Quinta-feira, 7 de Setembro de 2017

Reportagem do Jornal Linhas de Elvas

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7 Setembro 2017m 

Jornal Linhas de Elvas

Nº 3437


publicado por Maria José Rijo às 12:23
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Sexta-feira, 18 de Agosto de 2017

Parabéns Avelino

É costume felicitar os Amigos enviando-lhes Flores.

Mas a quem cria as belas orquídeas por amor 

só poderemos Felicitar mandando Parabéns 

pelos nossos próprios Amores.

Aí vão para o efeito os "Kitinhos" da Paulinha

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e a "Kikas" da Tia Zé.

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Esperamos que vos encantem

tanto quanto a nós.

Abraços

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Quinta-feira, 22 de Junho de 2017

Parabéns Luciano

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Estes dias trágicos que Portugal tem vivido romperam em absoluto

com todas as nossas rotinas.

É caso para dizer que ninguém sabe ás "quantas anda".

Então não é que só hoje me dei conta de que o dia do seu aniversário

tinha passado sem que lhe chegasse o nosso abraço?

Mas, como quem tarda - também chega - aqui estamos com as

nossas desculpas e com muito afeto a Felicitá-lo de todo o coração.

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 Para matar saudades da nossa terra hoje viemos rezar

a Nossa Sra. da Conceição.

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FELIZ ANIVERSÁRIO


publicado por Maria José Rijo às 10:26
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Sábado, 10 de Junho de 2017

CONVITE

10 de Junho

o Aristeu faz Anos hoje

o que quer dizer que está em festa a Nossa Gente do Brasil.

Pensei  então que era agradável juntar a família do Blog

e surpreende-los convidando-os para que todos

 juntos déssemos uma voltinha por Elvas...

Proponho que comecemos por beber

água da Amoreira 

na Fonte mais antiga da cidade onde os

 Jacarandás estão em flor.

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E depois expraiar os olhos nos céus da Piedade,

entrarmos no Santuário e Rezar por todos nós.

Um abraço

Maria José Rijo

e Paula

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Quarta-feira, 7 de Junho de 2017

Cá Estou ... - 2

Cá estou de novo

 Como é óbvio não vou desfiar aqui o luto da minha alma, contando das muitas pessoas queridas que desde este último ano, já só revejo na minha saudade mas, por vezes, cruzam-se connosco pessoas tão singulares que por mais apagados que sejam os percursos das suas vidas nos proporcionam momentos tão tocantes que ficam como referências indeléveis.

Foi assim com a Bia.

O seu nome próprio era Maria José, mas só por Bia Fialho era conhecida.

Ela era sensivelmente das nossas idades (um ano ou dois mais velha, talvez). Nascera e vivia em Cuba, no Baixo Alentejo, a vila onde Fialho de Almeida também vivera e repousa num jazigo decorado com gatos esculpidos em mármore tendo, também gravada essa tão carismática frase evocativa da sua obra” Os Gatos”- “miando pouco, não temendo nunca, arranhando sempre”

Nós deixáramos Évora e fôramos habitar a casa que tinha sido de Fialho, que, por coincidência, era frente à residência da Bia.

Ficamos sendo vizinhas.

Nas terras pequenas todos se cumprimentam, se conhecem e criam facilmente relações de amizade. Assim aconteceu neste 

caso também, tanto mais que seu irmão fizera o liceu em Beja na mesma altura que minha irmã e eu.

Foi portanto uma circunstância feliz.

A Mãe dela era uma senhora delicada, de voz doce, de saúde frágil, um ar resignado, pouco aparecia. Sofria de enxaquecas.

O Pai era alto desempenado, tinha a postura nobre do homem alentejano que se orgulha de viver do seu trabalho honrado.

Pai e filha cantavam como Deus, às vezes, concede aos seus eleitos.

Foi ele o fundador do primeiro Rancho Folclórico de Cuba. 

(Vão bem oitenta anos…)

Era impressionante ver actuar aquele grupo de homens.

Muito juntos, de braços dados, como que abraçados.

Moviam-se naquele passo que só os alentejanos sabem usar arrastado, lento, cheio de cadência, fazendo ressoar na calçada como se fora uma música de fundo o som rítmico da batida das solas das botas de atanado, cardadas, sobre o qual sobressaía a magia do seu cante. Tinham um ar solene, grave, como se levassem o próprio Alentejo aos ombros ou, como se fossem a voz da própria terra.

Vestiam todos os seus fatos de ver a Deus – calça Justa – de cotim ou de serrubeco, presa à cinta com as voltas da faixa de malha preta, com as pontas caídas de lado, camisa branca de colarinho alto, fechado a dois botões, colete com o cordão ou a corrente do relógio passando de bolso a bolso, a jaqueta com alamares de cordão de seda.

Nas vilas e aldeias, naquele tempo, preservavam-se as tradições como bens de herança. Religiosamente.

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Festividades de Igreja, feiras e romarias nas redondezas, eram -como festas de família. Ninguém faltava a não ser por doença e , então na Senhora D’Aires ( que é sem favor a maior romaria do Baixo Alentejo, desde há tantos anos, que já se lhes perdeu a conta) o som das vozes do rancho de Cuba subia ao alto como se fosse a respiração da própria planície alentejana de que todos se se reconhecem como filhos …

“Eu sou devedor à terra 

a terra me está devendo 

a terra paga-me em vida 

eu pago à terra morrendo”

 

A Bia era bonita, era alegre e feliz, vivia despreocupada, bem aconchegada no amor de seus pais.

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Lia romances de amor e estava a par das vidas de celebridades e artistas através das revistas que a deliciavam e alimentavam os seus anseios de felicidade ideal.

Sonhava com o “seu príncipe”mas, mais do que tudo, sonhava com o brilho dos palcos onde a sua voz seria escutada com mágico encanto…

Bem merecido milagre, que não aconteceu…

Mas, um certo dia, um vago parente que embarcado correra o mundo, regressou à terra falando inglês e desfiando aventuras. Envolveu-a nesses cantos de sereia, casaram, foi Mãe.

Depois, o que o vento traz, o vento leva…e levou…

Os Pais morreram e, ela arregaçou as mangas aprendeu a ser cabeleireira e, como espaço não faltava em sua casa, abriu o seu salão.

Atendia as amigas falando da filha, cantando, desfiando lembranças e saudades, e encantando com aquele seu jeito bom de amar a vida…

 Por perto sempre o seu lindo gato cinzento – o “gento”que, no Inverno mal a dona ligava o secador de cabelo, subia para a cadeira e só cedia de boa vontade o lugar à freguesa que ao substitui-lo no assento lhe pegasse ao colo para repartir com ele o conforto do calor.

Atendida a clientela, se o tempo a tal convidava íamo-nos sentar ao lume de lenha, na ampla chaminé da enorme cozinha e na cafeteira de barro, fazíamos um café ralo, assente com uma brasa, que nos consolava a alma e falávamos, falávamos rindo e chorando com algumas recordações a que agora junto a lembrança do abraço e da voz que repetia ternamente:

Ai amiga! que saudades…que saudades…

 

Maria José Rijo


publicado por Maria José Rijo às 14:28
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Domingo, 4 de Junho de 2017

CORAL PÚBLIA HORTÊNSIA DE CASTRO - Elvas

ERA UMA VEZ UM CORAL QUE NASCEU DE UM SONHO!

e  Acabou de fazer 30 anos.

Parabéns

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DO  ce, docemente

RE  ma, de mansinho

MI  nha fé na aventura

FA  z-te ao largo, segreda

SOL  ta livre o pensamento

LA  buta, sonha luta e no

SI  lêncio serenamente o eco... Escuta 

 

Maria José rijo

Indicativo do Coral Públia Hortênsia de Castro de Elvas

1987 – 2017 = 30 Anos

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publicado por Maria José Rijo às 18:00
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