tempos de menina quando andava à escola numa pequena aldeia do Baixo
Alentejo – tenho lembrança de algumas que me faziam sonhos e arrepios. Delas
sei muito pouco, mas vou dizer (a propósito quero aqui fazer um parêntesis) –
se alguém que me escuta souber estas lendas ou souber outras, ou orações
antigas, que diga por favor para a rádio Elvas porque a suas casas as iremos
recolher – ou, que para cá as mandem por escrito.

Era bom fazer programas sobre esse assunto, e até, trazer as pessoas que por
ventura as saibam para que as contem elas próprias.

Vamos
tentar? Obrigado.

 

Recordo pois A lenda da Idalina que estava presa na torre à míngua de pão
e água, lembram-se?

Era qualquer coisa
assim:

Assomou-se a Idalina

À Janela que a torre tinha

Assomou-se a sua irmã

Á janela da cozinha

Oh, irmã que Deus me deu

dá-me uma gotinha de água

que esta sede já me aperta

este corpo e esta alma

 

E a outra era a de D. Silvana, em que se pedia a cabeça de alguém, já nem sei de quem...

numa doirada bacia:  … E a certo passo contava assim:

 

Tocam os sinos da torre

 Ai, meu Deus, quem
morreria

Responde o filho de colo

Que inda falar nem sabia

Morreu D. Silvana pelo mal que fazia

Descasar os bem casados coisa

Que Deus não queria...

 

Eram contos tristes á cerca de mulheres sacrificadas, fechadas em torres
e conventos por recusarem noivos que os pais escolhiam ou histórias de reis e

fidalgos
poderosos que mandavam cortar cabeças de súbditos para satisfazerem caprichos
de amores novos... coisas doutras eras...

Vestígios destes costumes chegaram aos nossos dias com cantilenas de cegos e

mendigos que depois de entoarem (quase sempre desafinadas
canções com versos de pé quebrado em que desfiavam histórias de crimes,
monstros, vinganças cruéis ou desgraças que tais... pediam dinheiro estendendo
o chapéu á assistência mais ou menos interessada.

Vem daí a expressão (penso eu) “ Mete a viola no saco” que se usa quando se

quer mandar calar alguém que nos aborrece –
ou virá de lá mais longe – da era dos bobos e jograis? – Não sei!

Sei que receio ouvi-la eu, se pensam que estou a fugir do meu ponto de partida – a Poesia!

Mas não! Estou falando dela a meu jeito que de outra forma não posso.
Convencida que estou de que não são precisas rimas para dar guarida à poesia.

E, ao contrário cito:  ás vezes a poesia escapa-se do verso rimado
como o pescoço rebenta o botão do colarinho que sufoca para respirar fundo e a
gosto
.
A poesia ás vezes mora, fica presa a quase nada.

            Estou a pensar numa pequena lápide
incrustada na rocha á beira dum rio nascente na Serra da Estrela.

            Recordo que a primeira vez que a li
tive uma comoção como se tem ao ver alguém que se julga perdido ou morto e de
repente, como uma aparição, nos surge são e a salvo.

            Uma daquelas alegrias inesperadas
que nos põe a rir e a chorar ao mesmo tempo, porque nos põe em paz, porque,

 nos renova a fé nos homens

 

Lá alto na Serra da Estrela á beira
duma fonte – donde jorra um fiozinho de água muito fria e transparente – alguém
gravou Mondeguinhonascente do rio Mondego.

Só isto! – Só isto e basta para se pensar:

Oh, meu Deus! – São os mesmos homens que matam, odeiam e fazem guerras –

que se enternecem assim à vista dum veiozinho de água que brota da terra e o mimam

 desta maneira!  (o Mondego é sabido é o nosso maior rio
nascido em Portugal – dos poucos que é só nosso – mas, lá na Estrela ao vê-lo
pequenino foi olhado com a alma de joelhos como se olha num presépio e, como se
lhe pegasse ao colo porque o via nascer – carinhosamente o Homem – baptizou-o:

Mondeguinho.   Mora aqui a Poesia.

 

Ainda que outros por lá passem e deixem garrafas vazias, latas, plásticos sujos – lixos—

poluição. Ainda assim esta história é verdadeira. Aconteceu lá na Serra onde mora a Poesia.

 

Quando o meu vizinho Chico Rasquilha há um ano me pediu estes programas, 

estas conversas informais e me apontou como tema principal poetas do Alentejo –  

eu logo lhe disse que poderia partir daí mas não garantia aonde iria parar... 

ele achou bem deixar-me livre e assim hoje... até já fomos parar á Serra!

     Mas... vamos regressar para pararmos um
pouco quase ao pé da nossa porta, para chamar aqui à lembrança um grande poeta
que não era Alentejano, é verdade, mas era professor em Estremoz quando morreu,
em 1952, no dia 7 de Fevereiro sem ter sequer trinta anos.

Chamava-se Sebastião da Gama. Da sua curta existência (marcada desde
menino pela ameaça que infelizmente se cumpriu duma morte prematura) ameaça que
ele conhecia, ficou-nos um rasto de bondade franciscana, de amor pela natureza
aprendido na sua Arrábida – a sua “Serra Mãe”, um rasto de beleza e de talento
sem par. É de Sebastião da Gama o poema que vou ler:

O Segredo é amar:

                                  

Fosse mais bela a vida e mais sincera…

Como eu lhe quero, mesmo assim!

Tanto lhe dei de mim

que já é menos acre do que fora.

 

Ah! bem me parece que o Amor melhora

quanto a graça de Deus não fez bonito.

Há lá coisa mais linda que um grito

quando foi o Amor que o pôs cá fora!...

 

Deixa ser o meu gesto uma grinalda

Nos teus cabelos, Vida!

Deixa que o meu olhar enflore teus olhos.

 

Adeus, adeus teus dedos ásperos!

Adeus teu rictus doloroso!                               

- Vida, quem é a minha namorada?

 

Também é de Sebastião da Gama esta página datada de
21 de Janeiro de 1952, escrita portanto, menos de um mês, antes da sua morte!

Encarcerar a asa

 

Encarcerar a asa é encarcerar a alma. Isso sim. É que há
muita asa que não pensa; Asas que não sintam, é que não.

Mas eu não preciso de símbolo para me negar a ver os
pássaros na gaiola. Basta-me ser fraterno.

Para que vivemos no Mundo há tanto
tempo se não sabemos ainda que os bichos são criaturas com alma até os das
fábulas, quando calha…Ora pensem lá um bocadinho no “Leão Moribundo”É um leão
mesmo ou é principalmente um leão.        

Quantas vezes se esquecem os fabulistas de que era de homens que queriam falar!

Asa encarcerada, não. Nem asa de pássaro, nem asa de
grilo Uma fê-lo o Senhor e disse-lhe – “Voa!”        

 Á outra: “Canta!”A nenhuma (nem a nós deu a ordem, claro está) que se metesse
numa gaiola. No entanto é a gaiola domicílio muito habitual do pássaro e do
grilo. Ao grilo prenderam-no as crianças sob o sorriso dos pais. Ao pássaro os
pais sob o sorriso dos filhos.

Má escola esta. Principalmente porque se diz depois:”Que
bem canta! que bem que canta!”Nem se chega a aprender a diferença que vai do
canto ao choro. Pois um pássaro encarcerado ou um grilo, canta lá!?...Os
pássaros cantam é nas linhas do telefone, nas árvores, na beira dos telhados…Os
grilos é na toca, ou ao pé da serralha. Na gaiola choram. É o fado dos ferros.

Mas os que abriram a grade não entendem! Se eles abriram
a grade!...

E vá de não perceber que o fato preto do grilo já é
outro, já não é o seu fato de trazer: o grilo agora está de preto, porque está
de luto. De luto por si mesmo.

Os meus vizinhos têm um bicho numa gaiola. Um
pintassilgo. Pois se eu andasse zangado com a Vida, que não ando (apesar de
tanto mal que me tem feito, há tantas coisas boas que a Vida dá, e me dá!) era
por causa do pintassilgo que me reconciliaria com ela. Com ela e com os homens
- Se eu andasse de mal com os homens…Era ao lusco-fusco. Frio como só cá no meu
Estremozinho. Batem á porta, vou ver. Uma velhinha.

“Ó Senhor o pintassilgo é seu? É para o recolher que o
animal apanha muito frio.”

Ó! Velhinha Santa, velhinha dos livros! Naturalmente, se
tivesses á mão a gaiola soltavas o pintassilgo. Mas o que pudeste fazer é tão
grande!

Não sabes duas letras, provavelmente. E ainda se persiste
no erro que a grande desgraça é não saber ler. Qual coisa!A grande desgraça é
não saber que os pássaros têm frio.

 

Estremoz, 25 de Janeiro de 1952

 

Sei que não
preciso de dizer que da primeira á última linha deste texto, cantou viva a
poesia de que era feita a alma de Sebastião da Gama.

 

Maria José Rijo

 

estou: Programa de Poesia
música: III Emisão de radio

publicado por Maria José Rijo às 22:23
| comentar | Favorito
partilhar
8 comentários:
De Xavier MArtins a 28 de Fevereiro de 2012 às 22:28
Maravilhoso
Gosto mesmo deste seu programa e da escolha~
dos poetas que escolheu.
Os meus PARABENS.

Já cá estava eu à espera dele.
Que tenha um bom serão.

Xavier MArtins


De Maria José a 3 de Março de 2012 às 12:10
Meu Amigo - Já somos dois
o Xavier espera o programa e eu, espero a seu parecer...
Também eu me repito: - para que serviria o blogue sem a presença dos amigos!
Um abraço grato
Maria José


De Augusta Silva Torres a 28 de Fevereiro de 2012 às 22:42
Meu Deus .... Meu Deus....
Um programa de Poesia feito pela minha querida
amiga Maria José.

Sabe, tenho estado adoentada - quero dizer -
com uma gripe daquelas... mas já estou melhorzinha
- quando digo isto deixo-me rir pois escapei doutra...
o meu filho irrita-se de eu me rir - mas é verdade,
ou não é?
Foi a minha amiga Mafaldinha que me contou do
programa - nem sequer tenho ido à minha
quintinha. - Onde o meu filho se volta a zangar -
que já não tenho idade para estes vicios... mas
então que deliro com estas coisas da net - dos
computadores - Ah e tenho um MP4 que me
ofereceu a minha nora - com todas as minhas
musicas classicas preferidas...
Ai seu tivesse menos 40 anos logo lhe diria...
é que adoro tudo isto - estas novidades - mas
temo os meu olhinhos - tantas horas no pc -
como diz o meu neto.

Ah grata pelas suas palavras - mas eu adoro
mesmo ler tudo o que tem aqui e estou
encantada com ele e vou-lhe dizer outra coisa,
agora quando o tempo estiver um pouquinho
melhor vou voltar a fazer os meus cazitos das
conco e até lá - já terei todo o seu programa
em papel - será lodo lido e "bebido" por
todos.
Depois lhe contarei.
Vê minha amiga como eu vibro com este blog?
Pois acredite que é verdade.

E consigo como vai isso?
Espero que bem - cuide-se e n~qo se deixe
constipar - olha que estar na cama é uma
real chatice.

Um Grande beijinho de Parabens desta sua
velha amiga que a adora.
Pode acreditar - a sua palavra - vai longe e
chaga - à alma de quem a lê.

Veja se sorri - é bom nas idades avançadas.
Bem haja amiga

augusta Silva Torres


De Maria José a 3 de Março de 2012 às 12:28
Querida Amiga
Bem se diz que Amizade, nada tem que ver com intimidade...
Que bom saber que me entende, e que bom sentir que também a compreendo. A maior diferença, joga a seu favor. A Amiga vê com bom humor a distância que vai entre a "qualidade" com que o espírito se mantém e a qualidade com que a capacidade fisica resiste...
Eu, nem tanto...
Entristece-me a incapacidade de os fazer caminhar juntos...
Fico dividida...
Com toda a minha admiração e amizade um grande abraço
Maria José


De GUS a 28 de Fevereiro de 2012 às 22:56
Começo por agradecer as suas palavras - sempre
belas e direitas ao coração.
FAlar consigo é mesmo muito bom - prometo-lhe
que quando voltar a Portugal combino consigo o
encontro - para não ter a decepção da última vez.
Mea culpa... Mea culpa maxima...

Tia mas este programa é mesmo muito BOM - a
sua escolha de poetas é fascinante - nota-se o
seu bom gosto e conhecimento da poesia e do
que é a POESIA.

É um prazer e uma ALEGRIA enorme cada vez
que um programa está on line...
Sabe que me sinto novamente bem - nesta
solidão - que é este lugar - a minha casa -
Não aguento estar sem animais - tenho os
meus gatos - e vou comprar um novo cavalo
e vai ser negro - completamente e gostaria de
convida-la para ser madrinha.
Cabe-lhe escolhar um nome - pode ser???
Confio no seu gosto. Um nome belo e poetico.

Muitos beijinhos e seja feliz.
Gosto muito de si.
beijinhos


GUS

e Obrigadooooooooooooooooo


De Maria José a 3 de Março de 2012 às 18:03
Querido Gus - mas que série de notícias que me chegaram agora e, pelo que conta já estavam em atraso. O que vale é que para boas notícias a hora é sempre certa.
Agada-me sabe-lo de volta´`a sua floresta, e, sabe-lo contente por isso
Deve dar um grande conforto fazer experiências e voltar ao ponto de partida quando nos apraz. Assim amealha-se conhecimento e nada se perde.
Claro, que aí, para completar o cenário, faz parte do sonho um cavalo.
Se lhe agradar o nome de Ícaro, além de tia e sobrinho ficaremos compadres, porém não se sinta constrangido se não gostar. Embora seja triste perder as asas ao morrer, parece-me que muito mais triste é nunca as ter possuido, msmo coladas com cera!
Obrigada pelas suas palavras de apreço e por achar que vale a pena partilhar com amigos seus as minhas aventuras radiofónicas.
Também gosto muito de si.
Um abraço grande - tia Zé


De DOLORES a 29 de Fevereiro de 2012 às 18:16
Querida tia
Enfim um pouquinho de tempo para vir a este
querido blog.
Desculpe a minha ausencia - não é esquecimento,
acredite que não.
Mas passo a contar-lhe que a Manue - a "mãe" da
minha neta - agora que como sabe tem quatro anos
e está no infantario por causa do francês de
aprender tudo.
adora ballet e vai começar a ir a umas aulinhas,
pelo que já gtem uma vidinha cheia de coisas
e então eu fico com mais tempo livre.
A manue deu-me um pc novo, moderno e
colocou uma empregada para os serviços
pesados eu faço a comidinha à portuguesa que
eles disso não abdicaram e eu gosto.
O Avelino - como o apartamento é cobertura
tem as orquideas e olha cá vamos andando.
Deus quando fecha uma porta normalmente
abre uma janela - veja as que abriu para nós.
A Manue é uma querida, confesso, e apesar dos
horarios imensos do trabalho de medicos -
pensam em nós e andas aprender o portugues
para que nos entendamos muito bem.
É muito querida , não acha tia.

E a Tia como está?
Andei por aqui a ler os seus comentariosd
todos para me por em dia e Tia não esteja
triste. a primavera está a entrar e certamente
tem muita gente que a adora. A tia é uma
pessoa tão querida com uma alma imensa.
Merece todas as alegrias do mundo.
Ah e a Tia Maria Barbara, a sua mana querida,
como é que ela está?
Espero que esteja bem.
Sabe - são a minha familia em Portugaal.
Já não tenho mais ninguém - fico a pensar
como as amizades se perdem pelo caminho...
triste... mas é a verdade.

Agora irei aparecer mais vezes - vai ver que sim.
Também vamos dançar num salão da saudade...
eu e o meu marido mas já não é como dantes...
isto de usar esta bengalinha, como a tia diz, é
uma chatice - uma coisa aqui metida... mas
tem de ser e eu pela minha netinha, para a ver
crescer até punha uma panela de pressão se
fosse o caso.

Bom tia para concluir quero dar-lhe um grande
beijinho por este magnifico e belo programa de
Poesia sem esquecer a magnifica escolha dos
poemas.
A minha sogrinha Dulce dizia de cor o poema
encarcerar a asa. Adorava Sebastião da Gama.
Que saudades daqueles tempos.

Beijinhos tia
vou terminar o jantar

DOLORES


De Maria José a 3 de Março de 2012 às 18:32
Querida Dolores
Que tanquilidade senti ao saber que o seu dia a dia decorre normalmente e com a alegria de ver a sua Menina a crescer feliz.
Realmente as nossas bengalinhas, pelo menos para os mais velhotes, cortam algumas possibilidades...
É verdade, mas, viver com independência já é um bem incalculável.
As coisas comigo, não terão sido propriamente uma maravilha, mas,só se queixa quem está vivo...e, como tal graças a Deus.
A minha Irmã está bem. Lá anda "no namoro" com os bisnetos que a adoram. Penso que virá cá passar a Páscoa.Entretando quando lhe disse que a Dolores a rcordara, pediu-me que lhe desse um beijo. Aqui fica com um grande abraço meu para os meus queridos da
tia Zé


Comentar post

.Maria José Rijo


. ver perfil

. seguir perfil

. 55 seguidores

.pesquisar

 

.Dezembro 2017

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
11
12
13
14
15
16

17
18
19
20
21
22
23

24
25
26
27
28
29
30

31


.posts recentes

. Apresentação do Livro de ...

. O Natal e os Poetas - 201...

. São Mateus 2017

. Participação - Programas ...

. Programa de São Mateus 20...

. Carta aos meus queridos A...

. Aniversário do Linhas - 2...

. Viagem a Fátima

. Reportagem do Jornal Linh...

. Parabéns Avelino

.arquivos

.tags

. todas as tags

. Dia de Anos

. Então como é ?!

. Em nome de quem se cala.....

. Amarga Lucidez

. Com água no bico

. Elvas com alguma rima e ....

. 28 de Fevereiro...

. Obras do Cadete

. REGRESSO

. Feição de nobreza

.links

.Contador desde- 7-2-2007

Nova Contagem-17-4-2009 - @@@@@@@@@@@@@@@@ @@@@@@@@@@@@@@@

@@@@@@@@@@@@@@@ A Seguir-nos por aqui. Obrigado @@@@@@@@@@@@@@@@ free counters
Free counters @@@@@@

.Pensamentos de Mª José

@@@@@@@@@@@@@@@@@

@@@@ O caminho acaba ali... Ali onde começa a descoberta, O caminho é sempre estrada feita O fim do caminho É uma porta aberta... Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@ Quando o homem se render à força que o amor tem e a arma for oração pulsará na vida a paz como bate um coração. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Ser semente do futuro, é a mensagem de esperança, Que como um recado antigo, A vida nos dá a herança.- Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@ Eu penso, que é saudável e honesto reconhecer e respeitar as diferenças que nos individualizam no campo, também dosi deais.----- Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@ Há uma tal comunhão entre a obra e o autor Que até Deus concebe o Homem e o Homem - o Criador! Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ UMA IDEIA : É uma LUZ que se acende i nesperadamente no nossos espirito iluminando um caminho novo. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Sei para onde vou- pela ansia de galgar a distância- de onde estou- para o que não sou. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ A solidão é o que preenche o vazio de todas as ausências. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Quando na vida se perde, Um amigo ou um parente, P’ra que serve a Primavera? Se o frio está dentro da gente. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Mesmo sobre a saudade, a doçura do Natal, embala cada coração como uma música de esperança. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Em passadas de gigante nobre de traça e idade vem da nascente p'ras fontes dar de beber à cidade. -- Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Nas flores como nas pessoas, ás vezes a aparente fragilidade também pode esconder astúcias e artificiosos bluffes ”. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ A cada um seu direito, A cada terra seu uso, A cada boca um quinhão, A cada roca seu fuso, Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ Seja cada dia um fruto- Cada fruto uma semente- Cada semente o produto- Dos passos dados em frente. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ Coisas e loisas esparsas- Como a ferrugem – se pica- Como a lama dos caminhos- Se pisada… nos salpica. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ Todos os dias amanhecem Crianças Pássaros Flores ! Sobre a noite das crianças Pássaros Flores que já não amanhecem Amanhecerá! Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ Ao longe vejo Olivença Mais perto, Vila Real A meus pés o Guadiana Correndo manso – na crença De que tudo é Portugal Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Pátria sagrada de povo, Que emigrada- ganha pão, estás repartida- mas viva Se te bate o coração. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Portugal mais se define Onde a fronteira se traça Pode partir, mas não dobra Quem defende Pátria e Raça Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Bom seria se os recados do nosso coração chegassem ao ouvido de quem os motiva, porque então saberíamos como somos queridos e lembrados sem necessidade de telefones ou cartas. As comunicações seriam de coração para coração como a música de alma que se soltasse de um poema. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@

.ARTIGOS PUBLICADOS Em :

Jornal Linhas de Elvas - Desde 1950 @ @@@@@@@@@@@ Jornal da Beira - (Guarda) @@@@@@@@@@@ Jornal da Ilha Terceira (Açores) @@@@@@@@@@@ Jornal O Dia @@@@@@@@@@@ Jornal O Despertador @@@@@@@@@@@ Revista Norte Alentejo @@@@@@@@@@@

.LIVROS PUBLICADOS:

-E vim cantar- 1955@ -Paisagem- 1956@ -Rezas e Benzeduras- 2000@ @@@@@@@@@@@