Sábado, 7 de Maio de 2016

Exposição no Museu da Fotografia

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“Falar por Imagens”

Será que cada um de nós é, apenas, sem alternativa, escravo de um destino inscrito na sua génese?

Nesse caso, onde ficariam o livre arbítrio, a vontade própria, o anseio de Mundo, de conhecimento, a capacidade de escolha, o rumo que é suposto cada qual dar ao seu percurso de vida na procura da sua realização pessoal, da materialização dos seus sonhos, da sua individualidade…

Deixo a pergunta a que não sei responder. Mas, sei, posso-o afirmar sem receio de contradição ou controvérsias, porque a vida, para isso, dá fortes testemunhos, que se pode nascer com apetência irrefutável para caminhos como que predestinados na música, no canto, na dança, na escultura, arquitectura, pintura, na escrita, em qualquer expressão artística ou outras.

De qualquer ramo de arte se podem apreender, aprender e utilizar as técnicas - mas - que não se aprende a ser Artista – todos o sabemos.

Com criatividade e inspiração:

Falam da Vida - pela música, compositores e intérpretes.

Falam da Vida - pela palavra, poetas e escritores.

Falam da Vida – ousando formas e volumes, escultores e arquitectos.

Falam da Vida – com a maleabilidade da voz, cançonetistas e cantores.

Falam da Vida – com traços e policromia, desenhadores e pintores.

Falam da Vida – a terra com as estações, o céu e o mar com bonanças e tempestades.

Falam da terra animais e plantas.

Correm as nuvens ao sabor dos ventos.

Corre a humanidade atrás dos sonhos de contar, cada qual a seu jeito, a Vida que a todos seduz e todos e tudo ultrapassa irremediavelmente.

Corre o tempo atrás do Tempo que a seu tempo o nosso tempo limita.

João Carpinteiro, desde muito jovem, criança ainda, manifestou, não direi tendência ou gosto, afirmarei: sem dúvida - paixão – pela fotografia.

Seguir esse caminho poderia ter sido na sua vida um trabalho, um emprego, um ofício – mas não!

No seu caso revelou-se e tem sido uma verdadeira manifestação da arte de comunicar, de contar, falar, narrando as suas emoções por imagens.

E, se é verdade que a fotografia não cria o modelo ou o motivo do acontecimento que grava, é incontestável que, capta deles a mensagem, qualquer uma que ela seja – que, ao ser fixada se enobrece como testemunho da história do seu tempo – neste caso do nosso tempo - do que dele vê, do que dele viveu e vive e vai retratando e, como legado em imagens transmite e oferece a quem saiba entender o Amor pela vida que João Carpinteiro sente e connosco aqui, nesta exposição compartilha generosamente.

 

Maria José Rijo

29 Abril 2016

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publicado por Maria José Rijo às 15:52
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