Sábado, 31 de Março de 2012

Ponto de Partida - IX Emissão

 

Estas conversas à roda do Alentejo, poetas e poesia e quanto mais me tem calhado … estão quase a terminar – por agora. Razão bastante, a meu ver, para voltar a insistir na importância que tem como documento, como testemunho duma época (para além da beleza implícita na sua forma) qualquer expressão de arte em geral; seja ela poema ou prosa, pintura, música, cinema, cante, teatro, etc, etc,.

Quem sabe se com o rodar dos anos o tempo e as necessidades dos homens tiverem alterado muito da fisionomia de Elvas não serão também alguns quadros do Chico Pereira, do Cadete ou do Jesus e de outros…

Quem sabe se não serão fotografias de João Carpinteiro e de outros… que hão-de servir de suporte para ilustrar no futuro, como o são hoje os belos cantos e recantos de ruas e muralhas, os costumes, os gostos das nossas gerações? … Até ás vezes uma simples cantiguinha, uma quadrinha, uma quadrinha de mal dizer como essa que se cantou:

 

Já Elvas não é cidade

Nem vila lhe chamarão

Já os Arcos da Amoreira

Deram consigo no chão.

 

Fazem um apontamento na história, levanta uma pista!

 ……………………………………….

Quando a técnica e o progresso afastarem por inúteis muitos dos nossos hábitos, como já os super – mercados e os centros comerciais asfixiarem as velhas mercearias e quando as lojas dos senhores fulanos e senhores beltranos que conheciam os nossos gostos, e precisões como se família nossa fossem.               

………………………………………….

Então, será o quadro – a fotografia – o filme – o poema, a crónica de jornal, a reportagem, a canção que hão-de mostrar, contar coisas tais que, se ditas agora, fariam rir …

………………………………….

Tudo se há-de saber até à minúcia da ternura com que se dobra uma saca no chão para que nela se deite o cão ou o gato”coitadinhos” (porque o chão é duro e frio).

Tudo se há-de saber até à minúcia o que o povo usa para lavar, limpar, engomar, remendar, caiar e fazer por suas mãos a rendinha com que apura o esmerado asseio da sua casa (só porque gosta de ver!)

Enfim, será pelo testemunho dos intelectuais e artistas que toda a pequena história da nossa vida – e do nosso amor por ela há-de ser colectada na história desta cidade e, por aí adiante até somar a história do povo que somos

…………………………………

Sempre assim foi, aliás.

A história ergue-se sobre os documentos que de cada época vão ficando. Por isso, é tão importante a conservação, o respeito por tudo que tem significado na memória dum povo.

Por tudo quanto documenta a passagem de outras gerações e dos seus costumes e tendências – o azulejo – a pedra – o livro – o jornal – a cerâmica – a árvore – o cereal – a casa – o traçado da rua – a calçada – o instrumento de trabalho – o vestuário – com tudo isso se escreve a História dos povos.

………………………………….....

É altura de fazer uma funda incursão no tempo e ler hoje poesia de Alentejanos dos fins do séc. XV e princípios do séc. XVI.

Vou recordar extractos da écloga de Jano e Franco – escrita por Bernardim Ribeiro que nasceu na vila alentejana do Torrão em 1482 e morreu em 1552.

Bernardim Ribeiro foi escrivão da Câmara de D. João III.

……………………………………….

Sempre vou lembrar que as éclogas eram poesias pastoris quase sempre em diálogo e narravam edílios românticos.

 

Écloga de Jano e Franco

 

Dizem que havia um pastor

antre Tejo e Odiana,

que era perdido de amor

per  ua moça Joana.

Joana patas guardava

pela ribeira do Tejo,

seu pai acerca morava,

e o pastor, do Alentejo

era, e Jano se chamava.

 

Quando as fomes grandes foram,

que Alentejo foi perdido,

da aldeia que chamam o Torrão

foi este pastor fugido.

Levava um pouco de gado,

que lhe ficou doutro muito

que lhe morreu  de cansado;

que Alentejo era enxuito

d’água e mui seco de prado.

           

Toda a terra foi perdida,

no campo do Tejo só

achava o gado guarida:

ver Alentejo era um dó!

E Jano, para salvar

o gado que lhe ficou,

foi a esta terra buscar;

e um cuidado levou,

outro foi ele lá achar.

 

O dia que ali chegou

com o seu gado e com o seu fato,

com tudo se agasalhou

em ua bicada de um mato.

E levando-o a pascer,

o outro dia, a ribeira,

Joana acertou de ir ver,

que  andava pela beira

do Tejo a flores colher.

 

Vestido branco trazia,

um pouco afrontada andava;

fermosa bem parecia

aos olhos de quem a olhava.

Jano, em vendo-a, foi pasmado;

mas, por ver que ela fazia,

escondeu-se antre um prado;

Joana flores colhia

Jano colhia cuidado.

…………………………………….

 

Não é interessante que através dum poema de época tão remota se saiba como já era angustiante o problema da falta de água no Alentejo.

…………………………………….

Mas já que estamos com a mão na massa adiantemos um pouco mais sobre este poema do autor da tão célebre novela “ Menina e Moça “.

 ……………………………………….

É que nesse tempo eram líricos e românticos os poetas. Todo o pendor das suas obras era para o devaneio saudoso, para as paixões infelizes, impossíveis – para a melancolia.

Estados de alma de que os poemas de então falam com deleite.

Gostosamente se saboreava a dor de amor e a nostalgia como benditas ofertas dos deuses, com doce manjar.

Cantava-se com enlevo a natureza e contrapunha-se à sua pujante vida as mágoas de ser gente. Que, ser gente, parecia apenas ser dono da oportunidade de sofrer de amor. Antes de amar as pessoas podiam ser alegres, felizes como a natureza que as rodeava. Os males vinham depois que o amor aparecia …

Da écloga de Jano e Franco vou ler extractos para exemplo de como eram contados martírios de amor:

  

Não cuides que minha dor

Me dá repouso em dizê-la

Que tanto mais cuido dela

Tanto ela é maior

E eu, mais contente dela.

…………………………………………

Um fragmento para exemplo de fatalismo:

           

Dentro do meu pensamento

Há tanta contrariedade

Que sendo contra o que sento

Vontade e contra vontade

Estou em tamanho desvario

Que não me entendo comigo

Ou ainda:

Na grande desventura

Não há mais que aventurar

Que deixar tudo à ventura

 

Ou; mais um pouco:

Mesquinho pastor perdido

Quanto melhor já te fora

Não ser no mundo nascido

 

Ou a afectação palaciana o trocadilho:

Maria bem olhava

Com que cuidou que valia

Não valia o que cuidava

 

Ou mais claro ainda:

Joana flores colhia

Jano colhia cuidados

 

E … já que recuámos tanto no tempo aproveitemos para falar de outro escritor alentejano dessa época –

Cristóvão Falcão natural de Portalegre. Viveu entre o séc. XV e XVI,1515 a 1557.

Foi moço fidalgo do Rei Piedoso D. João III e é célebre a sua écloga “Crisfal” 

Cris de: Cristóvão e Fal de: Falcão (como parece poder deduzir-se)

Nela conta como passado entre pastores a triste história dos amores da sua vida.

Parece que muito novo teria casado secretamente com Maria Brandão de 12 anos de idade e viu o seu casamento anulado a pedido da família da menina que ao ter conhecimento do facto a encerrou num convento donde mais tarde a tiraram para então a casar a seu contento

Cristóvão Falcão esteve também encerrado 5 anos no Castelo de Lisboa – Talvez por causa  do dito casamento. Não sei! Foi lá que escreveu a famosa écloga da qual vou ler também apenas alguns fragmentos mais significativos para a história que contei.

 

Antre Sintra, a mui prezada

e serra de Riba-Tejo

Que Arrábida é chamada,

perto donde o rio-Tejo

se mete na água salgada,

houve um pastor e uma pastora

que com tanto amor se amaram

como males lhes causaram

este bem, que nunca fora,

pois foi o que não cuidaram

 

Ela chamavam Maria,

e ao pastor Crisfal

ao qual, de dia em dia,

o bem se tornou em mal,

que ele tão mal merecia.

Sendo de pouca idade,

não se ver tanto sentiam,

que, o dia que não se viam,

se via na saudade

o que ambos se queriam

E, com quanto era Maria

piquena, tinha cuidado

de guardar melhor o gado

o que lhe Crisfal  dizia

mas, em fim, foi mal guardado

 

E mais adiante:

A qual logo aquele dia

que soube de seus amores

aos parentes de Maria

fez certos e sabedores

de tudo quanto sabia

Crisfal não era então

dos bens do mundo abastado

 

Ou ainda um pouco mais:

Então descontentes disto

levaram-na a longes terras

esconderam-na  antre serras

onde o sol não era visto

e a Crisfal deixaram guerras

Além da dor principal

para mor pena lhe dar

puseram-no em lugar

mau para dizer sem mal,

mas bom pêra o chorar …

 

 ………………………………………….

 

E por aí fora ao longo de dezenas de estrofes a história dos seus amores infelizes vai sendo narrada sob a forma de diálogos entre pastores e pastoras, cheia de belas imagens de afectação palaciana, fatalismos e trocadilhos graciosas até terminar deste modo:

 

O que se fez de Crisfal

não sabe ao certo ninguém

muitos por morto o tem

mas quem vive em tanto mal

nunca vê tamanho bem.

 

……………………………………………

Fins do século XV …

Princípios do séc. XVI.

Por essa mesma era Garcia de Resende natural de Évora que viveu entre 1470 e 1536 – que  foi o compilador do cancioneiro geral e secretário  particular de D. João II – assim falava ou cantava talvez ( pois diz-se que cantava muito bem )  sobre a festa de acolhimento que em  Elvas  se fez em 1525 á irmã do imperador Carlos V, D. Catarina, que por esta cidade entrou como noiva do rei D. João III – de  quem Garcia de Resende também gozou os favores:

Vimos o seu casamento com a irmã do imperador.

Vimos tan gran ajuntamento em Elvas

Tanto Senhor que falar em mais evento

5.000 em cavalgados grandemente ataviados  muito ricos, muy galantes com os senhores infantes na Maia foram juntados.

O ouro, a pedraria, carrotilhos e bordados, as perlas, a chaparia, os forros, os esmaltados não tem conto nem valia. Em Estremoz, nunca tal pau se juntou, Deus assim os conformou que em tudo se conformaram.

………………………………………

Séc. XVI –  que fundo nos tempos !...

Que era distante ! …

……………………………………….

Por essa mesma era – 1502 Elvas crescia …ganhando a sua misericórdia…

Por essa mesma era – 1513 Elvas ganhava foros de cidade.

Por essa mesma era, surge o ano de 1537 o 1º dos quase 100 que o Aqueduto levaria a construir …

Poderia então ter-se contado:

Já Elvas não será vila

Cidade lhe chamarão

Já os arcos da Amoreira

Se vão erguendo do chão …

 

……………………………………….

 

Por essa mesma era 1524 a1580 viveu Camões – o primeiro entre os primeiros – o príncipe dos poetas de Portugal.

Camões que teve para contar, cito:

 “ A história daqueles que por obras valorosas se vão da lei da morte libertando”.

A História do povo que deixou a rabiça do arado e segurou o leme das Caravelas

“ por mares nunca dantes navegados” e espantou o mundo com os descobrimentos …

a história do povo que fomos …

E, agora … que povo somos?

Possa cada um de nós, ser tão-somente: justo, bem, honrado e trabalhador:

E a história falará sem vergonha dos Lusíadas que continuamos a ser …

 

 

Maria José Rijo

estou: programa de Poesia - 9
música: emissor de Elvas - 1982

publicado por Maria José Rijo às 23:48
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4 comentários:
De GUS a 1 de Abril de 2012 às 11:09
Minha tão querida Tia
Realmente o seu programa é mesmo muito bom.
Tem um universo de poetas muito bem
escolhido e DEPOIS - a ligação - a conversa - que
a Tia faz entre umas coisas e outras é o que me
dá mais prazer de ler - porque aqui está a sua
sabedoroa - a sua inteligencia em ligar os
assuntos - desta forma magistral.
É mesmo uma boa escolha de autores - no outro dia
tive uma grande ideia - vou expor - que seria
um programa como este mas SÓ com a sua
POESIA - fazendo a trajectorio do seu inicio como
poeta - fazendo escolha dos seus poemas - dos
seus melhores poemas - dos livros que tem.
O que acha??? falando de si no ambito do SER
POETICO que é MAria José Rijo - porque daqui
não pode fugir. Porque a Tia é uma BOA poetisa.
Digo eu e diz toda a gente que entenda a poesia -
pondo de fora todo aquele que possa invejar
o seu trabalho - obviamente !
O que acha ?? boia ideia - não é???

Beijinhos e mts Parabens minha tia
Feliz domingo

GUS


De maria José a 4 de Abril de 2012 às 20:20
Querido Gus
Eu sabia de cor um poema que começava assim:
"quando tu vieres já eu hei-de estar no cume da montanha. ao meu redor será morta a paisagem sem calor irá fugindo o sol para não voltar...."
É o caso.
A ideia é generosa,mas, tanto tempo já passou...
Acalentemos - ainda - a esperança!
Beijinhos de gratidão por tão fiel e querida cpmpanhia
Tia Zé


De Xavier MArtins a 1 de Abril de 2012 às 11:12
Bom programa jé eu disse e repito.
Adorei ouvi-lo na radio e agora aqui escrito é um
prazer poder ler e reler.
Muitos Parabens e bom domingo
hoje estou em Sagres com uns primos depois
vamos passar a Pascoa a Guimaraes - umas férias
mesmo a tempo...
~coisas da reforma - temos o tempo do mundo...
~Graças a Deus

Um grande abraço
Xavier MArtins


De Maria José Rijo a 4 de Abril de 2012 às 20:27
Meu querido Amigo
Que bom tê-lo por companhia nesta "maratona"
Que bom saber que a vossa amizade vos faz dar-me apoio e, vontade de ir em frente.
Um abraço grato e boa continuação de férias
Maria José


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